sexta-feira, fevereiro 27

a estupidez das máquinas não tem limites

Para quem já anda nisto dos blogues há um tempo a idiotice dos computadores e dos algoritmos do Google não é novidade nenhuma. Foram muitos os casos, muitas as tolices dos servidores de sillicon valley. Mas o mais recente caso em que se vêem envolvidos o Entramula e o Argoladas ultrapassa todos os limites. Pela minha parte deixo aqui mais uma reprodução do belíssimo quadro de Courbet, que parece chocar tanto todos os néscios e algumas máquinas, e a promessa que se a coisa se mantiver vou blogar para outro lado…

Obrigado ao Tibério pela chamada de atenção, é que depois da estucha de tarde que tive hoje dificilmente me apercebia…

Emissão em directo

Uma Armada ao serviço do XVI Congresso Nacional do PS. A distância agradece.

Concelho Feliz

Angra é o concelho mais “feliz” de Portugal
E em Ponta Delgada como é que ficamos?!

Reconhecimento

Jovens açorianos entre os 100 talentos criativos europeus
A ambos os seleccionados os parabéns do :ILHAS.

Leitura recomendada



Canadiana Naomi Klein vence Prémio Warwick com “The Schock Doctrine”.

quinta-feira, fevereiro 26

O PPM sobre a CDU


"A CDU deverá regressar ao Parlamento através do círculo de compensação regional. Apesar das naturais diferenças ideológicas que me separam do Aníbal Pires, não me custa reconhecer no líder comunista uma grande capacidade de luta e uma coerência política impoluta."

in "Excertos de uma Oposição Monárquica ao Regime Cesarista Açoriano", Paulo Estevão, Chiado Editora


PS - Há, neste processo, um equívoco de raciocínio. Não sou eu que faço, já estava feito. Não fui eu quem escreveu, foi o autor. Não fui eu quem publicou, foi a Chiado Editora. Eu limitei-me a transcrever, que é - como se sabe - trabalho inferior, se exceptuarmos os monges copistas e os relatores por obrigação. Se me é permitida a réplica, sugiro "O Adivinho". Também é o melhor Astérix e casa muito melhor com a personagem política do líder do PPM/A.

quarta-feira, fevereiro 25

Agente Provocador



Emissão das 4ªs com os suspeitos habituais que esta semana convidam Henrique Ferreira tendo por base o Brasil com paragem obrigatória pelo Livramento e Lisboa, e ainda o Direito, a Noite, o Djing (seja lá o que isso for!) e muito provavelmente e se houver tempo para isso o Cinema dos Óscares. Tudo a custo zero a partir das 22h10 na RTP-A.

ArCo'09

Os Açores participaram, pela segunda vez, na Feira de Arte Contemporânea de Madrid por intermédio da Galeria Fonseca Macedo, naquela que é considerada uma das mais importantes feiras de arte contemporânea europeias, e que decorreu de 11 a 16 de Fevereiro. A primeira representação aconteceu em 2006, enquanto que 2009 marcou o regresso da galeria à ArCo e que no seu momento inaugural contou com a presença da Directora Regional da Cultura, Gabriela Canavilhas, conferindo ao evento a importância que dele importa reproduzir.

Num universo de 200 galerias e 2000 artistas a participação portuguesa quedou-se pela presença de 12 galerias e cerca de uma centena de artistas portugueses. A Fonseca Macedo participou num programa designado por ArCo 40 cujas condições obrigavam à apresentação de um máximo de três artistas com obras criadas nos últimos três anos. Neste sentido, a representação artística da galeria no certame recaiu sobre Augusto Alves da Silva e Maria José Cavaco, ambos artistas residentes da instituição.

Esta 28ª edição da ArCo ficou marcada pelo ambiente de recessão económica internacional e cujo sentimento de apreensão foi transmitido pela directora da feira, em declarações ao El País, ao referir que "teriam de trabalhar o dobro para conseguir metade dos resultados de antes." Um mal generalizado e que reflecte a retracção do mercado.

A presença da galeria poderá ser considerada como de assaz positiva, sendo de destacar a atenção exercida sob o trabalho de Maria José Cavaco cuja obra exposta para além de ter sido parcialmente adquirida foi amplamente elogiada. A consistente internacionalização das artes plásticas e dos artistas regionais é uma prática que carece de uma substancial sustentação, programação e apoio condizentes, de modo a que este investimento seja efectivamente rentabilizado e como estímulo interno a um progressivo incremento artístico criativo.

Como nota final gostaria de reforçar os meus parabéns à persistência profissional da galeria Fonseca Macedo, ao empenho irrepreensível de Maria José Cavaco e ao apoio institucional da Região na percussão de mais-valias criativas num mercado artístico globalizado e muito competitivo.


