quarta-feira, janeiro 27

Wikipedia para sempre



Há coisas que se não existissem, seríamos todos mais pobres e mais burros. Nessa categoria, a taça vai para a Wikipedia, o gigantesco milagre da Web 2.0.

Catorze milhões de artigos em 270 línguas compõem a maior colectânea de Conhecimento que o mundo alguma vez viu.

Tudo com base no mais simples conceito: se sabe, dê a saber e faça-o de graça. E não interessa quem você é. Entre e edite. Sem registo, sem login, sem BI, carta de condução, recomendação da mãezinha ou seja o que for. Uma receita para o caos e a anarquia, portanto. E assim, meio que de repente, eis que os humanos, num mês de Janeiro como este mas do ano 2001 (o conhecimento é um bom legado para contrabalançar o legado do terror), viram-se a braços com um enorme poder de fogo e… pasmem-se as hostes: não lixaram tudo.

Pelo contrário.

Criaram uma obra prima da humanidade abastecida por uma fonte inesgotável – o poder do conhecimento de milhões e milhões de pessoas ao serviço do conhecimento de outros tantos milhões e milhões de pessoas.

É por isso que me alegro por saber que “they did it again”: na já tradicional angariação de fundos de final de ano, a Wikimedia Foundation, a fundação sem fins lucrativos que gere a Wikipedia, conseguiu ultrapassar as expectativas e arrecadou uns fantásticos 7.5 milhões de dólares. Dinheiro integralmente doado pelos tais milhões de pessoas no mundo que todos os dias produzem a Wikipedia, à borla, para que a Wikipedia possa permanecer gratuita e livre de publicidade.

Apetece dizer como uma senhora colombiana, que doou 10 dólares para esta causa maior do conhecimento:

Ojalá todo funcionara como Wikipedia: hecho por la gente, para la gente.

Agente Provocador



O Agente retoma as emissões das 4fs ao som do Sargento Zundapp, o convidado desta semana, também conhecido por Mariachi. Na 2ª hora a actualidade musical, política e mundana assume o comando. Para ouvir depois das 22h10 na Antena1 - Açores.

segunda-feira, janeiro 25

Hoje voltei a gostar de futebol

Convocatória



Convocam-se todos os sócios fundadores do 9500-Cineclube e demais interessados, para a assembleia-geral que se vai realizar hoje, segunda-feira, 25 de Janeiro, pelas 21h30, a ter lugar no Cine Solmar.

Ordem de trabalhos:
1. Aceitação de listas candidatas aos órgãos sociais.
2. Eleição dos órgãos sociais.
3. Propostas e fixação do valor das quotas.
4. Aceitação de novos sócios efectivos.
5. Outros assuntos de interesse do Cineclube.

Via 2010

domingo, janeiro 24

“Governo Sombra” para a rua. Já!

Mas, será que o há?
Se há, deve ser uma daquelas sombras cinzentas que, algumas vezes, quase se mostra para, logo depois, quase se esbater, fruto das indefinições de “transgênicos” personagens.

Mas, será que a malta ainda se lembra do que é Governar?
Se calhar sim e, como tal, não sente necessidade de o evidenciar e, muito menos, de treinar.
Será só chegar, e vencer! E o convencer? Não se sabe mas, espera-se que sim.

E se, na realidade, não há um “Governo Sombra”?
Pois, certamente não haverá “Governo Sombra” se não houver uma ideia concertada do caminho a trilhar; Se não houver uma ideia afinada para os trabalhos de limpeza do trilho; Se não houver planos para a sustentação dos taludes; enfim.

Julgo que nenhum partido, que se considere habilitado a ser alternativa no governo, se pode cingir ao brilhantismo dos seus deputados, por mais habilidosos que sejam, e, muito menos, deixar-se ficar na dependência da sua capacidade retórica.

Os partidos, mediante a sua dimensão e representatividade, mediante os seus recursos e a sua vontade de futuro, deverão criar uma estrutura que lhes permita estudar – periodicamente – os vários dossiers e reunir com interlocutores privilegiados (inseridos activamente nos diversos contextos, à luz dos quais os assuntos deverão ser analisados), para que, sectariamente, sejam encontradas soluções de fundo para os problemas de fundo.

Berta Cabral faz um “discurso-brilhante-e-sem-guião” e deixa empresários embevecidos com a “Sua Visão” para o futuro dos Açores.
E o resto? Onde está a estrutura na qual ela se possa apoiar para que possa “make it happen, instead of make believe”?
Pode parecer um discurso redondo, revisitado e banal mas, precisamos todos de nos capacitar de que isto não é trabalho para uma pessoa só!

Não obstante tudo o que se tem escrito e dito sobre “Governos Sombra”, vejo neles, para além de uma grande oportunidade para se aproximarem verdadeiramente do “país real”, a oportunidade de melhorar o trabalho dos “Governos em Exercício”. Infelizmente na política, este tipo de dialéctica dificilmente se pratica.

quarta-feira, janeiro 20

PSD

...
Os druidas do horóscopo político da TV, e mais uns quantos politólogos do calibre do "zandinga", vaticinam em 2010 o fim do mundo para PSD. Num cenário apocalíptico tivemos até alguns oráculos, veneráveis e também geriátricos, a profetizar o "suicídio colectivo" do partido. Tudo isto e muito mais à conta de uma pretensa "balcanização" do Partido ! Ora, só um partido como o PSD é que consegue congregar em equilíbrio tantas e variadas facções sem se desintegrar. Sabemos nós que há outros partidos que optam por mimetizar, com a máscara da democracia, a praxis de deificação do líder à semelhança dos Césares de outros tempos. Se o PSD é um partido em crise, para fazer uso do léxico destes anos zero, como explicar que sejam cada vez mais os pretensos candidatos a líder ? Na carteira de personalidades disponíveis não falta ao PSD pessoas com perfil para credibilizarem a política e colocar no mercado de valores uma alternativa ao País. De Passos Coelho a Marcelo Rebelo de Sousa, passando pela circunstância de Aguiar Branco, ou até nas escolhas mais radicais de Paulo Rangel ou Rui Rio, logo se percebe que este não é um partido de um homem só. Neste momento é apenas de Manuela Ferreira Leite que vê o seu prazo de validade na liderança encurtado pela possibilidade de um congresso extraordinário a ter lugar pela iniciativa de Santana Lopes. Alberto João Jardim, recorrentemente vilipendiado nos sítios do costume, veio deixar nota de um pressuposto essencial : a realizar-se um congresso extraordinário, mais do que eleger um líder, a reunião magna do PSD deve servir para convocar as bases para os desafios do partido em vez de ser apenas uma reunião de notáveis. As bases são fundamentais para as próximas encruzilhadas do PSD. Não haverá, nem há, uma crise de liderança no PSD, mas sim um caminho a percorrer no eixo ideológico em que o partido se quer posicionar. O PPD/PSD terá que centralizar no líder, seja ele qual for, a sua efectiva opção ideológica sem ser refém das ambiguidades de ora ser "centro esquerda" nos dias pares e "centro direita" nos restantes dias do calendário político. Com a esquerda cada vez mais unida em torno de um projecto social global para a sociedade portuguesa é tempo do PSD se afirmar ideologicamente, até porque, em termos sociológicos, garantem-nos os cientistas sociais que a proveniência da sua base eleitoral é sociologicamente de direita. O país merece um partido que não tenha pruridos de reclamar a dinâmica da "burguesia" e a ambição dos empresários na busca de um investimento no país que não seja especulativo, mas que seja produtivo, honrando o hino "paz, pão, povo e liberdade".

