terça-feira, junho 12

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O País Político *

O país político afia as facas para os despiques eleitorais que se avizinham.

Lisboa - a cidade falida e ingovernável, assiste malogradamente à luta dos interesses que populam os diferentes quadrantes partidários: uns, poucos, mais nobres, os outros, a maioria, nem por isso. Apenas a conquista do poder importa.

A OTA, cuja construção definirá o rumo da nação em prol do desenvolvimento do rectângulo pátrio, passou a ser o novo desígnio nacional. Se no passado foi o Mar, no Futuro porque não o Ar? Razão? Prioridades? Estudos? Sim, claro. Todos têm um projecto e um conceito (que popularmente se chama - Ideia!) a apresentar. E de um momento para o outro são todos engenheiros e projectistas. Pudera!

A Região vive distante das notícias que abrem os telejornais (e felizmente que assim é, pois quando somos notícia, ou foi declarada uma guerra ou morreu alguém), sem no entanto descurar a politiquice interna sujeita à intrínseca luta partidária.

Recentemente, o líder da oposição foi constituído arguido no processo Portucale, um caso que envolve suspeita de tráfico de influências para a aprovação de uma unidade hoteleira do Grupo Espírito Santo em Benavente, na altura em que foi ministro da Agricultura do governo de Santana Lopes.

Neste, como em outros casos, em política, convém não utilizar armas de arremesso quando existem tantos telhados de vidro. Ninguém é culpado ou inocente até prova em contrário e essa decisão cabe aos tribunais tomar.

No entanto, os políticos em exercício deviam retirar desta e de outras situações ensinamentos para a sua conduta política, de forma a devolverem à Política e aos Políticos a credibilidade perdida e contra a qual são desferidas, quase diariamente, (in)justas críticas populares.

O discurso e o debate públicos têm de ser nivelados em alta - a bem da Democracia!

* publicado na edição de 12/06/07 do AO
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*** Foto O Grande Estuário

segunda-feira, junho 11

CineClube

Oceans 13 Elegante, inteligente e simples. Os ingredientes perfeitos para uma tarde bem passada. Para ver na Sala 1 da Castello Lopes.

Reciprocidade

PeloEh e pelo Cinema!..

a:termita

Ponta Delgada. Rua do Perú. Abril 2007. O centro histórico apresenta-se apetecível a quem ambicione lá residir mas os preços exorbitantes inibem muitos a não prevaricar. No entanto, são inúmeros os casos de abandono habitacional, pelas mais diversas razões, que persistem mas que não impedem o inusitado crescimento urbanístico nas zonas limítrofes da urbe.

Monday(s) not so Happy

O dia não esteve para isso mas o regresso desta Casa à ilha ditou o reaparecimento do bom tempo (coincidências!). Hoje o final deste dia merece ser festejado com 1 fresquíssima.

sexta-feira, junho 8


O Dia Internacional dos Oceanos celebra-se hoje para que não se esqueça a preservação daquele que é um dos recursos mais importantes para o equílibrio Global (extracto video de Le Grand Bleu).

quinta-feira, junho 7

:agenda

No próximo sábado vou arejar alguns discos que andam dispersos......e outros que, entretanto, perdi o rasto!

