domingo, março 12

fitas:

Cache - Nada a Esconder A possibilidade de rever 2 dos maiores actores franceses da actualidade - Daniel Auteil e Juliette Binoche - num filme que coloca a culpa em quem "vê".

Walk The Line Outra sugestão e outra dupla de actores em ascensão meteórica - Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon. A crítica: Cash perguntava numa canção: "querem saber por que é que eu me visto sempre de preto?"; dizer que "Walk the Line" e Joaquin Phoenix dão a essa pergunta uma resposta em que podemos acreditar é talvez o maior elogio que lhes podemos fazer.

Ambas as propostas em exibição, esta semana, no Solmar.

sábado, março 11

Hoje há Dança no Teatro.

11.03.04

Passaram 2 anos sobre o ataque terrorista em Madrid. Convém perpetuar na memória destes dias agitados a Morte de todos os inocentes envolvidos. Paz!

Alta Fidelidade *

Catpower - The Greatest (Matador/edição limitada) Tenho vindo a adiar falar deste disco, lançado há um par de meses, mas a sua recente disponibilização em Ponta Delgada não me permite reter, ainda mais, a sua difusão.

The Greatest é o último disco de Catpower o nome ao qual Chan Marshall dá voz e corpo em palco. Foi gravado em cinco dias com vários veteranos da soul de Memphis, nomeadamente, o guitarrista/baixista Leroy Hodges que tocou com Al Green. O esforço desta parceria resulta num profundo registo introspectivo em que "a canção é tudo aquilo que interessa" (excerto da sessão de apresentação à impressa no Y/Público de 20/01/06), atribuindo uma áurea muito pessoal e característica ao disco.

Catpower não esconde as suas influências decalcadas pela audição exaustiva de Dylan, Velvet Underground e Rolling Stones. The Greatest reproduz uma linguagem indie com arranjos country, folk e funk em muitos sopros e cordas cujo denominador comum reside nos anos 70 - num disco que transpira soul por todos os poros (em Ananana de 03/02/06).

Para saudosistas dos Mazzy Star e de Hope Sandoval, tal como eu, Catpower é um bálsamo agridoce nestes dias submersos pela rotina do quotidiano. The Greatest celebra o amor, as desilusões inerentes e o fim das relações - o registo autobiográfico, não declarado, em tom intimista e, eventualmente, confessional, numa viagem de afectos e de reconhecimento pelas suas raízes intrínsecas ao Sul profundo da América.

Para os fãs, mais irredutíveis, The Greatest é um álbum fácil cujo apelo comercial é por demais evidente. A crítica não lhe poupa elogios e revela que este é provavelmente o seu melhor disco. Na dúvida o melhor será descobrir o estranho mas confortável mundo de Catpower.

* crónica semanal publicada no suplemento SARL/Jornal dos Açores de 10.03.06
** Proposta disponível na discoteca DISREGO (CC Parque Atlântico)

sexta-feira, março 10

Em orbita...

Por qualquer razão que ainda desconheço, fui banido e deixei de ser habitante deste planeta.
Agora vagueio pelo espaço.

quinta-feira, março 9

novos conceitos para a análise política nos próximos cinco anos

...estabilidade dinâmica...

o TIJOLO

"O tempo de prisão antes do julgamento constitui um problema, mas o Governo tem feito esforços para melhorar esta questão"
Perante a minha incredulidade e estupefacção não resisti a esta entrada. Ainda para + com a situação que se vive em Guantanamo.

JUDO CLUBE DE PONTA DELGADA




Está já disponível o blog do JUDO CLUBE DE PONTA DELGADA

Como é óbvio não se trata de um blog generalista e está ainda em fase de testes. Tem apenas a pretensão de ser uma plataforma para a divulgação da actividade do Clube e um suporte para a publicação de informação para os aficionados do Judo. Na lista de colaboradores regulares desta página estão já inscritos Marco Moreira, Jorge Batista, José Maria Araújo, João Nuno Almeida e Sousa e Pedro Soares de Albergaria.

Agradecemos a divulgação do blog e aqui fica desde já requerida a sua ligação ao Planeta Açores.

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Agradecemos também a colaboração do Pedro Arruda no design do blog e no apoio técnico à sua manutenção.

Assuntos verdadeiramente importantes - Benfica

hoje há Cavaco

quarta-feira, março 8

HOJE TAMBÉM SOU VERMELHO

VOX POPULI

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FRANCIS BACON
Study for Bullfight,1969
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"Um presidente que só desperta das funções vegetativas quando se lhe fala em futebol; um povo que fala, ri, cochicha enquanto um quarteto de cordas executa Haydn...dêem-lhes o Quim Barreiros; que lamenta o chá que lhe dão em vez do tinto carrascão; que prefere uma pitada à Parque Mayer a um poema; em suma, um povo que prefere um Sampaio a um Rei é este, o bom povo português.".

Miguel Castelo Branco, quinta-feira, 2 de Março no Combustões.

