quinta-feira, setembro 22
quarta-feira, setembro 21
PERNAS 35mm
terça-feira, setembro 20
Todos lá caídos
(não estiveram este ano mas quem sabe numa futura edição caso não sejam excomungados)
O Padre Duarte Melo, actual cura de São José é, como todos sabemos, uma personalidade local imaculada, designadamente, isenta do pecado da soberba, por isso quando fala "urbi et orbi" fá-lo, modestamente, por dever de ofício. Afinal, na sua nunciatura de regime é uma espécie de equivalente paroquial, e cor-de-rosa, do "cardeal cerejeira", logo as suas epístolas soam sempre a verbo angelical iluminado pela sarça ardente de uma selectiva missão "cívica", feita por encomenda, ou revelada por alguma epifania de ocasião. Mas o dito prelado desta Autonomia pós-moderna não é terceiro-mundista nem "ancien regime". É antes um humanista e um paradigma do "aggiornamento" da nova Igreja. Integra o culto da geração "multitasking" sendo, por exemplo, e por mera hipótese académica para não levantar "falsos testemunhos", capaz de montar uma sacristia em "instalação" no Museu Carlos Machado, comissionar uma "performance" de missa no Núcleo de Arte Sacra de Santa Bárbara, e de permeio, em "part-time", ir ao confessionário da sua freguesia. É um homem de causas e ao serviço de causas. Assim se compreende que emergindo do adro sua Igreja abrace agora uma causa "secular" para abençoar um "movimento cívico" para um "outro olhar" (sic.) sobre o Campo de São Francisco que, por certo, preferia ver transformado em retiro espiritual do seu rebanho, mas decorado por uma "griffe" internacional ao estilo dos melhores paramentos Italianos. Do seu púlpito o Padre Duarte Melo congrega agora a sua panfletária indignação pelo uso que a CMPD/ANIMA empresta ao Campo de São Francisco com as Noites de Verão a que, num léxico "pouco católico", rotula como "barracada". Fê-lo recentemente, legítima e publicamente, na imprensa local Vamos pois a factos, que gostos não se discutem: lamentam-se. Citando o próprio Padre Duarte Melo, noutros tempos, "a cultura é uma plataforma fundamental para combater a exclusão e para o desenvolvimento local." Ora, tem sido precisamente esse o objectivo da animação que a ANIMA/Cultura empresta localmente, nomeadamente, através das Noites de Verão. "Cultura" não é apenas arte sacra, assim como "desenvolvimento local" não se esgota no recolhimento beato…como aliás podem asseverar ao pregador de Melo duas "irmãs", de congregação religiosa que certamente identificaram os mais "católicos", que regularmente frequentaram o Campo nos serões das Noites de Verão. Neste evento sazonal, este ano, a média diária foi de 2.000 pessoas, num total de cerca de 150.000 pessoas que terão passado pelo Campo de São Francisco. Promoveram-se artistas locais desde o folclore - (apre) – até à world music. Cartaz diversificado e apostando, em tempos de crise, em artistas de São Miguel, mas também de outras ilhas que procuram o ANIMA/Cultura com gosto de participarem nas Noites de Verão. Soberbos concertos de abertura com "Os Golpes", e de encerramento com "Orelha Negra" que, muito longe do registo bafiento de qualquer requiem, são a vanguarda da nova música Portuguesa e que se afiança terem sido muito bem recebidos pelos "fiéis" que estavam presentes, e com essa filantropia, levam o nosso nome a outras comunidades. Todos os empresários que se associaram às Noites de Verão foram, como sempre, zelosamente fiscalizados por tudo o que