João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com

Agente Provocador



Hoje o Agente dá espaço ao desporto na Antena1 - Açores. A emissão das 4fs regressa na próxima semana.

terça-feira, janeiro 19

Não existem varinhas mágicas




Pico do Ferro - Furnas, Jan'09

Nunca como agora se investiu tanto na preservação e na valorização ambiental nos Açores. Simultaneamente, nunca como agora a pressão em torno de áreas sensíveis foi tão evidente. Se no passado a sensibilização para o espaço que nos rodeia passava relativamente despercebido, ignorado ou mesmo menosprezado, nunca a atenção em prol da defesa da causa ambiental esteve, como agora, na ordem do dia.

Mesmo e apesar de algumas melhorias, quer no espaço físico, quer nas mentalidades - fruto das inúmeras campanhas institucionais em torno da sensibilização para a necessidade de Reduzir, Reutilizar e Reciclar, sob responsabilidade governamental e de várias entidades privadas, nomeadamente, de associações ambientais, de Ecotecas e das Escolas - assistimos, ininterruptamente, a quem transgrida (in)conscientemente o espaço físico que nos circunda.

Vem isto a propósito da visita que o grupo parlamentar do Partido Socialista efectuou, na semana passada, às obras na Bacia Hidrográfica da Lagoa das Furnas, na margem da lagoa e nos terrenos, junto ao Pico do Ferro, onde decorre a acção mais significativa de toda esta vasta intervenção – a reflorestação não integral de 300 hectares com cerca de 18000 plantas, de 15 espécies, 9 das quais endémicas. A área de intervencionada é muito significativa, do ponto de vista do território, constituindo, para o Secretário Regional do Ambiente, "(...) a intervenção mais profunda em termos de alteração do uso do solo que já se fez no arquipélago (...)". O investimento global, no final deste processo de médio/longo prazo, é de cerca de 20 milhões de euros.

Neste momento combate-se os malefícios de décadas de sobreexploração agrícola junto à Lagoa das Furnas, desbrava-se terreno nunca dantes explorado, no que respeita a experiências no campo florestal, e estudam-se "alternativas à monocultura da vaca nos Açores, bem como à monocultura florestal da criptoméria", por intermédio do Laboratório de Paisagem gerido pela SPRAçores nos terrenos recentemente adquiridos.

A situação exige rigor e trabalho árduo, não vamos lá com "varinhas mágicas", nem com "milagres", como aferiu, na altura, o responsável pelo Ambiente. O processo de recuperação da Lagoa irá processar-se num tempo próprio e com este conjunto de acções integradas é pretendido "não só mitigar os efeitos de processos poluentes, como reverter a tendência de degradação da qualidade da água". Um trabalho em curso que espero, e esperamos todos, colha bons frutos.

* Publicado na edição de 12/01/10 do AO
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segunda-feira, janeiro 18

Dias Atlânticos


Alra - Horta, Nov'09

Semana de trabalhos parlamentares na Horta.
O tempo está molhado. O vento forte.
Canal, nem vê-lo.

Os dias são de recolhimento.

domingo, janeiro 17

Haiti «Como pode ajudar»



Os Açores já deram o seu contributo. Dê também o seu.

Informação detalhada de como pode e deve direccionar correctamente o seu contributo no Público.

* O apelo dos Arcade Fire

sábado, janeiro 16

sexta-feira, janeiro 15

Best Of 2009


...mais logo o AP vai para o ar com o best of de 2009. Na minha playlist lá está este Legendary Tiger Man em dueto com a também "legendária" Asia Argento.

Agente Provocador



Programa especial do Agente para os melhores discos de 2009: com as escolhas de Herberto Quaresma, João Nuno Almeida e Sousa, Alexandre Pascoal e Pedro Arruda. Votação online a decorrer no site da RDP/A. No ar a partir das 22h10.

quinta-feira, janeiro 14

À atenção da nossa cultura sorumbática

A tese é polémica - e, também por isso mesmo, pertinente.

"Pela estrada fora"...

Título estranho para este post, podem achar os leitores ou, pelo menos, os visitantes.
Na realidade, este era o título do post imediatamente anterior aqui, no blog de Alexandre Pomar.
Curiosamente – achei eu – estava em consonância com a leitura que se pode fazer do percurso de Catarina (que talvez não resulte da mesma forma depois das SCUT’s).
Não sabemos bem a onde nos leva a estrada mas, na verdade, há estradas que sabe bem percorrer.
Há estradas que proporcionam uma viagem sem mal-estar, independentemente das curvas, lombas e dos, agora frequentes, desvios.
Há estradas que, por mais que andemos, não nos levam a lado nenhum. Estas não têm qualquer graça e espera-se que não nos tragam a desgraça, também.
Há estradas que levam muita gente a muitos sítios, onde andamos todo o dia, para frente e para trás.
Mas as estradas que mais me fascinam são as estradas do nevoeiro. Aquelas, nas quais, uma primeira abordagem nada deixa ver mas, à medida que vamos avançando, à medida que nos vamos embrenhando no manto que nos envolve, vamos fazendo grandes descobertas.
Estas são as minhas preferidas e nestas tenho encontrado a Catarina

Serão os "Loucos de Lisboa"?

Ou será a vingança do chinês?

“Comunas”, tomem lá disto!


Dizem que veio do Brasil mas, é tão má, tão má, que me parece encomendada pelo "maderense".