quarta-feira, junho 6

BOAS NOTÍCIAS



AQUI
http://www.livrariasolmar.blogspot.com/

Para memória futura





No dia 6 de Junho de 1975 milhares de pessoas encheram as ruas de Ponta Delgada. Sob o grito "Lisboa escuta, os Açores estão em luta" acabaram por reclamar a independência dos Açores. Hoje, temo que o 6 de Junho de 1975 seja esquecido. Não creio que algum dia se faça Justiça ao movimento separatista Açoriano e ao episódio da manifestação de protesto da lavoura Micaelense que acelerou o "processo autonómico". Não é sequer de esperar que se condene institucionalmente a deriva totalitária que, nos idos do verão quente do PREC, reintroduziu por cá o encarceramento por delito ideológico. Lastimo, na verdade, que o 6 de Junho de 1975, seja arredado para as sombras dos prosemas de ocasião em laudatórios hinos à "açorianidade", na companhia de Vitorino Nemésio, ou de outro qualquer ilustre paladino da utopia radical da Liberdade destas ilhas. Ora, num tempo em que se trocam "medalhas" de mérito insular, elevando a comendadores da "pátria" Açoriana "arqui-inimigos" de outrora, não era já tempo de institucionalmente a Autonomia prestar homenagem ao movimento do 6 de Junho de 1975?
Com efeito, o 6 de Junho de 1975 precede a consagração da Autonomia, que emerge pela primeira vez em Abril de 1976, quando a Assembleia Constituinte aprovou a versão originária da Constituição da República Socialista Portuguesa. Ora, essa "concessão" resultou de uma revolta com epicentro em São Miguel que cedo repudiou a degenerescência de movimentos como o MFA e o COPCON que, com a bênção de personagens como Vasco Gonçalves e Otelo Saraiva de Carvalho, colocaram Portugal à beira do abismo de uma ditadura comunista. Esta pretendia clonar entre nós o que de pior existia na galeria do marxismo-leninismo. Nesse desvario revolucionário os Açores replicariam o modelo castrista e seriam uma espécie de "Cuba do Atlântico". Recorde-se que, à data, estas personagens, ressentidas com o desaire eleitoral de 25 de Abril de 1975, perspectivaram o resultado do escrutínio popular como "contra-revolucionário". É assim neste clima de terror, sob a ameaça real de uma ditadura militar de inspiração sovietizante, que inevitavelmente eclode o 6 de Junho de 1975. Hoje, à margem da orfandade do comunismo, é pacífico afirmar-se que tal movimento foi um dos muitos marcos da nossa história insular contra a tirania, em plena sintonia com a secular tradição liberal dos Açorianos. O 6 de Junho de 1975 pode justamente reclamar a sua quota-parte na empresa da Autonomia e da Democracia. Consequentemente, merecia mais do que uma esconsa placa toponímica na cidade de Ponta Delgada. Para memória futura merecia, pelo menos, que fosse feita a sua História e que o 6 de Junho de 1975 fosse objecto de estudo, quer do ensino básico, quer das insignes cátedras da nossa Universidade.
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in crónicas digitais do jornaldiario
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posted by João Nuno Almeida e Sousa

Bela Fema *

Jessica Alba. GQ Junho 2007 (edição norte-americana). Bibliografia obrigatória para a constante pesquisa museológica empreendida pelo enclausurado camarada Carlos e um objecto irrecusável na recolha pelo Género perfeito.

* o lado Y do Cherchez la Femme

segunda-feira, junho 4

Vox Populi

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Pascal Hausermann
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Coronel Tapioca

"Seria mais fácil que o império português voltasse a se instalar no Brasil do que o governo da Venezuela devolver a concessão, que já terminou, a uma emissora da oligarquia".
Hugo Chávez, presidente da Venezuela, ídolo da esquerda lupanar, em resposta à moção do Congresso Brasileiro rogando a renovação da concessão da Rádio Caracas Televisión.

Excelentíssima alimária

"A Directora, ou melhor a Excelentíssima Senhora Directora (não vá ela levantar outro processo) , parece saída de um Portugal que julgávamos passado : o país das paredes com ouvidos, do respeitinho é muito bonito e daquilo que Alexandre O´Neill chamou "o modo funcionário de viver"."
Carlos Fiolhais, no Público.

"Coltura"

"Nunca se gastou tanto em “cultura” e nunca a cultura foi tão universalmente desprezada."
Vasco Pulido Valente, no Público.

Forças de bloqueio ?

"70 a 80 % dos ginecologistas e obstetras são objectores de consciência para a IVG"
Público, capa da edição de Sábado 2 de Junho.