* edição de 17/02/09 do AO
** Email Reporter X
*** Imagem X Galeria Fonseca Macedo

terça-feira, fevereiro 24

Ler o Cinema

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George Méliès "Voyage dans la lune" via Tate on line
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O rótulo de Sétima Arte, que se agarrou ao Cinema como uma marca distintiva no panteão das artes, remonta a 1912 e foi obra de Ricciotto Canudo, um obscuro intelectual italiano com simpatias fascistas que, no início do Séc. XX, teve a premonição do nascimento de uma nova expressão artística que, de certa forma, sintetizava as precedentes. Seguramente que este Canudo já teria visto os fragmentos da pré-história do Cinema, como por exemplo, o documentário de Louis Lumière que filmou uma mole de operários no termo de um turno numa fábrica de Lyon, ou as fantasias de George Méliès que já em 1902 ambicionava uma "Voyage dans la lune" ! Todos sabemos que a génese do cinema remonta ao filme dos irmãos Lumiére - "La Sortie des ouvriers de l'usine Lumière" – que, em 1894, registavam em filme, de raiz documental, o final de um dia de trabalho.

Contudo, é George Méliès quem pela primeira vez empresta à técnica cinematográfica a aura de fantasia e arte que o Cinema adquiriu. Méliès fora convidado para uma prémiére do filme dos irmãos lumiére e porventura achou a fita insípida, mas o suporte tecnológico era fascinante e abria as portas para uma nova forma de expressão artística. Fantasia, Vanguarda e Experimentalismo eram as coordenadas pelas quais Méliès orientou a sua câmara.

Embora não seja possível registar com a precisão mecânica de um relojoeiro Suiço creio que as primeiras adaptações da literatura para o Cinema são de Méliès ( com uma filmografia com mais de 500 títulos ! ) que com "La Damnation de Faust" (1897) partia de uma ideia popular mas burilada na literatura por Goethe mas, em 1902, com uma clara inspiração nos livros de Júlio Verne, assinava o iconográfico "Le Voyage Dans la Lune". Porventura é esta a primeira adaptação cinematográfica de uma obra literária. É também de Méliès a patente dos primeiros efeitos especiais: em "Escamotage d'une dame au théâtre Robert Houdin" de (1896), Méliès parou a câmara e substituiu a actriz que se encontrava envolta num véu por um esqueleto e depois recomeçou a filmagem. Voilá...com este truc d'arrêt estava criado o primeiro efeito especial da história do Cinema.
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Adiante: Como sabemos desde cedo houve pois convergência e divergência entre o Cinema e a Literatura apesar de alguns cineastas, como por exemplo, Ingmar Bergman terem repetido que "o cinema não tem nada que ver com a literatura". Com a proximidade narrativa e a contiguidade entre estas duas formas de expressão artística era inevitável que ambas estivessem condenadas a seguirem caminhos paralelos apesar de frequentemente bifurcarem para outros domínios...como nos jardins dos contos fantásticos de Jorge Luís Borges. Porém, a proximidade entre ambas as artes é inegável até na técnica: por exemplo um flash-back (muitas vezes usado no cinema em estados oníricos ou de nostalgia ou até para retroceder no desvendar de um mistério) não é mais do que a adaptação à arte do cinema da técnica literária da analepse.

Como vimos desde a sua génese o Cinema operou por aglutinação uma urdidura de teias com outras artes: por exemplo já em 1915 Louis Feuillade filmava "Les Vampires" numa digestão cinéfila do celebérrimo conto de Bram Stoker e em 1928 Buñuel e Dali usavam a celulóide como tela para as suas experiências surrealistas em "Un chien Andalou". Mais tarde o neo-realismo influenciou o cinema italiano do pós-guerra e mais tarde ainda o nouveau roman influenciou parcialmente, para o bem e para o mal, a nouvelle vague.

Como se vê a conexão entre o Cinema e as outras Artes é algo de congénito à 7ª arte. Sétima para superar a escala de Hegel que reduzia a nobreza da expressão artística respectivamente à arquitectura, escultura, pintura, música, dança e poesia. Curiosamente Hegel não incluíra no rol nem a literatura nem a filosofia. Creio que adaptar ao Cinema a filosofia de Hegel - impressa em obras como a "Ciência da Lógica" - seria um feito condenado ao fracasso artístico e comercial. Mas, a história veio a mostrar à saciedade que a literatura - que Hegel ignorara como arte - seria uma fonte inesgotável de inspiração para o cinema.

Porém, transpor para a tela a profundidade de um bom romance com toda a sua complexidade reflexiva, metafísica e existencial é uma obra de engenharia artística que raramente resulta. A propósito o Professor Carlos Reis, emérito académico da FLUC e especialista de Eça de Queiroz – autor repetidamente profanado nas diversas adaptações cinematográficas e televisivas da sua obra – disse e bem que "só nos satisfazem as adaptações cinematográficas de romances que nunca lemos".

Mas, a adaptação cinematográfica não pode ser vista como um decalque literal do original literário. Não há aqui lugar a uma relação de fidelidade mas infelizmente há recorrentes traições ao suporte original! Seja como for uma transposição que siga à vírgula o original também anula o Cinema como expressão artística. A relação entre o livro e filme é de diálogo em que não há subjugação ou equivalência. Se abandonarmos o paradigma da reprodução da fonte literária para o suporte cinematográfico a relação entre Cinema e Literatura deixa de ser problemática mas apenas estética e artística. Paradoxalmente, hoje, o caminho faz-se em sentido inverso e o final do Século XX assistiu à contaminação da literatura pela linguagem do cinema e das suas técnicas narrativas. Creio que a "Geração X" (1991) de Douglas Coupland é uma obra seminal dessa tendência.
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Notas de um serão a Ler o Cinema na Livraria Solmar

Aviso à navegação

Interrupção na emissão para informar que a jukebox foi finalmente actualizada pelo agente de serviço com sabores que vão de M.I.A. a Bon Iver passando por Elastica. O header :ILHAS desta semana foi subtraído ao co-blogger Filipe Franco. A administração agradece.