Inauguração



Site Galeria Fonseca Macedo

A tirania dos afectos

...
Nas malhas que a história tece trocam-se bandeiras de acordo com a moda da estação. Paradoxalmente anos de pública manifestação de orgulho gay e lésbico, pela afirmação da diferença e respeito por esse território, foram, por decreto, arquivados. Em sua substituição ergue-se agora a bandeira de um igualitarismo postiço com a consagração do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Nesta sanha de lutar contra o país real a Assembleia da República transformou-se num circo mediático acentuando a "crise conjugal" que mantém com a nação que, infelizmente, há-de terminar em divórcio. Curiosamente, numa época de crise generalizada, incluindo a do casamento como instituição, a Assembleia da República ficciona o assento de casamento como passaporte para a felicidade individual dos nubentes. Mas, também como passo para a nossa felicidade colectiva como se a bênção republicana do casamento entre pessoas do mesmo sexo nos tivesse retirado das trevas e de anos de atraso civilizacional. O clima de festa foi tal que a jubilação na Assembleia da República evocou nos mais excitados a revolução de Abril que, presuntivamente, também neste capítulo estava por cumprir. O certo é que depois da boda e do copo de água acaba a festa, e a realidade é que também o casamento gay e lésbico entrou em crise nos Países onde foi legalizado. Espanha é disso um bom exemplo estatístico e uma lição de que não é só pela "letra de lei" que se sentencia a tolerância ou se põe termo à discriminação.
Nesta, como noutras realidades da vida, o bom senso deveria prevalecer para a protecção dos direitos que efectivamente carecem da tutela jurídica. Nesse caminho, por exemplo, a proposta do PSD da "união civil registada" permitia uma legítima extensão de direitos tão simples como a possibilidade de declaração conjunta de rendimentos, até aos mais comezinhos direitos no âmbito das relações laborais no que respeita à gestão comum de férias, faltas e licenças. Não excluía direitos de maior densidade patrimonial e obrigacional, nomeadamente, no domínio das sucessões, na protecção social em caso de morte e na garantia da tutela da "casa de morada de família". O Partido Socialista, de costas para o país real, e a reboque do Bloco de Esquerda, preferiu acrescentar mais uma rosca na máquina da sua engenharia social impondo a Portugal, até nos costumes, um Estado "padronizador". Congregou a esquerda "do contra", que faz sindicato quando convém à sua cartilha, e diz que é pelas liberdades e pelos direitos "politicamente correctos", mas decide unilateralmente contra as mesmas liberdades e direitos dos "outros", por exemplo, sentenciando o arquivo de cerca de 100 mil assinaturas, recolhidas por cidadãos no movimento cívico Plataforma Cidadania e Casamento, que reclamavam um amplo debate e até um referendo nacional sobre esta matéria de interesse social. Com efeito, o casamento civil não é apenas um contrato, mas uma instituição secular que não devia ser violentada por mero decreto. Mas, como já se percebeu, por detrás, desta agenda não está apenas a luta por um "direito cívico" mas também uma "causa" contra o modelo de sociedade vigente. Mas, se é esta a via do igualitarismo não tarda, e nada obstará, ao reconhecimento legal da "poligamia", à regulação da "poliandria", praticada ainda em certas latitudes, enquanto união conjugal em que uma mulher tem, legalmente, dois ou mais maridos, ou se quisermos uma aproximação mais moderna o Estado poderá padronizar a "poliamoria" enquanto rede social de uniões plurais sem constrangimentos de género ou de vínculos formais. Num país aberto ao mundo e ao cosmopolitismo também estas "questões fracturantes" merecem tutela jurídica. Reconhecer, por exemplo, as uniões polígamas existentes em determinadas franjas das nossas comunidades afro-emigrantes não seria um acto de justiça e de progresso civilizacional? Claro que sim, mas porventura não estaria em sintonia com os "nossos costumes" e, apesar destes serem cada vez menos uma "fonte de Direito", não será por "decreto" que a sociedade muda ou interioriza como igual outras realidades que são diferentes. Nesta procissão de equívocos já se percebeu também que o passo seguinte, por "escrúpulo democrático", será a invocação do direito à adopção pela comunidade gay e lésbica. Mais um retumbante equívoco na medida simples de que ninguém tem o direito a adoptar. A adopção é um direito exclusivo das crianças que deve ser ponderado no exclusivo e concreto interesse das mesmas, independentemente da orientação sexual e capacidade parental de quem quer recorrer à adopção. E que dizer da exigência destes novos casais de terem direito à procriação medicamente assistida? Terá este Estado omnipresente também uma solução para legislar sobre a actividade filantrópica das "barrigas de aluguer"! Como vivemos numa tirania de afectos tudo é possível em nome do amor.

João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com

quarta-feira, janeiro 13

Lost



Comprei-o recentemente na Fnac em Madrid e só posso dizer que vale, como se costuma dizer, cada um dos cêntimos que custou (ainda por cima a versão espanhola traz legendas em português, o que ajuda nalgumas distracções). “Let’s Get Lost”, o documentário de Bruce Weber sobre Chet Chaker, é um portento artístico sobre a tragédia humana. O agarrado Chet envelheceu muito nos últimos anos mas parte da sua voz ainda revela, aqui e ali, alguns sinais de juventude – como se os anjos, mesmo os anjos negros, não envelhecessem inteiramente por dentro. Está tudo no filme: os primeiros anos, o deslumbre que causaram, o penteado cool, a relação com as mulheres, de quem nunca pareceu afastar-se e a quem enganava sistematicamente com os seus cantos de sereia com barba, a decadência, a desilusão que deixou na família, a forma como escolhia contar os episódios que lhe aconteceram na sua vida de junkie. Diz-se, na contracapa do DVD, que Chet era alguém que queria ser “livre como um pássaro”. Está bem, abelha. Livre como um pássaro, mas suicida como só um homem consegue ser.

terça-feira, janeiro 12

Melo Antunes homenageado em S. Miguel



Esta é uma homenagem que se impõe ao homem por muitos considerado o ideólogo do MFA e o principal autor do documento «O Movimento das Forças Armadas e a Nação» e do programa do MFA. Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros durante os Governos Provisórios e o primeiro subscritor do «Documento dos Nove» no Verão quente de 1975, cuja visibilidade e reconhecimento tem sido, por vezes, minorado.

Inserido no conjunto de iniciativas alusivos aos 10 anos passados sobre a sua morte, e que têm decorrido um pouco por todo o país, está uma edição recente da Tinta da China intitulada: «A Oposição ao Salazarismo em São Miguel e em outras Ilhas Açorianas (1950-1974)», com organização de Mário Mesquita, contendo os testemunhos de inúmeras figuras que com ele privaram, nomeadamente, António Borges Coutinho, Bruno da Ponte, Carlos César, Mota Amaral, José Medeiros Ferreira, Mário Barradas, entre muitos outros.

Na apresentação Mário Mesquita escreve o seguinte: «(...) a sua acção política activa, enquanto opositor ao Estado Novo, inicia-se e desenvolve-se na ilha de São Miguel. Ernesto Melo Antunes bem merece ser designado, pelo papel cívico, político e cultural que desempenhou em São Miguel, cidadão honorário dos Açores».

Registo e aprovo esta sugestão do autor que pode e deve ser acolhida pela Região.

domingo, janeiro 10

Aviso à navegação

O Haloscan - programa onde estão alojados os comentários do :ILHAS - deixou de ser um serviço gratuito, um pequeno constrangimento que nos obrigará a um forçado upgrade. Numa primeira análise tudo indica que é possível efectuar as alterações devidas sem perda de histórico. Assim o esperamos. Pedimos desculpa pelo inconveniente, prometemos ser breves...

sábado, janeiro 9

Alguém ligou o forno convector, e pegou de cabeça antes da auto-lavagem.



Parafraseando o António Cavaco – Confrade-Mor da Confraria Gastronómica Gastrónomos dos Açores -, na caixa de comentário do Lapas, numa altura em que o restaurante A Lota mereceu uma dura crítica por parte do seu autor, a gastronomia açoriana está – finalmente – a desenvolver a massa crítica, há muito tempo desejada.

Independentemente da forma e da frequência, o que é certo e sabido é o facto de que “estas coisas” ajudam o rapaz a aprender a andar de bicicleta e a manter-se em equilíbrio sobre as suas duas rodas, apesar de, de quando em quando, acontecer uma valente estacada.

Não obstante a “dangerous liaison” entre restaurantes, comida e comensais, muitas vezes mediada por “guias” e seus críticos, é certo também que o negócio da restauração percorre, por estes dias, um trilho muito sinuoso. No entanto, para mal dos pecados dos habituais detractores, um significativo número de restaurantes nos Açores apresenta-se como uma alternativa credível, segura e compatível com a aposta feita no sector com maior potencial na nossa economia (digam o que disserem).

E, felizmente, começam a aparecer pessoas que deixaram de ansiar apenas, para passar a lutar por uma restauração capaz e por um produto gastronómico mais evoluído. Fruto das mutações sociais decorrentes da globalização, dirão outros.

sexta-feira, janeiro 8

Baleias? Nada a haver.

Até porque elas não voam.
E não se pode dizer que esta não está engraçada.

Por sua vez, o observatorio está atento.
Bom fim-de-semana a todos.

quinta-feira, janeiro 7

Eco-terrorismo



O trimarã "Ady Gil", dos activistas ambientais Sea Sepherd Conservation Society, abalroado pelo baleeiro japonês "Shonan Maru 2", durante uma acção de protesto nas águas da Antárctida.

