A Fundação Sousa d’Oliveira lança hoje o livro "Antero de Quental - Problemas Filosóficos e Concepções Religiosas".
Conforme notícia publicada ontem, «(...) Trata-se da concretização de um projecto prioritário para aquela instituição e tido como fundamental desde a sua criação, como realça Melo Bento. “Antero de Quental - Problemas Filosóficos e Concepções Religiosas” é nada mais nada menos que a tese de licenciatura de Manuel Sousa d’Oliveira, apresentada em 1942, altura em que foi desafiado a publicá-la pelo seu professor de Filosofia mas que, “por falta de meios e talvez de alguma coragem, nunca o fez”, como diz o actual responsável pela fundação. "Um trabalho lindíssimo, porque mergulha no espírito de Antero, um génio, um poeta de grande primor da escrita e um filósofo de grande intensidade. E Manuel de Sousa d’Oliveira consegue descrever e acompanhar tudo isto", salienta Melo Bento. O livro, cuja sessão de lançamento terá lugar esta terça-feira na Biblioteca da Escola Secundária Antero de Quental, pelas 18h30, inclui ainda diversas notas do autor escritas ao longo da vida. O prefácio é da autoria de Teixeira Dias. Acresce ainda uma pequena introdução e uma biografia do arqueólogo, da autoria de Melo Bento. Na ocasião será proferida uma conferência por Artur Anselmo, da Universidade Nova de Lisboa, subordinada ao tema "Quatro Bibliógrafos Micaelenses - José do Canto, Ernesto do Canto, Eugénio do Canto e Manuel de Sousa Oliveira". A Fundação Doutor Manuel de Sousa d’Oliveira tem como fins a promoção do fomento dos estudos de arqueologia e trabalhos arqueológicos dos Açores, assim como a concessão de bolsas de estudo a estudantes e graduados com carências económicas, a salvaguarda e colocação à disposição dos estudiosos e interessados do espólio arqueológico do seu fundador».
Hora e dia ingratos. Tendo em conta quem vai a jogo.
terça-feira, junho 29
segunda-feira, junho 28
Legenda para hoje
Este e outros 'Muros de Abrigo' estão visitáveis até 12 Set'10 no Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada.
domingo, junho 27
...Eu hoje deitei-me assim !
...
...
Álbum de estreia, com o patrocínio dos Midlake, este Queen of Denmark de John Grant é um monumento de classicismo que evoca o melhor do cancioneiro folk da década de 70. Um registo confessional e provocatório no qual John Grant convoca os seus fantasmas para a orquestração de uma colecção de canções originais que irão ficar na memória do best of do ano. Sob escuta brevemente num programa de rádio perto de si ou aqui no myspace do John Grant.
...
Álbum de estreia, com o patrocínio dos Midlake, este Queen of Denmark de John Grant é um monumento de classicismo que evoca o melhor do cancioneiro folk da década de 70. Um registo confessional e provocatório no qual John Grant convoca os seus fantasmas para a orquestração de uma colecção de canções originais que irão ficar na memória do best of do ano. Sob escuta brevemente num programa de rádio perto de si ou aqui no myspace do John Grant.
sábado, junho 26
Um espaço de igualdade
"O AQUI" é referenciado em 6º Lugar nos dez melhores espectáculos de Dança em 2009 (Jornal Público), pela jornalista e crítica de dança Paula Varanda como um espectáculo que “se desenvolve num todo coerente onde sobressaem volumes e imagens atraentes que modificam o espaço, relações de risco e afecto que transpiram uma cumplicidade comovente do elenco”. No caderno “Actual” (Jornal Expresso), a Cia. CIM é destacada pela jornalista e crítica de arte Cláudia Galhós como uma companhia que abraça “corpos ditos socialmente como diferentes” e afirma um “posicionamento simultaneamente artístico e social”.Esta noite em apresentação, depois de uma semana de intenso trabalho, no Teatro Micaelense.
"O Aqui", aposta arrojada e generosa…”
Paula Varanda Ípsilon (Público)
sexta-feira, junho 25
quinta-feira, junho 24
Matraquilhos
...
Já todos sabemos que o desporto rei e as torturantes vuvuzelas do Mundial 2010 vão compondo a banda sonora destes dias. Não sabíamos era que tão popular gosto afectasse as sensibilidades aristocráticas de certa classe política. Vem isto a propósito do coro de vozes que, pela partitura do costume, se indigna com a "ocupação" da praça Gonçalo Velho em Ponta Delgada com o sazonal "Mundialito" para celebração da festa do futebol. Entre prima donnas, com afiadas performances de soprano e tenores de ocasião, que replicam a voz do dono, lá vão compondo um bel canto de supostas "aberrações". O libreto desta opereta parece feito de encomenda para, no gran finale, enfiar mais uma estocada na Câmara Municipal da Dr.ª Berta Cabral. Com efeito, como aliás confessou uma das vozes Socialistas na Assembleia Municipal, a iniciativa - que tem o apoio da câmara municipal - até era boa se tivesse lugar nas "Portas do Mar" ! Nas "Portas da Cidade" - (com a inevitável parceria da câmara municipal) - é que não podia ser por abusiva ocupação do espaço público e abarracamento do mesmo ! Isto tem um nome cuja adjectivação deixo à imaginação do leitor. O certo é que o argumento é sempre o mesmo: a utilização das "Portas da Cidade" para este evento do "Mundialito", ou qualquer outro de cariz popular promovido pela câmara municipal, constitui um "crime" de "lesa património". Paradoxalmente esse mesmo património é convenientemente esquecido quando a congregação política da rosa o toma de empréstimo para campanha política em época de eleições. Por exemplo: A "abusiva ocupação" da respectiva praça deixa de o ser quando, como já o fez o PS, a mesma é objecto da instalação de toda a parafernália audiovisual de propaganda eleitoral, incluindo, o estacionamento de carros de campanha que não são propriamente "utilitários". O mal, como se vê, não está na forma como se utiliza o património, que é de todos, mas sim do ressabiamento de uma iniciativa que, por razões que não importa remexer, não teve lugar nas "Portas do Mar". O mal, como se adivinha, está numa afectação de certa classe política, nada e criada no remanso do ar condicionado dos salões cor-de-rosa e que, na verdade, olha com desdém e sobranceria para toda e qualquer iniciativa que seja popular. Não têm culpa mas fisiologicamente têm alergia a tudo o que cheire a Povo. Fazem-lhe a corte na época de caça ao voto mas em período de defeso repugna-lhes a proximidade física com os seus rituais antropológicos, como essa coisa tribal do futebol. Para essa casta superior da política essas e outras manifestações populares deveriam estar escondidas do espaço público, ou simplesmente nem sequer deveriam ter lugar em praça pública como, por exemplo, há muito vêm defendendo para as Grandes Festas do Espírito Santo em Ponta Delgada que este ano vão já na sua VII edição para agrado de imensos "populares". Quanto ao "Mundialito" não há razão para tanto alarde: ele vai continuar nas "Portas da Cidade" com a participação popular de quem vibra com o desporto das multidões e ignora os jogos de salão. Até Julho por lá vão passar "populares" q.b. para ver as transmissões dos jogos, especialmente da selecção, em ambiente de convívio transversal a todas as idades. Entretanto o espaço será usufruído por escolinhas de formação, equipas de futsal, torneio de empresas e o mais que o "povo" quiser. Poderia este evento ter lugar noutro espaço menos nobre da cidade de Ponta Delgada como as "Portas do Mar"? Poder podia ! Mas não era a mesma coisa. O resto são matraquilhos.
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiário.com
Já todos sabemos que o desporto rei e as torturantes vuvuzelas do Mundial 2010 vão compondo a banda sonora destes dias. Não sabíamos era que tão popular gosto afectasse as sensibilidades aristocráticas de certa classe política. Vem isto a propósito do coro de vozes que, pela partitura do costume, se indigna com a "ocupação" da praça Gonçalo Velho em Ponta Delgada com o sazonal "Mundialito" para celebração da festa do futebol. Entre prima donnas, com afiadas performances de soprano e tenores de ocasião, que replicam a voz do dono, lá vão compondo um bel canto de supostas "aberrações". O libreto desta opereta parece feito de encomenda para, no gran finale, enfiar mais uma estocada na Câmara Municipal da Dr.ª Berta Cabral. Com efeito, como aliás confessou uma das vozes Socialistas na Assembleia Municipal, a iniciativa - que tem o apoio da câmara municipal - até era boa se tivesse lugar nas "Portas do Mar" ! Nas "Portas da Cidade" - (com a inevitável parceria da câmara municipal) - é que não podia ser por abusiva ocupação do espaço público e abarracamento do mesmo ! Isto tem um nome cuja adjectivação deixo à imaginação do leitor. O certo é que o argumento é sempre o mesmo: a utilização das "Portas da Cidade" para este evento do "Mundialito", ou qualquer outro de cariz popular promovido pela câmara municipal, constitui um "crime" de "lesa património". Paradoxalmente esse mesmo património é convenientemente esquecido quando a congregação política da rosa o toma de empréstimo para campanha política em época de eleições. Por exemplo: A "abusiva ocupação" da respectiva praça deixa de o ser quando, como já o fez o PS, a mesma é objecto da instalação de toda a parafernália audiovisual de propaganda eleitoral, incluindo, o estacionamento de carros de campanha que não são propriamente "utilitários". O mal, como se vê, não está na forma como se utiliza o património, que é de todos, mas sim do ressabiamento de uma iniciativa que, por razões que não importa remexer, não teve lugar nas "Portas do Mar". O mal, como se adivinha, está numa afectação de certa classe política, nada e criada no remanso do ar condicionado dos salões cor-de-rosa e que, na verdade, olha com desdém e sobranceria para toda e qualquer iniciativa que seja popular. Não têm culpa mas fisiologicamente têm alergia a tudo o que cheire a Povo. Fazem-lhe a corte na época de caça ao voto mas em período de defeso repugna-lhes a proximidade física com os seus rituais antropológicos, como essa coisa tribal do futebol. Para essa casta superior da política essas e outras manifestações populares deveriam estar escondidas do espaço público, ou simplesmente nem sequer deveriam ter lugar em praça pública como, por exemplo, há muito vêm defendendo para as Grandes Festas do Espírito Santo em Ponta Delgada que este ano vão já na sua VII edição para agrado de imensos "populares". Quanto ao "Mundialito" não há razão para tanto alarde: ele vai continuar nas "Portas da Cidade" com a participação popular de quem vibra com o desporto das multidões e ignora os jogos de salão. Até Julho por lá vão passar "populares" q.b. para ver as transmissões dos jogos, especialmente da selecção, em ambiente de convívio transversal a todas as idades. Entretanto o espaço será usufruído por escolinhas de formação, equipas de futsal, torneio de empresas e o mais que o "povo" quiser. Poderia este evento ter lugar noutro espaço menos nobre da cidade de Ponta Delgada como as "Portas do Mar"? Poder podia ! Mas não era a mesma coisa. O resto são matraquilhos.
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiário.com
quarta-feira, junho 23
Vídeo, Performance e Tecnologias
Para ver esta noite no Teatro Micaelense a extensão do Festival InShadow em que serão apresentados os premiados da 1ª edição. A sessão será apresentada pelo director artístico do festival - Pedro Sena Nunes.
Diário de Bordo. Dia 10.
Sim, queremos reviver a intensidade (emocional) do espectáculo de São Miguel em Lisboa. Aqui fica o desafio a todos os que vivem na cidade (açorianos, não açorianos, indonésios, turcos, fãs do Cristiano Ronaldo, leitores de Proust, ouvintes dos Black Eyed Peas) para irem ao Jardim de Inverno do São Luiz num dos dias: amanhã, sexta ou sábado, às 22h. Dez europas (oh, o que são dez euros) é o preço da coisa.
Cultura, catalisador do desenvolvimento local
O Governo dos Açores tem em curso um ambicioso conjunto de investimentos em infra-estruturas, de modo a melhor dotar o arquipélago de múltiplas valências no domínio das artes performativas, na defesa do património móvel e imóvel, no apoio aos criadores e associações, na divulgação interna e externa da produção artística e na promoção da fruição de propostas contemporâneas.
Todas estas acções estão inseridas nos grandes objectivos estratégicos para o médio prazo, nomeadamente, naquele que visa Melhorar as Qualificações e as Competências dos Açorianos, e no qual a Cultura se inscreve como essencial.
Fazer com que a Cultura faça parte da vivência intrínseca das populações pode parecer utópico mas vislumbra-se, cada vez mais, como algo fundamental na formação contínua dos indivíduos. Esta questão deve constituir-se como basilar, deve ser estimulada, deve apelar aos mais novos e, por essa via, cultivar a “contaminação” dos mais velhos.
A fruição dos espaços culturais existentes, e a erigir, tem de ser encarada como uma mais-valia reprodutiva, não só ao nível cognitivo e do intelecto mas, também, como incremento económico no local de implementação.
O Museu e a Biblioteca Pública não podem ser espaços independentes da economia do “local” e devem ser, eles próprios, “o” ou “um” dos seus principais catalisadores económicos, no qual devem coexistir um número significativo de actividades interdependentes, constituindo-se, de forma integrada, como espaços “âncora”.
De modo a consubstanciar esta importância, o impacto do valor da Cultura no desenvolvimento local, realce para o número de entradas verificadas no conjunto dos Museus da região que, desde 2007, tem vindo progressivamente a subir, atingindo em 2009 cerca de 95.000 visitantes, mais 27.000 do que em 2007.
Estes dados são motivo de regozijo mas que podem e devem ser incrementados, na medida em que foram alcançados mesmo e apesar das obras de beneficiação, ampliação e modernização que decorrem em alguns dos nossos Museus. Um aspecto condicionante mas temporário, cuja execução é essencial para o seu bom desempenho e para a missão que lhes é confiada.
Os recursos são, em alguns casos, importa aqui referi-lo, limitados. Pelo que devemos pautar o investimento público para melhoria continuada das condições físicas e de recursos humanos dos organismos oficiais da Direcção Regional da Cultura, como elementos fundamentais na prossecução da política governamental para o sector.
Num país onde a criação está fortemente centralizada, e numa região como os Açores, geograficamente fragmentada, a descentralização cultural é um gesto que se impõe no crescimento e para o desenvolvimento de novos “centros”.
Como cidadãos portugueses, habitemos em Bragança ou em Sta. Cruz da Graciosa, temos o direito de aceder à Cultura e a um serviço público na área da fruição cultural, quer como criadores, participantes ou espectadores. Este é, sem margem para muitas dúvidas, um meio de alcançarmos uma Região, mais equilibrada, mais coesa e mais democrática.
Mas não falo apenas de “recepção” de oferta cultural de qualidade mas, sobretudo, de criação, de crítica e de avaliação, na relação com as diversas manifestações artísticas.
Independentemente do carácter descentralizador há que ter objectivos concretos na política de funcionamento destas infra-estruturas e há que sensibilizar e envolver as autarquias para as suas responsabilidades locais, neste sector, na medida em que são, em muitos casos, os responsáveis pelos equipamentos disponíveis. E, para isso, devem dotar-lhes dos meios e dos mecanismos para funcionar.
Devem todos trabalhar em “rede”, mesmo que não haja formalmente uma Rede.
A Cultura é, perante aquilo que representa e pelo que perspectiva, um sector de importância vital como “factor intangível de desenvolvimento” (in Carlos L. Medeiros, «Cultura, Factor de Criação de Riqueza», UCP, Lisboa, 2008). E a aposta continuada do Governo dos Açores, neste domínio, preconiza esta estratégia, a de vector basilar na formação, valorização e estímulo da sociedade açoriana.
Alexandre Pascoal
Maio 2010
* Adaptação da intervenção na ALRA em Maio’10
** Publicado na edição de 15 Jun'10 do Açoriano Oriental
*** Foto Olhares
Todas estas acções estão inseridas nos grandes objectivos estratégicos para o médio prazo, nomeadamente, naquele que visa Melhorar as Qualificações e as Competências dos Açorianos, e no qual a Cultura se inscreve como essencial.
Fazer com que a Cultura faça parte da vivência intrínseca das populações pode parecer utópico mas vislumbra-se, cada vez mais, como algo fundamental na formação contínua dos indivíduos. Esta questão deve constituir-se como basilar, deve ser estimulada, deve apelar aos mais novos e, por essa via, cultivar a “contaminação” dos mais velhos.
A fruição dos espaços culturais existentes, e a erigir, tem de ser encarada como uma mais-valia reprodutiva, não só ao nível cognitivo e do intelecto mas, também, como incremento económico no local de implementação.
O Museu e a Biblioteca Pública não podem ser espaços independentes da economia do “local” e devem ser, eles próprios, “o” ou “um” dos seus principais catalisadores económicos, no qual devem coexistir um número significativo de actividades interdependentes, constituindo-se, de forma integrada, como espaços “âncora”.
De modo a consubstanciar esta importância, o impacto do valor da Cultura no desenvolvimento local, realce para o número de entradas verificadas no conjunto dos Museus da região que, desde 2007, tem vindo progressivamente a subir, atingindo em 2009 cerca de 95.000 visitantes, mais 27.000 do que em 2007.
Estes dados são motivo de regozijo mas que podem e devem ser incrementados, na medida em que foram alcançados mesmo e apesar das obras de beneficiação, ampliação e modernização que decorrem em alguns dos nossos Museus. Um aspecto condicionante mas temporário, cuja execução é essencial para o seu bom desempenho e para a missão que lhes é confiada.
Os recursos são, em alguns casos, importa aqui referi-lo, limitados. Pelo que devemos pautar o investimento público para melhoria continuada das condições físicas e de recursos humanos dos organismos oficiais da Direcção Regional da Cultura, como elementos fundamentais na prossecução da política governamental para o sector.
Num país onde a criação está fortemente centralizada, e numa região como os Açores, geograficamente fragmentada, a descentralização cultural é um gesto que se impõe no crescimento e para o desenvolvimento de novos “centros”.
Como cidadãos portugueses, habitemos em Bragança ou em Sta. Cruz da Graciosa, temos o direito de aceder à Cultura e a um serviço público na área da fruição cultural, quer como criadores, participantes ou espectadores. Este é, sem margem para muitas dúvidas, um meio de alcançarmos uma Região, mais equilibrada, mais coesa e mais democrática.
Mas não falo apenas de “recepção” de oferta cultural de qualidade mas, sobretudo, de criação, de crítica e de avaliação, na relação com as diversas manifestações artísticas.
Independentemente do carácter descentralizador há que ter objectivos concretos na política de funcionamento destas infra-estruturas e há que sensibilizar e envolver as autarquias para as suas responsabilidades locais, neste sector, na medida em que são, em muitos casos, os responsáveis pelos equipamentos disponíveis. E, para isso, devem dotar-lhes dos meios e dos mecanismos para funcionar.
Devem todos trabalhar em “rede”, mesmo que não haja formalmente uma Rede.
A Cultura é, perante aquilo que representa e pelo que perspectiva, um sector de importância vital como “factor intangível de desenvolvimento” (in Carlos L. Medeiros, «Cultura, Factor de Criação de Riqueza», UCP, Lisboa, 2008). E a aposta continuada do Governo dos Açores, neste domínio, preconiza esta estratégia, a de vector basilar na formação, valorização e estímulo da sociedade açoriana.
Alexandre Pascoal
Maio 2010
* Adaptação da intervenção na ALRA em Maio’10
** Publicado na edição de 15 Jun'10 do Açoriano Oriental
*** Foto Olhares
terça-feira, junho 22
segunda-feira, junho 21
Hoje é dia de Cineclube
Lá em casa quem domina no reino da animação são os Patinhos. Mas o pai, apesar de crescido (!), também não dispensa os seus Macaquins...
Partilho e recomendo a exibição de hoje nos Cinemas Solmar.
domingo, junho 20
sábado, junho 19
sexta-feira, junho 18
Parlamento aprova proposta do PS para criação de Roteiros Culturais

