segunda-feira, julho 31

SEMANA 1

Pump it

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No rescaldo do concerto "rupestre" de Jamiroquai leio no Açoriano Oriental de hoje que "a organização ainda não adiantou os nomes que pretende para na próxima edição do Festival de Ponta Delgada, mas anunciou que a agência de Jamiroquai trabalha com as bandas Black Eyed Peas, Jon Bon Jovi e Bryan Adams". Abro já subscrição pública para banir o geriátrico Bryan Adams, mais o totó piroso do Jon Bon Jovi, em favor da vinda dos Black Eyed Peas, desde que, munidos da bombástica Fergie. Com efeito esta escultural Fergie é muito mais do que a musa da banda, é a sua dominatrice a quem os restantes membros dos BYP seguramente prestam vassalagem. Já imagino a banda em palco com a delicodoce e bamboleante Fergie debitando os versos de Latin Girls num sussurante: "Ven a mi /El paraiso sera para ti / Sera para ti / Sentiras /El fuego dentro de mi ser".

Apre..., não é poesia com pretensões a prémio literário, mas nem uma estátua de ferro resistiria a tal caliente chamamento lírico! Imagino ainda hordas de autóctones gritando à boca do palco Pump It entre outros hits desta trupe... escusado seria dizer que eu próprio estaria entre o coro de aficionados.
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posted by João Nuno Almeida e Sousa

8ª SEMANA








CORVO ©GONÇALO SILVA






9 ILHAS, 9 FOTÓGRAFOS
TEATRO MICAELENSE
14h00 ÀS 20h0




domingo, julho 30

Era uma vez...

esta fantástica Janela, cuja situação geográfica permite-lhe auferir de uma panorâmica excepcional sobre a Lagoa das Furnas e há sombra da qual vivenciei muitos momentos hilariantes. Seguramente no top3 das minhas janelas predilectas. A moda das janelas foi lançada em mudanças.

sexta-feira, julho 28

coisas realmente importantes

A pianista Maria João Pires anunciou ontem, em entrevista à RDP/Antena2, que vai instalar-se definitivamente no Brasil e desistir do Centro para o Estudo das Artes de Belgais, próximo de Castelo Branco, numa quinta que comprou há sete anos.

FESTIVAL PDL

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como se vê Jamiroquai, (a.k.a. space cowboy), está já a caminho por via aérea...o resto da pandilha já aí está, pelo menos, disponível on line : AQUI

Petra on the Rocks !

Antecipando a onda de calor, que a canícula deste dia promete, fica a sugestão de uma refrescante Petra on the Rocks. Este post até poderia ser o início de um novo seriado do :Ilhas a rivalizar (na imagem entenda-se) com o Cherchez la Femme...entretanto suspenso devido às responsabilidades académicas do Carlos Riley. Em alternativa poderia ser um teaser para o início de uma série de audições a potenciais bloggers, candidatas a preencher a respectiva quota paritária que temos disponível na redacção do blog. A verdade é que apenas serve de pretexto e muleta para postar a bela Petra, imersa num refrescante cenário, a pedir uma água Castello, naturalmente, aromatizada com o gelo da Nemcova ao invés desses aromas insípidos assemelhados a maçã verde. Afinal de contas: What's better than being cool? Ice cold...obviamente.
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posted by João Nuno Almeida e Sousa

nova referência

contemporânea no universo bloguístico endémico - filipe franco_foto blog.

quinta-feira, julho 27

Chinatown

Uma ideia antiga para um post perdido e agora disponível em formato reportagem.

Swimming Pool

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Por sugestão da ida a banhos, entretanto adiada, tenho encalhado parte do meu tempo livre a mergulhar em cinema rodado sobre fantásticas epopeias marítimas, das quais destaco o excelente Master and Commander. Quis o acaso que esta semana, em busca de águas mais calmas, no update cinéfilo que o DVD permite, ficasse à beira da Swimming Pool de François Ozon. Mas, como bem avisava o trailer, tudo estava calmo...apenas à superfície. Com efeito a fita é sublime e resume-se numa espécie de "Hitchcock dos sentimentos" como lhe chamou João Antunes na crítica cinéfila do JN.

Esta Piscina, algures no esplendoroso Luberon, é o ponto de encontro e desencontro de Charlotte Rampling e Ludivine Sagnier, respectivamente Sarah Morton e Julie. Sarah Morton é uma fleumática e bem sucedida escritora de novelas policiais, com uma queda para começar o dia com uma cup de chá da Escócia que, ao longo do dia, vai destilando com doses de sarcasmo q.b. Na cura de um inevitável crash emocional e criativo, à conta de um editor filantropo, instala-se na casa deste na Provença. Sozinha, junto de uma piscina omnipresente, entrega-se ao recobro do corpo e da alma criativa...até aparecer a sublime Julie que vem escangalhar a celestial e silenciosa paz.

Swimming Pool é assim um jogo de amor e ódio entre uma madura Charlotte Rampling e uma lolita resplandecente encarnada, e de que maneira, por Ludivine Sagnier. O enredo do filme é um mosaico que oscila entre a realidade e a ficção, num voyeurismo que nos confunde pois, às tantas, já não sabemos se estamos imersos na piscina retratada no filme ou na que é imaginada no livro que Sarah Morton vai escrevendo ao longo do filme! No final ficamos na dúvida se as coisas são realmente o que parecem, ficando à superfície da retina a suspeição de que a Julie que se deita delambida à borda da piscina será, ou não, uma personagem criada por Sarah Morton para preencher as páginas em branco de um livro que teimava em não arrancar.

Pelo meio há erotismo doseado com esmero, uma inquietante tensão de lesbianismo dissimulado, relações magnéticas que sintetizam a fórmula de que os opostos acabam por se unir e, claro, está uma morte fantasmagórica a dar o tom de thriller. Um filme absolutamente delicioso até na fórmula da bilingue estrutura narrativa que é uma melange entre o british accent da Charlotte Rampling e a descontracção pueril da língua francesa da belíssima Ludivine/Julie.

