quinta-feira, junho 30

MUU COLEÇAM


À venda na MIOLO:

Morada
Rua Pedro Homem, 45
9505-529 Ponta Delgada
São Miguel, Açores

Horário
2ª a 6ª | 10h00 às 18h00
Sábado | 10h00 às 15h00

sexta-feira, novembro 6

12 anos


O :ILHAS faz hoje 12 anos repletos de intermitências. Há a possibilidade de uma terceira vida (3.0) mas ainda discutimos o modelo, cujas negociações serão, muito provavelmente, mais difíceis do que as que visam “assegurar um governo da iniciativa do PS”.

Daremos notícias nos próximos dias (ou semanas). Até já!

terça-feira, setembro 29

15 POEMAS DE AMOR E UM DIVERTIMENTO

É levezinho, mas são 15
É sério, mas diverte
É pequenino, mas é vermelho!

Um vermelho que brota do coração
E, escorreito, vai direito ao peito
Bem sei que é de amigo, o abrigo

Pois, a caminho, digo aos gritos
Se a necessidade aguça o engenho
A angústia liberta o génio

Ah! Bravo rapaz,
Que não nos mate o silêncio!






quarta-feira, setembro 23

Na melhor vontade

Todo o tempo é tempo de mudança. Mesmo o extemporâneo!

É tempo de maré baixa. E o seu vazio coloca agora a nu a impregnada marca de todas aquelas pessoas que nos tocaram, manifestando-se no seu pleno. Mesmo quando só muito mais tarde damos por isso, percebemos que, afinal, incorporamos um conjunto de características dos vários modelos que, consciente ou inconscientemente, resolvemos seguir em determinados momentos e dos quais resultaram a pessoa que julgamos ser.

No entanto, e por muito interessante, segura e desejável que esta calma sedimentação possa parecer, nem sempre o que somos e o que fazemos resulta apenas desta forma diferida de evoluir. Há, também, pela dinâmica que carateriza a nossa existência, pessoas que nos marcam desde o primeiro momento em relacionamentos desassombrados, nos quais o respeito e a confiança mútuos ajudam a trilhar o caminho que, juntos, se faz.

Por outro lado ainda, numa perspetiva mais egocêntrica, o nosso prazo de validade, neste ciclo vicioso que mui habilmente designamos de tempo de vida e que condiciona toda a nossa atuação em relação a tudo em que estamos envolvidos, não é suficiente para determinar, nem mesmo com o enorme conjunto de interseções aleatórias, o resultado desta que é uma equação sui generis.

Muito embora se afigure como uma tarefa praticamente impossível porque a maioria dos adultos considera que os porquês têm idade, há, portanto, a necessidade de encontrar, nesta linha de contínuo longo que é a vida, outras justificações para que algumas pessoas procurem dar o seu contributo de forma incessante, durante toda a sua existência, para causas que, sendo já de muitos, são também por elas eleitas como suas.

Vem esta pequena reflexão a propósito da responsabilidade que é fazermos afirmações mais ou menos perentórias ou, até mesmo e tão somente, termos a coragem de verbalizar os nossos pensamentos. É que a vida, como nós a conhecemos, dá muitas voltas (talvez pelo constante saltitar desta bola a que chamamos Terra) e, não poucas vezes, apanha-nos pelos colarinhos para nos forçar a demonstrar e a pôr à prova as nossas teorias, o que nos deixa com um nó na tripa e aquela dor no baixo ventre.

No dia 30 de Junho de 2010, escrevia, num "Aviso à Navegação", que o Turismo era muito mais do que uma simples atividade económica e interessava a todos, a propósito daquele que considerei ser um importante registo deixado por um dos açorianos que, ao longo dos tempos, mais se entregou a esta causa, quando, numa mensagem perfeitamente atual, afirmava que "precisamos de ser mais criativos (no Turismo)".

Neste momento muito particular da minha carreira profissional, sinto uma (particular também) grande responsabilidade que me impele em direção ao futuro e que me obriga a honrar todos aqueles com quem contracenei e tiveram um papel importante no aludido percurso, pelo exemplo que deram, pelo entusiasmo com que lutaram por aquilo em que acreditavam, pela ajuda e amizade que me dispensaram e pela confiança que sempre em mim depositaram.