era entidade fiscalizadora. Além dos Serviços de Higiene e Limpeza da CMPD, que no "day after" sempre procediam à limpeza do lixo gerado por quem, por falta de civismo, não usou os recipientes adequados para o efeito, também os Bombeiros, por mais de uma vez, colaboraram na limpeza, e serviços de desinfestação, como sempre, foram adjudicados. Quanto à segurança e não só a Polícia, especialmente a Municipal, esteve sempre presente cumprindo discreta e diligentemente a sua missão. Duas notas finais e factuais. Por um lado, estranha-se que este alarde do Padre Duarte Melo, impulsionado por um sentido de missão cívica, contraste com o seu silêncio em tantas outras causas cívicas. Por outro lado, a sua eclesiástica sugestão de um "movimento de voluntariado" para o Campo de São Francisco é bem vinda. Aliás, poderia para o efeito aproveitar a solidariedade de muitos dos empresários que foram parceiros das Noites de Verão e que discreta e voluntariamente ajudaram muitos dos desvalidos do Campo de São Francisco. Fizeram-no não com "bebida", mas sim com "comida" e "dinheiro na mão" para ajudar. Uma lição a aprender pois a benemerência não se exibe como uma comenda dourada de salão, nem requer o jet-set local para movimentos de voluntariado, faz-se por dever de humanidade sem esperar nada em troca, muito menos palco de exibição mediática. Quanto às Noites de Verão do ANIMA/CMPD faço votos que regressem para o ano de 2012 e nestes tempos de crise só me ocorre registar que elas são como a RTP-Açores, tudo o que é "intelligentsia" bem pensante do burgo fala mal, mas depois estão todos lá caídos…só não está quem não faz falta.
João Nuno Almeida e Sousa na edição de 19 Setembro do Açoriano Oriental
segunda-feira, setembro 19
...Eu hoje deitei-me assim !
...
(Fred dos Orelha Negra na memória de um outro campo.
foto : Vera Marmelo photoblog
...
Não vivo sem o teu amor
Contigo eu conto viver
E se tu tens amor p'ra dar
Estou pronto a receber
Tipo moeda de troca
Mas não te troco
Por moedas nem notas
Mesmo que eu viva com uns trocos
Eu só não vivo é de costas voltadas
Com respostas mal dadas
Quando te mostras fechada
E se eu estou vivo
É porque te mostras amada
Quanto de encostas cansada
Juntos na nossa almofada
E o tempo
Estou só à espera que nos junte
Há muito tenho a resposta guardada
Só à espera que me perguntes
Se eu te amo
E quero
Passam os anos
E espero
Desespero
P'ra que eu possa dizer
Que estamos juntos a sério
Fazes-me re-abrir a esperança
Voltar a sentir criança
E a sentir em segurança
Que sinto só contigo
E sinto que só consigo
Deixar de me sentir só
Quando 'tou a sós contigo
...
Eu tento mais uma vez
Mais outra vez
E outra
Entre tu e a outra vez
Nunca é a vez da outra
Que és só tu que me aqueces
Quando te beijo na boca
E és só te que me enlouqueces
Quando te vejo louca
...
Tento Uma, Duas, Três
Contigo eu corro
E fujo
Das duas uma
Ou consigo ou morro
Tudo sem ti é nada
Nunca senti nada igual
Por ninguém
E se menti não foi por mal
Foi por bem
Se o arrependimento matasse
E se o tempo voltasse, pa' trás
Se tu me aceitasses
E se ao menos escutasses, não vás
Se tu ficasses
Eu ficava
Se tu me amasses
Eu amava-te
Mas se não,
Eu amava-te na mesma
Há sentimentos
São pesados
Mas o que eu trago é puro
E mesmo que apague o passado
Eu nao apago o futuro
E eu pago
O tempo
Que perdemos
Eu pago juro
E um dia
Se tu quiseres
Eu até pago juros
...
domingo, setembro 18
...Eu hoje "não" me deitei assim !
...