“...Para preservar é necessário educar”, afirmou o deputado do PS/Açores, para quem esta iniciativa legislativa traduz-se, ainda, numa mais-valia turística e uma razão extra para visitar os Açores, à semelhança do que acontece com outras iniciativas..."
Aplaudo de pé.
Até porque na Inglaterra: "o turismo reporta à cultura":
"Culture secretary, Jeremy Hunt, has asked the tourism sector for ideas on how to increase domestic spend."
E não deverão estranhar: eles são ingleses e falam outra língua, que é como quem diz, eles não percebem nada disto! (?)
Ou então é a resposta ao desabafo de Cavaco Silva.
Cinema à mesa
Inserido no Ciclo de Cinema - A Imagem da Europa realiza-se, hoje, na Horta, no Teatro Faialense, uma mesa redonda sobre a temática, às 21h00, contando com a participação de André Bradford, Secretário Regional da Presidência, e de três representantes da crítica nacional de cinema, nomeadamente: Mário Augusto, jornalista da RTP; João Antunes, jornalista do Jornal de Notícias e José Vieira Mendes, Director da Revista Premiére.
quinta-feira, junho 17
Quem cala…
Corria o ano da graça de 2003, ou se quisermos o ano VII da Nova Autonomia, e o Governo PS assinava a escritura do "contrato de concessão do exclusivo de jogos de fortuna ou azar num casino em São Miguel". A sociedade ASTA – Atlântida, representada e detida maioritariamente pelo grupo Martins Mota e Paim, foi o parceiro de negócio desta "joint venture" socialista para a exploração capitalista de um casino. Como contrapartida, designadamente pelos mais de 50 % que o grupo arrecadaria de receitas brutas, os concessionários ficavam obrigados, no prazo de três anos, a construir um casino na ilha de São Miguel, executar um projecto de urbanização para a zona de Pêro de Teive em Ponta Delgada, a beneficiar e adaptar as termas das Furnas, e ainda à "construção nos Açores, no prazo máximo de três anos, de quatro hotéis". O "deadline" há muito que findou em Abril de 2006 e o jogo, de fortuna ou azar, ficará emoldurado no papel do contrato. Quanto às restantes contrapartidas é o que se vê: um amontoado de edificações inacabadas nalguns casos a caminho da ruína, como por exemplo, os "caixotes" para o centro comercial de Pêro de Teive que se prometia, em letra de lei publicitada em jornal oficial de 2000, vir a ser um projecto "urbanístico destinado à cultura e lazer, com espaços de livre circulação, espaços verdes e arborizados (…) imprimindo ao local uma imagem de elevada qualidade e utilidade para a cidade em geral". Algo similar ao "Domínio dos Deuses" do Astérix! Hoje, já nos anos zero do novo milénio, o que lá existe são umas estruturas que evocam o estilo dos escombros do reichstag! Tudo isto sob a sombra monolítica do prometido casino que parece inspirado no melhor estilo da arquitectura soviética sendo que este empreendimento encalhado está embrulhado em entulho e tapumes de obra que se eternizam numa zona nobre da cidade. São obras públicas financiadas com o dinheiro dos contribuintes que correm o risco de precisarem do amparo do governo para a inevitável reabilitação urbana. Mas, sobre estes "monstros" em avançado estado de "decomposição" urbanística não versejam os bardos do regime, nem as poetisas da rosa, com direito a epístola laudatória e semanal a Carlos César. Esquecem convenientemente a autoria moral desses atentados urbanísticos concessionados a particulares com prerrogativas de Estado pois, por via do esquema montado para a concessão, foram ao ponto de concederem aos concessionários privilégios tributários que lhes conferiram isenções fiscais e de licenciamento de obra. Na verdade, os ditos escribas como "soldados da fortuna" que são cumprem profissionalmente o seu dever de apontar baterias para o lado oposto. Entretanto, o certo é que nem com uma obra a custo zero em termos fiscais, e em parceria com amigos da "privada", o governo conseguiu plantar a maravilha urbanística que prometeu. No mínimo espera-se que accione a garantia bancária de cerca de 1 milhão de euros que prestou a empresa concessionária. Não dá para acabar as obras em causa mas ajuda, pelo menos, a reabilitar os equipamentos públicos danificados e a restituir alguma dignidade urbana às zonas em causa transformadas em estaleiro de obras. Sobre estes abortos paisagísticos, e respectivos custos sociais contabilizados em perdas económicas, as pitonisas da nova autonomia, ladeadas pelos seus "jovens turcos", preferem o silêncio. Também aqui à esquerda nada de novo pois já diziam os clássicos "qui tacet, consentire videtur", ou seja, quem cala consente.
...
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiário.com
...
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiário.com
quarta-feira, junho 16
Diário de Bordo. Dia 7.
Ao longo destes últimos meses temos sido uma espécie de banda rock. Fizemos uma viagem (até ao Faial) para investigar no terreno a história que queremos contar. Nalgumas das fotos que hoje posto está o espírito (Breliano, sim) que tem marcado os nossos dias.