Parafraseando um post pretérito do Tapornumporco : "Eu por mim, não sei se aquilo que vi foi o filme ou foi o livro. Fosse o que fosse, é bom e vale a pena ver. Quanto mais não seja pela Ludivine na piscine, rima e é bom cine.". Vale pois a pena desemprateleirar este refrescante DVD do vídeo clube mais próximo e deleitarmo-nos com a fita na companhia de um Dry Martini junto da piscina.
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posted by João Nuno Almeida e Sousa

Reporter X

A melhor defesa é o ataque, diz-se. Se anteriormente não havia fiscalização agora é porque há e é demasiado exigente e restritiva (!!!). E pelos vistos há quem conviva bem com o Lixo, boa sorte!

quarta-feira, julho 26

...Strange indeed !

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Strange days have found us
Strange days have tracked us down
They're going to destroy
Our casual joys
We shall go on playing
Or find a new town

Yeah!

Strange eyes fill strange rooms
Voices will signal their tired end
The hostess is grinning
Her guests sleep from sinning
Hear me talk of sin
And you know this is it

Yeah!

Strange days have found us
And through their strange hours
We linger alone
Bodies confused
Memories misused
As we run from the day
To a strange night of stone

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Jim Morrison remixed pelos indispensáveis Thievery Corporation...para ouvir à borla, aqui

FORA DE SÉRIE

terça-feira, julho 25

este Buddha é uma máquina!

Este é um dos gadgets mais badalados dos últimos meses: um disco, um brinquedo ou uma peça de arte conceptual!? Apesar dos autores afirmarem ser apenas um disco, e uma forma inovadora para a divulgação musical do grupo, o Buddha Machine é um pouco destas 3 coisas e é um fenómeno Global (tocaram no passado sábado na ZDB). Importação via Flur e Matéria Prima.

natureza intacta

Fazer cumprir a lei será mesmo importante!?...

segunda-feira, julho 24

...Elas andam por aí

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foto: António João Correia no Resistir
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Depois da crónica canina da passada semana ocorreu-me dissertar sobre vacas?das autênticas Frísias Holstein que, ao estilo de uma aguarela kitsch, vão decorando as nossas paisagens. Num breve parágrafo o leitor já concluiu, e bem, que o cronista mergulhou de corpo inteiro na onda da silly season. Contudo, as nossas omnipresentes vacas merecem um limiar mínimo de respeito, não espantando pois que sejam honradas numa crónica semanal num jornal de grande circulação local. Ora, sem querer ter a ousadia de traçar a simbologia da vaca na nossa comunidade o certo é que elas estão em todo o lado. Desde o uso gráfico e onomatopaico do animal para fins comerciais e culturais, até ao abuso do mesmo em sanguinolentas matanças em honra do Divino que, apesar da lei tipificar tal conduta como criminosa, asseveram-me ainda ocorrerem em algumas freguesias da nossa Ilha.
Porém, além da simbologia, tema assaz inane, o problema da vida real é que, literalmente, as vacas andam por aí!

E o perigo é que no ciclo, do prado ao prato, há episódios regulares em que os ditos animais passeiam-se recorrentemente pela via pública, sem correntes ou condutor, cuidando de deixar a devida marca que nenhum préstimo tem como eventual sinalização horizontal.
Peremptoriamente o nosso Código da Estrada define taxativamente via pública como "via de comunicação terrestre afecta ao trânsito público" e ao que parece, por via de costume local e regional, as ditas vias são ainda corredores para o traslado de gado. Imagino os estupefactos turistas nórdicos que nos visitam perante tão pitoresco e terceiro-mundista desfile etnográfico. Calculo até que munidos da inevitável câmara digital cuidem de levar mundo fora tais imagens indígenas, a par de outras de igual jaez, que em nada nos dignificam. Porém, o turista está de passagem e o cidadão que diariamente circula nas nossas estradas está exposto a um perigo real que parece passar ao largo das autoridades.

Com efeito, de um modo geral, o mesmo Código da Estrada, no seu art.º 11º, impõe que "todo o veículo ou animal que circule na via pública deve ter um condutor". Logo, por regra, as nossas estimadas vaquinhas quando mudam de pasto, ou de ordenha, deveriam seguir bem ordenadas por um condutor que, medianamente responsável, acautelasse os perigos para a circulação rodoviária. Na realidade, por regra, ou as bestas seguem sozinhas ou são mal conduzidas por um petiz que julgo também seria um bom modelo para os clichés dos nossos turistas e uma triste ilustração do trabalho infantil e do absentismo escolar.
Mas entre as estruturas programáticas da nossa sociedade e aquilo que a realidade exibe parece permanecer um fosso inultrapassável. No caso da deambulação desregrada de gado nas nossas estradas é manifesto que a realidade não tem qualquer conexão com as regras estradais a que os donos das bestas estão obrigados. Com efeito no domínio do Código da Estrada, mais concretamente no seu art. 97º, "os condutores de veículos de tracção animal ou de animais devem conduzi-los de modo a manter sempre o domínio sobre a sua marcha e a evitar impedimento ou perigo para o trânsito". Atenta a realidade quotidiana das nossas estradas este preceito soa a sarcástica chalaça sobre o comum dos condutores. Mais, dispõe o mesmo artigo, no seu n.º 2, que "a entrada de gado na via pública deve ser devidamente assinalada pelo respectivo condutor e fazer-se por caminhos ou serventias a esse fim destinados.". Como se sabe esta norma é letra morta nas nossas estradas. Acresce ainda o zelo do legislador, quiçá tendo presente a bruma que frequentemente nos assola, que "sempre que seja obrigatória a utilização de dispositivos de sinalização luminosa, os condutores de veículos de tracção animal ou de animais em grupo devem utilizar uma lanterna de luz branca, visível em ambos os sentidos de trânsito.". Só faltava mesmo era obrigar os condutores de gado a circularem com coletes retrorreflectores ! Inevitavelmente como não há norma sem sanção o legislador prevê a aplicação de coimas para os proprietários dos animais que circulem em contravenção ao Código da Estrada. Como é óbvio desconheço a estatística da aplicabilidade destas normas, mas nunca vi tais infractores serem autuados ou sequer caírem nas malhas de uma operação stop.
Como infelizmente a realidade mostra, também nestes domínios da impunidade, há "vacas sagradas" que, por opção ou negligência, permanecem intocáveis apesar de contribuírem para a malfadada sinistralidade rodoviária e do mesmo passo servirem de figurantes pitorescas num postal turístico que em nada nos dignifica.
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JNAS na Edição de 25 de Julho do Jornal dos Açores

