quarta-feira, novembro 5

The Patriot

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Numa era deficitária em Homens de Estado o exemplo e o currículo de John McCain fazem dele um Senhor. Este maverick que tomou as rédeas dos Republicanos, sem ser o delfim de Bush ou um dos favoritos do Partido Republicano, deixa um legado de sentido de Estado e de serviço à Pátria. Deixa ainda um exemplo de elevação moral e de cidadania. Bem sei que a oratória de Obama conquistou a América e o Mundo. Mas as palavras finais de McCain verbalizam o sentimento genuíno de um patriota Americano num discurso memorável e a reter para o futuro. God Bless América !
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"My friends, we have come to the end of a long journey. The American people have spoken, and they have spoken clearly. A little while ago, I had the honor of calling Senator Barack Obama to congratulate him. To congratulate him on being elected the next president of the country that we both love. In a contest as long and difficult as this campaign has been, his success alone commands my respect for his ability and perseverance. But that he managed to do so by inspiring the hopes of so many millions of Americans who had once wrongly believed that they had little at stake or little influence in the election of an American president is something I deeply admire and commend him for achieving. This is an historic election, and I recognize the special significance it has for African-Americans and for the special pride that must be theirs tonight.
I've always believed that America offers opportunities to all who have the industry and will to seize it. Senator Obama believes that, too. But we both recognize that, though we have come a long way from the old injustices that once stained our nation's reputation and denied some Americans the full blessings of American citizenship, the memory of them still had the power to wound. A century ago, President Theodore Roosevelt's invitation of Booker T. Washington to dine at the White House was taken as an outrage in many quarters. America today is a world away from the cruel and frightful bigotry of that time. There is no better evidence of this than the election of an African-American to the presidency of the United States.

Let there be no reason now for any American to fail to cherish their citizenship in this, the greatest nation on Earth. Senator Obama has achieved a great thing for himself and for his country. I applaud him for it, and offer him my sincere sympathy that his beloved grandmother did not live to see this day. Though our faith assures us she is at rest in the presence of her creator and so very proud of the good man she helped raise.

Senator Obama and I have had and argued our differences, and he has prevailed. No doubt many of those differences remain. These are difficult times for our country. And I pledge to him tonight to do all in my power to help him lead us through the many challenges we face. I urge all Americans who supported me to join me in not just congratulating him, but offering our next president our good will and earnest effort to find ways to come together to find the necessary compromises to bridge our differences and help restore our prosperity, defend our security in a dangerous world, and leave our children and grandchildren a stronger, better country than we inherited.
Whatever our differences, we are fellow Americans. And please believe me when I say no association has ever meant more to me than that. It's natural, tonight, to feel some disappointment. But tomorrow, we must move beyond it and work together to get our country moving again. We fought - we fought as hard as we could. And though we feel short, the failure is mine, not yours. I don't know what more we could have done to try to win this election. I'll leave that to others to determine. Every candidate makes mistakes, and I'm sure I made my share of them. But I won't spend a moment of the future regretting what might have been.

This campaign was and will remain the great honor of my life, and my heart is filled with nothing but gratitude for the experience and to the American people for giving me a fair hearing before deciding that Senator Obama and my old friend Senator Joe Biden should have the honor of leading us for the next four years.

I would not be an American worthy of the name should I regret a fate that has allowed me the extraordinary privilege of serving this country for a half a century. Today, I was a candidate for the highest office in the country I love so much. And tonight, I remain her servant.

Tonight, more than any night, I hold in my heart nothing but love for this country and for all its citizens, whether they supported me or Senator Obama - I wish Godspeed to the man who was my former opponent and will be my president. And I call on all Americans, as I have often in this campaign, to not despair of our present difficulties, but to believe, always, in the promise and greatness of America, because nothing is inevitable here.

Americans never quit. We never surrender. We never hide from history. We make history. Thank you, and God bless you, and God bless America.

Peace!

Tonight is your answer!



"As Americans, we can take enormous pride in the fact that courage has been inspired by our own struggle for freedom, by the tradition of democratic law secured by our forefathers and enshrined in our Constitution. It is a tradition that says all men are created equal under the law and that no one is above it."


História em tempo real. A América foi capaz. Obama é o fim do autismo imperialista. Obama é princípio de algo novo, na América e no mundo.

Nenhum outro país do dito mundo ocidental teria eleito um Presidente negro, com pouquíssima experiência política. Melhor dito, em nenhum outro país do Ocidente um negro com pouquíssima experiência política teria sequer tentado concorrer à Presidência.