O Sérgio Gregório a captar sons do mar faialense.

O disco (oferecido pelo André - Almeida e Sousa - e pela Sofia) que nos tem acompanhado.

O Dinarte imperial.

A band Brel em tournée.

O tempo fantástico que apanhámos no Faial.

A Inês Eva a ajudar o Dinarte a "passar texto".

A máquina na qual o João Prazeres trabalhou o cenário.

Uma dupla oferta para quem vai para cima do palco, representar o gang: umas luvas de boxe e as "Greguerías" de Ramon Gomez de la Serna. O incitamento a um combate poético.

O Sérgio Gregório a captar sons do mar faialense.

O disco (oferecido pelo André - Almeida e Sousa - e pela Sofia) que nos tem acompanhado.

O Dinarte imperial.

A band Brel em tournée.

O tempo fantástico que apanhámos no Faial.

A Inês Eva a ajudar o Dinarte a "passar texto".

A máquina na qual o João Prazeres trabalhou o cenário.

Uma dupla oferta para quem vai para cima do palco, representar o gang: umas luvas de boxe e as "Greguerías" de Ramon Gomez de la Serna. O incitamento a um combate poético.
terça-feira, junho 15
Publicidade Institucional # 11
...


...
O Sound + Vision (evocação de um grande clássico de Bowie) é um blog obrigatório de João Lopes e Nuno Galopim. É indispensável no meu tour diário de blogs ultramarinos*. Agora, com um formato e template remodelado, está bem mais próximo na forma daquilo que é no conteúdo : um magazine de música e cinema sempre com crítica e sugestões muito à frente da imprensa nacional que, de quando em vez, faz eco com muito delay do que aqui se anuncia em primeira escuta ou ante estreia.
(Outros blogs ultramarinos indispensáveis:
Combustões
Jansenista
E Deus criou a mulher
Dragoscópio
O Cachimbo de Magritte
Resistir.)
O Sound + Vision (evocação de um grande clássico de Bowie) é um blog obrigatório de João Lopes e Nuno Galopim. É indispensável no meu tour diário de blogs ultramarinos*. Agora, com um formato e template remodelado, está bem mais próximo na forma daquilo que é no conteúdo : um magazine de música e cinema sempre com crítica e sugestões muito à frente da imprensa nacional que, de quando em vez, faz eco com muito delay do que aqui se anuncia em primeira escuta ou ante estreia.
(Outros blogs ultramarinos indispensáveis:
Combustões
Jansenista
E Deus criou a mulher
Dragoscópio
O Cachimbo de Magritte
Resistir.)
domingo, junho 13
Diário de Bordo. Dia 6.

