Diz que é um «novo normal» que está a chegar.
Algo que não se sabe bem o que será, nem que deuses irá servir.
Digo que se é novo, não é normal. Quando for normal, não será novo.
Por agora, uma certeza: «cautelas e caldos de galinha» podem até ter dado cabo do vírus, mas deram também cabo da vida de muitas pessoas.
Somos todos uns idiotas!
sábado, abril 18
O Socialismo Agiota
Amanhã, o Partido Socialista Português, celebra 47 anos. Num
email enviado aos militantes a actual direcção do partido cita um excerto de um discurso de Mário Soares no jantar do seu 80º aniversário: “Sou
socialista porque acredito no progresso, incluindo o progresso moral. Porque
acredito no desenvolvimento sustentado, com dimensão ecológica e social, nos
Direitos Humanos e no Direito Internacional. Sou Socialista porque quero a paz,
fundada no respeito pela diversidade dos Povos e das Culturas, no diálogo entre
religiões e pessoas, independentemente das suas etnias, crenças, sexos, opções
políticas e condições sociais e, finalmente, na Justiça. Para mim, o socialismo
é indissociável da liberdade, do respeito pelos outros e pelo que é diferente
de nós.”. Por alguma razão, que só o próprio saberá, José Luís Carneiro, o
actual Secretário Geral Adjunto do partido decidiu terminar aí a citação. Porque,
Soares continuava dizendo: “Sou socialista porque acredito na capacidade
humana para transformar as sociedades, de modo a serem mais justas e
humanizadas. Sou socialista mas não quero impor o socialismo aos outros, muito
menos pela força. Acredito na persuasão e no voto como meio de dirimir
pacificamente os conflitos. Sou socialista e a favor do mercado e da livre
iniciativa. Mas o mercado não é, para mim, um Deos ex-maquina. Produz
injustiças e desigualdades, que cumpre ao Estado corrigir. Por isso, não
acredito no neo-liberalismo, como sistema universal, que tem dominado as
sociedades, desde o colapso do comunismo e, através da globalização
desregulada, está a produzir as maiores desigualdades e muita exploração no
interior das sociedades, mesmo as mais desenvolvidas e entre os Estados ricos e
pobres.” Hoje, 16 anos passados sobre este discurso, na véspera dos 47 anos
do Partido, no epicentro da maior crise económica e social das nossas vidas, importaria,
mais do que nunca, em louvor do Socialismo, continuar a citação até ao fim. Salientando,
amplificando mesmo, a luta fundamental de todos os verdadeiros socialistas,
contra a ditadura dos mercados, o neo-liberalismo selvagem e as múltiplas desigualdades
que assolam a Europa e Portugal. Mas não, hoje António Costa, em entrevista ao
Expresso, decidiu amplificar o sound byte agiota criado pelo seu amigo Siza Vieira, e
avisa o país de que “os apoios de hoje são os impostos de amanhã”. Não,
esta direcção do PS, que acha que se deve apoiar a Banca em vez do Povo. Que se
podem injectar directamente milhões de euros na TAP e nos media, mas não nas famílias. Que considera até legítimo reinstituir o serviço militar obrigatório. Esta direcção do PS, não é socialista! Esta direcção do PS não merece, sequer, citar Mário Soares!