Caritas versus Lenine !

"Uma esmola dada a um pobre é mais um dia de atraso na revolução", terá dito Lenine ou um dos seus amigos. A esquerda viveu sempre em combate contra a caridade."
António Barreto, no Público.

Scary indeed.

"Leio jornais de Portugal, sabe Deus ou Freud a razão. E assusto-me, assusto-me a ler que em Portugal um professor do ensino secundário é, em 2007, perseguido e suspenso por ter dito uma piada sobre o patético e vergonhoso curso de engenharia de Sócrates, Primeiro-ministro de Portugal. E quase todos se calam? E ninguém está incomodado? Sem revolta? Explico melhor: assusto-me com um povo ignorante, de cócoras, cheio de medo, sem liberdade, honra ou dignidade."
António João Correia, no Resistir.

...Há coisas fantásticas !

"Ilhas (www.ilhas.blogspot.com) em blogue, porque é divertido, elucidativo e raramente confrangedor."
Zuraida Soares, nos marinheiros na net do expresso das nove

...não há ?

"Berta Cabral tem na verdade, critique-se ou não a forma de exercício de poder, um poder executivo que os Açorianos valorizam. Cada vez mais. Tem trabalho feito, bom ou mau, não interessa, mas tem um poder executivo que pode demonstrar a capacidade de liderança e de condução de um projecto seja ele qual for"
Nuno Tomé, no Açoriano Oriental.
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posted by João Nuno Almeida e Sousa




Reporter X

Crescimento (in)Sustentável *

Os Açores estão em fase de mutação acentuada. O crescimento, principalmente o relacionado com a construção civil, tende a modificar invariavelmente a morfologia e a tipologia da construção dos aglomerados urbanos e rurais das ilhas.

Em São Miguel assistimos ao anúncio prolífico de múltiplos investimentos na área do turismo e das acessibilidades, sempre com uma receptividade entusiástica (!?). No entanto, e em Ponta Delgada, enquanto se constrói uma malha suburbana pouco qualificada e descaracterizada urge olhar um centro histórico que asfixia por via do excesso do tráfego automóvel e das dezenas de imóveis decadentes, em ruínas e à mercê da pouca escrupulosa especulação imobiliária. Assistimos ao êxodo das populações rurais à cidade e das outras ilhas para São Miguel. As Scuts, em vias de efectivação, vão apenas multiplicar os casos de abandono dos locais de origem e não aproximar os concelhos longínquos. O desenvolvimento nunca será igual a todas ilhas e a todos os concelhos. Esse é um equívoco autonómico que ninguém assume. Obviamente que o investimento público deve pautar-se pela melhoria qualitativa das condições de vida das populações das zonas mais isoladas, onde a insularidade nos toca a pele, mas nunca assumir-se como um coeficiente desculpabilizante.

O ambiente constitui uma riqueza finita cuja preservação é urgente. No entanto, quando se tenta implementar (felizmente há cada vez mais sensibilidade e consciencialização governamental) medidas que promovem a guarda dos bens públicos e privados associados ao meio ambiente não faltam o inevitável rol de críticas primárias (ler edição de 27/05/07 do Açoriano Oriental sobre as recomendações do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) da costa sul de São Miguel).

A riqueza dos Açores reside na identidade idiossincrática que popula estas ilhas. Há que preservar a todo custo as diferenças que nos aproximam, de modo a que hegemonização imposta pela capitalização global não anule aquilo que tanto valorizamos mas tendemos a negligenciar.


* publicado na edição de 28/05/07 do AO
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domingo, junho 3

sábado, junho 2

Top of the Pops



Go your own way, dos Fleetwood Mac, foi a música que saiu dos amplificadores quando Bill Clinton e Al Gore subiram ao palco para celebrar a sua primeira vitória nas Presidenciais americanas de 1992. Vira o disco e toca o mesmo?