Idiossincrasia(s)

O :ILHAS não põe a máscara, não mete água e não vai em bailinhos. O mais próximo da tradição será mesmo o consumo de açúcares em formato malassada. Obrigado Francisco.

segunda-feira, fevereiro 23

Sic transit gloria mundi

Antes do Argoladas passar do concreto ao real já o :ILHAS tinha dado a conhecer A Origem do Mundo.

Há vida para além de "Menos que Zero"

O zero foi eleito argumentário recorrente na oposição plenária. Assumi que estava perante fãs incondicionáveis de Bret Easton Ellis (mas pouco esclarecidos). Outros há que não abdicam da bíblia.

Na Islândia

O combate à crise faz-se com uma viragem verde situada naturalmente à esquerda.

Fragrante

Largo de São João. Ponta Delgada. Fev'09. O ninho de silêncios é cúmplice...

domingo, fevereiro 22

CineClube



Vicky Cristina Barcelona está em exibição esta semana nos cinemas Castello Lopes. O último filme de Woddy Allen diverte mas não entusiasma. A estada em Barcelona revela-se através do cliché e é sobretudo preguiçosa. Os actores são óptimos, sendo que esse é um dos maiores recursos ao dispor do realizador. A produção denota algumas falhas fruto, talvez, da escassez de matéria prima. Não obstante, vale a pena a ida ao celulóide. Mais logo há Óscars para conferir.

sexta-feira, fevereiro 20

O PPM sobre o BE


«O Bloco de Esquerda é (...) "uma fraude política que vegeta entre a inexistência pública e a parasitagem às deslocações dos dirigentes nacionais à Região". Faltam-lhe 700 votos, em relação a 2004, para elegerem um deputado (concorreram apenas em cinco círculos).
Estou em crer que apesar da "vadiagem" dos últimos 4 anos, a preguiça poderá ser recompensada com a eleição de uma deputada»

in "Excertos de uma Oposição Monárquica ao Regime Cesarista Açoriano", Paulo Estevão, Chiado Editora

Desculpe, importa-se de repetir?!

«(...) Os motivos tropicais típicos do carnaval brasileiro serviram de inspiração a Toni Vieira, que pretende homenagiar um dos maiores símbolos do Carnaval, a recém-falecida Carmen Miranda (...)».
Recém-falecida?! Homenagiar?!

quinta-feira, fevereiro 19

O PPM sobre o PSD


"O maior partido da oposição é uma espécie de nave espacial de ficção. O comandante da nave é uma espécie de Sr. Spock, um ser incapaz de transmitir a mais mínima das emoções. Possui, além disso, a incrível faculdade de adormecer - com um simples toque retórico - o mais exaltado dos iconófilos (...).
Para o ponto mais nevrálgico da nave social-democrata, o comandante designou Berta Cabral, uma dirigente possuidora de um código de hinernação com o ponteiro apontado para o ano de 2012.
No resto da nave viajam um grande número de seres exóticos: os dinossauros, os antigos jotas já entradotes, os invisíveis e os desesperados."

in "Excertos de uma Oposição Monárquica ao Regime Cesarista Açoriano", Paulo Estêvão, Chiado Editora

Convite

Fica aqui o convite para uma sessão à volta de livros e do cinema na Solmar.