7ª SEMANA








FAIAL ©JOSÉ ANTÓNIO RODRIGUES






9 ILHAS, 9 FOTÓGRAFOS
TEATRO MICAELENSE
14h00 ÀS 20h0




domingo, julho 23

NA BOTICA DA HISTÓRIA #2

Quando hoje voltei do Pópulo pequeno,com a pele ressequida do sol a prumo, deixei a filhota a ver o Panda e fui para a televisão do outro quarto espreitar o Euronews. Calhou ver a praia de Tiro e de imediato experimentei o desconforto moral que todos os Ocidentais se deviam obrigar a sentir neste momento, onde quer que estejam. Não me considero um escuteiro de esquerda, como aquele rapaz do Bloco que foi passar férias para a Síria, mas a consciência civilizacional não é monopólio de ninguém e, portanto, houve qualquer coisa no fundo de mim que se foi abaixo quando olhei para o litoral da velha Fenícia pontuado por volutas de fumo no ecrã da televisão. Afastei para o lado o prato de meloa com presunto. Não me iria saber bem. Veio-me à cabeça a frase de Rabin que ontem li no jornal: Israel está em guerra desde 1948. Não há dúvida que sim. Quer isto dizer que quando o Estado de Israel foi criado já se sabia que o estado de sítio faria parte, por assim dizer, da sua própria condição orgânica. Quer isto dizer que os responsáveis pela sua criação não fizeram caso do preceito de Emanuel Kant no seu Projecto de Paz Perpétua (1795), que muitos dizem ser o texto inspirador da Carta das Nações Unidas: Nenhum tratado de paz vale enquanto tal se aquando da sua conclusão nele for reservado tacitamente matéria para uma guerra futura.

Sou um homem do Al Gharb, do Ocidente, mas o cordão umbilical prende-me ainda ao Levante mediterrânico e acho que todos nós nos deviamos lembrar disso a cada Dry Martini bebido nestes dias de Verão quando, chegados ao fundo da taça, dessemos de caras com a azeitona. Já nem falo das pessoas, mas das oliveiras bombardeadas. Já nem falo do que dizem os oráculos das relações internacionais nas páginas da imprensa neo-iluminista dos nossos dias, mas do que escreveu há muito tempo T.S. Eliot num dos melhores poemas do século XX, A Terra sem Vida:

Morte na Água

Phlebas, o Fenício, há quinze dias morto,
esqueceu o grito das gaivotas, a ressaca,
os ganhos e as perdas.
Uma corrente sob o mar
separou os seus ossos num murmúrio. Enquanto se elevava e descia,
passou as fases de adulto e de jovem,
entrando no remoinho.
Gentio ou Judeu,
ó tu que voltas o leme e olhas na direcção do vento,
pensa em Phlebas, que foi em tempos alto e belo como tu.

candydog

Uma sueca deprimida em férias nas baleares encontra num cão abandonado o motivo maior para se dedicar à música e sair da fossa. Esta descoberta de 6ª feira, por mão amiga, transformou-se no lounge preferido do meu ambiente de trabalho. Sinal de que o Verão anda aí!? O cândido cão espanhol em audição aqui. El Perro del Mar toca a 30 de Setembro no IMAGO (uma das parceiras MUU).

sexta-feira, julho 21

entre o ridículo e o piroso

A propósito disto (a notícia não é mais do que spin do comunicado oficial da Câmara Munícipal de Ponta Delgada) e que já sofreu comentário por parte do PS-Ponta Delgada, a mim só me resta dizer que seria apenas piroso não fosse tão triste.

CPLP...Quem!?

A CPLP é uma ideia falhada entre os países lusófonos cujo objectivo principal reside em propósitos ditos culturais - dissimulados por intermédio de uma perspectiva economicista -, assentes numa cooperação feita de palavras, encontros, moções, protocolos e documentos, cuja aplicabilidade se destina ao arquivo e ao esquecimento públicos à mercê de um orçamento que não existe e da ausência de vontade política (!!!). Daqui a 2 anos Lisboa disponibilizou-se para acolher a próxima reunião, no rescaldo daquilo que ficou por fazer ou falhou mesmo antes de se ter iniciado. Sintomático da desorientação que preside a esta comunidade está o agendamento deste último encontro, em Bissau, que decorreu em simultâneo com o dos G8, inibindo, desta forma, a participação de algumas figuras fundamentais à sedimentação desta organização - com destaque, obviamente, para a ausência do presidente do Brasil (Lula). No plano das intenções e do sonho devemos ser campeões...o legado português ao Mundo Lusófono não podia ter sido mais atabalhoado do que aquilo que, infelizmente, já é ou pretende ser.

segurança

E quem é nos protege destes senhores!?...

quarta-feira, julho 19

"a partir de hoje viaja-se de avião para as Flores ao mesmo preço que se viajaria por barco na Transmaçor"
Rui Jorge Cabral, quinta-feira 13 de Julho no Açoriano Oriental
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Poisson-avion
de Jacques Resch
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ENTRE O PROLONGAMENTO DA MARGINAL E A JAMANTA DE BETÃO

"O trabalho de qualificar e proteger uma orla marítima como a que se inicia na Pranchinha e se alonga até às Praias do Pópulo é uma tarefa que exige muita reflexão e a colaboração de especialistas ambientais e de defesa de património militar, cujas contribuições poderão enriquecer os objectivos de valorização daquele local, com a criação de valias culturais atractivas para quem o percorre, e incluir também locais de lazer e usufruto do mar, locais protegidos onde seja possível o saudável banho de mar que não em piscina fechada, agora que se tem como certo que o único espaço natural da cidade para esse fim será destruído pelo majestático empreendimento das Portas do Mar."