O Japão persiste na caça à baleia para "fins científicos". A moratória que impede a caça comercial à baleia foi introduzida pela International Whaling Commission em 1986.
No Pico silenciou-se a estocada dos arpões.
Tão maior a honradez dos nossos baleeiros.

quarta-feira, janeiro 6

Aviso à navegação



Ano novo com novidades :ILHAS. Estão previstos novos escribas e o layout do blog será objecto de um lifting. Para já começam ao serviço a Lisa Garcia e o Nuno Costa Santos. Aos 2 recém-chegados um generoso: Bem-vindos a bordo!

Zuma na Caneca, parte V



O Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, casou-se pela quinta vez. Coisa sequencial, agora-uma-e-depois-outra, e simultânea, a-recente-mais-as-anteriores, o leopardo africano vai casando, diz ele, ao ritmo da sua cultura Zulu.

Do palmarés contam neste momento: 3 esposas, um divórcio e um suicídio. Kate Mantsho, a segunda na linha matrimonial, suicidou-se em 2000, após o que descreveu como “24 anos de inferno no casamento”. Zuma prepara já o seu sexto casamento.

Isto da poligamia tem o que se lhe diga. A cultura acolchoa muitos argumentos, a igualdade entre géneros arma muitos outros, a moral, essa então, é sempre pródiga em “razões”.

Em Portugal muitas famílias vivem a realidade da poligamia. Sem argumento cultural que a sustenha no nosso espaço geográfico, existem famílias de outras matrizes culturais que vivem em Portugal esta realidade. O que cada um quer fazer com isso dentro de si próprio, fica com cada um.

Mas num Estado de Direito interessa ponderar: neste momento em que a nação debate a pertinência do casamento homossexual, subsiste esta outra realidade marital que no nosso país nega direitos. É que as segunda, terceira, quarta (…) mulheres dos poligâmicos residentes em Portugal, à luz do nosso quadro jurídico… não o são. Não existem como tal, perante a nossa lei. Não têm direito a reconhecimento oficial, herança, IRS conjunto, entre outros. Não têm direito a tudo aquilo pelo que se bate hoje a comunidade homossexual nesta matéria.

Low Cost

...
Notícia do Dia : "É preciso deixar que as ilhas que têm condições para receber companhias low-cost as possam receber". Quem o diz é Berta Cabral e só é pena que de imediato a líder do PSD-Açores não passe das palavras à acção apenas pela actual circunstância de não ser Presidente do Governo Regional. Uma medida que tarda e que todos querem, menos o protectorado do code share SATA/TAP que, como se sabe, apenas serve os interesses de encaixe financeiro das companhias. Por exemplo : que parceria estratégica é essa que nem permite a um passageiro fazer um simples check in sem bagagem, num voo LX/PDL, num balcão da TAP, no terminal 2 de Lisboa, porque os sistemas de "booking" das companhias não são compatíveis nem há acesso recíproco. Chamem-lhe code share que cá para nós tem outro nome.

terça-feira, janeiro 5

Blogroll



O :ILHAS e mais alguns ilhéus estão linkados no novo blog de Joana Amaral Dias e de José Medeiros Ferreira - Cortex Frontal. Um blogue para os novos tempos. A seguir...

segunda-feira, janeiro 4

...Eu hoje deitei-me assim

...


...
Este é um elixir que se recomenda para os achaques e maleitas de alguns excessos. Como um láudano acalma o nervo e umas gotinhas são mais que suficientes para prevenir alguma incontinência verborreica menos própria. O blend secreto de ervas (legais), e um toque de anis e gengibre, adoçam o bico e afinam as cordas vocais, o que é sempre útil para quem faz da oratória uma ferramenta para a sua vida. As suas propriedades terapêuticas amenizam a azia, os "maus fígados" e evitam o refluxo moendo a má digestão. Um excelente remédio que se recomenda por experiência própria. Bebida que etimologicamente é de "caçadores" também pode ser consumida pela "caça", grossa e fina, mas sempre com moderação e...obrigatoriamente servida muito gelada.
Saludos

Vamos todos "enfiar o Barreto"


Elas, as crónicas, todas juntas, até parecem fazer mais sentido.
Neste país – onde as meretrizes vivem ofendidas e onde até os moralistas, putativamente, e por amor à causa, afogam o, entretanto beatificado, ganso –, devíamos todos(!) enfiar o Barrete.

República das Bananas

É proibido falar de pobreza na Madeira
Há muito tempo, há quase 20 anos, numa ida à Madeira, recordo que existia no Funchal uma carrinha que recolhia os meninos - de Câmara de Lobos - que pediam esmola junto à Catedral. Era vê-los fugir mal avistavam os polícias. Perante estas notícias e a esta distância a minha incredulidade é ainda maior.

Uma entrada lida primeiro no AdS.

Aviso à navegação

IP address 83.240.239.126*
ISP of this IP PT PRIME
Organization MUNICIPIO DE PONTA DELGADA

Este IP* é recorrente na caixa de comentários do :ILHAS. O anonimato é um mal necessário para uns, o estado natural de uns quantos e o sal para outros. Nada particularmente relevante.

Esta entrada sinaliza apenas o facto da cobardia e da maledicência, aqui representados, possuírem um hospedeiro.

Fim de Ano em Ponta Delgada

Ando há dias para fazer uma entrada semelhante mas por razões várias tal não foi possível... Daí que faça minha esta argolada.

R.I.P.



Totalmente inesperado: «Lhasa de Sela deixou-nos, e deixou-nos alguma da tristeza mais bonita dos últimos tempos».

domingo, janeiro 3

Aviso à navegação




Novo header :ILHAS com fotos de João Monjardino do temporal destas últimas semanas nos Açores, nomeadamente, na ilha Terceira: Silveira e 5 Ribeiras (fim da tarde de 27.12.09). A gerência agradece.

Weekend Soundtracks



Enquanto esperamos pelo novo álbum dos Massive Attack - editado a 8 de Fevereiro - ficamos com o statement do video promocional de Splitting The Atom.

JANEIRO 2009

Banda Sonora de 2009 -
o ano em revista no : Ilhas
...


from Arctic Monkeys' 2009 Humbug
...
Em Janeiro de 2009 crescia a onda de participação cívica pela defesa e preservação dos nossos "spots" de surf e bodyboard. A criação da USBA – União de Surfistas e Bodyboarders dos Açores - merece destaque pela audácia da sua instalação numa maré adversa ao associativismo. Pedro Arruda, que liderou a lista que ganhou as eleições, logo no primeiro ano de actividade da sua Direcção conseguiu organizar dois eventos marcantes para a modalidade e para a projecção dos Açores : o Azores Islands Pro e a 3ª Etapa do Campeonato Nacional de Surf.