Em sentido contrário

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A bondade de uma medida política não se mede pelo facto de ter sido ou não tomada por um determinado partido. Se aproveita a toda a comunidade não deveria ser objecto de remoques. Estes ou são erupções sectaristas ou apenas expressão de pura frustração daqueles cuja agremiação não patenteou oportunamente a ideia e o respectivo projecto. Paradigma desta frustração e crítica inane é a performance a que agora se assiste, tendo por alvo a Polícia Municipal de Ponta Delgada, cujo projecto é mais uma conquista do PSD e da equipa de Berta Cabral. Uma promessa eleitoral que se concretizou em Junho de 2003 com a criação da Polícia Municipal de Ponta Delgada que foi agora, em Fevereiro de 2009, ratificada pelo Governo da República. Não é matéria de somenos importância até porque é a primeira polícia do género a ser criada nas Regiões Autónomas. Sendo impossível negar a autoria deste projecto assistimos agora ao esforço de alguns sectores do PS empenhados em menorizar a relevância desta medida como se fossem já uma franja da oposição comissariada para os habituais petardos de maledicência. Por exemplo: ora, se reduz a nobre missão da Policia Municipal à guarda de parquímetros, ora se caricatura a dependência hierárquica da Presidente de Câmara, porventura, porque se lastima que aqui não haja a "mãozinha" da rosa para a propaganda do costume. A Polícia Municipal de Ponta Delgada será muito mais do que esta visão redutora, desde logo, porque nos termos da lei pode e deve cooperar com "as forças de segurança na manutenção da tranquilidade pública e na segurança das comunidades locais." É também de segurança que aqui se trata e esta é hoje um bem cada vez mais escasso como todos nós sabemos, apesar da repetida mentira de que vivemos, sem crise, num oásis de tranquilidade cor-de-rosa. As populações conhecem a realidade e sabem que toda e qualquer medida que reforce a segurança dos "espaços públicos" é objectivamente positiva. Cremos que este projecto da Polícia Municipal de Ponta Delgada está em sintonia com a actualidade e com os seus desafios. Temos a certeza de que a mesma terá o contributo do Governo da República, não como um favor, mas como um dever legal que decorre de uma candidatura que cumpriu com todos os pressupostos legais, e que mereceu parecer favorável de uma comissão independente que escrutinou a sua viabilidade, sustentabilidade e adequação à lei. Acreditamos que a Polícia Municipal de Ponta Delgada está na ordem do dia por mérito de quem avançou com a sua criação e será uma mais valia para o futuro da maior cidade do arquipélago. Há quem prefira negar o futuro mas, mesmo estes se olharem para o passado compreenderão que é pela mão do centralismo e do sectarismo que se trava o desenvolvimento regional e local dos Açores. O mesmo centralismo que em 1900 extinguiu o corpo de zeladores da edilidade de Ponta Delgada – uma espécie de policia municipal dos nossos avoengos – cuja história está bem "cadastrada" no artigo de opinião de Joaquim Machado no Açoriano Oriental de 16 de Fevereiro. Uma história de leitura obrigatória especialmente para os descendentes do serviçal centralismo que é hoje, juntamente com os seus personagens, cada vez mais uma extravagância museológica em sentido contrário ao tempo do presente e do futuro
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João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiário.com

terça-feira, fevereiro 17

A propósito de ser Professor

A opinião de Stanley Fish sobre o fim das humanidades e a lógica economicista das universidades em tempos de crise. Linkado por via de um dos Prós dos Contras de ontem à noite.

segunda-feira, fevereiro 16

Ponto de encontro

Altura do mês com semanada alinhada para a Horta. Apesar do sol e da temperatura amena a inconstância dos dias tenderá a agitar as águas.

Guia

Não desistiremos de explorar
E o fim de toda a nossa exploração
Será chegarmos ao lugar de onde partimos
E conhecer o lugar pela primeira vez.
Através do portão desconhecido e lembrado
Quando o último confim da terra por descobrir
For o lugar que foi o começo;


de Little Gidding, in "Quatro Quartetos", de T.S.Eliott

PS - Em memória de RFK, porque me lembrei que, se pudesse, teria querido ser ele.

domingo, fevereiro 15

Some Might Say



Exemplo último dos Rock n' Roll Stars e Heróis da minha geração hoje ao vivo e a cores no PA.

sexta-feira, fevereiro 13

Crise Fotográfica

World Press Photo 08'
Vencedor: Anthony Suau, Time Magazine

O detective Robert Kole entra numa casa em Cleveland, Ohio, para garantir a segurança de um operação de despejo, na sequência da falência de uma família americana. As finanças venceram a guerra.

quinta-feira, fevereiro 12

Urbanidade serôdia

"(...) não vai haver lugar a poucas vergonhas"
Certo. Apenas sexo ao vivo em áreas reservadas e em prol da saúde dos casais açorianos. Notícia absolutamente genial (provavelmente escrita durante a madrugada).

Slow Motion

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Em recente parecer do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas é novamente exposta a fragilidade do "quarto poder" na Região Autónoma dos Açores. À margem dos pormenores de uma peça jornalística da RTP-Açores, que registou em "fast forward" um evento institucional de croquetes, entremeados com espumante, o que fica, no essencial, é a certeza de que há ingerências repetidas do poder político no trabalho dos jornalistas. Não é novidade nem é pecado exclusivo do actual Governo Regional. Porém, a reincidência da "alegada ingerência política", nomeadamente na Televisão do Estado, "é uma matéria bastante sensível que deve ser tratada com equilíbrio e respeito pelos vários intervenientes". Partilho desta mesma opinião sufragada pelo Senhor Secretário Regional Adjunto da Presidência pelo simples facto de que dá por assente, nas entrelinhas, que o problema existe ! A causa destas tentações de manipulação da comunicação social nos Açores é sempre a mesma: a instabilidade económico-financeira associada à escassez de recursos, materiais e humanos, que é uma maleita crónica na imprensa insular. Recorde-se que foi esta causa que motivou a polémica da discriminação negativa da "publicidade institucional" nos jornais editados em Ponta Delgada. Agora é esta mesma causa que afecta o clima que se vive na RTP-Açores. Também aqui não há nada de novo, excepto o dedo facilmente apontado ao Director da RTP-Açores. Sinal dessa novidade está no citado parecer do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas que é, seguramente, uma agremiação de ilustríssimas personalidades mas representa uma corporação com a consequente parcialidade e defesa da classe. Como se sabe o problema é mais fundo e hoje, com a memória curta dos tempos que correm, até a tutela esquece os repetidos pedidos de "bons ofícios" de Pedro Bicudo para modernização e reforma da RTP-Açores. Esta tarda e não chegará enquanto as fragilidades, designadamente de natureza financeira, servirem para o exercício de "alegadas" pressões políticas. Um "quarto poder" robusto e independente só é possível com verdadeira autonomia administrativa e financeira. No caso da RTP-Açores, que presta um serviço público, Berta Cabral preconiza a integração do seu financiamento através da Lei das Finanças Regionais. É uma solução. Porém, há quem prefira a manutenção do status quo para ir permanecendo em "slow motion" no "prime time" da RTP-Açores, porventura na ilusão de que o poder se perpetua num ecrã de TV.
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João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com

