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...today...a perfect day !
O presidente da Câmara de Lisboa defendeu anteontem que a autarquia deve constituir uma "comissão de estética", formada por técnicos com a incumbência de pronunciar-se sobre propostas de ocupação do espaço público, para evitar a profusão de "mamarrachos" na cidade. (Público de 02/11/07)Uma iniciativa a implementar em Ponta Delgada (e nas restantes cidades e Vilas dos Açores)?!
A primeira noite foi da responsabilidade do sexteto In Loko de Carlos Barretto. O histórico contrabaixista, ladeado por um conjunto all-star do jazz nacional, apresentou uma revisão da sua música em versão electrificada. Evocando as experiências eléctricas dos grupos de Miles Davis na transição para a década de 1970, o grupo português investiu na transformação das composições, injectando-lhes groove e muita energia, sobrando reminiscências de rock psicadélico. (...) Utilizando a comunicação do jazz, esta música vai para além da classificação fechada no género - Copper-Moore afirmou isso mesmo, cantando: Jazz ain"t got a mamma, jazz ain"t nothing but a word. A originalidade da música, a boa disposição e atitude de Cooper-Moore conquistaram o público, que correspondeu com longos aplausos. Para a noite de encerramento ficou guardada a actuação do trio de Henry Grimes. Acompanhado por Andrew Lamb (saxofone tenor e clarinete) e Newman Taylor Baker (bateria), o mítico contrabaixista que voltou a tocar depois de ter sido dado como morto há mais de trinta anos, mostrou uma energia impressionante. Alternando entre o contrabaixo e o violino, Grimes mostrou muita garra e conduziu uma actuação que chegou aos limites do conceito de "incendiário". Inscrevendo-se nas noções do mais clássico free jazz, a música do trio alcançou uma intensidade pouco comum, para isso muito contribuindo o saxofone de Lamb. Um dos momentos da noite pertenceu ao baterista, que fez um solo servindo-se do seu próprio corpo como instrumento de percussão. Enérgico e vibrante, foi um grande final para um festival que merece o aplauso pelo o arrojo das suas propostas.na edição de 30/10/07 do Público A nota pós-evento - ausente da comunicação regional - e que importa repensar.
Nuno Catarino

Wonderful place. Built environment in good shape. Locals are very sophisticated as most have lived overseas.Apesar da relativa inexactidão um bálsamo para o Ego das Ilhas.

Oil prices flirt with $94 a barrelImplementação de Energias alternativas as soon as possible...
(... ) a orla costeira da cidade de Ponta Delgada é hoje uma manta de retalhos e as “Portas do Mar”, como uma nova marginal (louvável), de desmesurada dimensão (questionável), uma máscara para uma frente desconexa e descomposta. Uma máscara para uma frente forçada, com o seu mini “Terreiro do Paço”, antigos armazéns, hotéis e alguns espaços de ninguém.Ponta Delgada, paisagem, frentes de mar e território de Sérgio Fazenda Rodrigues na edição de ontem do AO. A reter.
Em ambos os casos, a Norte e a Sul, a escala é desajustada. Nem num nem noutro há um verdadeiro contexto ou suporte que os justifique e aquilo que os guia, mais do que uma resposta às necessidades verdadeiras de cada local e da própria cidade, é uma espécie de ambição para um qualquer up-grade urbano. Só que a cidade, antes de crescer, deve talvez consolidar-se e, tal como as pessoas, antes de dar um passo, aguentar-se em pé.
O Presidente da República veio aos Açores. Em quatro dias passou por quatro ilhas. Esteve com políticos, dirigentes associativos e militares. Recebeu o líder do principal partido da oposição. (...)
"Não apresentámos as contas por dois motivos: porque nós somos carolas, não temos o know-how, mas também porque ainda estamos a angariar dinheiro"A Plataforma Não Obrigada, o maior movimento de cidadãos que participou no referendo à legalização do aborto, foi um dos três movimentos que, tal como o PNR, não apresentaram as contas de campanha devidas à Comissão Nacional de Eleições (CNE). Os outros dois movimentos são o Juntos pela Vida e o Mais Aborto Não. Por esse facto arriscam agora uma multa que pode situar-se entre os cinco e os dez mil euros (no Público de hoje). Também aqui e aqui.
O que choca na capa não é a desmontagem da iconografia mítica de Che Guevara, perante a qual não poderia ficar mais indiferente, mas a bonomia com que se desvaloriza e relativiza a figura de Hitler.E ainda...
(...) há uma certa esquerda que ainda não sabe como viver com a evidência de que cresceu historicamente assente em pilhas e pilhas de cadáveres; e, simétrica a essa esquerda, também há uma certa direita, herdeira recauchutada (e não assumida) da direita autoritária, que não se cansa de tentar iludir que com ela se passou exactamente o mesmo. Os extremos tocam-se. Estão uns para os outros.A propósito de um Ícone popular e de alguma manipulação simplista...