It seems like yesterday
But it was long ago
She was lovely, she was the queen of my nights
There in the darkness with the radio playlng low
And the secrets that we shared
The mountains that we moved
Caught like a wildfire out of control
Till there was nothing left to burn and nothing left to prove
And I remember what she said to me
How she swore that it never would end
I remember how she held me oh so tight
Wish I didn't know now what I didn't know then
Against the wind
We were runnin' against the wind
We were young and strong, we were runnin'
against the wind
And the years rolled slowly past
And I found myself alone
Surrounded bv strangers I thought were my friends
I found myself further and further from my home
And I guess I lost my way
There were oh so many roads
I was living to run and running to live
Never worried about paying or even how much I owed
Moving eight miles a minute for months at a time
Breaking all of the rules that would bend
I began to find myself searchin'
Searching for shelter again and again
Against the wind
A little something against the wind
I found myself seeking shelter against the wind
Well those drifters days are past me now
I've got so much more to think about
Deadlines and commitments
What to leave in, what to leave out
Against the wind
I'm still runnin' against the wind
Well I'm older now and still
Against the wind
...
sábado, setembro 17
MR9. Como o IKEA? Desenhado para todos.

"O «Movimento Regional 9 Ilhas», abreviadamente designado por MR9, é uma resposta dos açorianos, incluindo residentes fora da Região e radicados nas comunidades da diáspora, através de um amplo espaço cívico onde, de modo livre, responsável e descomprometido, todos quantos querem bem-fazer às nossas ilhas possam reunir-se, promovendo uma reflexão serena, um debate vivo e uma actuação credível sobre a realidade autonómica e o modelo vigente, com vista a mobilizar as populações insulares para as mudanças necessárias à viabilização dos Açores enquanto Região Autónoma, e também assim reforçar os laços de coesão nacional.
(...)
No que depende dos açorianos, particularmente daqueles que estão em idade activa e têm maiores responsabilidades para com as gerações vindouras, torna-se urgente, em definitivo, criar riqueza nas ilhas, redistribuindo-a criteriosamente, até atingirmos patamares máximos de crescimento, tornando-nos, desse modo, menos dependentes e efectivamente mais autónomos, em vez de nos limitarmos a barafustar, ou então resignarmo-nos ao destino de variáveis externas, soluções económicas artificiais e engenharias financeiras duvidosas. Não podemos, de todo, arriscar continuar à mercê de terceiros, subvenções vitalícias e endividamentos crónicos, isto, caso queiramos, de facto, afastar o espectro do atraso, do empobrecimento e da miséria. Esta é a «Razão de ser» do MR9."
...Despertares
...
Vontade de partir, de largar tudo,
de acordar amanhã num hotel em Veneza,
de esquecer o passado, o futuro, o mundo
e baralhar as cartas expostas na mesa.
Vontade de zarpar, de abandonar
as mínimas coisas algum dia amadas
e procurar no mapa das estradas
o que teima em faltar.
Vontade de abalar sem um aceno
sequer de despedida
e de um modo expedito mas sereno
recomeçar a vida.
...
(Torquato da Luz)
...
Curta pausa para uma Curta
The Facts in the Case of Mister Hollow - Rodrigo Gudiño e Vincent Marcone (2009)
quinta-feira, setembro 15
ESTE MÊS MUITO CINEMA PORTUGUÊS


9871
Hoje, com três quartos de caminho andado,
aguardo a vinda dos amigos. Varri o alpendre.
Junquei de alecrim o chão da casa.
Aqueci o fogo. Cozi o pão.
Galgaram picos, treparam nuvens,
antes que aqui chegassem puros.
Libamos o vinho. Saudamos as palavras.
A vida concede-nos esta liberdade serena.
Vasco Pereira da Costa, "O Fogo Oculto", Calendário de Letras, 2011
quarta-feira, setembro 14
...Eu hoje deitei-me assim !
com expressa autorização de copyright
...
iconográfica no instantâneo de Pedro Sá da Bandeira
...
Ever away from seeing more than life
The morning lies miles away from the night
No man ever could steal her heart
But With bright gold coins I’ll take my shot
And all it takes to fall
All it takes to fall
What a quiet world after all
Of the things that you guessed will come
What a moment it was after all
...
