quarta-feira, julho 19
sexta-feira, maio 26
terça-feira, maio 16
sábado, março 25
AÇOREANA DMC - Uma Grande Equipa
Em tempos pensei e escrevi que, por mais anos de vida tivesse
e por mais bem sucedida fosse a minha carreira profissional, a vida teria
dificuldade de me colocar perante outro desafio e outro projeto tão importantes como foi para mim o reposicionamento do Terra Nostra.
Não me podia ter enganado mais!
Não me podia ter enganado mais!
Como nem sempre fui esta pessoa sociável que muitos conhecem, com
a força inabalável de tudo fazer para, à minha passagem, procurar deixar o mundo um
pouco melhor, é importante referir que costumo, e com verdade, atribuir ao Primitivo Marques (a
quem fiquei sempre grato) um papel muito importante naquela que considero ter
sido uma mudança radical, sobretudo, no que diz respeito ao entendimento do
conceito de “comercial”, fazendo com que a desajeitada larva que eu era se
tivesse transformado numa ágil borboleta.
Mas o que me enche de alegria e me faz sentir honrado é o
facto de muitas pessoas, sobretudo aquelas que melhor conheceram o Rodrigues
Carroça, meu pai, dizerem que dele herdei a arte de fazer as pessoas
sentirem-se especiais na sua presença. Quando eu era ainda uma criança, vivia
(sem saber) fascinado com a gentileza com que o meu pai se dirigia a todas as
pessoas com quem ele se cruzava. Era, pois, habitual eu e ele nos perdermos em
conversas sobre como iríamos construir, quando eu crescesse, uma organização
que teria como único objetivo ajudar todas aquelas pessoas que tivessem dificuldades
(fosse no que fosse!), uma espécie de agência de resolução do infortúnio dos
amargurados que não sabiam como desenvencilhar-se por entre o mar burocrático
que promove o naufrágio dos mais fracos e desprotegidos.
Estive imerso em trabalho árduo durante todo o ano de 2016 e
apresentei a nova imagem da Açoreana DMC na BTL, no passado dia 16: um estrondo com réplicas que se fazem sentir por muitos lugares e, julgo que por muito tempo ainda. Foi então
que percebi que a minha sensação de realização não se encontra em fazer coisas
grandes. Afinal, a minha realização, tanto profissional como pessoal, está em fazer
pessoas felizes, algo que quase nunca é tarefa fácil.
Com um agradecimento especial a todos aqueles que ajudaram a dar forma a esta pequena maravilha, fiquem com o filme que mostra como se recria uma marca
inspirada numa grande equipa, com pessoas agora mais felizes.
Mais projetos não tardam. Fiquem atentos ao TREMOR e façam o
favor de dar largas à vossa imaginação.
P.S. Não podia fazer melhor homenagem ao meu pai. Todos os
dias!
segunda-feira, fevereiro 20
sexta-feira, janeiro 20
sábado, novembro 19
"Sabores do Cozido" - Não é para qualquer um!
Como determina a tradição, depois da remodelação do hotel em
2013, estreou-se hoje mais uma carta “Outono Inverno” no Restaurante Terra Nostra
e muitas são as notas interessantes sobre os pratos fantásticos que calarão as
bocas dos mais versados conhecedores gastronómicos da praça.
Poderia dedicar esta tosca prosa a tantas e boas iguarias: caso da caldeirada de peixe, da tempura de polvo e do pernil com feijoada (a minha preferida). Mas não! Apetece-me falar dos “sabores do cozido”. Porquê? Porque é um rasgo de génio, algo que parecia impossível, algo que não é para qualquer um!
Poderia dedicar esta tosca prosa a tantas e boas iguarias: caso da caldeirada de peixe, da tempura de polvo e do pernil com feijoada (a minha preferida). Mas não! Apetece-me falar dos “sabores do cozido”. Porquê? Porque é um rasgo de génio, algo que parecia impossível, algo que não é para qualquer um!