#naoanormalidade
sexta-feira, abril 17
Contos da Loucura Normal
Este era o título, se a memória não me falha, de um filme do século passado que retratava a vida do escritor americano Charles Bukowski, que sempre muito apreciei. E creio ser um bom título, ou epígrafe, se assim o preferirem, para assinalar os textos publicados nestes tempos em que a loucura se tornou o "novo normal". Os diligentes Psicólogos (uma profissão com muito presente e ainda maior futuro) aconselham, numa miríade de spots televisivos, os Dez Mandamentos que devemos cumprir para sobreviver ao isolamento/confinamento social sem queimar os fusíveis. Eu pecador me confesso, desrespeito quase todos eles, nomeadamente o de evitar um overload de informação, pois é difícil resistir à tentação de assistir à História em tempo real. Estou imune às redes sociais, pois não as frequento, mas sou um fiel e atento seguidor do caleidoscópio de canais televisivos, com especial destaque para os briefings diários do Governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, que, em contraste com os do inenarrável inquilino da Casa Branca, Donald Trump, são uma preciosa aula de Ciência Política para quem não se atrapalha com a tele-escola em língua inglesa. Espero que o Partido Democrata tenha uma epifania e o aclame como candidato presidencial às próximas eleições em Novembro. E pronto, por hoje é tudo. Já estava com saudades de escrever um post. Devemos sempre voltar ao sítio onde fomos felizes. Não acreditem em quem diga o contrário. São fake news.
quinta-feira, abril 9
quinta-feira, julho 18
R.I.P., André Bradford
"(…)
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco
na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves
voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó
Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança,
e o Dono da Tabacaria sorriu."
Tabacaria, Fernando Pessoa, 15/1/1928
Até sempre, André, pois, na noosfera, não há Adeus.
sexta-feira, maio 3
sexta-feira, abril 12
segunda-feira, fevereiro 25
quinta-feira, fevereiro 14
sábado, dezembro 29
Nova Aliança!
Muito já se escreveu sobre Pedro Santana Lopes e, mais
recentemente, sobre o seu novel partido, que também o é de um número cada vez
maior de pessoas. Da esquerda para a direita (por ser assim que nos ensinaram a
ler), quase todos já lhe vaticinaram o pior desfecho e, passado tão pouco tempo
ainda, já alguns “iluminados” foram obrigados a engolir, se não todo pelo menos
em parte, o seu “esclarecido” discurso.
Pedro Santana Lopes saiu sozinho do PSD e pode não conseguir
fazer perpetuar os seus desígnios (seus e de muitos outros), mas, por esta
altura, já ninguém tem dúvidas que, neste momento e no espectro político-partidário
português, é o homem em torno do qual se gera o mais genuíno apoio. Curioso,
não é?
Podia, mas acho que não devo, escrever muito mais sobre aquele
que considero ser o mais apaixonante tema da atualidade política portuguesa,
mas não posso terminar sem dizer que considero irracional criticar o “estado da
arte” e, ao mesmo tempo, criticar aqueles que, dentro das metodologias
previstas no sistema político em vigor e sem os indesejáveis atropelos de
ideologias travessas de outras geografias, ousam, apesar da sua madura idade,
arriscar o seu capital e desafiar o status
quo.
Por tudo isto e por todo o mais que a distância me impedirá
de conhecer, olho para Pedro Santana Lopes e para os seus múltiplos defeitos
(são sempre os mais fáceis de identificar) e vejo a inspiração para não nos
resignarmos e não desistir da nossa ousadia.
Na Aliança, vejo um grande nome. Inteiro e de declarado compromisso,
só pode procurar fazer refletir um dos mais interessantes desafios da
humanidade dos nossos dias, a colaboração, que devia servir para habilitar a
sociedade a atingir os objetivos que devem ser de todos.
domingo, dezembro 16
terça-feira, novembro 27
sábado, junho 30
Há palavras que não as pode levar o vento.
Sempre digo que não sou uma pessoa de palavras fáceis.
Todas elas têm (sempre, ou quase sempre) o seu significado e a sua escolha decorre de uma observação silenciosa (mas atenta) da realidade circundante.
As que aqui venho propositadamente guardar da voracidade da espuma dos dias, são as que me inspira esta candidatura do Pedro Nascimento Cabral: contemporânea, mas assente em princípios ideológicos que me são muito próximos e capaz de recuperar, o que na opinião de muitos entendidos na matéria, faz falta à direita do espectro politico açoriano.
"Não sou pelo poder.
Não vou pela sebenta.
A doutrina, apesar de tudo, já não o é.
Acredito na vontade de fazer melhor, transportada apenas pelas pessoas que não se deixam idolatrar.