Soares de Sousa, sexta-feira 7 de Julho no Açoriano Oriental

LEXICOGRAFIA POLÍTICA

"Depois do léxico político açoriano ter sido enriquecido com a expressão "violas e brasileiras", cujo significado é dinheiro dos contribuintes gasto em festanças, o vocabulário dos políticos ganhou uma expressão bem mais infeliz: "reles". Na Assembleia Municipal de Ponta Delgada foi usada por socialistas e no dia seguinte, no Parlamento açoriano, por social-democratas. Cá por mim, que não sou nem de uns, nem de outros, digo como os utentes lá da Caixa: reles é a política que se anda a fazer por estas ilhas e todos vão parecendo farinha do mesmo saco. Olarila."

Maria Corisca, Domingo 16 de Julho no Correio dos Açores.

NÃO ERA PRECISA TANTA SOCIOLOGIA PARA CHEGAR A TÃO COMEZINHA CONCLUSÃO !

"A idade, mais do que a posição social, é determinada para a compreensão das diferentes motivações do frequentador do Centro Comercial Parque Atlântico.
Os mais jovens visitam o centro comercial pela diversão e convívio. E os adultos, por sua vez, procuram o Parque Atlântico, porque este permite satisfazer necessidades diferenciadas num só espaço comercial. A conclusão é do estudo realizado, em 2005, por Maria de Deus Rego, no âmbito do seminário de investigação da licenciatura em Sociologia. No trabalho, que teve por base a aplicação de um inquérito a 110 pessoas, a investigadora conclui que, quando se desloca ao centro comercial, grande parte dos frequentadores mais jovens (45,5 por cento) procura lojas e serviços e apenas 10 por cento vai ao hipermercado. Mas, ao contrário, os adultos (23,6 por cento), deslocam-se à grande superfície comercial pelas compras de hipermercado e só 13,6 por cento pelos restantes serviços e lojas."


Paula Gouveia, quarta-feira 12 de Julho no Açoriano Oriental.

AINDA A SAGA DAS NAUS DA TRANSMAÇOR.

"O processo que levou à contratação da Transmaçor como concessionário do serviço público de transporte de passageiros e viaturas entre as ilhas dos Açores tornou-se um cemitério para a credibilidade do secretário regional da Economia e do Governo Regional dos Açores.
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Ao contrário do que afirmou o presidente do Governo no parlamento, não é a "oposição que rói as unhas de inveja" da política de transportes do Governo. Creio que é o Governo ? para utilizar a mesma expressão ? que "rói as unhas" de desespero."


Pedro Gomes, quarta-feira 12 de Julho no Açoriano Oriental.

QUOTE OF THE WEEK



"Marques Mendes não faz parte de uma certa Lisboa, que se julga social e culturalmente superior. E por puro preconceito de casta : se Marques Mendes tivesse um metro e oitenta e olho azul toda a gente o acharia perfeito. Ainda há disto ?"

Vasco Pulido Valente, Domingo 16 de Julho no Público.

Desculpe, importa-se de repetir!?...

"Espertalhões sem pudor"
Frase e manchete do JdA associada à homenagem a Hernâni Santos (omissa na versão online), proferida por Jorge Nascimento Cabral ao referir-se às fronteiras do seu partido - o PSD (!!!).

terça-feira, julho 18

Novas do CREC


A importância da notícia justifica esta chamada de atenção.
Confira AQUI ou AQUI
ou Comente AQUI ou AQUI.

Exposição - Fotografia













Uma exposição fotográfica sobre o «Chá dos Açores» de José António Rodrigues, retratando o ciclo de produção até à sua comercialização, é inaugurada hoje pelas 16h00 em Vila Franca do Campo (São Miguel).

José António Rodrigues, fotojornalista residente nos Açores desde 1999, adiantou à Agência Lusa que a exposição inclui 24 fotos emolduradas, e a cores, sobre as duas únicas fábricas e plantações de chá da Europa, localizadas na ilha de São Miguel.
«Trata-se de uma exposição que retrata o trabalho das pessoas, as máquinas, a colheita e a produção», indicou o fotógrafo, ao revelar que as fotografias foram tiradas entre Maio e Junho de 2005.
A mostra «Chá dos Açores» vai estar patente ao público na Galeria Drº Augusto Simas a partir da próxima terça-feira e até 6 de Agosto, a convite do Centro Cultural de Vila Franca do Campo.

Parabéns!

6ª SEMANA








PICO ©BRUNO PORTELA






9 ILHAS, 9 FOTÓGRAFOS
TEATRO MICAELENSE
14h00 ÀS 20h0




Um valor Micaelense

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Cumprindo o calendário habitual desta época, no passado Domingo, teve lugar na Vila Franca do Campo a XVII Exposição Canina onde, como vem sendo já moda, a maioria dos canídeos inscritos pertencia à nobre estirpe do Cão de Fila de São Miguel. Contudo, se, por um lado, vem sendo notória a popularidade desta raça autóctone, por outro lado, não deixa de causar assomo a tendência para a diminuição de público e também de participantes nestes "certames". Quanto ao público é manifesto que a organização destes eventos deve ponderar a sua centralidade. Remeter, como sucedeu este ano, a exposição canina para um desterrado parque de máquinas municipal equivale a ter como público apenas os aficionados donos dos cães inscritos no concurso! Quanto aos participantes o recorrente predomínio no podium de um "cartel" de criadores de filas de São Miguel tem arredado muitos amadores pois, mesmo quando possuem exemplares notáveis, frequentemente com linhagem reportada aos canis dos ditos criadores, não escapam a serem inelutavelmente remetidos para o fim da tabela das classificações. Em parte esta realidade justifica-se pelo facto de os amadores não possuírem a "alta escola" dos criadores, nomeadamente, encartados nas artes de volteio e nos maneirismos de apresentação cinológica. O certo é que por estas e por outras circunstâncias, entre as quais o convívio de comissários de prova, que tantas vezes também são criadores, com os Juízes de prova, os amadores, que não alinham nesses areópagos de profissionais do melhor amigo do homem, acabam por participar cada vez menos. Com efeito, a dita "profissionalização" neste sector é de tal ordem que hoje é até possível contratar um "expert" em desfiles canídeos para passar o cão, deixando os embevecidos donos fora do ringue! Pessoalmente não partilho deste espírito e, no caso do Cão de Fila de São Miguel, lamento o absentismo daqueles proprietários que fazem do fila um indispensável companheiro de trabalho.