Ontem à noite ensaiámos pela primeira vez no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, onde estaremos a actuar nos dias 24, 25 e 26 deste mês. Para ver como é que funciona no espaço o cenário, as projecções, o som, etc. Foi bom ver o Dinarte lá em cima, no seu papel de empenhado (por vezes emocionado) mestre de cerimónias. Foi bom perceber que o tom que pretendemos para o espectáculo está lá - e notar que agora o que é preciso é afinar a ligação de todos os elementos. Numa palavra: ensaiar. Repetidas vezes. Até termos uma proposta orgânica, sem ruídos de maior (ruídos, sabemo-lo, haverá sempre, até porque não queremos deixar cair o seu lado impuro de performance, de narração viva de uma história). Daqui a pouco partimos para São Miguel. Vamos todos: o Dinarte, o Paulo, o Sérgio, o Feliciano, a Inês e o João. Hoje será dia de desarrumar as malas. Amanhã pegaremos ao serviço no Teatro Micaelense. Estamos inquietos para o fazer - até porque há muita coisa que vamos experimentar em cima do palco. A luz, por exemplo. Perguntamo-nos todos (apesar das conversas, das trocas de ideias): como é que o Feliciano nos vai iluminar a todos?
Esta semana a Inês Eva, nosso produtora, deu-nos uma óptima notícia: a aprovação por parte das Éditions Jacques Brel (a fundação dirigida pela filha do cantor, France - ela que esteve com o pai nos Açores em 74) do nosso pedido de cedência de direitos de exibição de material audiovisual e sonoro do Grand Jacques. Mandámos para lá uma gravação e eles caribaram. Ficámos muito contentes. Porque nos permite jogar melhor com os ingredientes todos. Passámos a ter à nossa disposição todos os ingredientes em cima da mesa. Agora resta saber quais vão ser escolhidos - e decidir qual a melhor forma de os transformar e cozinhar.
Por falar das Éditions: hoje, através do blogue do Sérgio Paixão, ficámos a saber que já fazem notícia do espectáculo. O que é bom. O que é óptimo. E aumenta (ainda mais) a nossa responsabilidade e o nosso entusiasmo.
sexta-feira, junho 11
quinta-feira, junho 10
Hoje
Inaugura no Museu Carlos Machado a exposição antológica 'Muros de Abrigo' de Ana Vieira.
Uma proposta imperdível e que constitui um dos marcos da agenda cultural do arquipélago para 2010.
“Comendadores” e “Compadres”
Terá o nosso 6 de Junho passado à história ? Creio que não, apesar de muitos quererem remetê-lo à condição de nota de rodapé da história da Autonomia, e de outros tantos se esforçarem em reescrever a história da génese fundacional da mesma conformando-a ao regime político vigente. Essa manipulação política não tem qualquer escrúpulo e despudoradamente até conta com a involuntária cumplicidade de notáveis presos do 6 de Junho agora "reabilitados" com uma comenda entregue pelas mãos daqueles que, nos idos de 75, foram os seus algozes políticos. Os mesmos que rejubilaram com o cativeiro dos presos políticos do 6 de Junho, insultando-os em praça pública com o rótulo de "fascistas", subscrevendo nos mesmos slogans que o seu merecido destino era o "xadrez" ! Sic transit gloria mundi ! A verdade é que "o 6 de Junho foi uma afirmação de um Povo consubstanciada na revolta contra o estrangulamento económico e que desaguou num grito de liberdade colectivo. As consequências políticas estão à vista por mais jogos de rins que a esquerda hipócrita possa fazer, incluindo a entrada oportunista no comboio da Autonomia na mira de lamber prebendas a montante e exibir condecorações a jusante". Com flamejante e impenitente justiça escreveu, e bem, Jorge do Nascimento Cabral, no Correio dos Açores, denunciando a malina estratégia de irmanar nas comendas carcereiros e presos políticos. Ontem foi a vez de Pinto de Magalhães receber a Insígnia Autonómica de Reconhecimento. Hoje a medalha Autonómica de Mérito Cívico foi entregue a Melo Bento. Quem não se esquece da história não poderá deixar de registar a ironia paradoxal de que, para o futuro, ambos, - carcereiro e preso político - , ficarão irmanados na condição de "comendadores" ! Não me espanta que o Dr. Carlos Melo Bento, e outros insignes Açorianos, sejam agraciados com a Comenda de Mérito Cívico merecidamente entregue por Carlos César. Também não me causa assomo a deliberada omissão ao percurso como Açoriano Independentista de alguns dos agraciados. Com efeito, na memória descritiva e justificativa das comendas nem uma linha sequer foi escrita e lida sobre a acção militante e separatista dos novos comendadores em prol da Libertação dos Açores. Também o pusilânime facto de terem sido "presos políticos", apenas porque em consciência defendiam uma ideia para o futuro dos Açores divergente da deriva dos camaradas de Lisboa, foi cirurgicamente amputado da bula comendatícia. Não estranho estas deliberadas omissões pois é também assim que se reescreve a nossa História. Ontem os Independentistas lutavam pelos Açores contra o evangelho de Esquerda que até repudiou a Autonomia. Hoje, os missionários dessa liturgia pós 25 de Abril, e tão do PREC, são mais Autonomistas do que os pais fundadores da Autonomia ! Não me espantará que um dia se arroguem mais Independentistas do que aqueles que deram o corpo e a alma pelos Açores nos idos do Verão Quente de 75. A mim é que não me enganam nem me demovem da convicção de que o 6 de Junho de 1975 está para a Autonomia Açoriana como o 25 de Abril de 74 está para a Democracia Portuguesa. Aliás, este é um aforismo de efeméride que há muito venho defendendo. Em Democracia, especialmente depois de ultrapassados os traumas totalitaristas pós 25 de Abril, apesar de tudo não há inimigos políticos, mas também não nos iludamos: não somos todos "compadres".
...
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiário.com
...
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiário.com
...
*Saudações Açorianas neste dia de Portugal
terça-feira, junho 8
segunda-feira, junho 7
Cultura, investimento continuado
Com o advento do século XXI a Cultura ganhou outra dimensão e deixou de estar circunscrita aos domínios artísticos tradicionais, passando a ser referência na área económica. Nesta medida, "A Cultura é hoje, mais do que um conceito, um factor económico para o qual cada país olha com atenção na perspectiva de obtenção de proveitos financeiros".
O estudo recente sobre o sector cultural e criativo em Portugal, efectuado pela empresa do ex-ministro da Economia Augusto Mateus, revela que em 2006 estas actividades foram responsáveis por 2,8% de toda a riqueza criada no país. Este valor é expressivo e justifica, plenamente, a necessidade de um olhar mais atento sobre o papel da cultura e da criatividade na economia portuguesa e na açoriana, em particular.
A Cultura tem vindo a gizar, com rigor e ambição, uma presença cada vez mais significativa na orientação estratégica para o desenvolvimento dos Açores.
Para 2010 o Governo dos Açores afectou cerca de 22,5 milhões de euros na defesa do Património e no apoio às Actividades Culturais. O que corresponde a cerca de 2,7% do investimento público previsto e a um aumento de 25,8% em relação a 2009.
Este incremento orçamental encontra a sua maior expressão nos inúmeros projectos em obra, contidos no programa de defesa e valorização do património arquitectónico e cultural, dos quais destaco: a construção da nova Biblioteca de Angra do Heroísmo, obra em curso e a bom ritmo de execução; a ampliação do Museu da Graciosa e a reprogramação museológica do núcleo sede; a valorização urbanística e paisagística da área envolvente do Museu da Indústria Baleeira em São Roque do Pico, obra já adjudicada; a construção do Espaço Cultural Multiusos do Corvo, a Temporada Música 2010 e as Comemorações do Centenário da República, cujo início está agendado para o mês de Agosto.
A aposta na formação, na criatividade e a promoção no exterior do tecido cultural insular são prioridades do Governo dos Açores para este ano.
Neste âmbito, destaco o programa de Bolsas de Formação e Criação Artística, para a aposta continuada nas dinâmicas de proximidade pedagógica, casos da Rede de Leitura Pública, da Lira Açoriana, do projecto da Orquestra Francisco de Lacerda e do projecto pioneiro do Museu Móvel, afecto ao Museu Carlos Machado, o qual foi distinguido, em Novembro passado, com um prémio nacional para o melhor serviço de extensão cultural, atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia.
De igual modo, a Semana de Cultura Açoriana que decorreu entre 2 e 7 de Março, deste ano, em Lisboa, numa co-produção do Teatro Micaelense e do Teatro São Luiz, contou com o empenho e com o alto patrocínio da Região.
Esta foi uma iniciativa pioneira e teve o mérito de durante uma semana ter possibilitado aos criadores açorianos a notoriedade que merecem num dos palcos mais importantes da capital. Algo nunca dantes alcançado.
As repercussões não se fizeram esperar e uma nova edição já se encontra calendarizada e deve, na minha perspectiva, ser ampliada.
Mas 2010 é, sobretudo, o ano que consagra os Açores como Região Europeia’2010.
Este momento revela-se como um canal privilegiado para a promoção do arquipélago através da sua "identidade" e como veículo para "trazer à região a cultura e as vivências europeias".
Um acontecimento que nos enche de orgulho e no qual devemos estar todos, particularmente, empenhados.
Alexandre Pascoal
Maio 2010
* Adaptação da intervenção na ALRA em Maio’10
** Publicado na edição de 03 Jun'10 do Açoriano Oriental
*** Foto Fernando Resendes (Teatro Micaelense)
**** Publicado inicialmente no Reporter X
domingo, junho 6
Desculpe, importa-se de repetir?!
«A pandemia de gripe A nunca existiu»É a conclusão do relatório aprovado ontem pela assembleia parlamentar do Conselho da Europa, que acusa a Organização Mundial de Saúde (OMS) de ter 'sobrestimado o vírus H1N1'.
Será que existem ou podemos chegar a outras conclusões?!
sexta-feira, junho 4
O Pedestal
...
Ao melhor estilo autocrático a Secretária Regional da Educação aprendeu a lição da escola socialista que se diz democrática, e aberta ao debate parlamentar, desde que seja para subscrição das suas políticas. Recentemente, a propósito da reforma curricular do Ensino Básico, a dita Secretária, sem hesitar, verbalizou o que pensava afirmando que o Parlamento Regional não estava "à altura" (sic.) de discutir o diploma em causa! Não sabe, porque porventura não lhe ensinaram, que em Democracia, para o bem e para o mal, quem tem a última palavra é o Parlamento que é a forma que se convencionou para a representação soberana do Povo. Coisa de pouca monta para a Senhora Secretária, por sinal correligionária da mesma congregação do seu colega deputado que, ao mesmo nível, afirmou que isso de Povo, no caso Açoriano, não dá pão. Como se vê há pessoas que lamentavelmente não estão à altura do Poder que ocupam. Esse défice é particularmente triste quando estão em causa "competências" - (para usar o léxico da nova pedagogia) - no domínio das mais elementares regras do abecedário da Democracia. O certo é que o episódio parlamentar protagonizado por Lina Mendes é congruente com o seu curriculum que se tem pautado pela indiferença à participação democrática da comunidade escolar nos processos de decisão sobre a gestão da Educação. Essa é matéria que a "tutela" impõe unilateralmente aos agentes da referida comunidade. Com efeito, decretar medidas e políticas educativas à revelia dos órgãos e agentes de quem participa na comunidade educativa não pode deixar de causar a sublevação do sector da Educação. Foi assim com o titubeante processo da avaliação dos docentes, com o processo da reforma curricular e com o mal explicado currículo Regional, com os erros nas PASE´s … and so on. Assim será certamente com as prometidas alterações ao Estatuto do Aluno e aos Regulamentos Internos das Escolas como remendos formais para atenuar a tendência de perda de autoridade da classe docente que é, como se sabe, uma conquista desta governação Socialista a bem não se sabe do quê. Não tarda e terá novo foco de conflitualidade com a gestão da Escola Profissional de Capelas que, aliás, já começou quando a dita "tutela" ignorou a participação democrática na referida Escola e, em vez de uma eleição inter pares para a sua Direcção, optou pelo modelo de nomeação política. Mas, para agitar ainda mais o caldo de latente conflitualidade corporativa, circula a notícia de que a Direcção Regional de Educação e Formação pretende integrar docentes do quadro da Escola Profissional de Capelas nos estabelecimentos escolares da Região, em especial nas de São Miguel, e mais concretamente do concelho de Ponta Delgada, com preterição das regras de equidade com os demais docentes. Estes arriscam-se a serem prejudicados com a mobilidade de colegas com outras "competências" vindos da formação profissional, só porque o Governo decidiu meter a mão na orgânica da Escola Profissional de Capelas! Fará isto sentido com atropelamento das regras de prioridade e permanência no quadro? Haverá justiça na possível afectação ad hoc destes docentes quando muitos outros foram compelidos a anos de permanência em estabelecimentos de ensino, que não desejaram, antes de poderem gozar de mobilidade de quadro ? Estas e outras questões só estão à altura de quem aprendeu o que era a concertação e não tem do lugar que ocupa a perspectiva do pedestal.
...
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com
...
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com
quarta-feira, junho 2
Diário de Bordo. Dia 4.