Afinal o que é que nós queremos disto?
"Se uma Sociedade dos Povos razoavelmente justa, na qual os seus membros submeteram o seu poder a objectivos razoáveis, não for possível, e se os seres humanos se mantiverem largamente amorais, quando não irremediavelmente cínicos e centrados sobre os seu próprios interesses, podemos perguntar, como Kant, se vale a pena os seres humanos continuarem a viver à superfície da Terra". John Rawls
terça-feira, setembro 13
NO MEU AMBIENTE DE TRABALHO

segunda-feira, setembro 12

Hipocrisias
O Mundo mudou ontem a 11 de Setembro. Uma década depois, do declínio e queda da relação do Ocidente com o resto do Mundo, ainda olhamos, em directo, para a memória do soçobrar do WTC...como se fosse ontem. Mas, por enquanto, sobre os escombros do aviltante fanatismo muçulmano a Liberdade acabou por prevalecer sobre a tirania. O choque de civilizações passou da teoria à prática e afinal o eixo do mal era mesmo real. Mas, mesmo na teoria, essa clivagem sempre existiu na sua fonte quando, de um lado, temos o Islão cuja raiz se define como "submissão" e do outro lado do Mundo existe o Ocidente. Pretender carrear do Ocidente para o Islão um modelo civilizacional que está nos antípodas da subjugação do indivíduo, e da sociedade ao "Além", é a verdadeira "quadratura do círculo". Porém, o "mundo árabe" também está em mudança. Falta é ainda fazer a festa da Liberdade em tantas capitais sob a bandeira da teocracia e do despotismo. Mas que "festa" é essa ? O que se assiste em Tripoli, e na Líbia em geral, não é uma espécie de Revolução dos Cravos nem o regime de Kadhafi se compara ao Estado Novo. Dizer-se que a sublevação popular na Líbia, ou em qualquer outro território tribal, com pretensões de ser um Estado, é "uma espécie de 25 de Abril", é um enorme erro de casting. Na Líbia, como em qualquer outro torrão de terra queimada pelo Islão e dominado pela lei do Corão, as mais elementares Liberdades cívicas são inexistentes, e mundanidades tão vulgares, como por exemplo ir à praia, chegam a ser motivo de proibição como sucedia na coutada de Kadhafi. Mas por via do "multiculturalismo", imposto pelo politicamente correcto, qualquer crítica ou censura Ocidental sobre a intolerância e a utopia de Democracia no Islão é logo banida do debate público como se de uma "boutade" se tratasse. Ao invés, com despudor, mais ligeiramente se afirma que estas erupções no mundo árabe e muçulmano são uma espécie de 25 de Abril! A única analogia possível é o risco que correm, agora os Líbios, de substituírem o Antigo Regime pelo talibanismo barbudo, como nós em Portugal, com a queda do Estado Novo, corremos o sério risco de resvalar para uma ditadura terceiro-mundista de barbudos marxistas. Estes, aliás, sempre foram cúmplices da Liga Árabe e Irmandade Muçulmana pela simples e pragmática razão de serem inimigos da Liberdade que Israel sempre simbolizou como excepção possível. Mas, o Mundo efectivamente mudou, e no meio da arruaça de Tripoli, longe já do ódio ao Ocidente que tantas vezes instilou manifestações de alegria pelos atentados de 11 de Setembro, na juventude há ténues sinais de esperança. São novas gerações que ambicionam a globalização por oposição ao orientalismo e que gritam às câmaras do mundo, como se viu numa anónima jovem Líbia em celebração da sua Liberdade, que jamais querem viver debaixo do chão mas sim à superfície. A questão é saber se na era da globalização serão capazes de importar a cidadania livre que Péricles, antes de Cristo, e muito antes de Maomé, definiu como a prática da "liberdade e tolerância na vida privada e a obediência à lei nos assuntos públicos". Uma lei igual para todos, e na respectiva proporção, capaz de levar ao banco dos réus do Tribunal Penal Internacional o inominável "cão raivoso" Líbio, mas também todos os "cães" de raça e pedigree ocidental, alguns deles lusitanos, que sem asco pelo sangue alheio quiseram sempre meter a mão nos negócios oleosos com Kadhafi. Mas essa é outra utopia para uma "festa" que nunca se fará e mais rapidamente os cúmplices do passado serão já amanhã as testemunhas de acusação de um criminoso congénito que incensaram enquanto teve poder. É uma boa parábola para a hipocrisia das relações políticas ainda que à escala da diplomacia internacional.
