segunda-feira, maio 31

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Morreu Dennis Hopper o emblemático actor (e realizador) de filmes como Easy Rider ou Blue Velvet - um dos meus all times favorites. Com ele desaparece, igualmente, um protagonista do (anti) sonho americano e parte de um cinema Made in Hollywood.

Uma alma inquieta que não deixava grande espaço de manobra, sendo difícil permanecer indiferente à sua actuação. Há cada vez menos homens destes na tela. E, talvez por isso, o cinema definhe e se deixe inebriar, infantilmente, pelo bluescreen como forma de fugir ao real.

sábado, maio 29

Ontem Angra, hoje Pdl


29 MAI 21h30
Igreja do Colégio - Núcleo de Arte Sacra

TRIO.PT
Pedro Morais Andrade, violino
Paulo Gaio Lima, violoncelo
Paulo Pacheco, piano

Programa

Anton Stepanovitch Arenski
Trio de Piano n.º 1, em Ré Menor, op. 32
Allegro moderato-Adagio
Scherzo: Allegro molto
Elegia: Adagio
Finale: Allegro non troppo-Adagio-Allegro molto

Johannes Brahms
Trio de Piano n.º 2, em Dó Maior, op. 87
Allegro
Andante com moto
Scherzo: Presto
Finale: Allegro giocoso

Concerto integrado na programação da Temporada 2010 da Direcção Regional da Cultura.

sexta-feira, maio 28

Sob escuta

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Termina hoje a contagem decrescente para a Emissão Especial da Antena 3. Em FM 87.7. (e em edição simultânea com a antena 1 Açores) estará no ar às 19 horas com emissão especial - e histórica – com Herberto Quaresma no novo estúdio da 3. São elevadas as expectativas da audiência que estará à escuta da 3 na busca da banda sonora dos anos zero com epicentro nos Açores. "É já a seguir". "This is happening" -( 9.2 na escala de pitchfork )- é o som que deixo aqui em sugestão para a playlist dos próximos tempos. Este terceiro álbum dos LCD Soundsystem, que não trás a revolução, é porém a evolução de um dos mais interessantes projectos na indie electrónica e, pessoalmente, está já no meu top 5 de melhores do ano. Espero que a antena 3 fique no 1º lugar do top.

quinta-feira, maio 27

Boas notícias








A União Mundial de Conservação (UICN) anunciou hoje oficialmente que decidiu retirar o Priôlo da lista das espécies Criticamente em Perigo de Extinção, descendo uma categoria e passando a estar 'apenas' em Perigo.

quarta-feira, maio 26

Hoje

O professor, ex-deputado e conhecido comentador - José Medeiros Ferreira é o convidado desta 4ª feira da Prova das 9.

Os temas hoje a debate são: Açores/Autonomia; Educação e o Combate à Crise. Participação na antena através do Facebook ou pelo email provadas9@rtp.pt.

Em directo na RTP/Açores partir das 20h50.

segunda-feira, maio 24

Diário de Bordo. Dia 3.

Depois da nossa última conversa já houve dois ensaios - o de sexta e de ontem à noite. Passámos nessas duas sessões o texto todo. Fui eu o leitor - o Dinarte está com a voz um pouco fragilizada por causa do espectáculo (longo) que está a fazer. Foi um mal que veio por bem. Penso que terá sido útil para o Dinarte ver a coisa de fora e assim perceber com maior clareza o que poderá funcionar melhor em palco. O Paulo e o Sérgio trouxeram propostas muito boas. Recriações e transfigurações dos universos Brelianos - excertos de músicas, fotografias, filmes -e de imagens e sons recolhidos pela equipa no Faial. Uma fusão (que se pretende) criativa entre os arquipélagos Brel e Açores. Não, ainda não chegámos a acordo em todos os pormenores. O que é bom - Brel não nos iria perdoar o unanimismo.

Houve um momento de regabofe no início do ensaio de ontem. O Sérgio Gregório (que chegou mais tarde) foi vítima da nossa cilada. Simulámos que íamos todos à gala dos Globos de Ouro da SIC - inventámos que eu ia receber um prémio qualquer de guionismo e que, na altura de subir ao palco, iria aproveitar e falar de Brel e da peça. Chegámos a vestir blazers do Dinarte por causa disso. Há fotografias do momento. A publicar, é claro, quando estivermos menos sóbrios.