Encontro-me, assim, genufletido perante todos aqueles (grandes vultos para mim) que foram importantes nesta minha caminhada e importantes na formação do meu caráter, a aguardar pela sua bênção para a minha próxima missão.

segunda-feira, setembro 14

R.I.P. AJS

Este não é um elogio fúnebre. Este será, antes de qualquer outra coisa, um desabafo que não almejava fazer, mas algo ao qual estou condenado, talvez pelo respeito aos meus princípios edificadores.

No fundo, em mim, há uma descomunal necessidade de partilhar, com tantos quantos lerem esta apologia e não o tenham conhecido, a imagem de um homem (um vulto para mim) que assenta na absoluta naturalidade com que relativizava todas as situações e encaixava todos os desabafos. Um homem que marcou uma inteira geração de profissionais do turismo nos Açores também com a sua imensa capacidade de perdoar, mesmo a todos aqueles que se possam sentir agora magoados com a sua súbita partida.

Em tempos não muito distantes, ouvia um amigo dizer, com muita graça e algum respeito, que tinha sido colega de Fernando Pessoa na McCann. Pois, para mim, ter sido colega de António José Silva não foi menos importante. E, na mesma época, poder partilhar com ele as suas conquistas e ser brindado com o seu sorriso triunfante, foi sempre um acontecimento de rara beleza pelo qual lhe estou desmedidamente grato.


Hoje, o tempo pode não ser de infinita majestade e paz, mas eu continuo a sentir-me, como diz o poeta persa Ferdowsi Tusi no “Livro dos Reis ”, como pó na garra do leão.


terça-feira, junho 23

I Dont Belong Here


A etapa final da peça "I Dont Belong Here" acontece nos Açores a 27 e 28 de junho no Arquipélago - Centro De Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande, e a 4 de julho no Auditorio do Ramo Grande, na Praia da Vitória.

'I Dont Belong Here' é uma coprodução do Teatro Micaelense no âmbito da rede 5 Sentidos com o patrocínio da AMI - Assistência Médica Internacional e do Governo dos Açores através da Direção Regional das Comunidades e da Direção Regional da Cultura.

Os bilhetes estão à venda no Arquipélago (ACAC) e no Teatro Micaelense.

quinta-feira, abril 9

O sectarismo que liquida a memória

Saldanha Sanches foi meu professor. Guardo dele a imagem de um homem livre e desassombrado, independente e de uma integridade de carácter inquebrantável. A sua biografia fala por si. Um professor culto, com sentido pedagógico, que não faltava às aulas, nem a qualquer das suas obrigações lectivas. Usava gravatas roxas com calças verde cana e achava que estava bem. Marimbava-se para estas coisas do “parecer bem”.
Fez-me oral de Direito Fiscal e, a páginas tantas, perguntou-me o que achava que ia acontecer depois do Estado Social. Respondi-lhe que depois do Estado Social era o “estado a que nós chegamos”. Ele fartou-se de rir e, depois de enxugar as lágrimas, olhou para os papéis e balbuciou um “fez a sua oral”. Subiu-me um ponto na nota que eu trazia.
Pois é deste homem que se serve João Taborda da Gama, em artigo publicado hoje no Diário de Notícias, para atacar gratuitamente Sampaio da Nóvoa. O argumento básico e cabotino é que Nóvoa, enquanto presidente do júri que reprovou Saldanha Sanches nas provas de agregação na Faculdade de Direito de Lisboa, teria tido falta de coragem para evitar este desenlace.
Vamos a factos, então. Nóvoa presidiu a esse júri, porque era então o Reitor da Universidade de Lisboa. Não participou na votação, nem podia participar, por não ser da área em questão. Como presidente, dispunha de voto de qualidade (ou de voto de Minerva, como preferem dizer alguns académicos), se esse voto fosse necessário em caso de empate. Acontece que o candidato foi reprovado por seis votos contra três.
A reprovação de Saldanha Sanches foi de uma enorme injustiça. Muitos dos seus pares afirmaram esta injustiça no meio académico e fora dele. Mas esta injustiça só se deveu à elite professoral da Faculdade de Direito de Lisboa, que sempre conviveu mal com certas liberdades e nunca lhe perdoou certas acções, em certos momentos históricos. Esta injustiça não pode ser imputada ao então Reitor. Facto dolosamente omitido e que não interessaria (até porque não se sabe como terá votado ao certo) – não fosse a intenção do argumento do articulista – é que Marcelo Rebelo de Sousa, também presidenciável, fazia parte do júri e era da área.
Não sei se apoio a candidatura de Sampaio da Nóvoa, nem sequer é isto que interessa. Mas não se liquida a memória de ninguém a pretexto de um sectarismo escroque e desonesto.

segunda-feira, dezembro 22

Does anyone even care?