"Se a República somos todos nós porque é que o poder da República tem que ser representado como um poder de representação (da) e não como um poder de participação (dos cidadãos)? Das duas uma, ou os poderes e princípios da Autonomia são entendidos como sendo constitutivos da República Portugesa ou, optando pela lógica da representação da República como freio da Autonomia, perverte-se a Autonomia.".

Ezequiel Moreira da Silva na caixa de comments do Ilhas, sexta-feira, 3 de Março

"O Estado também aflige. Imaginem o Estado durante Salazar e Caetano. Existia a PIDE e a censura: e mil tiranetes por aqui e por ali. Não vale a pena repetir o óbvio. Em compensação, o Estado não queria mandar na vida de ninguém. Não proibia que se fumasse. Deixava o trânsito largamente entregue a si próprio. Não andava obcecado com a saúde e a segurança. Não regulava, não fiscalizava, não espremia o imposto até ao último tostão. Um indivíduo, pelo menos da classe média, passava anos sem encontrar o Estado. Acreditam que nunca voltei a sentir o espaço e a liberdade desse tempo ? Estou a "sentimentalizar", a "idealizar" uma realidade, no fundo, horrível? Não me parece. Escrever, por exemplo. Quando comecei a escrever, escrevia. Sob o peso da Ditadura, claro, e sob a pressão do conformismo marxista. De qualquer maneira, escrevia desprevenidamente. Agora, escrever é uma variante de pisar ovos. Os mestres do "correcto" vigiam, como nunca vigiaram os coronéis de Salazar.".

Vasco Pulido Valente, Sábado, 4 de Março no Espectro.

"A Terceira vive um estado de alienação colectiva assente no populismo primário. De festa em festa, cada vez mais faustosas e demoradas no tempo, com cerca de 300 touradas à corda por ano, a Ilha Terceira de Jesus Cristo escolheu o caminho mais fácil que lhe vai consumindo as forças, tolhendo o empreendedorismo e diminuindo a clarividência.".

Guilherme Marinho, segunda-feira, 6 de Março no Chá Verde(Puro).

"A Terceira consegue ser um pedinte mais andrajoso, mais carenciado e mais esfomeado do que S. Miguel...a necessitar urgentemente da ajuda do governo.".

Luís Anselmo,terça-feira, 7 de Março no Pari Passu.

Beladona

A Mulher revisitada pela BELADONA, n. Em Italiano, uma mulher bela; em Portugal, um veneno mortal. Um exemplo assinalável da semelhança entre estas duas línguas. Definição do Dicionário do Diabo de Ambrose Bierce (ed. Portuguesa). Uma entrada do Enviado Especial:Alexandre Correia.

E o País!?...

Cavaco confessa estar "um bocadinho nervoso"

off:line

Este silêncio é incompreensível e um contratempo postístico!...

terça-feira, março 7

Já estás em 1º há muito tempo

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Aos meus Amigos

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Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também

Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também

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Zeca Afonso

Assuntos verdadeiramente importantes - Gajas

Faz dias que ando para fazer um post sobre gajas. Mais exactamente sobre duas gajas, que aparentemente são mãe e filha, de sobrenome Jardim e que aparecem de roupa interior em poses brega numa revisteca portuguesa (a propósito da revista diga-se que é uma típica fatalidade nacional esta de copiar o que de bom se faz no estrangeiro e fazê-lo mal. Eu se fosse director da Conde Nast mandava já fechar o estabelecimento nacional e processava por dar má imagem ao nome). Ainda andei pelo Google em busca de imagens para ilustrar o post mas não as encontrei. Mas é melhor assim porque as ditas imagens, se é que assim se podem chamar, são confrangedoramente más e a revista está em todos os escaparates, portanto quem tiver curiosidade pode ir ver, como eu fiz, a mãe Cinha e a filha Pipinha de cuecas e soutien. Antes que me chamem de conservador devo dizer que não me tenho por moralista, nem sou contra a exploração da beleza feminina para efeitos do despertar da libido masculina. Fui adolescente comprando exemplares da Trip e não me tornei nem melhor nem pior pessoa por causa disso. Mais, gosto de mulheres, gosto de lingerie, logo gosto de fotos de gajas em cuecas. O meu problema com estas imagens é o mau gosto e a falta de senso. Nem sequer vou entrar pela análise imagética e dissecar o desastre que são as fotografias, os cenários, as poses, a lingerie (como é possível haver má lingerie... só mesmo a GQ Portugal para descobrir tal coisa!) não vale a pena. O que me aflige é a má pornografia que está subjacente a isto tudo. Mãe e filha em trajes menores numa sugestão de sexo não é fantasia é mau gosto, é sórdido, tresanda a rafeirice. A nobre arte do erotismo não merecia tal serviço. Alguém, por favor, dê cérebros às senhoras Jardim, pode ser que elas passem a usar melhor o corpo.

postal autonómico

A visão autonómica preconizada pelos arautos de Lisboa - uma Miragem!? Entrada do Enviado Especial:Alexandre Correia.