Este é um grupo bastante melómano. Ontem no ensaio estavam quatro pessoas e três delas traziam tshirts de bandas (Sonic Youth, Sigur Rós e Yo La Tengo). Para a próxima não podemos esquecer o Marante.

Entretanto, tenho sentido cada vez mais curiosidade em relação ao que vai ser o "Brel nos Açores". Ontem um amigo fez publicidade do espectáculo a uma belga, dona de um restaurante aqui em Lisboa. Diz que quer ir ver. Porreiro, pá. Que traga uma moule também.

Aviso à navegação


Em estágio para o Dia dos Açores que se comemora, hoje, na ilha do Corvo.

A vista aérea é do Bezugo.

domingo, maio 23

Proximidade


O IAC - Instituto Açoriano de Cultura, associando-se às Comemorações do Dia da Região Autónoma dos Açores, apresentou este domingo, no Corvo, a exposição de fotografia Aproximações de Jorge Barros.

quinta-feira, maio 20

Diário de Bordo. Dia 2.



Ensaio à tarde em casa do Dinarte - nova leitura do texto, anotações e alterações. Apareceu também o Feliciano Branco, para troca de ideias sobre o que pretendemos para as luzes. Amanhã o gang Breliano vai voltar a reunir-se, desta vez logo pela manhã - o que será tramado para o Dinarte, que tem feito espectáculos nocturnos de duas horas, causadores, segundo diz, de uma energia a adrenalina tramadas para quem quer adormecer. Estamos curiosos para partilhar e discutir o que é que o Paulo Abreu, o homem do vídeo, e o Sérgio Gregório, o homem dos sons, andaram a aprontar por estes dias.

Algumas notícias e pistas sobre o espectáculo:

Aqui. aqui. E aqui.

Desditosa Pátria !

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Com ar seráfico o lobo veste a pele de cordeiro e anuncia um "bombardeamento" fiscal sobre tudo e todos. Sendo certo que "homo homini lupus", ou seja, que "o homem é o lobo do homem", o lobo mau desta história é, já se sabe, Sócrates. Por muito menos, Sócrates, o verdadeiro, foi condenado à cicuta como remédio para os males que tinha causado a Atenas e à Grécia ! Hoje o nosso Sócrates de ocasião condenou-nos à penúria. Não bebeu cicuta mas diz que bebe "Coca Cola", a uma taxa reduzida de 5% de IVA, o que afirma não ser justo ! Foi com este pusilânime exemplo da "Coca" e da "Pepsi" que o nosso primeiro-ministro, literalmente, justificou a subida da "taxa reduzida" do IVA que incide, como se sabe, fundamentalmente sobre bens de consumo essenciais. Como Sócrates é magnânimo na desgraça vai agravar ainda a "taxa intermédia" e a "taxa normal" do dito IVA, as taxas de IRS e de IRC, o imposto de selo, e das mais-valias, enfim "o diabo a quatro" para reduzir o défice. Dizem que é uma espécie de "PEC". Uma sequela, tipo "PEC II", mas muito pior do que inicialmente se previa pois feitas as contas parece que afinal o défice ronda os 10 % do PIB, a dívida acumulada aproxima-se dos 80%, a dívida externa portuguesa é de 112% do PIB…muito mais do que os milhões que o Estado pretende poupar até ao final do ano económico com o pacote de austeridade que vai impor aos Portugueses. Com efeito, a dívida externa roça já os 200 mil milhões de euros, pelo que, os 80 milhões que o Estado pretende poupar, esbulhando o cidadão, são apenas "trocos". A conclusão óbvia é que temos um país hipotecado com a agravante de ter desinvestido ao longo dos anos na produção nacional e nos recursos humanos da nação. Hoje somos um país de serviços e de dívidas - (e ao serviço destas) - sem receitas para nos superarmos com os nossos próprios recursos. Neste cenário é com descarada injustiça que pelos pecados públicos de uma gestão danosa da coisa pública o governo da república chama os privados para se penitenciarem, sem culpa formada, pelo descalabro da nossa economia e das nossas finanças. A prová-lo basta olhar para o "pacote" de medidas para redução do défice público que não passa por uma séria contenção da despesa pública. Ao invés, o pacote de austeridade implica um aumento dos impostos sobre o cidadão comum bem como sobre as empresas Portuguesas que ainda não soçobraram à bancarrota. Tudo isto foi anunciado com uma ladainha patrioteira pela voz do primeiro-ministro que nenhuma legitimidade possui para a vitimização quando é ele próprio o autor moral da desgraça e o algoz da nação. Não há desculpas para Sócrates e o mesmo não merece a "muleta", seja de quem for, para se manter de pé no Poder arrastando atrás de si um manto de apodrecimento desta desditosa Pátria. Merecia sim governar sob tutela do eleitorado e dos órgãos de soberania sem a ameaça de qualquer moção de censura, ou outro expediente, que lhe servisse de pretexto para mais uma actuação dramática, desta feita como "Calimero", pois já gastou a cara de pau de "Pinóquio". Convocar à dramatização Camões, como o fez Sócrates, citando-o para a congregação de um esforço patriótico, é de tal forma vil que creio que os ossos do poeta, no remanso do Mosteiro dos Jerónimos, já deram várias voltas na respectiva catacumba!