A vitória foi, ainda por cima, categórica, estendeu-se a estados tradicionalmente republicanos, abrangeu quase todos os estratos sociais, étnicos e etários. "Joe, the Plumber" já não manda na América. A América que elegeu Obama é feita de várias minorias que, juntas, ultrapassaram o tradicional voto caucasiano, conservador e pouco informado. Obama conseguiu mais de 90% dos votos da comunidade afro-americana, 68% do voto hispânico, mais de 60% do voto jovem, mais de 50% dos novos votantes e mais de 50% do voto independente. A vitória foi nacional e transversal. Não há volta a dar. Agora não há.

As pessoas estão por todo o lado. Em Times Square, em frente à Casa Branca, em Grant Park, Chicago, nas ruas de Lansing, Michigan. Hoje foi a noite de Lincoln, a noite de Martin Luther King, a noite de Kennedy, a noite de Rosa Parks, a noite de Oprah Winfrey, a noite de Madelyn Payne Dunham, a noite de todos quantos preferiram continuar a acreditar.
A noite de hoje foi a resposta!

Presidente Barack Obama



Barack Obama está apenas a fusos horários de ganhar a Presidência dos Estados Unidos. Apetece-me recordar o momento em que, para mim, a 3 de Janeiro do corrente ano, tudo isto começou: one voice can change a room, a room can change a city, a city can change a State, a State can change a Nation, a Nation can change the World.

HOJE | 05 NOV | 21h30 | CINE SOLMAR



SUÍCIDIO ENCOMENDADO
ARTUR SERRA ARAÚJO

COM: JOÃO FINO, JOSÉ WALLENSTEIN, NEUZA TEIXEIRA, ELOY MONTEIRO, LUIS LUCAS, ANA MELO
CRIME / COMÉDIA | PORTUGAL | 2007 | COR - 90 MINUTOS
M/16

Toda a programação em: http://semanafantastica.blogspot.com/

terça-feira, novembro 4

Vitórias

Uma já está. Espero que a noite, apesar de longa, seja obamamente gloriosa.

O Nosso Homem na América - Get Out The Vote!

Michigan State University Campus

One man / One pin

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O Consulado dos Estados Unidos da América nos Açores, pela mão da Cônsul Manes, - a mesma que apadrinhou a blogo reportagem do "camarada" Bradford à beatificação de Obama -, teve a feliz iniciativa de instalar uma mesa de voto fictícia no Parque Atlântico em Ponta Delgada. Para a câmara da RTP Açores Manes, interrogada sobre o estado da votação, teve o falso pudor de venerar o primado do voto secreto mas, depois, não se conteve no seu fervor e lá disse que até à data, e das pessoas com quem tinha falado, não tinha notícia de um único voto em McCain. É a chamada parcialidade diplomática.

Registei o meu desagrado e, em acto presencial da Senhora Cônsul, preenchi um balot com a cruz em McCain/Palin. Ficou a saber a diplomata que há pelo menos um herege que vota McCain ! Abrenúncio (double !!). À saída da secção de voto Manes ainda teve a amabilidade de me oferecer um "souvenir" e ao que me foi dado escolher estiquei a mão a um pin de McCain/Palin. Receptiva a diplomata Manes retorquiu com ironia e, olhando para a minha mão direita, disse: "you can take five or more that nobody will want them". Trouxe um pin apenas. Por princípio é claro. Pois tal como acredito no sigilo do sufrágio e na imparcialidade dos processos eleitorais também acredito no velho princípio "one man ; one vote", ...no caso "one pin".
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pin America First via mccainblogette.com (Blog de Meghan McCain, filha de John McCain, cuja visita, nem que seja por curiosidade, se recomenda)

Every vote counts



E os primeiros são favoráveis.

O Nosso Homem na América - Véspera



A eleição de amanhã é, para além de tudo o mais, a escolha final entre duas narrativas políticas sobre a personalidade dos candidatos e sobre a ideia que cada um deles tem sobre o futuro da América.
Do lado de Obama, é sobre uma nova forma de encarar e de fazer política, é sobre o sonho de poder começar de novo e sobre o sonho de ultrapassar todo o tipo de barreiras em nome de uma ideia, de um projecto de sociedade, é sobre o risco e sobre ideais, é sobre o mundo.
Do lado de McCain, é sobre experiência, sobre coragem e coerência, é sobre persistência e gratidão, é sobre a América e sobre o indivíduo, é sobre tradição e receio.
Para quem assiste sem poder participar, a América que amanhã vai às urnas está disposta a arriscar e a mudar. É verdadeiramente impressionante e parece imparável o movimento cívico que Obama criou, motivou e tornou operacional. Nunca nenhum outro candidato tinha recolhido tanto dinheiro em donativos individuais, nunca nenhum outro candidato tinha tido assistências tão substanciais em comícios, nunca nenhum outro candidato tinha tido uma legião tão grande de voluntários e uma máquina de campanha tão alargada.
Em contraste, McCain sofre bastante para motivar as bases, ao mesmo tempo que tem muitas dificuldades em convencer o centro. O partido não está com ele (mesmo depois de Sarah Palin), ainda que nos Estados Unidos o partido não seja muito importante enquanto estrutura de campanha. Acha-o demasiado centrista e demasiado mole. Os independentes, mesmo aqueles que têm dúvidas em votar em Obama, percebem-no como uma continuação de Bush Jr (que ele não é), como uma má solução de recurso.
Num cenário eleitoral tão descentralizado e tão variado como é o dos EUA, nada é absolutamente certo até ser oficial, mas não parece haver margem para grandes surpresas.
Numa sondagem hoje publicada pelo USA Today, a maioria dos inquiridos considera que estará melhor daqui a quatro anos se votar Obama, no capítulo financeiro (48%), no que toca a impostos (48%), na Saúde (58%), e mesmo no que diz respeito à Segurança, onde Obama e McCain surgem empatados a 37%.
Eu acredito que Obama ganhará amanhã e que isso fará toda a diferença para os EUA e para o Mundo. Que fique registado.