Continuam as leituras, continuam as passagens do texto, continua o entusiasmo. Aliás, dispara o entusiasmo. Penso que o fogo cresceu no domingo à noite, altura em que fomos até ao atelier onde trabalha o João Prazeres, o homem do cenário, com o objectivo de fazer uma pequena gravação vídeo de um ensaio para enviar para a Fundação Brel (por causa de uma última cedência de direitos de imagem). Houve quem se tivesse emocionado durante a performance do Dinarte. Não vou dizer quem, para não desprestigiar ninguém: não queremos que fiquem a pensar que temos sentimentos e assim. Isso seria desagradável no mundo de hoje.
O texto. Sempre o texto. O território de onde parte o resto - ou que serve de bússula para tudo o resto. Já sofreu muitas alterações desde o início - teve vários tons. Agora encontra importantes âncoras no lirismo breliano - uma poética feita ora de ternura ora de sarcasmo. Já havia uma tradução em português de algumas letras do belga (pela Assírio e Aslvim). Mas em Setembro do ano passado, quando fazia a investigação para o projecto, encontrei um blogue, o Canto do Brel, da autoria de Sérgio Paixão - ou Sérgio Luís, como muitas vezes assina -, que tem traduções muitas vivas e orgânicas (e criativas) das palavras que Brel desenhou em francês. São traduções de um apaixonado de Jacky - e por isso transmitem tão bem as erupções vulcânicas permanentes do coração do bicho. Nunca serão demais os agradecimentos que poderei (que poderemos) fazer ao Sérgio, homem autêntico e generosíssimo que conhecemos em Abril, na ilha do Faial, onde vive há vários anos (é de Belém, aqui em Lisboa, de onde também era o meu avô Raúl, e, tal como este, tornou-se um açoriano convicto e militante). Ele faz parte, e com destaque superior, do nosso team Brel, formado para homenagear uma figura que cada vez mais nos inspira e nos eleva.
A folha de agradecimentos (que está a ser finalizada) é grande. O Sérgio Paixão está no topo, em claríssima posição de destaque. Por tudo. Por me ter tirado tantas dúvidas, por nos ter sugerido material, por nos ter passado várias pérolas (uma delas é um programa da BBC sobre o Brel, feito pelo Marc Almond). Mas há mais gente a quem fazer uma vénia. Pessoas que, por uma ou outra razão, fomos encontrando no mapa que se foi desenhando neste périplo de descoberta. Falarei delas nas próximas entradas deste diário de bordo.
terça-feira, junho 1
E o Mar aqui tão perto...
Praia Sta. Bárbara, S. Miguel
Foto Francisco Botelho
Hoje o dia celebra a Criança, a entrada em vigor das medidas de austeridade, bem como, o início da época balnear. Espero que, para além da abertura às águas, o sol também se sinta convidado.
segunda-feira, maio 31
-1
Morreu Dennis Hopper o emblemático actor (e realizador) de filmes como Easy Rider ou Blue Velvet - um dos meus all times favorites. Com ele desaparece, igualmente, um protagonista do (anti) sonho americano e parte de um cinema Made in Hollywood.
Uma alma inquieta que não deixava grande espaço de manobra, sendo difícil permanecer indiferente à sua actuação. Há cada vez menos homens destes na tela. E, talvez por isso, o cinema definhe e se deixe inebriar, infantilmente, pelo bluescreen como forma de fugir ao real.
domingo, maio 30
sábado, maio 29
Ontem Angra, hoje Pdl
29 MAI 21h30
Igreja do Colégio - Núcleo de Arte Sacra
TRIO.PT
Pedro Morais Andrade, violino
Paulo Gaio Lima, violoncelo
Paulo Pacheco, piano
Programa
Anton Stepanovitch Arenski
Trio de Piano n.º 1, em Ré Menor, op. 32
Allegro moderato-Adagio
Scherzo: Allegro molto
Elegia: Adagio
Finale: Allegro non troppo-Adagio-Allegro molto
Johannes Brahms
Trio de Piano n.º 2, em Dó Maior, op. 87
Allegro
Andante com moto
Scherzo: Presto
Finale: Allegro giocoso
Concerto integrado na programação da Temporada 2010 da Direcção Regional da Cultura.
sexta-feira, maio 28
Sob escuta
...

...
Termina hoje a contagem decrescente para a Emissão Especial da Antena 3. Em FM 87.7. (e em edição simultânea com a antena 1 Açores) estará no ar às 19 horas com emissão especial - e histórica – com Herberto Quaresma no novo estúdio da 3. São elevadas as expectativas da audiência que estará à escuta da 3 na busca da banda sonora dos anos zero com epicentro nos Açores. "É já a seguir". "This is happening" -( 9.2 na escala de pitchfork )- é o som que deixo aqui em sugestão para a playlist dos próximos tempos. Este terceiro álbum dos LCD Soundsystem, que não trás a revolução, é porém a evolução de um dos mais interessantes projectos na indie electrónica e, pessoalmente, está já no meu top 5 de melhores do ano. Espero que a antena 3 fique no 1º lugar do top.

...
Termina hoje a contagem decrescente para a Emissão Especial da Antena 3. Em FM 87.7. (e em edição simultânea com a antena 1 Açores) estará no ar às 19 horas com emissão especial - e histórica – com Herberto Quaresma no novo estúdio da 3. São elevadas as expectativas da audiência que estará à escuta da 3 na busca da banda sonora dos anos zero com epicentro nos Açores. "É já a seguir". "This is happening" -( 9.2 na escala de pitchfork )- é o som que deixo aqui em sugestão para a playlist dos próximos tempos. Este terceiro álbum dos LCD Soundsystem, que não trás a revolução, é porém a evolução de um dos mais interessantes projectos na indie electrónica e, pessoalmente, está já no meu top 5 de melhores do ano. Espero que a antena 3 fique no 1º lugar do top.
quinta-feira, maio 27
Boas notícias
A União Mundial de Conservação (UICN) anunciou hoje oficialmente que decidiu retirar o Priôlo da lista das espécies Criticamente em Perigo de Extinção, descendo uma categoria e passando a estar 'apenas' em Perigo.
quarta-feira, maio 26
Hoje
O professor, ex-deputado e conhecido comentador - José Medeiros Ferreira é o convidado desta 4ª feira da Prova das 9.
Os temas hoje a debate são: Açores/Autonomia; Educação e o Combate à Crise. Participação na antena através do Facebook ou pelo email provadas9@rtp.pt.
Em directo na RTP/Açores partir das 20h50.
Os temas hoje a debate são: Açores/Autonomia; Educação e o Combate à Crise. Participação na antena através do Facebook ou pelo email provadas9@rtp.pt.
Em directo na RTP/Açores partir das 20h50.
segunda-feira, maio 24
Diário de Bordo. Dia 3.
Depois da nossa última conversa já houve dois ensaios - o de sexta e de ontem à noite. Passámos nessas duas sessões o texto todo. Fui eu o leitor - o Dinarte está com a voz um pouco fragilizada por causa do espectáculo (longo) que está a fazer. Foi um mal que veio por bem. Penso que terá sido útil para o Dinarte ver a coisa de fora e assim perceber com maior clareza o que poderá funcionar melhor em palco. O Paulo e o Sérgio trouxeram propostas muito boas. Recriações e transfigurações dos universos Brelianos - excertos de músicas, fotografias, filmes -e de imagens e sons recolhidos pela equipa no Faial. Uma fusão (que se pretende) criativa entre os arquipélagos Brel e Açores. Não, ainda não chegámos a acordo em todos os pormenores. O que é bom - Brel não nos iria perdoar o unanimismo.Houve um momento de regabofe no início do ensaio de ontem. O Sérgio Gregório (que chegou mais tarde) foi vítima da nossa cilada. Simulámos que íamos todos à gala dos Globos de Ouro da SIC - inventámos que eu ia receber um prémio qualquer de guionismo e que, na altura de subir ao palco, iria aproveitar e falar de Brel e da peça. Chegámos a vestir blazers do Dinarte por causa disso. Há fotografias do momento. A publicar, é claro, quando estivermos menos sóbrios.
Este é um grupo bastante melómano. Ontem no ensaio estavam quatro pessoas e três delas traziam tshirts de bandas (Sonic Youth, Sigur Rós e Yo La Tengo). Para a próxima não podemos esquecer o Marante.
Entretanto, tenho sentido cada vez mais curiosidade em relação ao que vai ser o "Brel nos Açores". Ontem um amigo fez publicidade do espectáculo a uma belga, dona de um restaurante aqui em Lisboa. Diz que quer ir ver. Porreiro, pá. Que traga uma moule também.
Aviso à navegação
Em estágio para o Dia dos Açores que se comemora, hoje, na ilha do Corvo.
A vista aérea é do Bezugo.
domingo, maio 23
Proximidade
O IAC - Instituto Açoriano de Cultura, associando-se às Comemorações do Dia da Região Autónoma dos Açores, apresentou este domingo, no Corvo, a exposição de fotografia Aproximações de Jorge Barros.
sábado, maio 22
quinta-feira, maio 20
Diário de Bordo. Dia 2.