Desditosa pátria esta que em vez de líderes tem cobradores de impostos.

João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com

segunda-feira, maio 17

REALmente !


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Neste Dia Internacional contra a Homofobia (e Transfobia) quero lavrar protesto formal contra outra discriminação realmente infame. A Discriminação Contra os Homens que Ainda Gostam de Mulheres…para não falar já das próprias Mulheres. Estas são recorrentemente discriminadas em função do melhor que o género tem a dar à humanidade. Não há sindicato nem liga que lhes valha ! Veja-se o caso da bombástica Bruna Real, jovem bem apessoada, que foi contratada para dar educação musical em Mirandela e acabou remetida às prateleiras do arquivo municipal da câmara lá do burgo com a promessa de desemprego quando findar o contrato. Tudo isto por ter ousado nas horas vagas, e fora do local de trabalho, para grande frustração da "comunidade educativa" de Mirandela, dar o corpo ao manifesto na Playboy. Para aplacar a ira das beatas locais o burgomestre da capital da alheira garantiu que a lúbrica Bruna Real "não voltará a ter contacto com os alunos das escolas do concelho". Tudo isto sem prejuízo da jovem vir a desempenhar "outras funções" ! Caramba isto também não é Educação Sexual, a tal que tanta faz nas escolas deste Portugal ainda predominante heterossexual ? Fosse dar-se o caso de em vez da Bruna Real se tratar de um moçoilo com trejeitos de Ney Matogrosso a coisa teria sido vista como um acto benemérito a favor da "diferença" e pelos "afectos" e, naturalmente, contra a discriminação de um terceiro género. Não haveria despromoção à prateleira mas, porventura, até ganhava uma comenda por prestimosos serviços contra a Discriminação. Seria um exemplo enaltecido em todos os concelhos da Pátria, arriscava-se a ser convidado para "dar o seu testemunho" em colóquios e workshops promovidos por associações culturais financiadas pelo Ministério da Igualdade, seria exibido como troféu do avanço civilizacional nos lupanares mediáticos da Júlia Pinheiro e do Goucha e, naturalmente, incentivado ao "contacto com os alunos do concelho" para os catequisar sobre o evangelho da igualdade. Mas, como a Bruna Real não se encaixa no cânone dos tempos que correm foi "inquisitorialmente" remetida às masmorras do Arquivo Municipal de Mirandela. Colateralmente estou certo que fará erguer as pulsões culturais dos populares de Mirandela que, sem hesitar, trocarão a flácida alheira pendurada na mercearia à espera de comensal, por uma ida gulosa às prateleiras do Arquivo Municipal para uma consulta aos registos da paróquia, ou a outra qualquer iluminura inútil, desde que servida pela estampa da Bruna Real. Este País se não existisse teria que ser inventado num manicómio !
Como este blog é contra todas as formas de Discriminação, especialmente contra o dito "sexo fraco", estamos (presumo que falo pelos demais companheiros de género) solidários com a Bruna Real...Realmente não havia necessidade !
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Foto da Bruna gentilmente sacada ao obrigatório e diário E Deus Criou a Mulher.

Dia Internacional contra a Homofobia



Porque este é um blog plural...também mas não .

sexta-feira, maio 14

Vai buscá-la

The National - "Bloodbuzz Ohio" (official video) from The National on Vimeo.