An why not?!

Neste período, no qual temos dificuldade de ver o caminho por onde queremos caminhar.

As a bad seed, kneel before Him. Seja ele ou ela quem for.



Yes, I still believe. No Amor. E no seu oposto.

E venha mais um. Dele já não nos safamos.

sábado, outubro 11

"Conferências das Furnas"


Bem se poderia dizer que ninguém pára a Delegação Regional dos Açores da Ordem dos Economistas. Ela tem sido Almoços conferências, Debates e Conferências. Aqui e ali, um pouco por todas as ilhas deste oceânico arquipélago.

A discussão está instalada. Não há ninguém que possa dizer que não vale a pena e os temas abordados têm sido dos mais interessantes e importantes para a economia dos Açores.

Com uma afluência muito considerável, os oradores brindaram a plateia com intervenções muito relevantes para a necessária reflexão, que tem que acontecer em torno dos caminhos que a economia pode tomar para se desenvolver nos Açores.

Deliciados, todos viram como seria desejável e importante termos menos Estado na economia, tenha ela a dimensão que tiver. É que nem mesmo os mais recalcitrantes costumeiros ficariam indiferentes à inquietude deste espírito açoriano, influenciado pelo pragmatismo do Federal Reserve Bank.

Ainda preocupados com as subidas em flecha das dívidas públicas um pouco por toda a Europa, percebemos que esta está metida num grande sarilho e que, afinal, sempre é verdade: “a cultura come a estratégia” e, no caso da europa (não me agrada dizê-lo), as muitas e heterogéneas culturas comem a unificadora estratégia de todos os europeístas envolvidos na criação desta grande manta de retalhos.
 
Gazelas. Muitas gazelas, é o que me apetece pedir ao Pai Natal, para o início de mais um ano económico nos Açores, que não tarda a começar.

É claro que as desejadas gazelas teriam que ter muito cuidado, para não se tornarem presas fáceis de uma excessiva proximidade que caracteriza as relações entre empresas e entre as empresas e a coisa pública, para que se possam tornar instituições e vingarem perante o efeito predador do passar dos anos.


Parabéns à Delegação Regional dos Açores da Ordem dos Economistas por estar a marcar a agenda nos Açores.

sexta-feira, outubro 3

Clã - Eu Ninguém





Casos raros de metamorfose que nos vão acontecendo “de longe a longe”, nem sempre implicam que nos prestemos a sentir como Gregor Samsa, na obra maior de Franz Kafka.
Enfim, poder ser “Travesti” de quem se quiser, parece-me um mote interessante para quem faz um grande esforço para viver, com a maior intensidade, a vida que tem, sem contudo comprometer a essência do Ser que porventura formos, antes, agora e depois.
Somos pessoas. É verdade. Sentimos!
Pessoas que constroem relações, criando também as suas próprias estórias que, podendo ou não um dia virem a ser rezadas pela história de nós todos, farão as delícias de quem por nós se interessar. E isto nada mais deve ser do que senão o absolutamente essencial para fazermos a nossa caminhada.
Importante é ainda não esquecermos que, mesmo que algumas vezes possamos não dar o devido valor, estamos todos em trânsito. Alguns, num circuito mais ou menos fechado como num tabuleiro do monopólio, inquietos por voltarem a passar pela casa de partida, e outros, sacudindo o bafio, entregam-se ao imprevisibilíssimo destino das aventuras que escolhem, num insondável amarelo cerebral.
Seja como for, certa é a necessidade de valorizar o caminho. É nele que a vida se perde ou se ganha!

segunda-feira, setembro 29

As Primárias do PS

I - O dia de primárias no PS foi, no essencial, uma vitória para o partido. A adesão em massa dos eleitores, a tranquilidade dos procedimentos e a expressividade dos resultados é disto prova inequívoca. A Comissão Eleitoral está de parabéns, tendo sido capaz de montar e acompanhar um processo complexo e a uma escala totalmente inovadora para um partido político com a dimensão do PS, correndo contra as adversidades que um calendário curto e a decisão improvisada de convocar este modelo eleitoral lhe colocava.