HOJE | 04 NOV | 21h30 | CINE SOLMAR


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segunda-feira, novembro 3

humor ansiolítico

Em discurso directo.

O Nosso Homem na América - Michigan


Da humidade tropical da Florida para o frio seco do Michigan, de um battleground state, onde tudo está por decidir, para um tradicional swing state mas que desta vez está decidido, em favor de Obama. Antes da partida, a feliz coincidência de nos depararmos com um comício improvisado de Hilary Clinton junto a um restaurante porto-riquenho a norte de Miami.
O circo eleitoral não pára e o ritmo do ciclo noticioso que o acompanha torna absolutamente impossível analisar com selectividade e profundidade o que quer seja relacionado com as eleições de terça-feira. As principais estações noticiosas - CNN, Fox News e MSNBC - funcionam em espiral desde as 6 da madrugada, voltando uma e outra vez aos mesmos assuntos com um novo apresentador e um novo comentador. As sondagens são actualizadas duas vezes por dia. Os canais generalistas adaptam toda a sua programação ao ambiente eleitoral. Cada uma das campanhas emite um novo anúncio televisivo de dois em dias, isto sem falar dos grupos e associações não oficiais que também pagam e fazem emitir anúncios de campanha.
Ao ponto de que se chegou, já ninguém parece estar em condições de arriscar qualquer prognóstico porque simplesmente já ninguém consegue ter o necessário afastamento para emitir um juízo minimamente fundamentado. Obama continua à frente nas sondagens e McCain continua a registar um pequeno aumento diário, mas ninguém pode garantir que aquilo que se percepciona tem alguma relação com a realidade, porque já ninguém está habilitado a definir a realidade eleitoral presente.
Eu, pessoalmente, acho que Obama ganhará o voto popular por pouco, mas que a sua vantagem no voto do colégio eleitoral será muito mais pronunciada. Pelo menos, é o que eu acho que acho porque, para ser preciso, já não faço a mínima ideia.

Os Roosevelt



Não é que alinhe muito nas “teorias dos ciclos”, mas não faltam acólitos desse diapasão a diagnosticar o fim das Reaganomics, inauguradas há 28 anos atrás pelo Presidente Ronald Reagan e inspiradas no princípio de que government is the problem. Agora que o abcesso económico da desregulação financeira rebentou, o espectro da Grande Depressão paira de novo sobre a sociedade americana e, de braço dado com a crise, cresce a urgência de um novo New Deal, de um novo Franklin Roosevelt na Casa Branca. David Clark, antigo conselheiro de Robin Cook, escreve na edição de domingo do The Independent, um artigo intitulado – Obama, the man who would be Roosevelt. No parágrafo final, ao referir-se àquilo que chama de Green New Deal, o autor afirma o seguinte: “Whereas Roosevelt fought the Depression with agricultural support and a vast programme of public works, Obama plans to turn the economy around with a $150 billion programme to develop the technology to achieve energy independence and to open a way to a post-carbon future.”



Curiosamente, John McCain também é aspirante a Roosevelt, mas o herói do candidato Republicano é Theodore Roosevelt, primo em quinto grau de Franklin e seu antecessor na cadeira da Casa Branca logo nos inícios do século XX, entre 1901 e 1909, durante dois mandatos presidenciais que marcariam a América para sempre. Teddy, como era conhecido publicamente, subiu ao vértice da pirâmide na sequência do assassinato de William McKinley a 6 de Setembro de 1901, e não só esteve à altura daquilo que se espera de um Vice-Presidente, assumir as funções executivas de Comandante-em-Chefe de um dia para o outro, como foi o mais jovem Presidente a prestar juramento em Washington até aos dias de hoje, com 42 anos idade. Theodore Roosevelt dilatou o perímetro da doutrina Monroe para latitudes inimagináveis e projectou a imagem do hardpower americano quando, no final do seu segundo mandato, concebeu a viagem de circum-navegação da Great White Fleet (1907-1909) como forma de anunciar ao mundo que os EUA também eram uma potência naval. O avô paterno de John McCain fez essa viagem a bordo do USS Connecticutold habits die hard.