Ensaio à tarde em casa do Dinarte - nova leitura do texto, anotações e alterações. Apareceu também o Feliciano Branco, para troca de ideias sobre o que pretendemos para as luzes. Amanhã o gang Breliano vai voltar a reunir-se, desta vez logo pela manhã - o que será tramado para o Dinarte, que tem feito espectáculos nocturnos de duas horas, causadores, segundo diz, de uma energia a adrenalina tramadas para quem quer adormecer. Estamos curiosos para partilhar e discutir o que é que o Paulo Abreu, o homem do vídeo, e o Sérgio Gregório, o homem dos sons, andaram a aprontar por estes dias.
Algumas notícias e pistas sobre o espectáculo:
Aqui. aqui. E aqui.
Desditosa Pátria !
...
Com ar seráfico o lobo veste a pele de cordeiro e anuncia um "bombardeamento" fiscal sobre tudo e todos. Sendo certo que "homo homini lupus", ou seja, que "o homem é o lobo do homem", o lobo mau desta história é, já se sabe, Sócrates. Por muito menos, Sócrates, o verdadeiro, foi condenado à cicuta como remédio para os males que tinha causado a Atenas e à Grécia ! Hoje o nosso Sócrates de ocasião condenou-nos à penúria. Não bebeu cicuta mas diz que bebe "Coca Cola", a uma taxa reduzida de 5% de IVA, o que afirma não ser justo ! Foi com este pusilânime exemplo da "Coca" e da "Pepsi" que o nosso primeiro-ministro, literalmente, justificou a subida da "taxa reduzida" do IVA que incide, como se sabe, fundamentalmente sobre bens de consumo essenciais. Como Sócrates é magnânimo na desgraça vai agravar ainda a "taxa intermédia" e a "taxa normal" do dito IVA, as taxas de IRS e de IRC, o imposto de selo, e das mais-valias, enfim "o diabo a quatro" para reduzir o défice. Dizem que é uma espécie de "PEC". Uma sequela, tipo "PEC II", mas muito pior do que inicialmente se previa pois feitas as contas parece que afinal o défice ronda os 10 % do PIB, a dívida acumulada aproxima-se dos 80%, a dívida externa portuguesa é de 112% do PIB…muito mais do que os milhões que o Estado pretende poupar até ao final do ano económico com o pacote de austeridade que vai impor aos Portugueses. Com efeito, a dívida externa roça já os 200 mil milhões de euros, pelo que, os 80 milhões que o Estado pretende poupar, esbulhando o cidadão, são apenas "trocos". A conclusão óbvia é que temos um país hipotecado com a agravante de ter desinvestido ao longo dos anos na produção nacional e nos recursos humanos da nação. Hoje somos um país de serviços e de dívidas - (e ao serviço destas) - sem receitas para nos superarmos com os nossos próprios recursos. Neste cenário é com descarada injustiça que pelos pecados públicos de uma gestão danosa da coisa pública o governo da república chama os privados para se penitenciarem, sem culpa formada, pelo descalabro da nossa economia e das nossas finanças. A prová-lo basta olhar para o "pacote" de medidas para redução do défice público que não passa por uma séria contenção da despesa pública. Ao invés, o pacote de austeridade implica um aumento dos impostos sobre o cidadão comum bem como sobre as empresas Portuguesas que ainda não soçobraram à bancarrota. Tudo isto foi anunciado com uma ladainha patrioteira pela voz do primeiro-ministro que nenhuma legitimidade possui para a vitimização quando é ele próprio o autor moral da desgraça e o algoz da nação. Não há desculpas para Sócrates e o mesmo não merece a "muleta", seja de quem for, para se manter de pé no Poder arrastando atrás de si um manto de apodrecimento desta desditosa Pátria. Merecia sim governar sob tutela do eleitorado e dos órgãos de soberania sem a ameaça de qualquer moção de censura, ou outro expediente, que lhe servisse de pretexto para mais uma actuação dramática, desta feita como "Calimero", pois já gastou a cara de pau de "Pinóquio". Convocar à dramatização Camões, como o fez Sócrates, citando-o para a congregação de um esforço patriótico, é de tal forma vil que creio que os ossos do poeta, no remanso do Mosteiro dos Jerónimos, já deram várias voltas na respectiva catacumba!
Desditosa pátria esta que em vez de líderes tem cobradores de impostos.
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com
Com ar seráfico o lobo veste a pele de cordeiro e anuncia um "bombardeamento" fiscal sobre tudo e todos. Sendo certo que "homo homini lupus", ou seja, que "o homem é o lobo do homem", o lobo mau desta história é, já se sabe, Sócrates. Por muito menos, Sócrates, o verdadeiro, foi condenado à cicuta como remédio para os males que tinha causado a Atenas e à Grécia ! Hoje o nosso Sócrates de ocasião condenou-nos à penúria. Não bebeu cicuta mas diz que bebe "Coca Cola", a uma taxa reduzida de 5% de IVA, o que afirma não ser justo ! Foi com este pusilânime exemplo da "Coca" e da "Pepsi" que o nosso primeiro-ministro, literalmente, justificou a subida da "taxa reduzida" do IVA que incide, como se sabe, fundamentalmente sobre bens de consumo essenciais. Como Sócrates é magnânimo na desgraça vai agravar ainda a "taxa intermédia" e a "taxa normal" do dito IVA, as taxas de IRS e de IRC, o imposto de selo, e das mais-valias, enfim "o diabo a quatro" para reduzir o défice. Dizem que é uma espécie de "PEC". Uma sequela, tipo "PEC II", mas muito pior do que inicialmente se previa pois feitas as contas parece que afinal o défice ronda os 10 % do PIB, a dívida acumulada aproxima-se dos 80%, a dívida externa portuguesa é de 112% do PIB…muito mais do que os milhões que o Estado pretende poupar até ao final do ano económico com o pacote de austeridade que vai impor aos Portugueses. Com efeito, a dívida externa roça já os 200 mil milhões de euros, pelo que, os 80 milhões que o Estado pretende poupar, esbulhando o cidadão, são apenas "trocos". A conclusão óbvia é que temos um país hipotecado com a agravante de ter desinvestido ao longo dos anos na produção nacional e nos recursos humanos da nação. Hoje somos um país de serviços e de dívidas - (e ao serviço destas) - sem receitas para nos superarmos com os nossos próprios recursos. Neste cenário é com descarada injustiça que pelos pecados públicos de uma gestão danosa da coisa pública o governo da república chama os privados para se penitenciarem, sem culpa formada, pelo descalabro da nossa economia e das nossas finanças. A prová-lo basta olhar para o "pacote" de medidas para redução do défice público que não passa por uma séria contenção da despesa pública. Ao invés, o pacote de austeridade implica um aumento dos impostos sobre o cidadão comum bem como sobre as empresas Portuguesas que ainda não soçobraram à bancarrota. Tudo isto foi anunciado com uma ladainha patrioteira pela voz do primeiro-ministro que nenhuma legitimidade possui para a vitimização quando é ele próprio o autor moral da desgraça e o algoz da nação. Não há desculpas para Sócrates e o mesmo não merece a "muleta", seja de quem for, para se manter de pé no Poder arrastando atrás de si um manto de apodrecimento desta desditosa Pátria. Merecia sim governar sob tutela do eleitorado e dos órgãos de soberania sem a ameaça de qualquer moção de censura, ou outro expediente, que lhe servisse de pretexto para mais uma actuação dramática, desta feita como "Calimero", pois já gastou a cara de pau de "Pinóquio". Convocar à dramatização Camões, como o fez Sócrates, citando-o para a congregação de um esforço patriótico, é de tal forma vil que creio que os ossos do poeta, no remanso do Mosteiro dos Jerónimos, já deram várias voltas na respectiva catacumba!
Desditosa pátria esta que em vez de líderes tem cobradores de impostos.
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com
quarta-feira, maio 19
terça-feira, maio 18
segunda-feira, maio 17
REALmente !