II – Costa teve uma vitória estrondosa e acaba por ter de agradecer à estratégia de Seguro, por lhe ter conferido uma legitimidade além das fronteiras do PS. Uma diferença de 70% (Costa) contra 30% (Seguro) é uma abada eleitoral em toda a linha. Embora continue a entender que as primárias representam uma irreversível desvalorização da militância, que ocorre à margem dos Estatutos e com reflexos inevitáveis no esbatimento ideológico do partido, o certo é que a estratégia de Seguro lhe saiu completamente furada e que Costa tem hoje uma legitimidade muito mais forte do que a que resultaria de um simples congresso extraordinário.

III – Apesar disto, temos de reconhecer que Seguro teve uma saída limpa. Admitiu a derrota, demitiu-se de Secretário-geral do PS, cumpriu a palavra dada e fica apenas como militante de base. Em democracia, tão importante como ganhar ou perder, é saber tirar as devidas consequências das derrotas e das vitórias. A clareza política não se compadece com “desculpas” e, de facto, Seguro, depois de ter exposto o PS da forma como expôs e durante tanto tempo, não tinha outra saída digna. Saiu como deve de ser.

IV – Porém, é um facto que emergem cicatrizes inquestionáveis destes últimos quatro meses. Apesar dos resultados de Costa e da saída irrepreensível de Seguro, não há como não reconhecer que a unidade e coesão do partido ficou tremendamente abalada com todo este processo, a sua delonga e a forma como ambas as candidaturas conduziram a campanha e os diversos debates televisivos. António Costa tem um ano para refazer a unidade no PS e terá ainda de concentrar-se no programa eleitoral, sem poder descurar-se de nenhuma. 

V - O maior derrotado da noite é o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas. Depois de desejarem à força toda o oponente eleitoralmente mais frágil, eis que não só lhes sai o candidato mais forte como, ainda por cima, vem revestido de uma prévia legitimidade extra-partidária, com expressivos resultados e com renovada energia. É caso para dizer, de facto, como disse António Costa, " este é o primeiro dia do fim deste Governo".

VI - Cá pelas nossas bandas, não há dúvida que esta é também uma vitória para Carlos César. Depois de ter sido designado mandatário nacional da campanha de Costa nas primárias; sendo amigo e parceiro de combate desde os tempos da JS; sendo quem, no Congresso do PS-Açores, lançou pela primeira vez o nome de Costa para a calha da liderança do PS; e com os resultados que obteve na federação de que é presidente honorário (87%, é obra), é natural agora que se transforme numa relevante peça no xadrez político nacional. Carlos César deixa, assim, Vasco Cordeiro definitivamente liberto da figura tutelar. Para Vasco esta é a derradeira oportunidade de cortar o natural cordão umbilical que lhe une ao histórico líder do PS-Açores. Na psicanálise política, para que as rupturas aconteçam, não basta que os protagonistas o desejem. Na natureza como na política, as rupturas só acontecem quando o ambiente lhes é propício. Este é o momento.