Theodore Roosevelt era Republicano, Franklin Roosevelt era Democrata. Estiveram ambos nos Açores em 1909 e 1918, respectivamente, e estão hoje presentes na consciência de muitos americanos. Quem quer que ganhe as eleições no dia 4 de Novembro terá sempre um destes ex-Presidentes agregado à sua vitória.

HOJE | 03 NOV | 21h30 | CINE SOLMAR



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domingo, novembro 2

lost call

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Estou desconfortavelmente sentado na sala de espera das consultas externas do Hospital. No meu braço esquerdo lateja uma bursite olecraniana que interpreto como sendo um hematoma do cotovelo. De tanto servir de pedestal a ponta lancinante e óssea do cotovelo abriu uma lesão, agora purulenta e cheia de pus, sangue, e demais fluidos que venho extrair na "pequena cirurgia" das consultas externas. Amolecido pelo tédio da espera entretenho-me com o telemóvel em cujo ecrã paira uma fantasmagórica "chamada perdida". Recordo que há avarias do corpo que não se extraem. Recordo que hoje de manhã acordei com a pulsão de te ligar. Afinal já não falávamos há alguns meses! Procurei-te na lista de contactos e de modo reflexo cliquei a ordem de chamada em cima do teu nome. Meu Deus o que eu daria para te ter de volta. Sei agora na frieza do linóleo desta sala asséptica e cruel que já cá não estás. Há avarias do corpo que não se extraem e que nos corroem por dentro até à morte. Hoje és cinzas e eu aqui estou agarrado apenas a uma bolsa de líquido à espera da extracção. Dói. Mas não mata.

sábado, novembro 1

HOJE | 02 NOV | 21h30 | CINE SOLMAR

Desculpe, importa-se de repetir?!

«Saiba Berta Cabral resistir à política e à economia de “casino”; saiba pôr no respectivo lugar os construtores civis e a generalidade dos senhores “de negócios” e saiba recusar a política de gestão de interesses (...)» *
Gestão de influências e pelos vistos de serviços. Merecíamos jornalistas melhores!

* Estevão G. Câmara na edição de hoje do AO

O Nosso Homem na América - Novas Impressões

Lembrei-me de Vinícius e Bethânia em Miami. "Eu morro ontem. Nasço amanhã. Ando onde há espaço. Meu tempo é quando"! A banda sonora perfeita para o vento quente de Sul, ainda que seja Halloween.
Dizem-me que a América começa em Orlando e que Miami é a cidade mais americana de Cuba. É isso mesmo que parece. Madonna era vizinha de Julio Iglésias em Hibiscus Island, mas já vendeu a casa. E Versace foi morto mesmo ao lado. Em South Beach, um bocadinho mais abaixo, não faltam lojas mas ninguém parece estar minimamente preocupado com a praia propriamente dita.
Lembro-me agora do já célebre "You're all Joe's" de McCain, a tentar reparar a gaffe de ter chamado por Joe The Plumber num comício onde ele não estava presente. Em Miami, a simbólica figura do trabalhador não qualificado, 0 canalizador que tenta pagar as suas contas e a quem Obama pretensamente pretenderia prejudicar, não faz o mínimo sentido.
Há, porém, um restaurante português chamado "O Marinheiro" e que faz Bacalhau à Braz, em ambiente chillout, junto ao mar. O gerente é brasileiro e o capital é espanhol. Há muito poucos portugueses em Miami mas há também um edifício chamado "Espírito Santo Building".
De repente, vem-me à memória "Recount", excelente telefilme da HBO, com Kevin Spacey e Denis Leary, perfeita reconstituição do período pós-eleições em 2000, quando o Supremo Tribunal Federal ofereceu a primeira vitória a Bush Jr. Nunca teria havido um Obama se Al Gore tivesse ganho. Não teria sido necessário. Mas agora é.
Percebe-se, em Washington como em Miami, que a América precisa de voltar a acreditar que é possível subverter tudo se isso for o melhor, que ainda é possível acreditar que as palavras têm força e que a vontade conta. Um país fundado na ideia de buscar a felicidade não pode ter medo de votar na esperança!

O Nosso Homem na América - Early Voting


The mean machines


The waiting


This can't be good, right?


What's Aunt Sam doin' here?