O futuro começa hoje" (sem . propositadamente também)
Todas elas têm (sempre, ou quase sempre) o seu significado e a sua escolha decorre de uma observação silenciosa (mas atenta) da realidade circundante.
As que aqui venho propositadamente guardar da voracidade da espuma dos dias, são as que me inspira esta candidatura do Pedro Nascimento Cabral: contemporânea, mas assente em princípios ideológicos que me são muito próximos e capaz de recuperar, o que na opinião de muitos entendidos na matéria, faz falta à direita do espectro politico açoriano.
"Não sou pelo poder.
Não vou pela sebenta.
A doutrina, apesar de tudo, já não o é.
Acredito na vontade de fazer melhor, transportada apenas pelas pessoas que não se deixam idolatrar.
O futuro começa hoje" (sem . propositadamente também)
sábado, maio 26
A propósito de um “CORPO TRIPLICADO”
1. Regressei
ao ARCO 8. Apesar de já lá não ir há muitas luas, foi como lá estivesse estado
na noite anterior. Tocou-me a alma. Foi uma grande emoção!
O espaço. A música.
As histórias. Os “comebacks”. E a mistura amarela.
2. Revi
amigos de quem já tinha saudades, Falamos de turismo. Algumas ideias que
esperam melhores dias. Frustrações que um dia desaparecem, não se preocupem.
3. Recolhi ao
meu íntimo e secreto desejo de concluir um projeto de longa data. Foi a parte
fd***d*.
Enfim, uma triplicação.
Do livro, ainda
só me atrevo a percorrer uma rua de “Sentido Único”:
“Na minha casa não há roupa fora
de uso, fotografias antigas, recordações de viagens, revistas desbotadas,
recortes de jornais, bilhetes de amor, recibos de compras, artigos decorativos,
vasinhos de plantas ou animais de estimação. Livro-me das coisas inúteis como
me livro dos amigos hipócritas e dos amantes incompetentes. Sem remorso e sem
saudade.”
É coisa para dizer parabéns, Ma-ri-a
sexta-feira, maio 18
terça-feira, fevereiro 6
Eléctrico Utópico
Num tempo em que urge (re)pensar a nossa mobilidade, aproveito para resgatar esta utopia com autoria de Diego Ares.
quarta-feira, janeiro 10
ARIGATO - 10 ANOS DE SUSHI EM PORTUGAL
São boas notícias para
os aficionados do peixe cru em arroz avinagrado.
O sushi, esse grande statement à escala mundial da cultura do país dos samurais,
vê-se agora retratado em Portugal pelas mãos de Cristina
Cordeiro, jornalista, escritora deliciosa, autora do livro "Manuel António
de Vasconcelos: Pioneiro da Arquitectura Modernista" e
que, na opinião do DN,
“tem uma voz de menina e parece que se espanta a cada frase”.
O livro “ARIGATO 10 ANOS DE SUSHI EM PORTUGAL” da
autoria de Cristina Cordeiro, com a fotografia
de Ricardo Oliveira Alves e o design de Ivone Ralha, é lançado já no próximo dia 16.
O projeto surgiu a convite
do Arigato, que comemora por esta altura dez anos, mas o conceito da obra
rapidamente transcendeu a ideia inicial. Ao longo do último ano, Cristina
Cordeiro traçou a história da cozinha japonesa em Lisboa desde os longínquos
anos 80, tendo entrevistado os pioneiros da restauração nipónica, e construído
toda uma narrativa que termina com uma entrevista ao embaixador do Japão e uma
cronologia das relações Portugal-Japão, do século XVI até aos nossos dias.
Uma verdadeira aventura!
quinta-feira, setembro 14
terça-feira, agosto 8
Aviso à navegação
A leitura da semana do Reporter X, como de resto toda a opinião do Açoriano Oriental, passou a estar disponível, apenas, para subscritores.
A actualização semanal, com direito a links, passa a estar num blog (mesmo aqui ao lado).
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