Pelo arrojo do projecto e pela forma como credibilizou o surf e o bodyboard nos Açores, sinalizando esta região como um destino turístico para a modalidade, a USBA ganha o podium de "efeméride" a destacar no mês de Janeiro.
(...)
No resto do mês assinalávamos o alastramento do lodaçal do "dossier Freeport" e os Lisboetas viam, quiçá pela vez primeira, vacas ao vivo e a cores na bizarra campanha que o Governo Regional apadrinhou. Assim, "no âmbito da BTL colocaram a apascentar meia dúzia de frísias holstein na Praça de Espanha, em Lisboa, para promoverem a imagem dos Açores ! Apre !" Nós por cá tivemos "a promessa" (cumprida) de uma nova oposição ao principado de Carlos César. Em Janeiro o XVIII Congresso do PSD/Açores foi a esperada consagração da liderança de Berta Cabral. Na região assistimos, ainda em Janeiro, a um "remake" da guerra das bandeiras com generais da república em sublevação contra o Estatuto Político Administrativo da Região Autónoma dos Açores que, ao longo do ano, serviu de "câmbio" nas trocas políticas entre Cavaco, Sócrates e César. Do outro lado do Atlântico, pouco tempo depois, tomava posse Barack Obama como Presidente dos USA, empossado por "inerência" com o fardo de salvador do mundo. Como se viu apesar de santificado, e "nobilizado" com a palma da paz, Obama ainda não faz milagres e na "terra santa" o caudal do rio de sangue engrossa cada ano que passa. No médio Oriente não há milagres mas há "partidos" a tomar e nesta guerra há muito que milito pela causa de Israel e, talvez motivado pelo fervor ideológico da causa sionista, assinei em Janeiro de 2009 um post "por Israel" que revejo,em 2010, sem vontade de alterar uma linha que seja.

sábado, janeiro 2

quinta-feira, dezembro 31

"cheesy moment"

...

...
À medida que nos aproximamos da hora zero é com alívio que arrumamos 2009 no arquivo das nossas vidas. Até ao fim deste ano fica a audácia de esperar que 2010 seja melhor. A todos os leitores do : Ilhas e, em especial, aos meus colegas de blog, quer actuais quer na "reforma", um abraço amigo e votos de um feliz ano novo. See you next year

Confiança


Praia Sta. Bárbara - Ribeira Grande Foto Francisco Botelho

No final de cada ano desfragmentamos a memória dos assuntos que compõem a nossa agenda - mediática, política e mundana. Televisões, jornais e revistas fazem o balanço do ano que agora termina. Os comentadores de serviço falam da prestação dos eleitos, dos maiores feitos científicos, culturais e desportivos. Por esta altura surgem igualmente os inefáveis vídeos de gafes e de apanhados e o habitual slideshow com as imagens emblemáticas do ano. Barack Obama estará em muitas mas a Crise será uma senão mesmo a figura do ano.

Nós por cá teremos de fazer referência, óbvia, numa "selecção" assumidamente pessoal: às eleições que este ano levaram o país três vezes às urnas, em que os eleitores demonstraram que são capazes de discernir o acto a sufrágio; a nomeação de Gabriela Canavilhas para Ministra da Cultura. Uma "perda" para a região mas um ganho muito positivo para o todo nacional, com claros resultados já amplamente aplaudidos; o chumbo na Assembleia Legislativa Regional do diploma que pretendia a legalização da sorte de varas na Região; a chegada dos novos aviões Q200 que deram assim início à renovação da frota da SATA Air Açores; ao "falhanço" da conferência de Copenhaga; ao acordo entre o Governo Regional e os Estaleiros de Viana de Castelo no processo de construção dos navios Atlântida e Anticiclone; à tempestade que por estes dias assola as ilhas, e o país, e que muitos estragos já provocou, com particular violência nas freguesias de Agualva, Quatro Ribeiras e Vila Nova, na ilha Terceira...

E a Crise e o Desemprego?! Ninguém no seu bom senso deseja a quem quer que seja que a Crise lhe bata à porta. Houve quem quisesse uma Crise a toda a força para justificar uma posição político-partidária. No entanto, quem gere os destinos dos Açores age ou tem agido em conformidade com as dificuldades sentidas por todos os Açorianos que têm sido, directa e indirectamente, atingidos pelo desemprego ou por situações de carência. Não podemos ser hipócritas e afirmar que todos vão voltar a ter emprego amanhã, nem que a situação que vivemos será resolúvel como por magia. Fazer com que os efeitos da crise sejam mais ténues nos Açores ou desejar que a mesma não se prolongue indefinidamente revela, isso sim, responsabilidade e sentido de estado. E tenta, por essa via, induzir confiança nos cidadãos, na medida em que muito desta Crise se demonstra pelo recuo do índice de confiança dos consumidores. Isto apesar do relatório trimestral da Comissão Europeia, publicado em Dezembro, ter posto fim à recessão na Zona Euro.

"Sorrir" é fácil. Governar é bem mais delicado do que isso. Já vivemos dias melhores, é certo, mas há que ter confiança. Um bom ano para tod@s!


* Publicado na edição de 29/12/09 do AO
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quarta-feira, dezembro 30

50 most beautiful NME photos of the decade


Umas mais conseguidas do que outras mas um registo assaz curioso da década que agora termina.

Masatoshi Ohi

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Podium do Torneio Masatoshi Ohi, aberto a todos os judocas seniores (masculinos), independentemente da Associação onde estão inscritos e sem qualquer distinção de peso, graduação ou idade.
da Esquerda para a Direita :
3os : Pedro Borges (JCPD) ; João Raposo (JCPD) ; 1º Miguel Medeiros (JCPD) ; 2º Pedro Medeiros (JCPD) ; Sensei Masatoshi Ohi.

segunda-feira, dezembro 28

E o Mau Tempo continua pouco contido...



Mesmo e apesar das chamadas obras estruturantes.

Nestes dias de temporal o Mar, junto à orla costeira, cresce de tal modo que parece querer engolir a ilha.

Com tanto mau tempo...

O realizador ficou retido em Charles De Gaulle.
A anotadora, tropeçou, caiu e, coitada, foi parar ao hospital.
Os actores - de Hollywood, claro -, depois de um casting interminável e ao tentarem saciar a fome, morreram intoxicados por um maluco que faz catering para fora.
Enfim… Teve que ser:
Um home-made azorean filme, capaz de arrancar umas gargalhadas neste período de chuva e ventania, mas também, um filme que mostra a facilidade com que estas coisas podem ser feitas.

domingo, dezembro 27

Mau tempo nas ilhas


Foto daqui via Azorianos

O mau tempo que assola as ilhas não tem poupado nada, nem ninguém... nem mesmo a mais pequena ilha dos Açores.

Estas e outras contigências do ilhéu são tudo, menos comensuráveis.

Aviso à navegação

A foto em destaque no header do :ILHAS é da autoria de Guilherme Figueiredo. A gerência agradece.

sexta-feira, dezembro 25

CineClube



A prenda cinematográfica deste ano para o tradicional boxing day é Sherlock Holmes. O elenco é de luxo, o filme não sabemos.

Em Ponta Delgada está em exibição nos Cinemas Castello Lopes.

quarta-feira, dezembro 23

Agente Provocador



E por que hoje é 4ª feira e como que a antecipar o programa dos melhores discos de 2009, agendado para o início de 2010, deixo aqui mais um contributo - Super Furry Animals Dark Days/Light Years.

terça-feira, dezembro 22

...Eu hoje deitei-me assim !

...
Na impossibilidade desta pérola :


...
na ronda das compras da estação veio este Miles Davis - Jazz Profiles em irrepreensível gravação da Columbia Records


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por € 7.50 na Conforto : também disponíveis os profiles de Stan Getz e de Chet Baker

E, porque é Natal...

Fica aqui o Postal que eu gostava de ter escrito:

Sem espaço para improvisos

Prédio do Hot Clube de Portugal ardeu
A confirmar-se a dimensão dos estragos perde-se um local mítico da capital e do país. Hoje o Jazz em Portugal está de luto.

segunda-feira, dezembro 21

A tradição, de facto, já não é o que era



O nº1 na tabela de Natal do Reino Unido são os RATM. Ora bem...

Rio

...