...
Neste Dia Internacional contra a Homofobia (e Transfobia) quero lavrar protesto formal contra outra discriminação realmente infame. A Discriminação Contra os Homens que Ainda Gostam de Mulheres…para não falar já das próprias Mulheres. Estas são recorrentemente discriminadas em função do melhor que o género tem a dar à humanidade. Não há sindicato nem liga que lhes valha ! Veja-se o caso da bombástica Bruna Real, jovem bem apessoada, que foi contratada para dar educação musical em Mirandela e acabou remetida às prateleiras do arquivo municipal da câmara lá do burgo com a promessa de desemprego quando findar o contrato. Tudo isto por ter ousado nas horas vagas, e fora do local de trabalho, para grande frustração da "comunidade educativa" de Mirandela, dar o corpo ao manifesto na Playboy. Para aplacar a ira das beatas locais o burgomestre da capital da alheira garantiu que a lúbrica Bruna Real "não voltará a ter contacto com os alunos das escolas do concelho". Tudo isto sem prejuízo da jovem vir a desempenhar "outras funções" ! Caramba isto também não é Educação Sexual, a tal que tanta faz nas escolas deste Portugal ainda predominante heterossexual ? Fosse dar-se o caso de em vez da Bruna Real se tratar de um moçoilo com trejeitos de Ney Matogrosso a coisa teria sido vista como um acto benemérito a favor da "diferença" e pelos "afectos" e, naturalmente, contra a discriminação de um terceiro género. Não haveria despromoção à prateleira mas, porventura, até ganhava uma comenda por prestimosos serviços contra a Discriminação. Seria um exemplo enaltecido em todos os concelhos da Pátria, arriscava-se a ser convidado para "dar o seu testemunho" em colóquios e workshops promovidos por associações culturais financiadas pelo Ministério da Igualdade, seria exibido como troféu do avanço civilizacional nos lupanares mediáticos da Júlia Pinheiro e do Goucha e, naturalmente, incentivado ao "contacto com os alunos do concelho" para os catequisar sobre o evangelho da igualdade. Mas, como a Bruna Real não se encaixa no cânone dos tempos que correm foi "inquisitorialmente" remetida às masmorras do Arquivo Municipal de Mirandela. Colateralmente estou certo que fará erguer as pulsões culturais dos populares de Mirandela que, sem hesitar, trocarão a flácida alheira pendurada na mercearia à espera de comensal, por uma ida gulosa às prateleiras do Arquivo Municipal para uma consulta aos registos da paróquia, ou a outra qualquer iluminura inútil, desde que servida pela estampa da Bruna Real. Este País se não existisse teria que ser inventado num manicómio !
Como este blog é contra todas as formas de Discriminação, especialmente contra o dito "sexo fraco", estamos (presumo que falo pelos demais companheiros de género) solidários com a Bruna Real...Realmente não havia necessidade !
...
Foto da Bruna gentilmente sacada ao obrigatório e diário E Deus Criou a Mulher.
...
Foto da Bruna gentilmente sacada ao obrigatório e diário E Deus Criou a Mulher.
sexta-feira, maio 14
Jornadas
...
Bem sei que esta bolha atlântica que é o nosso pequeno mundo também se ocupa das trivialidades da espuma dos dias. O que está a dar é a visita Papal, apesar do grau zero de carisma do Santo Padre, o Glorioso, apesar da frustração de não ter comemorado o título no território do Dragão, a "acção directa" do Dr. Ricardo Rodrigues sobre os gravadores dos jornalistas da Sábado, sendo certo que estes, apesar de estarem no exercício da sua profissão, não tinham o "direito" de infligir tal "violência psicológica insuportável" sobre o entrevistado! Como se vê, mesmo sem a nuvem negra da Islândia, o clima não é propício a que se discutam coisas sérias e que se abordem temas que exijam das meninges mais do que o rendimento mínimo a que estão sujeitas pelo sedativo efeito do fait divers dominante. Porém, no mundo real, e mesmo neste recanto insular de Portugal, também há lugar para iniciativas que convocam a nossa atenção e reflexão comunitária. As Jornadas de Direito Penal, subordinadas ao tema "Crimes no Seio da Família e Sobre Menores", organizadas pelo Dr. Moreira das Neves e Dr. Pedro Soares de Albergaria, que decorreram em Ponta Delgada nos dias 7 e 8 de Maio, permitiram, com elevadíssima qualidade, uma análise séria sobre a Justiça, neste caso sobre o sector da relações familiares e de menores, ou no domínio "dos afectos" como agora se ousa dizer numa prática que nos arreda do Direito e nos atira para outras "ciências"...as mesmas que, só por acaso, frequentemente confundem a qualidade de "menor" com a de "criança". Pormenores à margem, o que importa é que nos podemos orgulhar de termos profissionais eméritos, como os organizadores, capazes de conceberem um evento cujo êxito implica para a organização o ónus de futuramente serem convocados a uma sequela do mesmo. Ficou também a certeza que a insularidade não é obstáculo ao conhecimento e à qualificação profissional dado que a qualidade das intervenções do painel de palestrantes que exercem o seu ofício nos Açores em nada ficou a dever aos ilustres jurisconsultos convidados para a ocasião. No resto ficaram registadas intervenções de antologia das quais destaco, apenas por afinidade ideológica, as de Pedro Vaz Patto, Pedro Mendes Lima/Pedro Soares de Albergaria e de Maria Poza Cisneros. Esta Juíza Espanhola apresentou uma intervenção sob o tema "Violência Doméstica – A Experiência Espanhola" da qual retive a reflexão de que o Direito Penal não é, por força da experiência, o instrumento de engenharia social bastante para alterar um censurável atavismo de maus costumes. Nesse sentido basta pensarmos que apesar da legislação espanhola ter uma reacção "musculada" à "violência de género", agravando os tipos legais no caso em que o agressor é do género masculino e a vítima do sexo oposto, o certo é que as estatísticas mostram que a percentagem de mulheres vítimas mortais de maus tratos continua a subir! Sem prejuízo do efeito dissuasor e da prevenção geral da legislação penal é tempo de aceitarmos que, afinal, a solução para baixar tão deplorável estatística, seja em Espanha ou em qualquer lugar, o recurso a uma receita tão conservadora que se julga estar já fora de moda: a Educação. Uma sociedade que despreza a função integradora da família, a autoridade e o prestígio do professor, e que vive no rendimento mínimo não pode esperar do Direito Penal a solução para os seus males congénitos. Ficou ainda a convicção de que se também nesta matéria os Açores não são modelo em termos de estatística têm, contudo, merecido respostas inovadoras, (como o "Programa Contigo"), que apesar do mérito não vão à raiz do problema que não sendo judicial é social...ou de "projecto social global". Com o nível de organização, de participação e de intervenção ficou também a convicção de que a nossa Comarca merecia a devolução do Tribunal da Relação que nos foi espoliado, entre outras "comodidades", pela I República.
...
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com
Bem sei que esta bolha atlântica que é o nosso pequeno mundo também se ocupa das trivialidades da espuma dos dias. O que está a dar é a visita Papal, apesar do grau zero de carisma do Santo Padre, o Glorioso, apesar da frustração de não ter comemorado o título no território do Dragão, a "acção directa" do Dr. Ricardo Rodrigues sobre os gravadores dos jornalistas da Sábado, sendo certo que estes, apesar de estarem no exercício da sua profissão, não tinham o "direito" de infligir tal "violência psicológica insuportável" sobre o entrevistado! Como se vê, mesmo sem a nuvem negra da Islândia, o clima não é propício a que se discutam coisas sérias e que se abordem temas que exijam das meninges mais do que o rendimento mínimo a que estão sujeitas pelo sedativo efeito do fait divers dominante. Porém, no mundo real, e mesmo neste recanto insular de Portugal, também há lugar para iniciativas que convocam a nossa atenção e reflexão comunitária. As Jornadas de Direito Penal, subordinadas ao tema "Crimes no Seio da Família e Sobre Menores", organizadas pelo Dr. Moreira das Neves e Dr. Pedro Soares de Albergaria, que decorreram em Ponta Delgada nos dias 7 e 8 de Maio, permitiram, com elevadíssima qualidade, uma análise séria sobre a Justiça, neste caso sobre o sector da relações familiares e de menores, ou no domínio "dos afectos" como agora se ousa dizer numa prática que nos arreda do Direito e nos atira para outras "ciências"...as mesmas que, só por acaso, frequentemente confundem a qualidade de "menor" com a de "criança". Pormenores à margem, o que importa é que nos podemos orgulhar de termos profissionais eméritos, como os organizadores, capazes de conceberem um evento cujo êxito implica para a organização o ónus de futuramente serem convocados a uma sequela do mesmo. Ficou também a certeza que a insularidade não é obstáculo ao conhecimento e à qualificação profissional dado que a qualidade das intervenções do painel de palestrantes que exercem o seu ofício nos Açores em nada ficou a dever aos ilustres jurisconsultos convidados para a ocasião. No resto ficaram registadas intervenções de antologia das quais destaco, apenas por afinidade ideológica, as de Pedro Vaz Patto, Pedro Mendes Lima/Pedro Soares de Albergaria e de Maria Poza Cisneros. Esta Juíza Espanhola apresentou uma intervenção sob o tema "Violência Doméstica – A Experiência Espanhola" da qual retive a reflexão de que o Direito Penal não é, por força da experiência, o instrumento de engenharia social bastante para alterar um censurável atavismo de maus costumes. Nesse sentido basta pensarmos que apesar da legislação espanhola ter uma reacção "musculada" à "violência de género", agravando os tipos legais no caso em que o agressor é do género masculino e a vítima do sexo oposto, o certo é que as estatísticas mostram que a percentagem de mulheres vítimas mortais de maus tratos continua a subir! Sem prejuízo do efeito dissuasor e da prevenção geral da legislação penal é tempo de aceitarmos que, afinal, a solução para baixar tão deplorável estatística, seja em Espanha ou em qualquer lugar, o recurso a uma receita tão conservadora que se julga estar já fora de moda: a Educação. Uma sociedade que despreza a função integradora da família, a autoridade e o prestígio do professor, e que vive no rendimento mínimo não pode esperar do Direito Penal a solução para os seus males congénitos. Ficou ainda a convicção de que se também nesta matéria os Açores não são modelo em termos de estatística têm, contudo, merecido respostas inovadoras, (como o "Programa Contigo"), que apesar do mérito não vão à raiz do problema que não sendo judicial é social...ou de "projecto social global". Com o nível de organização, de participação e de intervenção ficou também a convicção de que a nossa Comarca merecia a devolução do Tribunal da Relação que nos foi espoliado, entre outras "comodidades", pela I República.
...
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com
segunda-feira, maio 10
sexta-feira, maio 7
quinta-feira, maio 6
"Desporto Açoriano"
...
De que falamos nós quando nos referimos à montra de excelência do "Desporto Açoriano" ? Esta é uma reflexão incontornável na sequência de mais uma "Gala do Desporto Açoriano", iniciativa louvável do Governo Regional, sendo que na IX Edição do evento o Presidente do Governo Regional anunciou a criação de um "prémio de excelência" para distinguir os bons exemplos e as boas práticas de gestão associativa. No mesmo discurso, Carlos César censurou os casos, públicos e notórios, dos "desvarios" de clubes e associações que "por incúria e de forma danosa, destroem associações com muita história e representatividade social". Paradoxalmente esses "desvarios" foram subvencionados, patrocinados, caucionados, apadrinhados por entidades públicas, especialmente no dito "desporto rei", ao ponto de incluírem "comissários" políticos de confiança na proximidade dos órgãos sociais dos respectivos clubes com os resultados que todos conhecemos. Aqui não houve "fair-play" e a "promiscuidade" entre agentes desportivos e agentes políticos não merecerá seguramente um prémio de excelência, sob pena do mesmo ser o cúmulo da hipocrisia. No "Desporto Açoriano" também há dois campeonatos. Por um lado, temos clubes "Açorianos", apenas de nome e sede fiscal, cujos atletas possuem a mais multicultural representatividade. Frequentemente temos equipas "Açorianas" cujo plantel é maioritariamente composto por profissionais com nacionalidade Brasileira, Angolana, ou Ucraniana e até o próprio treinador é estrangeiro! Por outro lado, temos outros clubes e associações desportivas que apostam nas suas escolas de formação genuinamente Açorianas e que não trazendo o estrangeiro aos Açores levam o nosso nome ao topo de competições de nível internacional. É neste "Desporto Açoriano" que o Governo Regional, e todos nós, devemos apostar com orgulho e "excelência". Nos clubes e modalidades em que se prescindiu dos "desvarios" da contratação de atletas profissionais não há notícia de que tenham delapidado os seus activos patrimoniais e associativos. Claro que há excepções. Mas não podemos tomar a parte pelo todo. A regra é a de que no "Desporto Açoriano", especialmente nas modalidades individuais, há uma escola de valores que fica para a vida. São jovens atletas que acumulam a sua carga diária de treino com as suas responsabilidades escolares e académicas, e nalguns casos laborais, num exemplo comunitário de denodo e trabalho em contra ciclo com um tempo em que, também no desporto, o que se procura é um "emprego". Ao invés, um modelo profissional com recurso a uma carteira de atletas forjados no estrangeiro, e contratados à época para cumprir calendário, pode projectar o nome dos Açores mas não representa, sob pena de "publicidade enganosa", o "Desporto Açoriano".
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com
De que falamos nós quando nos referimos à montra de excelência do "Desporto Açoriano" ? Esta é uma reflexão incontornável na sequência de mais uma "Gala do Desporto Açoriano", iniciativa louvável do Governo Regional, sendo que na IX Edição do evento o Presidente do Governo Regional anunciou a criação de um "prémio de excelência" para distinguir os bons exemplos e as boas práticas de gestão associativa. No mesmo discurso, Carlos César censurou os casos, públicos e notórios, dos "desvarios" de clubes e associações que "por incúria e de forma danosa, destroem associações com muita história e representatividade social". Paradoxalmente esses "desvarios" foram subvencionados, patrocinados, caucionados, apadrinhados por entidades públicas, especialmente no dito "desporto rei", ao ponto de incluírem "comissários" políticos de confiança na proximidade dos órgãos sociais dos respectivos clubes com os resultados que todos conhecemos. Aqui não houve "fair-play" e a "promiscuidade" entre agentes desportivos e agentes políticos não merecerá seguramente um prémio de excelência, sob pena do mesmo ser o cúmulo da hipocrisia. No "Desporto Açoriano" também há dois campeonatos. Por um lado, temos clubes "Açorianos", apenas de nome e sede fiscal, cujos atletas possuem a mais multicultural representatividade. Frequentemente temos equipas "Açorianas" cujo plantel é maioritariamente composto por profissionais com nacionalidade Brasileira, Angolana, ou Ucraniana e até o próprio treinador é estrangeiro! Por outro lado, temos outros clubes e associações desportivas que apostam nas suas escolas de formação genuinamente Açorianas e que não trazendo o estrangeiro aos Açores levam o nosso nome ao topo de competições de nível internacional. É neste "Desporto Açoriano" que o Governo Regional, e todos nós, devemos apostar com orgulho e "excelência". Nos clubes e modalidades em que se prescindiu dos "desvarios" da contratação de atletas profissionais não há notícia de que tenham delapidado os seus activos patrimoniais e associativos. Claro que há excepções. Mas não podemos tomar a parte pelo todo. A regra é a de que no "Desporto Açoriano", especialmente nas modalidades individuais, há uma escola de valores que fica para a vida. São jovens atletas que acumulam a sua carga diária de treino com as suas responsabilidades escolares e académicas, e nalguns casos laborais, num exemplo comunitário de denodo e trabalho em contra ciclo com um tempo em que, também no desporto, o que se procura é um "emprego". Ao invés, um modelo profissional com recurso a uma carteira de atletas forjados no estrangeiro, e contratados à época para cumprir calendário, pode projectar o nome dos Açores mas não representa, sob pena de "publicidade enganosa", o "Desporto Açoriano".
João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com
quarta-feira, maio 5
0
Depois de uma passagem magistral, este fim-de-semana, por Lisboa e Porto. Tempo e lugar para lotação esgotada no concerto de Ney Matogrosso, esta noite, no Teatro Micaelense. Na bagagem, o extravagante cantor brasileiro, traz o seu novo disco - Beijo Bandido.
E nos jornais diários de Ponta Delgada o que podemos ler sobre o assunto?!
terça-feira, maio 4
Violência: deliberada ou acidental?!
A propósito do ciclo de cinema - Moby Dick - que hoje se inicia sobre a temática da imigração e da reflexão que daí possa advir, lembrei-me de aqui colocar uma polémica recente sobre o vídeo Born Free da artista M.I.A. que explora de forma 'gratuita', e daí talvez não, assuntos que estão na ordem do dia: Guantánamo, a emigração ilegal, a condição de refugiado, a xenofobia, a(s) "limpeza(s) étnica(s)" a soldo de Guerra(s) sem sentido e de ódio(s) da mais variada índole.
Algumas questões, mais ou menos óbvias, que se podem colocar: este é um objecto artístico ou um 'rastilho' capaz de incendiar comportamentos já de si desviantes? Qual a distância que nos separa da realidade e de um objecto ficcionado? Que propósitos estão na génese conceptual deste tipo de "manifestos"? O objectivo é apenas o entertainment e o marketing? Ou não?! Há um conteúdo político? Ou estamos perante uma provocação gratuita?!
Seja qual a resposta o efeito de contaminação viral já se alastrou e quem ganha com isso é a artista. Disso não haja dúvidas. Violência gratuita na TV?! Alguém anda distraído ou não anda a 'ver' o que passa. A discussão, essa, está na rua...
A título de curiosidade, e para quem não conhece, fica aqui o outro vídeo controverso realizado por Romani Gravas para Stress dos Justice_
Indiferença?! Dificilmente...
segunda-feira, maio 3
Convite