Na verdade, o "habitat" natural do fila de São Miguel não são as passerelles das exposições caninas, mas sim os serrados da nossa ilha onde labutam diariamente. A propósito recorde-se que a Fédération Cynologique Internationale classificou o vulgarmente denominado "cão de vacas" na "secção boieiros com prova de trabalho"...o que corresponde efectivamente ao carácter rústico desta nossa raça.

Com efeito importa nunca esquecer que o nosso Cão de Fila é um animal rústico e um cão de gado por excelência, o que não invalida que seja também um excelente guarda de propriedade e um temerário instrumento de defesa pessoal. Ademais, são por norma animais robustos capazes de permanecer ao relento durante todo o ano, cujo domínio territorial asseguram com indómita fidelidade. Ora irascíveis, ora dóceis, são animais que exigem pulso firme. Dotados de grande "inteligência" são facilmente adestrados evidenciando facilidade de aprendizagem na execução de diversas tarefas sempre cumprindo as ordens do seu dono. Por isso mesmo o nosso fila deverá viver junto do dono, a quem obedecerá cegamente, guardando aquilo que lhe foi confiado. Diz-se ainda que mordem normalmente baixo, num reflexo atávico da originária função de pastoreio mas, tratando-se de gado tresmalhado, mordem mais alto. Para o efeito dispõem de maxilas muito fortes, bem desenvolvidas e com boa oposição.

Com estas características os cães de fila passaram também a integrar o catálogo de picardias políticas...como se isso tivesse algo de pejorativo ! Pejorativo seria imputar a determinados "comissários" políticos o perfil de um chihuahua ou o killer instinct de um pit bull...mas isso já seria motivo para outra crónica.

Apesar de o Cão de Fila de São Miguel ser tão polivalente, que admite inclusivamente o seu uso metafórico, o que importa, para além do seu uso aburguesado, é a promoção responsável de um valor assumidamente Micaelense.

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João Nuno Almeida e Sousa, na Edição de 18 de Julho do Jornal dos Açores

segunda-feira, julho 17

dose dupla

Esta semana Lisboa é um verdadeiro fartar de concertos - hoje são apenas 2!

Da minha lista de favoritos

Unstop me the store
(desampara-me a loja)

I do not see a point of a horn
(não vejo a ponta de um corno)

Put yourself in the eye of the street
(põe-te no olho da rua)

I am done to the steak
(estou feito ao bife)

Bad bad Mary
(mau mau Maria)

That stays in horse feet of cork

(isso fica em cascos de rolha)

Cartoon d'Or 2006

com Final Feliz português!?

Depois do Grande Prémio no Festival de Cinema de Animação de Annecy (França), o filme de Regina Pessoa, "História Trágica com Final Feliz" (2005), está agora na corrida para o principal prémio da animação europeia. A película é um dos cinco nomeados para o Cartoon d'Or, que será atribuído a 23 de Setembro, no encerramento do Forum Cartoon, que este ano se realiza em Pau, França. Um filme que fez parte da edição deste ano do MACAQUINS. Esta foi uma entrada à Vitor.

REPÚDIO

DOS AMIGOS DOS AÇORES SOBRE O CASO DA CAÇA AOS MILHAFRES PELA ANA.

sábado, julho 15

weekend postcards

Estacionamento junto ao Calhau. Livramento. Depois de um passeio revigorante, da óptima companhia e de +++ fotografias...não posso deixar de referenciar as do Francisco, em muito superiores às minhas, e cujo olhar atento é revelador de múltiplas cicatrizes cuja inevitabilidade dificilmente poderá constituir-se como reversível... Contudo, nem tudo é mau ou vai mal nesta(s) ilha(s) - este foi um magnífico dia de Verão!

?

Por onde tecla o restante segmento deste blogue!???...

sexta-feira, julho 14

..."segmento gay"

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Leio no circunspecto e grave Açoriano Oriental uma crónica de costumes que a bem do humor - ( esse sal da vida sempre escasso por estas ilhas )- não resisto a transcrever, mesmo sem autorização expressa do escriba de serviço. Cá vai :

"A meta do turismo de qualidade continua uma miragem. Pelas amostras que temos visto, estamos ainda na fase do "turismo d`aluguel" com poder de compra limitado. Assim, há que apostar forte em outros segmentos do mercado. E um destes segmentos, que nesta última década tem crescido de forma exponencial, é o segmento "Gay".

É aqui, que governo e empresários, de mãos dadas, devem apostar no pleno, nomeadamente deslocalizando para a Região eventos internacionais, dos quais destacaria os seguintes: Para Ponta Delgada, no Teatro Micaelense, o Congresso dos "Testemunhos Gay"; Para Angra do Heroísmo, a grande Parada do "Orgulho Gay"; Para a Horta, a Regata transatlântica, "Gay Watch".

Numa 2ª fase atrair ao Pico, para a Silveira, as discípulas da deusa grega Safo que na antiguidade se recreavam em Eco Resort na ilha de Lesbos, de onde lhes vem a designação de "Lésbicas".

Que melhor promoção se poderia fazer dos Açores, considerando que este "segmento" arrasta atrás de si outros "segmentos" endinheirados, sedentos e famintos de um destino turístico lúbrico, recatado e de laser? Seriam "bichas" às portas dos restaurantes para se deliciarem com alguns dos nossos pratos afrodisíacos, os nossos enchidos e espetadas em pau-de-louro.

Seriam "bichas" à porta do comércio tradicional, já que o turista "gay" é danadinho por "souvenir". Rendas e bordados, florzinhas de escama de peixe e bonequinhas de folha de milho, seria um vê se te avias. "TurismoGay" é a aposta . São milhões. E todos os dias desabrocham mais. Não lhes virem as costas, senhores governantes e senhores empresários.".