...
Pretty babes, glamour , style and a perfect set. Desculpa Alexandre, não querendo ser um spoiler, este é o meu video favorito dos Duran Duran : her name is Rio

Incontinências



Para quem é masoquista tem hoje uma derradeira oportunidade.

domingo, dezembro 20

Colecção privada



Um verdadeiro guilty pleasure e o reflexo de uma certa teenage sensation que sempre que passa - na pista de dança ou na rádio - faz-me bater o pé.

sábado, dezembro 19

CineClube



O pior filme de James Cameron?! Vou ao tira-teimas...

PS * O filme vale pouco a teima. E saí da sala a pensar: como é que uma ideia genial é brilhantemente desperdiçada por um realizador emaranhado nos prodigiosos efeitos que criou?! O argumento é fraco, os diálogos são péssimos e existem panpipes para dar e vender, numa banda sonora para esquecer. Apesar disso, há boas ideias e bons momentos. Convém não esquecer (por vezes distraio-me) que estamos perante entretenimento puro e duro, nada mais. E isso não é mau. Pode ser o filme mais caro da história mas pouco ficará para a História.

Informação complementar: em Ponta Delgada a exibição é em 2D o que pode retirar espectacularidade à experiência mas isso em nada resolve o enredo.

Encontros de Música Antiga



Concerto Dettingen Te Deum hoje pelas 21h30 na Igreja N. Sª Fátima (Lajedo, Ponta Delgada).

sexta-feira, dezembro 18

Esta não vem nos jornais…

Em S. Miguel e nas mais variadas áreas da actividade económica, empresários há que gostariam de ver abatidos os seus negócios, tal como se fez, há já uns anos, com as lavouras a mais.

E esta, hein?

Trabalho em rede


Foto Net-Map @ Visual Complexity

Em Ponta Delgada deu-se início ao processo de restituição de um Cineclube à cidade. Tempos houve em que a necessidade o justificou. Por motivos que não cabe aqui explicar, este encerrou a sua actividade. Mais recentemente, por acasos e causalidades momentâneas, podemos considerar que tal deixou de se justificar. Hoje por razões, que nem só a crise explica, muitos clamam a sua existência.

Pertenci a um núcleo que, durante alguns anos, promoveu o cinema nas suas várias vertentes, em São Miguel. A reabilitação do cineclube na cidade e na ilha - pois defendo que não podemos circunscrever a acção do mesmo ao perímetro urbano - é uma ideia antiga, mas que toma forma só agora, sobretudo por questões de ordem técnica, bem como, é certo, pela conjugação de vontades várias.

Com este exemplo gostaria de chamar a vossa atenção para a necessidade e o incremento que deve ter, independentemente dos sectores de actividade, o trabalho em parceria ou em rede. Não só o espaço físico que nos rodeia é finito e escasso, os recursos financeiros também são. Multiplicar infra-estruturas sem planear o seu funcionamento futuro revela-se como um risco especulativo, e se em alguns casos ele é controlado, noutros é contraproducente e irresponsável.

Faço minhas as palavras do presidente do Governo dos Açores quando declara “a absoluta necessidade de as Instituições Particulares de Solidariedade Social, as Casas do Povo, os centros paroquiais e as Misericórdias actuarem cada vez mais em rede” (...) “que os Açores não são uma região rica e que não é possível dotar cada infra-estrutura de toda a panóplia de equipamentos” e “que todas essas instituições devem ter a capacidade de comunicarem entre si, de aproveitar recursos comuns e de partilhar experiências e públicos destinatários”, reforçando, por esta via, a ideia de articulação, como meio de melhorar a eficiência das instituições públicas e privadas na área social.

A acção política não acaba na obra e muito menos no acto da inauguração. No entanto, há quem não pense assim e governe a cogitar o retrato.


* Publicado na edição de 15/12/09 do AO
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quinta-feira, dezembro 17

Musicatlântico



A ópera cómica La Spinalba, escrita em 1739 por Francisco António de Almeida, chega hoje ao Teatro Micaelense inserida na programação do Festival Musicatlântico.

Copenhaga e os dogmas da ecologia

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Ele é fervorosamente a favor do nuclear na mesma proporção que considera os parques eólicos formas quixotescas de busca de energias alternativas. Confesso devoto das políticas conservadoras de Margareth Thatcher e colaborador da NASA é personagem que não se imagina como um guru da ecologia venerado por hippies e greenies que, inclusivamente, fizeram das suas teorias uma espécie de religião new age. Contudo, James Lolevelock, é tudo isso e muito mais. Guru e herói do ambiente Lovelock é ainda um consistente cientista cuja carreira mereceu atenção internacional quando criou mecanismos de monitorização do uso global de pesticidas e associou estes à extinção de outras formas de vida, que não apenas as pragas a que se destinavam os químicos usados na agricultura, e cuja massificação seria responsável por uma "primavera silenciosa". Formulou a "teoria de Gaia" que, resumidamente, sustenta que as formas de vida do nosso planeta controlam o seu meio ambiente num equilíbrio da "mãe natureza" e da química que esta estabelece com a sua vasta prole. Para Lovelock a soma das formas de vida existentes na Terra regula a atmosfera e o clima terrestre moldando a habitabilidade do nosso planeta. Porém, a meio deste século seremos cerca de nove mil milhões de pessoas o que representará um desequilíbrio de forças numa luta desigual com as condições ambientais. Se aqui já não há uma "mão invisível" para corrigir, naturalmente, as distorções geradas por uma forma de vida preponderante, resta o recurso à ciência e não a mezinhas ambientalistas. A "distorção" de Gaia no modelo teorético de equilíbrio está, na opinião de Lovelock, a conduzir-nos para um desastre ambiental de proporções tão abruptas que não se compagina com a contemplação beata e comunitária de modelos bem-intencionados de produção energética mas incapazes de responder às nossas necessidades. Por exemplo, no cenário apocalíptico que move os ambientalistas fundamentalistas dá-se como certo, a breve trecho, o esgotamento dos combustíveis fósseis - (há quem vaticine tal desastre em 2050) – mas ninguém tem a coragem de propor soluções efectivas à escala global bastando-se com uma visão comunitária e local. "As pessoas podem fazer muitas coisas (amigas do ambiente) numa escala pequena" é a máxima ambientalista de Elinor Ostrom que, este ano, foi a primeira mulher a receber o Nobel da Economia, precisamente por sustentar que as comunidades gerem melhor os recursos comuns do que os Estados e as uniões supranacionais. É uma perspectiva seguramente bem-intencionada mas que diferença poderá fazer um indivíduo contra os titãs da poluição como os EUA ou a China? Foi neste ambiente que a cimeira de Copenhaga voltou a reincidir no endeusamento da causa ecológica sem prescindir do dogma do aquecimento global e das soluções convencionais para a sua mitigação. De modo radical Lovelock sustenta que o avanço do aquecimento global é tão avassalador que só uma expansão massiva da energia nuclear é a solução salvífica da civilização! Nesta base sustenta que não há sequer tempo para as energias renováveis tomarem o lugar do carvão, do gás e dos demais combustíveis fósseis, pois só a energia, limpa e não poluente, das centrais nucleares tem potencial para salvar o nosso planeta. Este diagnóstico dá por assente o pressuposto político do aquecimento global imputável à acção humana. Mas, e se tal dogma não passar de um mito descredibilizado cientificamente ? Apesar de serem tratados como párias pela comunidade política internacional há cientistas que sustentam que o aquecimento global, a existir, tem causa natural e é prosaicamente imputável ao Sol. Com efeito, o mesmo nível de aquecimento global tem sido registado em Marte, Júpiter, Saturno, Plutão e Neptuno, sendo certo que nesses territórios não há emissões poluentes causadas por carros convencionais conduzidos por alienígenas! Como se vê o ambiente e a causa ecológica não podem ser uma bandeira de pendor religioso apontada aos infiéis. A ecologia não pode nem deve servir de trampolim político sob pena de esbanjarmos mais em propaganda do que em soluções práticas e concretas para os nossos verdadeiros problemas ambientais. Deve sim ser uma questão científica e como tal aberta a debate e contraditório, que permita uma análise crítica despojada do folclore que tem marcado as cimeiras e os meetings politicamente correctos a favor do ambiente.