Ecos da ARCO


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«Uma Escultura Imaginária /Atlântico Norte / 37º48'0'' Lat (2º acontecimento relatado em 1997)», Óleo sobre tela de Maria José Cavaco - 2006 -
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Um velho brocado latino ensina que importa «primum vivere deinde philosophare», ou seja, em primeiro lugar importa ganhar a vida e só depois buscar o recreio do espírito. Porém, quando as necessidades da subsistência biológica estão satisfeitas, há que buscar o alimento da alma. Esta alimenta-se de todas as realizações do espírito humano que nos fazem diferentes dos restantes animais. Essa nobilíssima marca distintiva passa inevitavelmente pela Arte, cujo gosto vai refinando-se à medida que se abrem ao Mundo os olhos da alma. É com este olhar que a Galeria Fonseca Macedo foi criada e tem vindo a trabalhar desde o ano 2000. A sua existência não se fica pelo postal da foto social das várias vernissages que tem promovido pois, além disso, tem servido as artes plásticas e projectado os Açores em diversos fóruns culturais.

Recentemente a Galeria Fonseca Macedo marcou presença na ARCO de Madrid e desse feito foi dada a devida referência na imprensa nacional, nomeadamente, Diário de Notícias, Público, Expresso e até no especialíssimo Diário Económico. Nós por cá, dados à habitual vergonha pelo sucesso dos nossos conterrâneos, tratamos com displicente silêncio a nossa presença entre o que de melhor se faz actualmente no admirável mundo das artes plásticas ! Com efeito, descontadas algumas vozes dissonantes pela companhia do Presidente do Governo e respectivo séquito, que também esteve na ARCO, desta vez não se ouviram os habituais «grilos falantes» sempre prontos a sentenciar sobre os eventos culturais. Conhecida a dimensão e a realidade da ARCO só poderemos atribuir tal silêncio a puro desdém.

A ARCO é há 25 anos uma das maiores feiras de Arte contemporânea do Mundo e este ano entre 280 galerias, e aproximadamente 3000 artistas, marcaram presença 15 galerias Portuguesas, sendo uma delas a Fonseca Macedo. Não se julgue que esta participação dependeu apenas do voluntarismo dos seus responsáveis, pois a presença na ARCO depende de prévia candidatura que passa pelo crivo de um Júri de selecção que avalia o curriculum da Galeria e o respectivo acervo artístico. Para o efeito a Galeria Fonseca Macedo levou na bagagem os novos trabalhos de artistas plásticos Açorianos como Maria José Cavaco e Victor Almeida, e ainda Ruben Verdadeiro, jovem revelação Açoriana já com uma participação numa exposição colectiva em Serralves. Indubitavelmente estes artistas Açorianos possuem uma linguagem contemporânea capaz de ladear com qualquer referência nacional e internacional, o que aliás ficou comprovado pelo êxito que obtiveram na ARCO, designadamente, com a venda dos seus trabalhos para colecções particulares, mas também para galerias estrangeiras e, pelo menos, para uma fundação Portuguesa que investe em Arte contemporânea. Efectivamente, entre as sociedades abastadas a Arte é hoje um mercado de investimento como outro qualquer e, por exemplo, em Espanha ocupa o terceiro lugar de afectação de investimento. Não espanta pois que só o celebérrimo Museu Rainha Sofia tenha levado em carteira um orçamento a rondar um milhão de Euros que foram parcialmente investidos em obras de Vieira da Silva, José Pedro Croft e Vasco Araújo.

À nossa dimensão a Região, através da Presidência do Governo Regional, associou-se, e bem, à iniciativa da Galeria Fonseca Macedo subvencionando o respectivo stand na ARCO. Com este precedente os agentes culturais por certo reivindicarão da Presidência do Governo Regional a sua parceria para futuras iniciativas similares a este pioneirismo da Fonseca Macedo, sob pena de não o fazendo indiciar o favorecimento de alguns «artistas do regime» e respectivos «agentes culturais» em detrimento de outros. Mas, apesar do que tudo fica dito, o certo é que entre nós os ecos da ARCO quedaram-se pelo instantâneo do «encontro» diplomático com a Realeza de Espanha. Seja como for, o que importa é que se projectou internacionalmente o nome dos Açores cuja curiosidade foi acicatada pelas referências insulares nos trabalhos de Augusto Alves da Silva e nos mais recentes e promissores óleos de Maria José Cavaco.
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(post-scriptum: «Cabeças de Palha» é a próxima exposição da Fonseca Macedo que recebe pela primeira vez Sara Maia. Artista já consagrada a nível nacional Sara Maia apesar das suas raízes Açorianas só agora obtém o reconhecimento de uma individual em Ponta Delgada. Inaugura quinta-feira e pode ser vista até finais de Abril.)
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JNAS na Edição de 7 de Março do Jornal dos Açores
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