António Lagarto

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Depois disto se vos der para pular a cerca recomendo que se iniciem na saga, só para adultos, do Arlindo...o gay homófobo , cujo 1º episódio estreou a 8 de Junho, no Vareta Funda .
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posted by João Nuno Almeida e Sousa

ALTA FIDELIDADE < hoje > no Colégio 27

Alguns dos discos a passar entre as 23h e 02h.





quinta-feira, julho 13

ÚLTIMA HORA

Feios, Porcos e Maus

o LADO B do Vox Populi numa semana Espirituosamente Complex

(...) O presidente dos Estados Unidos e comandante-geral das Forças Armadas não pode, sem autorização expressa do Congresso e sem um motivo de emergência plausível, forçar um suspeito de terrorismo a ser julgado em comissões ou tribunais militares especiais. (...) Que mesmo na segurança nacional e no combate ao terrorismo, o presidente dos Estados Unidos não pode agir como se o Congresso não existisse.

por Pedro Lomba no DN de 7/7/06

(...) A selecção foi passando as eliminatórias à custa de exibir qualidades que o País não tem: uma produtividade de loja chinesa, não de gente portuguesa.

por João Miguel Tavares no DN de 7/7/06

A CHAMADA EVOLUÇÃO NA CONTINUIDADE: Pauleta anunciou que não voltará a jogar pela selecção nacional. Isto significa que, no Europeu de 2008, teremos oportunidade de ver tantos golos do Pauleta como no Europeu de 2004.

por RAP no GF de 8/7/06

Há um novo-riquismo na sociedade portuguesa que é quase imoral.

por Paula Teixeira da Cruz na Única/Expresso de 8/7/06

O homem certo no lugar certo. Santana Lopes regressou à Assembleia. Terá tratamento VIP, incluindo a possibilidade de não participar em nenhuma das comissões. Não há riscos de fazer seja o for.

por Daniel Oliveira no Choque e Pavor/Expresso de 8/7/06

Não levem a mal. Espero que não me ponham a ferros por dizer isto, mas eu estou convencido de que a maior parte da rapaziada dos dois sexos que aqui vem matar o tempo ou irritar-se, ler mexerico fresco e novidades do para-socialismo socrático, dar ou levar porrada de criar bicho, fazendo uso de pulmão ou megafone, a primeira coisa que faz é dar um relancear ao nome de quem assina o post. Quando o nome agrada ou convém, algo que tem pouco ou nada a ver com o apreço ou admiração que se tem pelo escriba despejador, já todos têm uma ideia do número de palavras envolvidas. A seguir, computa-se tudo isso em dois segundos e meio e consulta-se a lista de autorizações e prioridades penduradas no interior das próprias cabeças de acordo com as preferências políticas ou outras e perde-se mais um segundito ou dois a coçar queixos, ponderando se realmente merecerá a pena perder o tempo precioso. Se ainda indeciso, apesar do arsenal racionalista que utilizou, o leitor, ou leitora, calmamente dando volta à manivela da rotina defensiva, pode passar à fase seguinte que envolve o sacrifício de ler as primeiras linhas do post, não vá perder algo interessante. Umas vezes, meio-prendido pela curiosidade embriagada lá se vai deixando levar à espera que tudo resulte no orgasmito final que bem precisa, outras não. Sem vergonha, também me confesso vítima ocasional desse vício.

por TT no Aspirina B em 10/7/06

"o apertar do cinto vai continuar"

Título do DN de 12/7/06

I want to ask for forgiveness from all the children who watched that," (...) I do apologise but I don't regret my behaviour because regretting it would mean he was right to say what he said."

por Zidane ao The Guardian de 12/7/06

O "acto de coragem" por todos mais ou menos veladamente sublinhado, é essa ousadia, essa maluqueira, esse santo sacrifício de ter que vir trabalhar para o Porto!

por Manuel Serrão no JN de 12/7/06

(...) O POVO das freguesias que desce à cidade não se mistura com o POVO da cidade nem acede aos espaços e eventos realizados para o POVO da cidade. E o POVO da cidade sai da cidade para não se misturar com o POVO das freguesias nem quer participar na festas preparadas pela cidade para o POVO das freguesias.

por Guilherme Marinho no Chá Verde de 12/7/06

terça-feira, julho 11

Visão de Futuro



Alta Fidelidade *

* No Colégio 27, junto à travessa do Colégio, para uma noite de música sem filtro e de Jazz com Beats.

Vox Populi

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Théodore Géricault
Marine côtière

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O SUCESSOR DE SCOLARI ?

"José Sócrates é neste momento o Scolari da política nacional."

Bruno Macedo, quinta-feira, 6 de Julho no Diário Económico.


GOSTAS POUCO...GOSTAS !

"Lutas na lama, zona swing e concurso de contos eróticos são três novidades do II Salão Erótico de Lisboa...podem ainda montar-se touros mecânicos que assumem as formas de mulheres e de homens."

Catarina Gomes, sexta-feira, 7 de Julho no Público.

O TROFÉU DE SÓCRATES

"Freitas do Amaral mais não foi do que uma flor na lapela, um troféu de caça de José Sócrates, aliás foi como tal apresentado o seu apoio ao PS logo na campanha eleitoral. Freitas cumpriu o papel que lhe foi reservado, o de aparentar uma falsa abrangência política do Governo. Agora é dispensável."

São José Almeida, Sábado, 8 de Julho, no Público.

A SAGA DO SIMPLEX CONTINUA

"Depois da edição on-line do "Diário da República", que permitirá poupar 1400 toneladas de papel por ano, o Governo prepara-se para acabar com o desperdício de papel higiénico em papel. "È um disparate!" explicou José Sócrates ao IP, "nos países nórdicos já toda a gente usa papel higiénico virtual". Esta medida terá um período de adaptação, em que todos os portugueses poderão continuar a usar papel higiénico convencional mas, a partir do próximo ano, todos terão de usar a Internet. Sócrates adiantou ainda que o papel higiénico virtual estará disponível nas versões: folha simples, folha dupla, colorido, com desenhos do Noddy, perfumado e com l casei imunitas."

PC, sexta-feira 7 de Julho no Inimigo Público.

IMPORTA-SE DE REPETIR S.F.F. ?!?

"Estou em condições de garantir que estudos fiáveis de opinião, realizados ao longo de 1995, indicavam uma tendência vitoriosa para o PSD/Açores, aliás comprovada nas eleições legislativas nacionais de Outubro desse ano. Só assim pude tranquilamente tomar a decisão de por termo a quase duas décadas de liderança do PSD e do Governo Regional dos Açores.".

João Bosco Mota Amaral, segunda-feira, 10 de Julho, no Jornal dos Açores.