Jornadas

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Bem sei que esta bolha atlântica que é o nosso pequeno mundo também se ocupa das trivialidades da espuma dos dias. O que está a dar é a visita Papal, apesar do grau zero de carisma do Santo Padre, o Glorioso, apesar da frustração de não ter comemorado o título no território do Dragão, a "acção directa" do Dr. Ricardo Rodrigues sobre os gravadores dos jornalistas da Sábado, sendo certo que estes, apesar de estarem no exercício da sua profissão, não tinham o "direito" de infligir tal "violência psicológica insuportável" sobre o entrevistado! Como se vê, mesmo sem a nuvem negra da Islândia, o clima não é propício a que se discutam coisas sérias e que se abordem temas que exijam das meninges mais do que o rendimento mínimo a que estão sujeitas pelo sedativo efeito do fait divers dominante. Porém, no mundo real, e mesmo neste recanto insular de Portugal, também há lugar para iniciativas que convocam a nossa atenção e reflexão comunitária. As Jornadas de Direito Penal, subordinadas ao tema "Crimes no Seio da Família e Sobre Menores", organizadas pelo Dr. Moreira das Neves e Dr. Pedro Soares de Albergaria, que decorreram em Ponta Delgada nos dias 7 e 8 de Maio, permitiram, com elevadíssima qualidade, uma análise séria sobre a Justiça, neste caso sobre o sector da relações familiares e de menores, ou no domínio "dos afectos" como agora se ousa dizer numa prática que nos arreda do Direito e nos atira para outras "ciências"...as mesmas que, só por acaso, frequentemente confundem a qualidade de "menor" com a de "criança". Pormenores à margem, o que importa é que nos podemos orgulhar de termos profissionais eméritos, como os organizadores, capazes de conceberem um evento cujo êxito implica para a organização o ónus de futuramente serem convocados a uma sequela do mesmo. Ficou também a certeza que a insularidade não é obstáculo ao conhecimento e à qualificação profissional dado que a qualidade das intervenções do painel de palestrantes que exercem o seu ofício nos Açores em nada ficou a dever aos ilustres jurisconsultos convidados para a ocasião. No resto ficaram registadas intervenções de antologia das quais destaco, apenas por afinidade ideológica, as de Pedro Vaz Patto, Pedro Mendes Lima/Pedro Soares de Albergaria e de Maria Poza Cisneros. Esta Juíza Espanhola apresentou uma intervenção sob o tema "Violência Doméstica – A Experiência Espanhola" da qual retive a reflexão de que o Direito Penal não é, por força da experiência, o instrumento de engenharia social bastante para alterar um censurável atavismo de maus costumes. Nesse sentido basta pensarmos que apesar da legislação espanhola ter uma reacção "musculada" à "violência de género", agravando os tipos legais no caso em que o agressor é do género masculino e a vítima do sexo oposto, o certo é que as estatísticas mostram que a percentagem de mulheres vítimas mortais de maus tratos continua a subir! Sem prejuízo do efeito dissuasor e da prevenção geral da legislação penal é tempo de aceitarmos que, afinal, a solução para baixar tão deplorável estatística, seja em Espanha ou em qualquer lugar, o recurso a uma receita tão conservadora que se julga estar já fora de moda: a Educação. Uma sociedade que despreza a função integradora da família, a autoridade e o prestígio do professor, e que vive no rendimento mínimo não pode esperar do Direito Penal a solução para os seus males congénitos. Ficou ainda a convicção de que se também nesta matéria os Açores não são modelo em termos de estatística têm, contudo, merecido respostas inovadoras, (como o "Programa Contigo"), que apesar do mérito não vão à raiz do problema que não sendo judicial é social...ou de "projecto social global". Com o nível de organização, de participação e de intervenção ficou também a convicção de que a nossa Comarca merecia a devolução do Tribunal da Relação que nos foi espoliado, entre outras "comodidades", pela I República.
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João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com

quinta-feira, maio 6

"Desporto Açoriano"