João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com

quarta-feira, dezembro 16

Walking In My Shoes



Sapatos confortáveis são algo que não dispenso. Andava há já algum tempo atrás de uns Wallabees da Clarks. Finalmente alcancei-os através da colaboração preciosa da Pé Louco (na Rua Açoreano Oriental em Ponta Delgada).

Inspirado aqui.

Agente Provocador



O Agente já voltou à Antena1 - Açores mas as emissões das 4ªs regressam ao seu formato habitual apenas no próximo ano. Até lá deixo aqui um dos meus candidatos a melhor disco do ano - os Animal Collective.

Killer Instinct

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"Dexter Morgan é um Assassino. Arrepiante como nenhum. E é também uma série televisiva como há poucas. Falamos obviamente da divisão de um Seinfeld ou do Sopranos. De culto e imortal.

A série tem como protagonista o próprio Dexter, assassino e Serial Killer. O homem mata e mata muito. À superfície o homem é um polícia, um perito de sangues, seja lá o que isso for, e um analista de laboratório. Crime Scenes Expert como eles dizem. Pelo meio tropeça em bandalhos que a polícia não consegue deitar a mão, ou bandalhos que ele próprio escava. E mata. Como só ele. Com requinte e muito, muito plástico.

A coisa começa logo a deslumbrar no genérico inicial. É fabuloso. Os fazedores de tal maravilha jogam com a música típica dos filmes de terror e suspense e criam uma sucessão de imagens que nos levam ao engano e que afinal se revelam do mais inocente que pode haver. O que abre logo para o tom da série. É que o Dexter sendo serial killer é também o herói e o bom da fita.

É um homem que por via de umas cenas muito graves na infância - não digo mais para não estragar -, não consegue sentir nada. Nem empatia, nem amor, nem nada por ninguém. É um vazio absoluto que não chora, não ri e não sente. Nunca sentiu a necessidade de se divertir, de espraiar ou de namorar. Sexo?, idem aspas, aspas. Quando o homem começa a namorar, fá-lo por necessidade de integração e normalização social e nada pede nem avança com a namorada, porque simplesmente não sabe nem quer.

Uma interpretação fora de série do actor Michael C. Hall que o protagoniza e que faz também a voz do narrador, que é o próprio Dexter dentro de cuja cabeça estamos em permanência. Os pensamentos e as dúvidas da personagem são-nos colocados a nós também.

Na série, Dexter mata de forma certeira e infalível. Deus Ex Machina. Nunca se engana. E numa cedência clara ao politicamente correcto somos sempre esclarecidos da culpabilidade do facínora a assassinar. Mas a série é do menos digerível que pode haver e provocou ondas de indignação por toda a América. Mata-se ali com fartura e com muito sangue à mistura. E sobretudo, a série é completamente imprevisível, com reviravoltas constantes no enredo. Os diálogos são do melhorio. Há personagens extraordinárias como só numa série destas poderia haver. Uma coisa de culto.

Pelo meio há sangue inocente. Como sempre e o Dexter – apesar do papel de Deus ex-machina -, não consegue evitar que alguém inocente morra, e que morram até inocentes do seu interesse. Não é ele que os mata, mas a morte deles cai que nem ginjas. E o ginjal do Dexter é grande comó catano. "
por Derviche Rodopiante no Tapornumporco

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A box com a primeira temporada está já disponível no mercado. Seguramente uma alternativa de luxo aos enlatados da TV tuga. Absolutamente viciante a primeira temporada é até agora a que melhor sintetiza a "alminha" de Dexter Morgan. Desde de "Six Feet Under" que não se via algo de tão magnetizante na produção de seriados televisivos. A série, cujo plateau é a Florida, é ainda uma sátira gore ao CSI Miami. Dexter é a antítese do irritante Horatio Caine. Só por isso merece a minha estima.

segunda-feira, dezembro 14

Feiras do Livro





Com o aproximar do Natal volta a Ponta Delgada a Feira do Livro da Tabacaria Açoriana que depois de várias localizações acentou arraiais num edifício junto à Travessa do Arco, na ligação entre a Rua dos Mercadores e a Av. Marginal. Este ano apresenta-se em melhor forma, com mais opções, principalmente, na área da BD e na secção em inglês, onde se podem encontrar algumas curiosidades. A secção infantil torna-se apetecível sobretudo para quem tem uma família numerosa a obsequiar. Disponibilidade temporal é necessária de modo a explorar todo o manancial exposto.

Mais à frente no Solmar Avenida Center a livraria extravasa o seu lugar habitual e ocupa a praça central. Novidades e outros que tais a preços mais em conta.

Os livros são - a par com os discos (& filmes) - os meus preferidos no carrinho de compras deste e doutros natais.

Estaremos todos lixados?

Leituras complementares
«Santiago Niño Becerra mantém o que disse em 2006. O economista defende que esta crise é sistémica, que os verdadeiros só se sentirão a partir de 2010, serão profundos e duradouros, sobretudo em alguns países da Europa, atingindo de forma implacável a classe média.
Neste livro, escrito no último semestre de 2008, desenvolve o seu argumento, explicando de forma acessível a origem, a natureza e o alcance da situação actual, incluindo uma perspectiva histórica sobre o princípio e o fim dos modelos económicos do passado.
Uma tese polémica e inconveniente, defendida por um dos poucos especialistas mundiais que, nos momentos de plena euforia, se atreveu a anunciar o que agora apenas principiamos a intuir.»

domingo, dezembro 13

Colecção privada



«Ladies and gentlemen we are floating in space» dos Spiritualized é um dos discos mais importantes da década que passou. Foi agora reeditado numa edição especial e que culmirá com uma série de concertos no Reino Unido, com destaque para os realizados no Barbican Centre. Vi-os em 1995 no Shepherd's Bush Empire e foi, sem margem de erro, um dos melhores concertos a que já assisti...

sexta-feira, dezembro 11

Os deuses devem estar loucos...e daí talvez nem tanto



No Natal acontecem coisas fantásticas e este ano foi possível colocar Bob Dylan a cantar alguns clássicos. Pode parecer estranho mas no final acaba por ser aditivo.

Este será o segundo álbum (e o 47º de carreira) que Bob Dylan lança este ano, depois de "Together Through Life". Todos os lucros e royalties revertem por inteiro a favor da FA e do WFP.

Fica aqui a sugestão para o vosso carrinho de compras natalício. Outras se seguirão...