quarta-feira, fevereiro 11

Em trânsito

Entre o canal Pdl > Angra > Pdl passando pelo porto oceânico, as ondas de São Mateus, uma sopa de peixe, uma dona Amélia fugaz, uma comissão, alguma discussão, um hotspot da pt wi-fi, uns quantos mails, uma dúzia de sms, papel reciclado, um duche apressado, um copo de vinho... O caminho de regresso passa pela via que de Nemésio só o nome, um aniversário, um mimo e uma ida à Colmeia. É bom o regresso a casa...

domingo, fevereiro 8

Diz que é uma espécie de Graffiti

Jardins das Portas do Mar. Ponta Delgada. Janeiro 2009. Quando a estética é clean um pequeno acto imbecil é suficiente para denegrir o proposto. Outros exemplos equivalentes em edifícios do centro histórico de Ponta Delgada são igualmente apanágio desta nossa modernidade tardia...

CineClube



«(...) "Valquíria" não é "o filme do costume" sobre o nazismo ou sobre o anti-nazismo. Fora sabermos que Stauffenberg e os seus camaradas estão do lado certo da História, nada há de reconfortante nem neles nem nas suas motivações - o que é até, pelo menos até certo ponto, historicamente justo. Stauffenberg, assim como boa parte do corpo de oficiais do exército alemão, era oriundo da velha aristocracia militar prussiana, que não tinha especial simpatia pelo nazismo mas podia conviver bem com ele enquanto os interesses se mantivessem comuns e a classe não se sentisse particularmente desonrada». Luis Miguel Oliveira (PÚBLICO).



O Estranho caso de Benjamim Button «Não é um filme, são três cruzados que não têm nada a ver um com o outro: a partir do conto de Fitzgerald sobre um homem que nasce velho e em vez de envelhecer rejuvenesce ao longo dos anos, o argumentista Eric Roth quer fazer uma sonsice pseudohistórica à "Forrest Gump", Brad Pitt e Cate Blanchett (ambos espantosamente "miscast") parecem estar num melodrama romântico à moda antiga, e o realizador David Fincher quer fazer uma fábula romanesca. No papel, é a receita para o desastre; no écrã, Fincher não só ganha aos pontos, jogando de modo magistral com o espaço e o tempo para contar a sua fábula, confirmando a sua vocação de criador de ambientes e trabalhando a montagem com argúcia, como consegue fazer esquecer que o filme dura três horas, que o argumento é vergonhosamente manipulador, que Pitt e Blanchett são os actores errados para esta fita. Depois do sublime "Austrália", "O Estranho Caso..." é a segunda prova em como é possível reinventar o romanesco para os nossos dias. Não devia resultar, mas resulta - apostamos que nem Fincher sabe como». Jorge Mourinha (PÚBLICO)

Propostas em exibição até 5ª feira na Castello Lopes (Parque Atlântico/Pdl).

sexta-feira, fevereiro 6

Até já...

A agenda do fim-de-semana para ver e ouvir mais logo.

A Garganta Funda e o Caiador

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Estórias incontáveis
O Caiador
por Ferreira Almeida (*)

" Em 1976 estavam no auge em Ponta Delgada e arredores os filmes da pesada – pornográficos –, "conquista" recente, avidamente saboreada por sabidos e ingénuos.
Por falar em ingénuos, houve famílias muito recatadas que se empiriquitaram todas para ir ao Cine Lagoense ver "O último tango em Paris", "A grande farra" ou coisa parecida, sem saberem, nem exacta nem aproximadamente, ao que iam. Apenas tinham ouvido falar de uma moderna obra-prima da 7.ª Arte, um tanto prafrentex, era verdade, mas que não se poderia perder, a bem da cultura cinematográfica.
Durante as sessões, o silêncio da plateia era sepulcral, enquanto o ecrã mostrava cenas certamente chocantes, sublinhadas por ais, uis, suspiros e gemidos estereofónicos...E o constrangimento era tanto que, quando se acendiam as luzes, as pessoas nem tinham cara de olhar umas para as outras, jurando a si mesmas que nunca mais na porca da vida cairiam noutra esparrela.

Na Rua de Lisboa, entre a Vila Nova de Baixo e a sorumbática Rua da Alegria, perto do castelo de S. Brás, inaugurou-se naquele ano mais um cinema, para aproveitar o novo filão em plena exploração pelos cines Lagoense, Povoacense, Central (Fajã de Baixo), Pópulo e outros, (mas também pelos tradicionais Vitória e São Pedro), dedicados maioritária ou exclusivamente à rendosa especialidade, conhecida por cinema porno hard-core. Era o Cine S. José, aonde fiéis apreciadores iam amiúde "à missa", como então se dizia, muitos deles recorrendo a estratagemas para não serem vistos – compra do bilhete pelo empregado da firma, entrada e saída de roldão na sala às escuras, com o bacanal em pleno – quem é que ia desgrudar os olhos da pantalha?