João Nuno Almeida e Sousa na edição de hoje do Açoriano Oriental
sábado, setembro 10
stay local, act local but, please, THINK GLOBAL (!)

Muitos não se recordarão de ver o anúncio do restaurante "O Corisco", muitas vezes colocado no Açoriano Oriental. E muitos mais nunca se terão apercebido do apelo que, todas as vezes, foi feito aos "players" (como está na moda dizer-se) do sector, para que se unissem na defesa dos seus interesses.
Apesar de tudo e de todos os esforços, são poucos os que se unem, e menos ainda os que o fazem verdadeiramente, não sendo de estranhar, por isso, o título de uma das notícias de hoje do AO:
“Crise deve levar ao fecho de “muitos restaurantes”
O aumento de impostos e o agravamento dos custos pode originar o encerramento de “muitos restaurantes” nos próximos meses nos Açores, alertou Luís Duarte, representante na região da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP). “Estamos completamente estrangulados, não aguentamos mais impostos, não conseguimos aguentar mais custos”, afirmou, admitindo que “os próximos seis meses vão ser a machadada final para muitos restaurantes” nos Açores. O representante da AHRESP salientou que o sector está a passar momentos difíceis em todas as ilhas, frisando que o “medo tem dominado o negócio”. Luís Duarte referiu que a conjuntura económica está a levar muitos açorianos a voltar “ao tempo das marmitas”, com impacto negativo nos restaurantes. • LUSA
No entanto, a grande questão é, em minha opinião, a falta de visão global - própria das coisas que se encontram em processo de amadurecimento - que elege o(s) particular(es) em vez do todo.
Na verdade, a crise não será só dos restaurantes (nem dos hotéis, como há muita gente empenhada em fazer acreditar). A crise estender-se-á a muitos dos sectores da economia açoriana e, entre os vários estratos sociais, as diferenças caminharão - muito rapidamente - para uma fenda abrupta e praticamente instransponível, onde o desemprego e a incapacidade do estado em cobrar impostos serão alguns dos muitos problemas.
Contudo, estamos impávidos e serenos (havemos de sobreviver, é que a maioria de nós pensa). Mas, o que não conseguimos medir é a dificuldade com que isto será eventualmente possível e não nos podemos esquecer que na arca de Noé (não o actual Secretário Regional da Agricultura e Florestas), toda a fauna do planeta escapou ao dilúvio com apenas um casal de cada espécie.
Não tomemos juízo e os Açores (fecundos que são), sem uma economia saudável, acabarão por se tornar no pasto das vacas dos outros.
Algo que não só os políticos conscientes deviam ler

"(...) Adopted yesterday in Parliament, the new tax will finally affect all hotels with prices over € 200. Instead of being taxed at 5.5%, rooms – excluding breakfast - will now be taxed at the new rate of 7.5%. And as a bad surprise for travelers, it will enter into application from November 1, 2011. Unfortunately, the French government does what most governments think about tourism around the world: it is easier to tax visitors as they do not represent a potential voter’s force."
...mixtape
...
para ouvir integralmente aqui na antena 3
...
Depois dos Golpes em Junho no campo das Noites de Verão e em gig da 3
...
...
...
Regressa o melhor som de Lisboa a Ponta Delgada, agora com os Orelha Negra, mais logo para as noites finais de verão no Campo de São Francisco
...