domingo, setembro 28

ao viés


Para Breyten Breytenbach, intelectual sul-africano (um dos maiores, dizem), entrevistado por Clara Ferreira Alves (Atual nº 2185|Expresso 13 Setembro 2014), “vivemos numa nova configuração tribal”. E “uma das piores tribos é a dos turistas. Matam tudo. (…) Os turistas são uma massa sólida pior do que o terrorismo, de certo modo”.
Ler esta fecunda e provocatória afirmação categórica, foi como ter sido atingido nos queixos por um forte uppercut (de esquerda, claro), resultando numa tal sensação de desnorte à qual se juntou a de náusea, provocada pela visão emproada e preconceituosa da claramente-intelectual-também interlocutora, lançada sobre a classe média, supostamente carregada de “mediania, indiferença estética. Mau gosto. Tédio”, como numa espécie de tentativa de extrapolação do raciocínio(?) do entrevistado.
Há coisas que nos deixam abananados, verdadeiramente perplexos, quando vêm de supostos vultos (seja lá o que isso for). Eu, que estava absolutamente crente nos testemunhos provenientes da O.M.T. e que se referem ao Turismo como a “Indústria da Paz” e uma das mais importantes para a preservação da memória colectiva das civilizações, tenho que dar a mão à palmatória: depois de alguns anos passados, a malta já se esqueceu das guerras mundiais e da silenciosa-mas-vibrante guerra fria, que fizeram com que todos quantos com elas sofreram aspirassem a uma nova ordem social mundial.
Ok! É verdade que a deliciosa aspiração depressa se tornou em algo talvez demasiado global e indiferenciado para qualquer intelectual que defenda acerrimamente a causa que o alimenta, ainda que, em alguns casos, o faça com um discurso de surdos. Não é, por isso, de estranhar que os aludidos possam dar-se ao luxo de assim falar, até porque, aparentemente, aquela “massa sólida pior do que o terrorismo” vem da “classe média, pilar dos regimes e da estabilidade”. Nada pior, para os intelectuais que querem continuar a poder fazer-se ouvir.
Não me sai da cabeça que, agora, talvez tenhamos que condescender alguns ataques terroristas, perpetrados contra turistas nos sítios do costume. Pelo menos os mais levezinhos, talvez. Mas o meu pior e verdadeiro receio é poder vir a ser obrigado a ter que compreender, verdadeiramente, as palavras destas duas alminhas que se podem ter perdido pelo mundo.


foto daqui




quarta-feira, setembro 24

Qual é o próximo?

O que importa é que tentaram. Não vale a pena andarmos à procura das razões para o encerramento do Ateneu Criativo, elas são por demais conhecidas. Os parabéns pelo esforço e persistência. Agora é tempo de pensar o próximo projecto!

domingo, setembro 14

Excelência, Sim. Mas não nos acomodemos!

Para os mais atrevidos, "A EXCELÊNCIA" poderá ser vista como o anti-herói das grande empreitadas que ainda esperam a humanidade. No entanto, se pensarmos como K. Sriram

"Excellence can be obtained if you:
... care more than others think is wise;
... risk more than others think is safe;
... dream more than others think is practical;
... expect more than others think is possible."

Conseguiríamos ser bastante melhores naquilo que fazemos e tudo seria bem diferente.

Entre outras coisas, não deixem, por isso, de ler o artigo de Ávaro Dâmaso no AO

segunda-feira, agosto 4

O canto da sereia neoliberal

Passei toda a minha vida a ouvir os sacerdotes do neo-liberalismo com a história de que "Estado é mau gestor por natureza" e que "os privados é que são bons". Pois o caso BES/GES, se dúvidas houvesse, vem provar à exaustão que isto não é assim nem por natureza, nem por princípio.

Fartavam-se os mesmos fanáticos de falar nas vantagens da privatização da Segurança Social. Pois nem quero imaginar as insónias que passaria um pensionista nas últimas semanas se a sua pensão estivesse a cargo de um qualquer fundo gerido pelo BES. Aliás, imagino o alívio dos pensionistas do Fundo de Pensões do BES por entretanto ter passado para a Segurança Social...

E os mesmos iluminados fartavam-se de sugerir a privatização da Caixa Geral de Depósitos, ávidos de abocanhar mais uns quantos milhões, com o argumento de que a Banca era coisa para estar exclusivamente nas mãos de privados. Pois bastou o BPN para irem todos “pedir pelas almas” para que o Estado os acudisse dos perigos da propalada “crise sistémica”. E julgámos todos que o gangsterismo bancário estava limitado aos "banqueiros" arrivistas e aventureiros, do tipo BPN e BPP, que se aproveitaram do laxismo trazido pelo thatcherismo nos anos 80 e do favoritismo político que as ligações partidárias permitiram; afinal, o caso BES/BESI mostra que a falta de escrúpulos atinge o círculo dos banqueiros de mais elevado pedigree e que as regras do jogo parecem ser aquelas. E lá ficou o contribuinte com o preço dos mandos e desmandos do BPN, como – provavelmente – acontecerá no fim das contas do processo BES.

São uns queridos…. uns fofos esta direita radical e estes banqueiros nacionais.

É certo que a coisa pública esteve longe de ser um exemplo de boa gestão todos estes anos nas mãos de quem esteve. É um facto. Mas para vermos "bons gestores privados" e as “virtudes da boa gestão privada” já nos bastam os exemplos que temos tido e preço que temos pago.