É verdade que o Mundo evolui (!) porque a humanidade não
ficou parada à espera do amanhã. Também não é mentira nenhuma que essa evolução
se fez sentir mais nuns sítios do que noutros e quanto maior a dimensão do
aglomerado populacional, maior a velocidade e o número de áreas em que ela se
manifestava no horizonte global das sociedades.
Se os pré requisitos atrás referidos estão na génese da
evolução da nossa espécie, estão na génese também da verdadeira revolução que
acontece todos os dias naquele que é um dos grandes, dos maiores, restaurantes
de Portugal.
Podem deliciar as vistas com as fotos com que tempero esta
pequenina nota (sim, porque o que se passa no Restaurante TN é muito maior), mas
se quiserem compreender verdadeiramente o que vos digo, vão ter todos que ir ao Terra Nostra saborear o resultado daquele que foi, tão-somente, um desafio de um amigo,
feito ao Chef Luís Pedro, um dos mais revolucionários Chefs dos Açores da
atualidade.
Está de parabéns, uma vez mais, toda a equipa do Terra Nostra
a quem deixo um abraço, na pessoa do seu Diretor, Simão Markovitch.
quinta-feira, outubro 13
Um português que não esperou por D. Sebastião
Não sei se retomo a minha presença por esta casa.
Mas seja como for, não resisto a "postar" um texto de Miguel Sousa Tavares sobre António Guterres, o grande senhor nações unidas (não a tendo visto por aí escrita, posso assumir legitimamente a paternidade da expressão).
"Maior que Portugal", diz Miguel Sousa Tavares:
"Meço a frase com todo o cuidado: António Guterres é um dos raros portugueses de quem eu, convictamente, posso afirmar que é maior do que Portugal. Ele e Mário Soares são os únicos políticos portugueses que, em 40 anos de andanças jornalísticas, vi serem conhecidos e reconhecidos lá fora. O seu extraordinário desempenho na candidatura a secretário-geral da ONU, apesar dos tão invocados esforços diplomáticos e influências movidas, deve-se, única e exclusivamente, ao seu mérito próprio. Ela só foi possível porque, num processo aberto e fundado na qualidade de cada candidato, António Guterres foi, de longe, o melhor. E isso é, desde logo, uma característica que o faz diferente da nossa maneira de ser: ousar bater-se e conseguir triunfar pelo mérito próprio, exclusivamente.
Mas seja como for, não resisto a "postar" um texto de Miguel Sousa Tavares sobre António Guterres, o grande senhor nações unidas (não a tendo visto por aí escrita, posso assumir legitimamente a paternidade da expressão).
"Maior que Portugal", diz Miguel Sousa Tavares:
"Meço a frase com todo o cuidado: António Guterres é um dos raros portugueses de quem eu, convictamente, posso afirmar que é maior do que Portugal. Ele e Mário Soares são os únicos políticos portugueses que, em 40 anos de andanças jornalísticas, vi serem conhecidos e reconhecidos lá fora. O seu extraordinário desempenho na candidatura a secretário-geral da ONU, apesar dos tão invocados esforços diplomáticos e influências movidas, deve-se, única e exclusivamente, ao seu mérito próprio. Ela só foi possível porque, num processo aberto e fundado na qualidade de cada candidato, António Guterres foi, de longe, o melhor. E isso é, desde logo, uma característica que o faz diferente da nossa maneira de ser: ousar bater-se e conseguir triunfar pelo mérito próprio, exclusivamente.
Conheci pessoalmente António Guterres
quando ele era líder da oposição socialista ao último governo de Cavaco Silva.