Ouvi dizer que é muito bom, mas não assisti.*

sexta-feira, setembro 9
Um café para dois...

Trabalha aqui a Internacional e há já um movimento dos seus três mil operários; é o que me alegra e oxalá que se incendeie isto tudo depressa. Já não há cura para esta gangrena senão petróleo.
..."madrugar"
...
"E-Bow The Letter"
Look up, what do you see?
all of you and all of me
florescent and starry
some of them, they surprise
the bus ride, I went to write this, 4:00 a.m.
this letter
fields of poppies, little pearls
all the boys and all the girls sweet-toothed
each and every one a little scary
I said your name
I wore it like a badge of teenage film stars
hash bars, cherry mash and tinfoil tiaras
dreaming of Maria Callas
whoever she is
this fame thing, I don't get it
I wrap my hand in plastic to try to look through it
Maybelline eyes and girl-as-boy moves
I can take you far
this star thing, I don't get it
I'll take you over, there
I'll take you over, there
aluminum, tastes like fear
adrenaline, it pulls us near
I'll take you over
it tastes like fear, there
I'll take you over
will you live to 83?
will you ever welcome me?
will you show me something that nobody else has seen?
smoke it, drink
here comes the flood
anything to thin the blood
these corrosives do their magic slowly and sweet
phone, eat it, drink
just another chink
cuts and dents, they catch the light
aluminum, the weakest link
I don't want to disappoint you
I'm not here to anoint you
I would lick your feet
but is that the sickest move?
I wear my own crown and sadness and sorrow
and who'd have thought tomorrow could be so strange?
my loss, and here we go again
I'll take you over, there
I'll take you over, there
aluminum, tastes like fear
adrenaline, it pulls us near
I'll take you over
it tastes like fear, there
I'll take you over
look up, what do you see?
all of you and all of me
florescent and starry
some of them, they surprise
I can't look it in the eyes
seconal, Spanish fly, absinthe, kerosene
cherry-flavored neck and collar
I can smell the sorrow on your breath
the sweat, the victory and sorrow
the smell of fear, I got it
I'll take you over, there
I'll take you over, there
aluminum, tastes like fear
adrenaline, it pulls us near
I'll take you over
it tastes like fear, there
I'll take you over
pulls us near
tastes like fear...
nearer, nearer
over, over, over, over
yeah, look over
I'll take you there, oh, yeah
I'll take you there
oh, over
I'll take you there
over, let me
I'll take you there...
there, there, baby, yeah
...
"New Adventures in Hi-Fi" 10º album dos REM com Michael Stipe + Patti Smith lançado a 9 de Setembro...de 96
Pausas de um longo dia de trabalho
Mama Afrika
Já rolam por aqui os seus dois últimos trabalhos com o cinema como mote: "CAFE CINEMA - Songs for an imaginary movie" (2008) e "Road Movie"(2011) de onde saiu este Mama Afrika.
quinta-feira, setembro 8
quarta-feira, setembro 7
Silent Cinema Vamps
Man of Aran
Visionamento recente de um histórico e interessante de seguir - pelas boas imagens e pela montagem ágil - documentário de Robert J. Flaherty, "Man of Aran", gravado nos anos 30 numas ilhas irlandesas. A edição do DVD vale muito a pena porque traz uma pequena reportagem com o reeencontro nos anos 70 com alguns dos "personagens" do filme. A mulher que foi a protagonista continua anos depois a espreitar o mar por uma pequena janela enquanto entoa cantorias antigas.
Às tantas podemos cair na tentação de dizer que estamos numas ilhas irlandesas mas podíamos bem estar nos Açores. Em vez da caça à baleia, aqui a caça era ao tubarão. E há aspectos comuns como a brava atitude dos homens do mar perante as explosões de espuma e outros ameaços oceânicos.
...
Paul Valéry
terça-feira, setembro 6
...Eu hoje deitei-me assim !
Ian McEwan - Solar
...