Ocorre-me a estória daquela velhota solteirona, beata e incrédula com o que via na televisão! Escandalizada pelas fitas com direito a bolinha vermelha, esticava amiúde o pescoço para bem mais perto do aparelho, enquanto ajeitava nervosamente as cangalhas e arregalava os olhos, para melhor ver e condenar energicamente todas aquelas safadezas sem-vergonha.Ora, por exigência das muito justamente escandalizadas beatas da paróquia, que não se conformavam com o envolvimento do seu pobre, venerando e casto santo padroeiro naqueles regabofes e – diz-se – por pressão do Governo Regional, igualmente inconformado com tais promiscuidades, o Cine S. José teve de mudar de nome. Passou a Cine Alfa, agora sim, um nome mais consentâneo com o produto que a casa servia a uma clientela farta e certa.

Parece que nestes cinemas as sessões não eram contínuas. À soirée, algumas fitas justificavam duas sessões – às 22:30 e 24:00 –, com a casa a abarrotar de "porno-cinéfilos", não obstante o honesto e preocupado empresário, cheio de pruridos, avisar que o filme era imoral, e recomendar vivamente ao público para não o ver, por ser rigorosamente interdito a menores de dezoito anos, podendo ser exigido à entrada o bilhete de identidade. Não se aceitavam marcações. O homem bem que avisava, mas a malta não ligava peva! Em boa verdade, "quanto mais porco, mais toucinho".

À matinée, projectava-se a cândida "Pippi das meias altas", para maiores de seis anos, o inócuo "Parabéns senhor Vicente" e outras lamechices afins, próprias para os pais levarem a pequenada ao cinema em tarde de domingo. Assim se matavam, de uma só cajadada, a pasmaceira e vários coelhos.

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O oficial de dia ao Quartel General acabara de jantar e tomava um café no bar de oficiais. Intempestivamente, bateram à porta.
– Entre!
Mê cap´tã dá lecenca?
Era o Caiador, soldado muito popular no quartel. Natural de Vila Franca do Campo – terra de bons operários da construção civil – era meio tosco e esgrouviado, sempre com o uniforme (?) de trabalho borrado de tinta, graxa e esterco. Prestável, voluntarioso, um pau para toda a obra.
Vinha pedir uma dispensa do recolher, arengando que se esquecera de meter o papel na caixa das dispensas da Companhia. Precisava muito de sair.
– Ó Caiador, pra que queres uma dispensa de recolher a esta hora?
Êh mê cap’tã! É p’ra i ó cenema.
– Tá bem, assino a dispensa. E o que é que vais ver?
Eh senhô! Ê nam sei! É um firme!...
– Tá bem, dá cá o papel. Quando entrares, vens entregar-me a dispensa.
Sim senhô, mê cap’tã!
E lá foi o Caiador porta fora, lampeiro, pulando de contente com a dispensa no bolso.
Na abertura do portão da meia-noite, tal como o oficial de dia tinha prevenido, lá estava ele à porta do gabinete, prazenteiro, de olhar esfuziante, a mão direita numa continência às três pancadas e a esquerda com a dispensa em riste.
Mê cap’tã dá lecença?
– Entra. Diz-me lá! Como é que se chama o “firme” que foste ver?
Eh senhô! Nam sei!… Ê nam sei lê!
– Tá bem. Mas, e o "firme" era bom?
Aí, o Caiador arqueou lentamente os ombros, espetou os beiços num trejeito de macaco e, revirando os olhos semicerrados e libidinosos, apenas conseguiu soltar um longo, gutural e eloquente "Huuuuuuuuuuuuhhhhhhhh"!!!... "

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(*) nas crónicas do Terra Nostra sempre à sexta-feira.

Crónica diária

«(...) Agora há muitas universidades e apesar de haver muitos alunos também não chegam para todas. A concorrência é cruel e há tantos cursos que se torna difícil inventar um que não exista já. Experimente. É um divertido jogo de salão. Quanto mais imaginário parecer, maior a probabilidade das inscrições estarem abertas A publicidade das universidades não é menos imaginosa. Ontem reparei que a Universidade Autónoma de Lisboa - cujo logótipo tem uma coroa de louro em cima do A como agradecimento a Apolo - começou a anunciar-se como "A única universidade no centro de Lisboa". De facto, não é mentira: é no Conde Redondo, tão perto do Marquês de Pombal como do Elefante Branco. Mais central não podia ser. Dá jeito estudar numa universidade tão bem situada. Sai-se das aulas e, passados uns minutos, pode-se estar na Smarta ou no Dolce e Gabbana (...).»
O regresso do MEC na companhia do Bartoon ao espaço público tem sido um feliz contributo para a leitura diária da imprensa escrita. Os anos 80 vieram para ficar.

* Excerto da crónica O centro do ensino de Miguel Esteves Cardoso na edição de hoje do Público

Bens imateriais



Uma pérola perdida na discografia da década onde o kitsch era mainstream. Parabéns JNAS!

...Eu hoje deitei-me assim !