LES BLEUS

"FRANCESES: Antigos invasores de Portugal no século XIX, onde praticaram toda a espécie de crimes. Entre estes contam-se a profanação dos nossos cemitérios, o roubo, pilhagem, e a violação de mulheres. Que eu saiba (e a História di-lo) os portugueses nunca invadiram a França nem fizeram o mesmo que estes nos fizeram. Estava na hora de lhes "tratarmos" da saúde. Não calhou. O que de facto é uma tristeza.".

Manuel Melo Bento, quarta-feira, 5 de Julho no Azores Publicum

A BOLA É REDONDA..."prontos"

"O futebol, mesmo com insultos e cabeçadas no externo, une e consolida. Mahmoud Ahmadinejad evaporou-se durante a fase de grupos do Mundial. Lula entrou em queda quando perguntou a Parreira se Ronaldo "o fenómeno" estava "com peso a mais". Le Pen não gosta do "excesso de cor" da Selecção francesa. E Maradona costuma fumar charutos com Fidel Castro.O futebol não educa, não "instrói". O futebol faz parte essencial da sociedade do espectáculo e potencia o melhor e o pior de todos nós. Esta é uma constatação. O futebol, ao contrário da Economia, não é uma ideologia. É um facto.".

André Bradford, segunda-feira, 10 de Julho, no Um blog tipo assim.

uma casa com vista para o mar

a minha vida, a nossa vida, agora faz-se por aqui

segunda-feira, julho 10

5ª SEMANA

S. JORGE ©PEDRO LETRIA




9 ILHAS, 9 FOTÓGRAFOS
TEATRO MICAELENSE
14h00 ÀS 20h00




Turistas Acidentais versus Turistas Nacionais

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Segue imparável a faraónica obra de regime que oficialmente mereceu o nome Projecto do Terminal Marítimo e Reestruturação da Avenida Marginal de Ponta Delgada e que a propaganda tende a perpetuar com a encantatória promessa de Portas do Mar. Subliminarmente fica a sugestão de que abrimos as portas do nosso mar a valorosos navegantes, predominantemente de origem Viking, no culminar de um ciclo político que viu no turismo o combustível capaz de alimentar a nossa economia. Contra isto nem vale a pena contra argumentar que há vida para além da economia! Na verdade, está instalada entre nós a absoluta insensibilidade com a betonização marítima da nossa Avenida Marginal cuja obra é, como se sabe, capitaneada pela Secretaria Regional da Economia. Esta obra é apenas mais um passo na caminhada para a extinção de um património que, não sendo de ninguém em particular, é de nós todos em geral. Contudo, não há património paisagístico que resista à sanha do progresso e do desenvolvimento. Para quem legitimamente discorda desta opção resta-lhe o libelo acusatório de estar ao lado daqueles que teimam em "falar mal", reafirmando uma vontade de não estar ao lado das pessoas, ao lado da mudança, ao lado da modernidade, ao lado do desenvolvimento?em suma: ao lado do governo, em geral, e ao lado da portentosa Secretaria da Economia em particular. Com efeito o dono da obra assevera que às "Portas do Mar" irão aportar, junto do "Cais Inter-Ilhas" e do "Cais de Cruzeiros", as naus do nosso desenvolvimento, pelo que, qualquer oposição reaccionária a esta onda progressista só pode estar ao lado do obscuro conservadorismo. Porém, continuamos a navegar em águas com preocupantes sinais e escolhos quanto ao êxito da dimensão marítima do nosso turismo.

Desde logo, atentas as recentes vicissitudes da "frota" inter-ilhas efectuar um juízo de prognose favorável quanto ao futuro da mesma constitui um passe de temerária futurologia. Na verdade, depois do enguiço do "Ilha Azul" parece que o folhetim desta novela, produzida pela Transmaçor em parceria com o Governo Regional, irá continuar com a duvidosa navegabilidade do "Baía de Málaga". Assim, ao invés da promessa de desenvolvimento e da esperança de dinamismo económico no sector, a realidade mostra uma caseira novela trágico marítima cujos cronistas de serviço se esforçam por atenuar com laudatória prosa em louvor do armador, da marinha mercante, e claro está, do Governo Regional.

Quanto ao resto ficamos a cismar expectantes com termo das "Portas do Mar" enquanto terminal de "Cais de Cruzeiros" para luxuosos paquetes recheados de turistas. Contudo, mais uma vez a realidade encarrega-se de assombrar tão resplandecente esperança. Para tal basta observarmos com desassombro o roteiro turístico que, além de uma paragem nos ananases do costume a caminho do pitoresco e recorrente cozido das Furnas, pouco mais acrescenta à nossa economia local?sendo certo que, no final do dia, os nossos turistas acidentais zarpam rumo a outras paragens. Logo, não creio que este turismo seja o maná que nos prometem. Seja como for, e aceitando a inevitabilidade da aposta no sector económico do turismo, importa reforçar a qualidade dos nossos serviços e da nossa oferta especialmente direccionada para o mercado interno. Esta estratégia nada tem de paradoxal se tivermos presente que a grande massa de turismo, que nada deve à forretice e, por vezes, roça o perdulário, está afinal entre os nossos conterrâneos. São estes que por vontade própria, e não por mero acidente de escala técnica ou de roteiro Atlântico, se deslocam aos Açores despendendo para o efeito quantias muito superiores às que deixariam por terras do velho continente Europeu.
Na realidade qualquer cidadão Português que faça a viagem LX/PDL/LX desembolsa cerca de 260 Euros, desde que, na respectiva estada inclua um fim-de-semana, pois, caso contrário, a tarifa sobe para os cerca de 390 Euros ! Acresce que, se adicionarmos a diária de aproximadamente 100 Euros num Hotel mediano e mais cerca de 300 Euros para o rent a car básico, já nem falando dos custos de restauração sobremaneira elevados em relação ao continente, é caso para dizermos que, para qualquer Português, os Açores são um destino de sonho, mas também de luxo! Se ainda assim, cada vez mais, são os nossos conterrâneos continentais que nos visitam, que se aposte no retorno desse turismo Português?nem que seja a bem de instrumentalizar estas ilhas a favor da coesão Nacional.
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João Nuno Almeida e Sousa na Edição de 11 de Julho do Jornal dos Açores