Lançamento do livro de fotografia Campo Santo de Guilherme Figueiredo, hoje, 3 de Maio, pelas 20h30, na Livraria SolMar, com a apresentação de Emanuel Jorge Botelho.
domingo, maio 2
O ‘sonho’ não é coisa vã

Antero por Columbano Bordalo Pinheiro
O verso de Antero de Quental que 'inspira' esta crónica surge a propósito do Projecto de Resolução que o Grupo Parlamentar do PS/Açores apresentou na passada semana, na Horta, e que visa a criação de Roteiros Culturais.
A iniciativa, sendo simples, é muito mais ampla do que aquilo que possa, aparentemente, parecer. Primeiro, porque promove a transmissão da cultura e identidades regionais, através de um formato que, sendo lúdico, é, simultaneamente, pedagógico, junto quer daqueles que nos visitam, quer também dos que aqui moram.
A proposta sugere que o primeiro Roteiro Cultural a criar seja o de Antero de Quental, um "génio que era um santo", nas palavras de Eça de Queirós, e que foi também, como se sabe, uma das figuras mais marcantes de toda a cultura portuguesa e o símbolo maior da Geração de 70.
Sugere também que se requalifique o "Largo da Esperança", situado no Campo de São Francisco, lugar onde Antero de Quental se suicidou e onde habita a sua memória... E que é, por estes dias, um sítio marginal e que padece de falta de visibilidade e dignidade.
Ora, sistematizar esta memória, a par de outras que a própria proposta sugere – e, no caso de Antero, na cidade que o viu nascer e morrer –, é da mais elementar justiça...
Construir o futuro de um lugar, seja ele qual for, pressupõe que se conheça o passado, sem ceder à vulgar tentação de lhe "apagar" etapas. Ora, a criação de Roteiros Culturais, para além de divulgar os nossos maiores e as nossas memórias, convida a que todos possam fruir dos percursos históricos que fizeram a história destas ilhas, em todos os domínios.
Haverá, por certo, quem estranhe esta criação; quem ache (menos do que entenda), que esta não é fundamental ou que é até desnecessária ou, porventura, já exista. Nestes dias, em que a rapidez do anúncio é o que mais importa, em detrimento daquilo que realmente é, esta coisa de contar a nossa história, em passos, pode, porventura, parecer esdrúxula. Mas, não faz mal. Trataremos de que tal não venha a acontecer.
O facto é que um lugar que parece ter muito para oferecer, mas que pouco ou quase nada tem organizado, parece quase não existir no tempo da sua história. O turismo cultural, que é, hoje em dia, uma das vertentes turísticas que mais cresce e se desenvolve em todo o mundo, encontra nalguns dos nossos lugares poucas razões para vingar. Esta é uma oportunidade para encurtarmos esse caminho e fazermos com que haja mais motivos para "enriquecermos" o património que está à nossa mercê.
É por isso que a criação destes Roteiros Culturais, que serão de Antero, como de outras figuras maiores da nossa Cultura (casos de Nemésio, Lacerda, Dias de Melo, Correia Rebelo, Canto da Maia, entre outros), é o contrário de uma visão redutora, que faz depender somente da memória recente e de narrativas mais ou menos dispersas de um passado glorioso, o que se espreita na gaveta fechada ou se encontra circunscrito a um círculo de alguns, poucos.
Nesta medida, torna-se ainda mais pertinente a concretização desta proposta – a da criação de Roteiros Culturais nos Açores – pela descoberta e abertura de novos motivos para sermos, ainda mais, parte integrante da nossa história e, com ela, fruirmos dos percursos de um tempo novo, que muito deve aos que por cá passaram antes de nós.
Alexandre Pascoal, Abril 2010
* Publicado no Açoriano Oriental de 30.04.10
** Republicado via Repórter - X
sábado, maio 1
Mai@s

O trabalho em curso de um dos núcleos 'associativos' mais interessantes e criativos dos últimos anos em São Miguel - Projecto Azores Combo.
Powered by MalA
Subscrever:
Mensagens (Atom)




