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De que falamos nós quando nos referimos à montra de excelência do "Desporto Açoriano" ? Esta é uma reflexão incontornável na sequência de mais uma "Gala do Desporto Açoriano", iniciativa louvável do Governo Regional, sendo que na IX Edição do evento o Presidente do Governo Regional anunciou a criação de um "prémio de excelência" para distinguir os bons exemplos e as boas práticas de gestão associativa. No mesmo discurso, Carlos César censurou os casos, públicos e notórios, dos "desvarios" de clubes e associações que "por incúria e de forma danosa, destroem associações com muita história e representatividade social". Paradoxalmente esses "desvarios" foram subvencionados, patrocinados, caucionados, apadrinhados por entidades públicas, especialmente no dito "desporto rei", ao ponto de incluírem "comissários" políticos de confiança na proximidade dos órgãos sociais dos respectivos clubes com os resultados que todos conhecemos. Aqui não houve "fair-play" e a "promiscuidade" entre agentes desportivos e agentes políticos não merecerá seguramente um prémio de excelência, sob pena do mesmo ser o cúmulo da hipocrisia. No "Desporto Açoriano" também há dois campeonatos. Por um lado, temos clubes "Açorianos", apenas de nome e sede fiscal, cujos atletas possuem a mais multicultural representatividade. Frequentemente temos equipas "Açorianas" cujo plantel é maioritariamente composto por profissionais com nacionalidade Brasileira, Angolana, ou Ucraniana e até o próprio treinador é estrangeiro! Por outro lado, temos outros clubes e associações desportivas que apostam nas suas escolas de formação genuinamente Açorianas e que não trazendo o estrangeiro aos Açores levam o nosso nome ao topo de competições de nível internacional. É neste "Desporto Açoriano" que o Governo Regional, e todos nós, devemos apostar com orgulho e "excelência". Nos clubes e modalidades em que se prescindiu dos "desvarios" da contratação de atletas profissionais não há notícia de que tenham delapidado os seus activos patrimoniais e associativos. Claro que há excepções. Mas não podemos tomar a parte pelo todo. A regra é a de que no "Desporto Açoriano", especialmente nas modalidades individuais, há uma escola de valores que fica para a vida. São jovens atletas que acumulam a sua carga diária de treino com as suas responsabilidades escolares e académicas, e nalguns casos laborais, num exemplo comunitário de denodo e trabalho em contra ciclo com um tempo em que, também no desporto, o que se procura é um "emprego". Ao invés, um modelo profissional com recurso a uma carteira de atletas forjados no estrangeiro, e contratados à época para cumprir calendário, pode projectar o nome dos Açores mas não representa, sob pena de "publicidade enganosa", o "Desporto Açoriano".

João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com

quarta-feira, maio 5

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Depois de uma passagem magistral, este fim-de-semana, por Lisboa e Porto. Tempo e lugar para lotação esgotada no concerto de Ney Matogrosso, esta noite, no Teatro Micaelense. Na bagagem, o extravagante cantor brasileiro, traz o seu novo disco - Beijo Bandido.

E nos jornais diários de Ponta Delgada o que podemos ler sobre o assunto?!

Moby Dick - Cinema & Imigração



Arrancou ontem e está em exibição até ao próximo dia 15 de Maio.

terça-feira, maio 4

Violência: deliberada ou acidental?!



A propósito do ciclo de cinema - Moby Dick - que hoje se inicia sobre a temática da imigração e da reflexão que daí possa advir, lembrei-me de aqui colocar uma polémica recente sobre o vídeo Born Free da artista M.I.A. que explora de forma 'gratuita', e daí talvez não, assuntos que estão na ordem do dia: Guantánamo, a emigração ilegal, a condição de refugiado, a xenofobia, a(s) "limpeza(s) étnica(s)" a soldo de Guerra(s) sem sentido e de ódio(s) da mais variada índole.

Algumas questões, mais ou menos óbvias, que se podem colocar: este é um objecto artístico ou um 'rastilho' capaz de incendiar comportamentos já de si desviantes? Qual a distância que nos separa da realidade e de um objecto ficcionado? Que propósitos estão na génese conceptual deste tipo de "manifestos"? O objectivo é apenas o entertainment e o marketing? Ou não?! Há um conteúdo político? Ou estamos perante uma provocação gratuita?!

Seja qual a resposta o efeito de contaminação viral já se alastrou e quem ganha com isso é a artista. Disso não haja dúvidas. Violência gratuita na TV?! Alguém anda distraído ou não anda a 'ver' o que passa. A discussão, essa, está na rua...