...all things must end

Reporter X

Parque de estacionamento RENTACAR. Aeroporto de Ponta Delgada. Junho 2006. No Verão, a sazonalidade do sector turístico nos Açores manifesta-se...de forma inversamente proporcional!

sábado, julho 8

weekend:agenda

Um fim-de-semana com inúmeras sugestões culturais: Abertura do Rotas; Concertos; AMI; Sandra Rocha; Tomaz Borba Vieira; GFESPDL; Festa do Chicharro; Festas da Cidade da Ribeira Grande (e acredito que hajam +++!). Apesar da necessidade de diversidade e de complementaridade na oferta acredito, contudo, na extrema necessidade da criação de mecanismos que possibilitem a cooperação e a coordenação entre instituições/empresas/câmaras municipais/associações e afins, por forma a que a sobreposição, quase em simultâneo, de múltiplos eventos não seja per si contraproducente na fundamentação de Hábitos e de Públicos. Até já!...

sexta-feira, julho 7

Reporter X

Relvão 07.07.06. Ponta Delgada. Apesar deste espaço ter sido recentemente recuperado (obras ainda não totalmente concluídas!) há hábitos que não mudam...o Lixo persiste!

Viva o Luxo

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(legenda em aberto aos impropérios que ocorrerem à imaginação do leitor)
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Para alguma coisa há-de servir a consciência do pouco que nos faltou para ganhar o Mundial 2006. Depois de tantos nervos, já que tenho os braços do cadeirão desfeitos em farripas, vou dar-me ao luxo de me estar nas tintas para o resultado do jogo contra a Alemanha.

Tinha eu onze anos quando sofri como um velho cardíaco para que Portugal ganhasse o então honroso 3º lugar no Mundial de 1966. Por conseguinte, já dei o meu litro de sangue hipertenso. E já nesses tempos, ainda sob o efeito ansiolítico dos campeonatos europeus recentemente ganhos pelo Benfica, eu era um indivíduo armado em "blasé" cujo objectivo na vida era ser completamente insensível. Sem sucesso.

Até hoje! Porque hoje declaro oficialmente, com a segurança que me é dada pelos êxitos da selecção portuguesa durante a presente década, que não quero saber se Portugal perde ou ganha o 3º lugar. Para quem recentemente foi vice-campeão da Europa, tudo o que seja abaixo de vice perde o viço. Terceiro ou quarto? Quero lá saber.

Uma ressalva em letras muito pequenininhas: é claro que isto digo eu hoje, ainda sob o efeito do azar francês e a uma certa distância do jogo com a Alemanha. Quem sabe se daqui a um dia ? senão mesmo de uma hora ? se esvai este sossego? Ninguém? Mais uma razão para aproveitar enquanto dura. É que sabem tão bem - e têm cores tão bonitas - estas tintas nas quais se está!

Importa analisar este luxo porque se trata de um luxo que os portugueses nunca tiveram antes. Em 1966 era fundamental ganhar aos russos para demonstrar que não tinha sido uma sorte Portugal chegar às meias-finais. Até porque Portugal foi roubado nessa meia-final contra a Inglaterra ? uma roubalheira tão grande que até hoje os ingleses de todas as gerações subsequentes andam a pagá-las amargamente.

Mas em 2006 não é de modo nenhum fundamental que Portugal ganhe à Alemanha. Não tem nada para provar. Não existe incerteza nem ansiedade quanto ao valor da selecção e de Scolari. Que alívio!

Perder com a Alemanha nada retirará e ganhar à Alemanha nada acrescentará. Eis o luxo e eis um novo motivo de orgulho. Viva o requinte de ter ganho direito à indiferença!

A Alemanha, abaladinha no orgulho pela chibatada que levou da Itália em solo pátrio, vai estar doida para ganhar, coitada. Ai, mas que maçadoras são as inseguranças destes países do primeiro mundo que trazem todas os complexos e todas as ambições nacionais para o campo de futebol...e que bem que sabe sermos nós, desta vez, a queixarmo-nos dessas coisas e outros a incarná-las!

Se é assim tão importante para a Alemanha ficar com o 3º lugar, até que seria simpático da parte de Portugal facilitar um bocadinho a realização desse sonho. Porque não? Que diabo, é apenas da final dos "losers" que se trata. Não é um caso de vida ou de morte. Estejamos acima dessas coisas. E viva o luxo de nos estarmos nas tintas.

Nunca pensei dizer isto na vida, mas pronto, aqui vai, com toda a sinceridade, para os nossos amigos alemães: Nicht problema! Que ganhe o melhor!
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O Jogo visto por Miguel Esteves Cardoso.
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(legenda:...Um Adeus Português !)
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posted by João Nuno Almeida e Sousa


quinta-feira, julho 6

Falemos então de coisas sérias.

Para ler durante o fim de semana
num banco do Campo de S. Francisco.

Para ler só a partir de Domingo.

O apertar do cinto...




Habituados ao apertar do cinto, lá teremos que esquecer o sonho do belo repasto e trabalhar afincadamente para uma refeição mais ligeira - umas salsichas e muita cerveja - que bife e sumo de laranja só muito de vez em quando.



quarta-feira, julho 5

e quem tinha razão era o maradona

Tenho muita pena, mas quero que Portugal se lixe.

Todos os Mundiais, até o Itália 90, deixam-nos memórias para sempre. Já tenho umas quantas, mas acho que, aconteça o que acontecer, o golo da França ao Brasil (de muito longe os dois melhores conjuntos de jogadores do Alemanha 2006) já está esculpido para todo o sempre: seis jogadores brasileiros em fila no limite da grande área, absolutamente sozinhos, enquanto 6 franceses competiam entre si e contra três brasileiros na pequena área - efectivamente quase dentro da baliza - pelo lugar na história. Foi Henry, o melhor de todos.

Deus é grande, viva a França.


maradona (com m pequeno) uns dias antes do Portugal vs França

os meus únicos comentários são assim: quem joga com Zidane em forma e com Deco em... onde esteve o Deco? E, quem sabe, sabe, quem não sabe bate palmas...
see ya!

Grande Galo