Convidou-me para irmos almoçar no seu restaurante favorito, na Praça das
Flores, e a partir daí, durante cerca de um ano, almoçávamos uma vez por mês,
tendo cada almoço uma espécie de tema predefinido —
para o qual ele vinha incrivelmente preparado, documentado e com ideias firmes
que queria confrontar com as minhas. Mas, por favor, não façam confusão: eu não
sou o arquiteto Saraiva, cuja ideia de jornalismo se resume aos almoços que tem
com os políticos para satisfação do ego e memória futura. Detesto almoços de
trabalho em geral e almoços com políticos em particular. Mas Guterres era
diferente: estava na oposição, tinha vontade de discutir e de se confrontar a
si próprio e um genuíno espírito de serviço público que eu nunca antes tinha
conhecido. Nunca, em 40 anos de jornalismo, encontrei alguém em Portugal que
estivesse mais bem preparado e motivado para governar —
e eu sempre pensei e penso que governar Portugal, de acordo com aquilo em que
se acredita ser melhor para o país, é o pior emprego que se pode ter.
Então,
Guterres foi para primeiro-ministro. E, logicamente, os nossos almoços
acabaram: porque ele deixou de ter tempo para isso e porque a natureza da nossa
relação mudou necessariamente. Mas um dia telefonou-me para que eu fosse
almoçar em São Bento. Foi um almoço estranho, que durou umas quatro horas e em
que a maior parte do tempo foi gasta a falar da vida e de assuntos pessoais.
Lembro-me de uma frase premonitória que ele disse e que eu retive pela
convicção com que foi dita: “Não vou ficar aqui muito tempo e quando sair vou
querer dedicar-me a qualquer coisa no domínio internacional, no campo dos
direitos humanos ou semelhante.” Saiu com um pretexto absurdo, cansado dos
facas longas do PS, da pequena intriga da política e da mesquinhez do país. Não
o disse assim exatamente, mas eu sinto que foi isso que pensou quando falou do
“pântano”. E eu, que lhe dediquei um livro de crónicas políticas intitulado
“Anos Perdidos”, eu, que então não lhe perdoei não ter querido arrostar até ao
fim com a luta contra os nossos males mais profundos, enquanto seu admirador
pessoal, compreendi bem a sua desistência e, do fundo do coração, desejei-lhe
toda a sorte do mundo.
E hoje
ele é o secretário-geral do mundo. Não sei se os portugueses se dão bem conta
daquilo que António Guterres conseguiu para Portugal. Representa bem mais do que
as Bolas de Ouro de Cristiano Ronaldo, o título europeu da Seleção e até o
Nobel de Saramago.
Não haverá
multidões à sua espera no aeroporto, desfile de vitória até aos jardins do
Palácio de Belém, sumidades e autoridades a chegarem-se à frente e a quererem
fazer selfies com ele. Mas nos últimos 50 anos, pelo menos, nenhum português
nos deu mais motivos de orgulho do que ele. E conseguiu-o através da atividade
que o português comum mais gosta de desprezar: a política. Parabéns e obrigado,
António Guterres!"
E eu assino por baixo!
quarta-feira, setembro 21
sexta-feira, julho 29
quinta-feira, junho 30
MUU COLEÇAM
À venda na MIOLO:
Morada
Rua Pedro Homem, 45
9505-529 Ponta Delgada
São Miguel, Açores
Horário
2ª a 6ª | 10h00 às 18h00
Sábado | 10h00 às 15h00
quarta-feira, junho 1
sexta-feira, abril 22
quinta-feira, março 17
segunda-feira, fevereiro 29
quarta-feira, fevereiro 10
quinta-feira, fevereiro 4
segunda-feira, fevereiro 1
terça-feira, janeiro 19
Açores: um exemplo para a Islândia, Noruega e Dinamarca
With over 18 whale-watching tour companies in The Azores, some guaranteeing money back if no cetaceans are spotted, at least two whaling museums, and the repurposing of the whaling vessels for annual regattas - The Azores have become a model for conservation and its economic benefits. While its unlikely Norway, Iceland, or Denmark will end commercial whaling unless tighter EU and UN regulations are made, perhaps they could learn from the example of The Azores.Em destaque no prestigiado Huffington Post Travel.
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