A título de curiosidade, e para quem não conhece, fica aqui o outro vídeo controverso realizado por Romani Gravas para Stress dos Justice_



Indiferença?! Dificilmente...

segunda-feira, maio 3

Convite



Lançamento do livro de fotografia Campo Santo de Guilherme Figueiredo, hoje, 3 de Maio, pelas 20h30, na Livraria SolMar, com a apresentação de Emanuel Jorge Botelho.

Aviso à navegação

O header esta semana é um contributo do Enviado Especial.

domingo, maio 2

O ‘sonho’ não é coisa vã


Antero por Columbano Bordalo Pinheiro

O verso de Antero de Quental que 'inspira' esta crónica surge a propósito do Projecto de Resolução que o Grupo Parlamentar do PS/Açores apresentou na passada semana, na Horta, e que visa a criação de Roteiros Culturais.

A iniciativa, sendo simples, é muito mais ampla do que aquilo que possa, aparentemente, parecer. Primeiro, porque promove a transmissão da cultura e identidades regionais, através de um formato que, sendo lúdico, é, simultaneamente, pedagógico, junto quer daqueles que nos visitam, quer também dos que aqui moram.

A proposta sugere que o primeiro Roteiro Cultural a criar seja o de Antero de Quental, um "génio que era um santo", nas palavras de Eça de Queirós, e que foi também, como se sabe, uma das figuras mais marcantes de toda a cultura portuguesa e o símbolo maior da Geração de 70.

Sugere também que se requalifique o "Largo da Esperança", situado no Campo de São Francisco, lugar onde Antero de Quental se suicidou e onde habita a sua memória... E que é, por estes dias, um sítio marginal e que padece de falta de visibilidade e dignidade.

Ora, sistematizar esta memória, a par de outras que a própria proposta sugere – e, no caso de Antero, na cidade que o viu nascer e morrer –, é da mais elementar justiça...

Construir o futuro de um lugar, seja ele qual for, pressupõe que se conheça o passado, sem ceder à vulgar tentação de lhe "apagar" etapas. Ora, a criação de Roteiros Culturais, para além de divulgar os nossos maiores e as nossas memórias, convida a que todos possam fruir dos percursos históricos que fizeram a história destas ilhas, em todos os domínios.

Haverá, por certo, quem estranhe esta criação; quem ache (menos do que entenda), que esta não é fundamental ou que é até desnecessária ou, porventura, já exista. Nestes dias, em que a rapidez do anúncio é o que mais importa, em detrimento daquilo que realmente é, esta coisa de contar a nossa história, em passos, pode, porventura, parecer esdrúxula. Mas, não faz mal. Trataremos de que tal não venha a acontecer.

O facto é que um lugar que parece ter muito para oferecer, mas que pouco ou quase nada tem organizado, parece quase não existir no tempo da sua história. O turismo cultural, que é, hoje em dia, uma das vertentes turísticas que mais cresce e se desenvolve em todo o mundo, encontra nalguns dos nossos lugares poucas razões para vingar. Esta é uma oportunidade para encurtarmos esse caminho e fazermos com que haja mais motivos para "enriquecermos" o património que está à nossa mercê.

É por isso que a criação destes Roteiros Culturais, que serão de Antero, como de outras figuras maiores da nossa Cultura (casos de Nemésio, Lacerda, Dias de Melo, Correia Rebelo, Canto da Maia, entre outros), é o contrário de uma visão redutora, que faz depender somente da memória recente e de narrativas mais ou menos dispersas de um passado glorioso, o que se espreita na gaveta fechada ou se encontra circunscrito a um círculo de alguns, poucos.

Nesta medida, torna-se ainda mais pertinente a concretização desta proposta – a da criação de Roteiros Culturais nos Açores – pela descoberta e abertura de novos motivos para sermos, ainda mais, parte integrante da nossa história e, com ela, fruirmos dos percursos de um tempo novo, que muito deve aos que por cá passaram antes de nós.

Alexandre Pascoal, Abril 2010

* Publicado no Açoriano Oriental de 30.04.10
** Republicado via Repórter - X

sábado, maio 1

Mai@s


O trabalho em curso de um dos núcleos 'associativos' mais interessantes e criativos dos últimos anos em São Miguel - Projecto Azores Combo.

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