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fazer anos

Faz agora dez anos que um pequeníssimo grupo de amigos (começou com dois e não passou de cinco) se juntou para criar uma singularidade. Tenho à minha frente o 1º número da :ILHAS e ao olhar para este peixinho dourado que parece querer nadar na capa de fundo branco penso, sem mágoa nem nostalgia, que esse encontro de há dez anos atrás trouxe tudo de bom e foi um dos grande momentos da minha vida.

Numa manhã mais ou menos normal de Ponta Delgada eu e o Alexandre sentámo-nos na Tabacaria, provavelmente em torno de dois cafés, uma Água das Pedras e o Açoriano Oriental e discutimos Cultura. Acabados de chegar à ilha, completa a academia e na perspectiva de começar a vida, falávamos de projectos, que é coisa que os jovens fazem, inventamos ideias e criamos um esboço que viria a chamar-se MUU e cujo cartão de visita era uma criação editorial chamada :ILHAS.

Jovem que é jovem quer ser editado e nós não fomos excepção, caímos aliás em todos os estereótipos, todos menos um: nunca fomos consensuais. Numa terra feita de bipolaridades idiotas o primeiro propósito da :ILHAS e da MUU foi reunir sem facções, nem partidarites, nem sequer concordâncias, gentes de todos os campos, de todas as cores, de todos os feitios. O único critério era, mesmo que nem sempre tenha sido cumprido, a validade das ideias e a qualidade dos contributos, fossem eles textos, imagens ou o que fosse.

Com isso em mente partimos à procura de colaboradores e mantivemos sempre esse critério rigoroso de censurar apenas a mediocridade e o sectarismo ignorante. Ao terceiro número o inevitável nome João Nuno Almeida e Sousa chegou, altivo, às páginas da :ILHAS.

O João Nuno é tudo o que eu não sou: Alto, magro, sério, jurista, judoca, pai de dois filhos, sionista, duro de ouvido, reaccionário, conservadoríssimo, PSD, motard, poupado, paciente, cabelo e olhos escuros e prefere cães em vez de gatos. Todos estes atributos faziam do João Nuno, desde o inicio, um colaborador inevitável da :ILHAS. Mais do que a antiga amizade que nos unia e une, mais do que os velhos pergaminhos de conhecimentos e obrigações entre famílias, era a vivacidade e actualidade das ideias que obrigava a essa colaboração.

A minha relação com o JNAS é a comprovação prática da velha máxima anglo-saxónica: whe agree to desagree. E nunca poderia ser de outra maneira. Se há coisa que espero que a :ILHAS e este afilhado blogue deixe para o futuro é a ideia sempre tão frágil nesta pequena terra de extremos e efervescências de que no mesmo curto espaço, desde que com civilidade, podem conviver e celebrar-se vontades, crenças e ideologias opostas.

Tudo isto para dizer – Parabéns João Nuno.

Não tarda apanho-te, aí nos quarenta.

quinta-feira, fevereiro 5

Dedicado a Quem Merece


Magalhães, Magalhães
aqui me tães
contigo zangado
pois não é que estava descansado
por ter em ti ter arranjado
um amigo, um aliado
que via o meu puro lado de génio camuflado.

Eu já me via contigo
a resolver duma vez
os problemas do país
a conseguir muita riqueza
e tudo com a minha esperteza.

O meu nome em rua ou em ponte
no futuro citado como fonte
de memórias de grandeza.

Ah Magalhães, Magalhães
Aqui me tães
muito zangado contigo
porque já me vieram dizer
que afinal era traído
e a outros já te tinhas vendido
antes de seres meu amigo.

Magalhães, Magalhães
vou-me embora,
já não me tães.


A vida ao contrário

...
"Tudo se vive imediatamente pela primeira vez sem preparação. Como se um actor entrasse em cena sem nunca ter ensaiado.". Este desafio perante a vida foi magistralmente ficcionado por Milan Kundera no incontornável "A insustentável leveza do ser". Hoje esta obra já perdeu validade dada a alteração do contexto político em que foi produzida. O mesmo se dirá da sua adaptação ao cinema. Mas, há Cinema que passa ao largo do entretenimento e do momento histórico que o motiva. "O Estranho caso de Benjamim Button" é um exemplo desse Cinema feito com a mestria de ourives e capaz de compor uma história épica e intemporal. É certo que uma das personagens do filme afirma recorrentemente que nada dura para sempre, mas, no final do filme, fica-nos a certeza de que o amor que não se esquece é capaz de ser a excepção à regra.