...
Money is time, time is a currency
You and I both now who you're spending yours on
You were the one
You cried for infinity
But you can't have it all
No, you can't have it all
Do I choose to be weighed down by gravity
With these thoughts that I own
Oh, I don't like this feeling of jealousy
It's not what I want
I love a girl who loves synchronicity
Stimulated by nothing more than the meeting of minds
She's all around
She's like electricity
But I can't have her all
No I can't have her all
Do I choose to be weighed down by gravity
With these thoughts that I own
Oh, I don't like this feeling of jealousy
It's not what I want
She refused to be weighed down by gravity
Now she's so holding on
She confided that love it is an energy
She's passed it on,
On, on, on
...
Mirrorwriting
Looking for Frank Lloyd Wright’s only remaining hotel?

You’ll find it halfway between Des Moines and Minneapolis in Mason City, Iowa.
Historic Park Inn Media Kit from Arian Schuessler on Vimeo.
The property is owned by a nonprofit group called Wright on the Park and being managed by Stoney Creek Hospitality Corp., which is headquartered in Mason City. The nonprofit secured funding, tax credits and private donations from Wright enthusiasts and a few local businesses to complete the project.
Cidade do Surf
Despertar
segunda-feira, setembro 5
HOJE HÁ CINEMA.
domingo, setembro 4
O Canto do Brel Faz Dois Anos
Dois anos do Canto do Brel, onde Sérgio Paixão, na cidade da Horta, posta diária e dedicadamente tudo (espectáculos, recitais, filmes) o que vai acontecendo com Jacques Brel em toda parte. Um abraço grande de parabéns e um brinde ao Canto e ao Brel! Isto é serviço público feito com o coração.
l'amicizia è la méglio gioventu
...
"Quando decidimos tornar-nos amigos; prestamos o maior de todos os juramentos"
Arístóteles
sábado, setembro 3
...
O amor é que é essencial
O sexo é só um acidente.
Pode ser igual
Ou diferente.
O homem não é um animal:
É uma carne inteligente,
Embora às vezes doente.
...
Fernando Pessoa in Poesias Inéditas
...Eu hoje deitei-me assim !
...
It was me on that road
But you couldn't see me
Too many lights out, but nowhere near here
It was me on that road
Still you couldn't see me
And then flashlights and explosions
Roads end getting nearer
We cover distance but not together
I am the storm I am the wonder
And the flashlights nightmares
And sudden explosions
I don't know what more to ask for
I was given just one wish
It's about you and the sun
A morning run
The story of my maker
What I have and what I ache for
I've got a golden ear
I cut and I spear
And what else is there
Roads and getting nearer
We cover distance still not together
If I am the storm if I am the wonder
Will I have a flashlights nightmares
And sudden explosions
There's no room where I can go and
You've got secrets too
I don't know what more to ask for
I was given just one wish
...
sexta-feira, setembro 2
FOTOS À NOITE
quinta-feira, setembro 1
...Eu hoje deitei-me assim !
Jennifer Holzer
"Não espero nada. O facto não é horrível. Desde que o resolvi, ganhei tranquilidade. Mas essa mulher deu-me uma esperança. Tenho que temer as esperanças. Ela olha os entardeceres todas as tardes; eu, escondido, fico a olhá-la. Ontem, e hoje outra vez, descobri que as minhas noites e dias estão à espera dessa hora. No entanto, sinto, talvez com um pouco de humor, que se pudesse ser olhado um instante por ela, falar com ela um instante, receberia ao mesmo tempo o socorro que o homem tem nos amigos, nas noivas e nos que são do seu próprio sangue.(…)Quando regressei, o sol já se pusera, os rochedos eram as únicas testemunhas da noite."
...
Adolfo Bioy Casares em "A Invenção de Morel" algures numa ilha de literária fantasia a reclamar um post para um seriado de "ilhas de evasão"…ou de evasão do : Ilhas ?