É coisa para um postal… podendo bem ser de Natal

se fossem assim tão simples, os gajos da ryan air e da easyjet teriam vindo para cá (ou inventado maneira de vir para cá ganhar dinheiro), sem qualquer prob. A SATA está numa situação ingrata. esta é que é q me parece ser a verdade. está a competir nos seus maiores mercados (continente e américa do norte) com companhias privadas que arrasam a competição, sempre "debilitada" pelas suas obrigações de serviço publico.

mas isto são apenas impressões retiradas de artigos no AO etc. como disse, n sou economista.
Anonymous | 12.11.09 - 10:16 am | #

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Será que ainda vamos fazer um peditório para ajudar a SATA e garantir assim o Serviço Público! E o Barco??? também poderia ser mais barato. Se calhar menos interjovens e tarifas a metade do preço que eles praticam!
FMT | 12.11.09 - 10:40 am | #

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caro filipe,

pergunta ao Administrador da Sata ou a outros economistas. uma coisa é ter uma percepção vaga dos problemas (impressões) e outra, bem diferente, é explicá-los como deve ser e resolve-los.

http://ww1.rtp.pt/acores/?articl...&layout=10& tm=7
Anonymous | 12.11.09 - 11:06 am | #

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" Os Açores, tal como Madeira, estão por agora fora dos planos da Ryanair por falta de rentabilidade de rota. “No tempo que demoro a fazer uma rotação para o Funchal em que transporto 300 passageiros, posso fazer três rotações para Madrid e transportar mil passageiros”, exemplifica Michael O'Leary."

http://www.lowcostportugal.net/a...yanair/2007/11/
Anonymous | 12.11.09 - 11:14 am | #

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Meus caros,

Sem querer ter a pretensão de dominar esta matéria, julgo que o problema que nos afecta – sobremaneira e a vários níveis – pode estar relacionado com o conceito de serviço público.
Compare-se o nível se serviço que se obtem no sistema nacional de saúde e nas clínicas privadas.

Nós temos uma companhia que, a nosso bel-prazer, presta um serviço público de excelência.

Como sempre, temos a mania de perspectivar as coisas como nos dá na telha e, depois, é o que se vê.

Cumpts
carlos | 12.11.09 - 12:17 pm | #

O livro que todos os governantes deviam ler



Os governantes e todos os seres beligerantes que prescreveram as ajudas às empresas em dificuldades financeiras, por este país fora.

Bem sei que há outras formas de preparar a malta para estas tarefas. No entanto, e à falta de melhor… e juro que não me quero comparar com o Prof. Martelo.

quinta-feira, dezembro 10

Acredito que são poucos os que não adoram ajudar…

Mas, como é preciso contagiar, aqui fica:

“Juízes em causa própria”

...
Todos sabemos que Portugal é uma República corporativa. O "estado de direito social e democrático" é tantas vezes um mero adereço que usamos para nos convencermos de que somos progressistas. Infelizmente a realidade terrena encarrega-se de fazer prova do nosso atraso e das nossas dependências. Uma sociedade e uma economia refém de interesses corporativistas é sinal de que vigora entre nós um darwinismo social que disfarçamos com as mesuras dos usos e costumes da República.
O laboratório social que aí está é fértil em exemplos dessa realidade, e tanto assim é que temos vindo a assistir a uma corporativização da nossa sociedade, por exemplo, com o aumento de Ordens e Associações Profissionais e o decréscimo do relevo social dos Sindicatos! Outros exemplos de erupção corporativista vamos encontrando na espuma dos dias e nas notícias feitas por encomenda.
Recentemente o Presidente do Conselho Distrital dos Açores da Ordem dos Advogados, uma das mais poderosas corporações de ofícios da nação, veio a público fazer a defesa da classe. Pelo menos de parte da classe. Em entrevista a um jornal de referência – (Açoriano Oriental de 30 de Novembro) - insurgiu-se contra o suposto "clientelismo" em benefício de amigos comuns que são sempre os mesmos a beneficiarem com os ajustes directos feitos pelo poder a concretos e determinados advogados. Entre alegações de "tráfico de influências", e queixumes de que são sempre os do costume a arrebanharem as boas avenças do sector público, ainda houve lugar para uma doutrina proteccionista contra os grandes escritórios de Lisboa que para os Açores "só vêm para ganhar dinheiro por influência". Convenientemente sobre este ânimo de denúncia pública perpassou uma selectiva amnésia sobre outros dramas da corporação. Como por exemplo serem sempre os mesmos aqueles que são cooptados pelos "amigos" do poder, designadamente regional, para fazerem o favor de integrarem como vogais os Conselhos de Administração de sociedades com capitais públicos e poderosos interesses, nomeadamente, na Banca, nos Seguros, nos Transportes e no sector Energético. Esqueceu ainda a denúncia dos avençados do costume cujos serviços mínimos financiados pelo Estado asseguram uma renda permanente e uma notoriedade pública que lhes permitiu, e permite ainda, alcandorarem-se às tribunas mais ilustres da República. Omitiu ainda que o recurso pelo Estado, por via da contratação pública, à adjudicação de serviços a sociedades de advogados decorre de imposição legal que tem sido manifestamente restritiva para a celebração de contratos de avença a profissionais liberais em nome individual pois, por regra, o Estado deve contratualizar com uma "pessoa colectiva". Consequentemente, nos Açores surgiram estrategicamente várias sociedades de advogados, e ainda parcerias locais com sociedades sedeadas no Continente e especializadas em determinadas áreas do Direito. Curiosamente não se questiona ou suspeita sequer que, porventura nalguns casos, o fato tenha sido feito à medida do próprio "alfaiate", mas tão só a perda de rendimentos e o perigo de um suposto êxodo de profissionais do foro para outras paragens.
Assim se faz actualmente a defesa de uma classe profissional indispensável ao País e à Região. Mas o estalão foi há muito marcado pelas diatribes do actual Bastonário da Ordem dos Advogados que tem vindo a nivelar o debate sobre a Justiça e sobre a Ordem como se as respectivas classes profissionais fossem personagens-tipo do calibre de feirantes populares. Aqui temos o corporativismo no seu pior e apenas orientado pelo tilintar da vil pecúnia que uns possuem e que outros apenas ambicionam ou invejam vir a possuir.
Registei com ironia que esta denúncia pública dos advogados seniores da nossa comarca contra as mega sociedades de advogados, supostamente em defesa da classe, tem os mesmos personagens que foram capazes de perseguir disciplinarmente os seus colegas estagiários que no inicio do primeiro mandato do actual Conselho Distrital fizeram "greve" a um regime de apoio judiciário manifestamente iníquo e desprestigiante para a profissão de advogado. Não fica bem e geralmente dá maus resultados "sermos juízes em causa própria"...especialmente quando nos esquecemos do passado.

João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.

e por falar em cinzentismos...

A ousadia dos atrevidos?
Ou o atrevimento dos ousados?
a conferir aqui

terça-feira, dezembro 8

Keep on doing it !

...

daqui

Alguém de mau humor ou…

Será mesmo assim?

"O Tempo não ajuda e este tempo também tem o seu encanto. Falta vida nesta cidade, falta côr.
A nossa Sociendade é Cinzenta e melancólica. PDL não é cosmopolita. É frustrante sair à noite e deparar com grupos de jovens pesados e deprimidos (o mal não é geral) A música que se ouve, negra, agressiva, pesada, e negativa. Mentalidade decadente.
A nossa Sociedade é assim.
Bares frios e com pouca identidade.
Faltam turistas jovens nesta terra...
Faltam estudantes de outras paragens... só para que isto anime. Venha a easyjet e a Ryanair... Venham os Surfistas e os Surfcamps etc... Os mergulhadores, parepentistas etc etc.
venham investigadores, campistas, congressos, artistas, workshops, festivais, que tenham aplicação directa na nossa ecónomia e envolvam a nossa população."
FMT | 12.08.09 - 2:15 pm |


foto daqui