A novidade deste filme, - que a crítica tem negligenciado mas que tem conquistado o público - , está em contar a história ao contrário. Assim, o relógio biológico da personagem encarnada por Brad Pitt funciona em sentido contrário ao andamento normal do tempo. Button é pois uma aberração da natureza que nasce velho para morrer novo! Um caso de verdadeira ficção que é uma provocação para uma reflexão pessoal da vida e daqueles que nos rodeiam. No filme, como na vida, por vezes andamos em sentido contrário sem nos apercebermos de que estamos em rota de colisão. No filme, como na vida, não sabemos, porque não ensaiamos a entrada em cena, que "as nossas vidas são definidas pelas oportunidades, mesmo pelas que perdemos". A única alternativa de corrigirmos efectivamente as oportunidades perdidas e os erros que transportamos seria vivermos uma segunda vida ao contrário. Woody Allen imaginou a dele assim : "Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma. Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu. Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voila ! Acaba com um orgasmo !". David Fincher, que realizou "O estranho caso de Benjamin Button", tem uma outra visão menos irónica mas substancialmente épica. É efectivamente de um filme épico que se trata, sem a mole habitual de figurantes que enchem um épico de Hollywood, que retrata a heróica existência humana. Como isso não basta para fazer um épico "oscarizável" engendra-se, com a perícia de um relojoeiro, uma existência que se vive do fim para o princípio. A realização está a cargo de um dos melhores cineastas da actualidade. O argumento saiu da adaptação criativa de um conto de F. Scott Fitzgerald's pela mão de Robin Swicord, o mesmo que também escreveu o argumento de outro épico existencial que é "Forrest Gump". Tendo como núcleo central a cidade de Nova Orleães este "Estranho caso de Benjamin Button" é indispensável para quem vê no Cinema mais do que 90 minutos de entretenimento. Se é para entreter mais vale ir à "bola" ; mas se puderem não deixem passar a oportunidade de ir ao Cinema para se reencontrarem com a verdadeira "sétima arte" que se respira neste "Estranho caso de Benjamin Button".
...
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com

quarta-feira, fevereiro 4

Agente Provocador



O trio habitual volta a juntar-se e assume o controlo da Antena1 a partir das 22h30. O convidado desta semana é Carlos Decq Mota (o responsável pela empresa Anima Cultura).

Miudezas

A reportagem que foi capa do Açoriano Oriental do passado sábado abordava um assunto que não é uma novidade para ninguém: a falta de apoios privados no sector cultural. Este é um problema antigo, que se apresenta agora com sintomas agudizados pela conjuntura económica actual e cujo diagnóstico é por todos conhecido. Não discuto os critérios que estão na génese da construção do artigo em destaque, mas existem algumas questões com as quais não concordo, nomeadamente, com a assumpção do todo cultural pela análise de um dos seus apêndices. Como ponto de partida, foi referenciado o relatório do Instituto Nacional de Estatística relativo ao consumo cultural e ao lazer em 2007, o qual coloca os Açores numa posição confortável: um quarto lugar em sete possíveis, revelando que os açorianos gastaram em média cerca de € 875 em fruição cultural diversa. No artigo em questão, confunde-se a promoção de espectáculos ao vivo e similares (em especial ao ar livre) com os verificados em salas de espectáculos e não existe qualquer menção àquilo que podemos designar por ‘alta cultura’ (concertos eruditos, museus e galerias de arte, por exemplo), consubstanciando-se somente a opinião em práticas comerciais e recreativas que, per si, não constituem a imagem de um todo. Nada tenho contra uma visão mercantilista da coisa cultural, mas outra coisa será basear nesse paradigma toda a acção do meio. Uma e outra são em regra antagónicas e apontam para objectivos diferenciados. E, ao contrário do que foi dito, as pessoas habituaram-se a pagar pelos espectáculos a que assistem. Ao mesmo tempo não compreendo o teor da notícia, em que se defende que, por um lado, a crise pode colocar em risco a oferta cultural mas em que, por outro lado, os empresários entrevistados dizem ser possível realizar espectáculos sem apoios oficiais (!). Há, no mínimo, um contra-senso e são dados contributos pouco esclarecidos relativamente a um sector importante na dinamização sócio-cultural das ilhas.

* edição de 03/02/09 do AO
** Email Reporter X
*** Imagem X TM/Fernando Resendes

terça-feira, fevereiro 3

s.o.s Terreiro

ou de como os movimentos civicos podem conseguir vitórias.

O projecto reconstrução e protecção da orla costeira de São Mateus, que vai desde o Negrito ao Terreiro, terá em conta preocupações ambientais, bem como o impacto na prática de desportos de ondas, garantem as autoridades competentes.
“Já reuni com alguns dos praticantes deste tipo de desportos, que manifestaram as suas preocupações. A obra já está adjudicada, mas encontraremos uma solução que não prejudique as ondas. Esta é uma matéria complexa e que passa por dois pontos, o de proteger e manter a muralha e de fazê-lo de forma a não prejudicar a prática dos deportos de ondas. A obra já teve início, na Baía das Canas, no Porto Martins”, afirma o secretário regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses.

fonte Diário Insular (sublinhado meu)

agora importa acompanhar atentamente o desenrolar da obra para garantir que as intenções se transformam em actos. De qualquer modo, parabéns aos surfistas e bodyboarders da Terceira!

segunda-feira, fevereiro 2

FÓRUM DE TORTURA TAURINA?


Ainda existem aficionados para espectáculos destes?

Há neve que vem por bem

Horta. Jan'09. O Pico visto da Horta não me cansa e a neve recente atribuiu-lhe uma luminosidade ainda maior. Nem tudo o que vem do frio é negativo.

domingo, fevereiro 1

s.o.s Terreiro



um movimento de amantes dos desportos de ondas pela defesa do seu bem mais precioso, mas que ao mesmo tempo é um património de todos.

A turma



O vencedor de Cannes 2008 em reposição esta semana no Solmar.