sexta-feira, outubro 31

HOJE | 1 NOV | 21h30 | CINE SOLMAR



RENASCIMENTO | RENAISSANCE
CHRISTIAN VOLCKMAN

VOZES: DANIEL CRAIG, PATRICK FLOERSHEIM, CATHERINE MCCORMACK, ROMOLA GARAI, JONATHAN PRYCE, IAN HOLM
ANIMAÇÃO / FICÇÃO CIENTÍFICA / POLICIAL | FRANÇA/GRÃ-BRETANHA/LUXEMBURGO | 2006 |COR - 105 MINUTOS

M/12Q

Toda a programação em: http://semanafantastica.blogspot.com/

Malgré Nous, Nous Étions Lá



Baseado em textos de Gonçalo M. Tavares, com música de Bernardo Sasseti, Gilbert Becaud e Barbara Travadinha este é, nas palavras do próprio Paulo Ribeiro, um “objecto inexplicável”: existe porque os bailarinos existem, é o seu dueto a falar por eles. Apesar deles. Hoje no Teatro.

HOJE | 31 | 21h30 | CINE-SOLMAR



DARK CITY - CIDADE MISTERIOSA | DARK CITY
ALEX PROYAS

COM: RUFUS SEWELL, KIEFER SUTHERLAND, JENNIFER CONNELLY, RICHARD O’BRIEN, IAN RICHARDSON, WILLIAM HURT, BRUCE SPENCE, COLIN FRIELS, JOHN BLUTHAL, MITCHELL BUTEL
MISTÉRIO / FICÇÃO CIENTÍFICA / THRRILER | EUA/AUSTRÁLIA | 1997 | COR - 100 MIN.

M/12

Toda a programação em: http://semanafantastica.blogspot.com/

O Nosso Homem na América - Flórida


A história em relação à Flórida, este ano, é relativamente simples e bastante diferente do melodrama de 2000: Obama não precisa de ganhar na Flórida para ser Presidente, mas McCain nunca será Presidente se não ganhar na Flórida. As sondagens dizem, neste momento, que a diferença é de 3%, o que, atendendo à margem de erro, é o mesmo que um empate técnico.
Por isso, tanto McCain como Obama têm obrigatoriamente de incluir a Florida no mapa das 72 últimas horas de campanha. Ontem, Bill Clinton juntou-se pela primeira vez à campanha democrata em Kissimi, amanhã, e com enorme simbolismo, Al Gore estará, também pela primeira vez num comício de Obama, na Flórida.
Para ganhar o estado, os comentadores dizem que há dois temas fundamentais aos quais é essencial atender: reformas e a inserção das comunidades latinas.
A Flórida é simultaneamente o estado americano cuja população mais tem aumentado nos últimos anos, em termos relativos, e aquele onde a população mais tem envelhecido. Isto porque se tornou no estado de residência de muitos dos reformados da Costa Leste, especializando a sua economia e as suas infra-estruturas no apoio à terceira idade.
Por outro lado, a Flórida é quase bilingue, registando uma significativa comunidade de origem cubana, em particular, e latina em geral, em relação à qual é necessário ter uma particular atenção. E, enquanto a comunidade cubana é tradicionalmente conservadora e republicana, os imigrantes latinos mais recentes tendem a votar no Partido Democrata.
Como tal, é entre estas duas significativas faixas da população que o resultado da Flórida se irá definir, decidindo o destino de 37 votos no colégio eleitoral (a Flórida é o quarto estado com mais votos, depois da Califórnia, do Texas e de Nova Iorque) e, possivelmente, o destino da Casa Branca para os próximos quatro anos.
Na noite eleitoral, a Florida é dos primeiros estados a fechar as urnas. Possivelmente, quanto isso acontecer, estará encontrado o novo Presidente dos EUA.

quinta-feira, outubro 30

Festivais

Um Outono pródigo em Música nas ilhas (da velha e da nova).

Cine-Solmar

O hoje anunciado fim da exibição regular de cinema no Cine-Solmar é uma notícia que não pode deixar de preocupar um público amante do bom cinema.
Contudo, acredito na fórmula encontrada para continuar a exibir cinema de qualidade através de uma programação periódica de ciclos.
A toda a equipa e principalmente ao Carlos Miranda deixo aqui uma nota de incentivo e um muito obrigado por estes anos de bom cinema.

O Nosso Homem na América - Milagre Eleitoral


Na próxima terça-feira, não haverá uma eleição nacional para Presidente dos Estados Unidos. Serão sim 51 actos eleitorais relativamente simultâneos que, para além do mais, nem serão apenas presidenciais e que não serão iguais em todos os 50 estados americanos e no distrito federal de Columbia. Parecendo que não, isso pode vir a fazer muita diferença.
O processo eleitoral é gerido e regulado a nível estadual e mesmo local. Se é verdade que no dia 4 teremos eleições presidenciais por todo o território, não é menos verdade que as regras para essas mesmas eleições - do tipo de boletim de voto à escolha dos locais de voto, do sistema de recenseamento às regras de contagem - são completamente diferentes (e até contraditórias) de estado para estado e mesmo de condado para condado dentro do mesmo estado, além de que são, na sua generalidade, pensadas para facilitar a participação eleitoral muitas vezes em detrimento da própria integridade da votação.
Por exemplo, há 7 estados que permitem o recenseamento no acto da votação, há estados que permitem que se vote muito antes do dia das eleições (early voting), há estados que contam boletins de voto que não estão preenchidos na totalidade, há estados que não requerem nenhum documento de identificação para validar o voto, e todo um vasto rol de outras regras que nos parecem incompreensíveis do ponto de vista da validade do processo eleitoral, mas que na América são consideradas prerrogativas estaduais.
Daí que, por exemplo, este ano, o estado do Oregon não preveja a necessidade de disponibilizar qualquer mesa de voto, já que quem desejar votar o fará pelo correio. Daí que, em 2000, o estado do Alaska tenha 19% de votantes a mais em relação à população recenseada.
Por outro lado, ao mesmo tempo que escolhem o seu próximo Presidente, os americanos estarão a escolher todos os seus representantes federais, um terço dos membros do Senado, governadores, senadores e representantes estaduais, governos municipais, delegados escolares, presidentes de câmara e xerifes, num universo de 551.000 postos elegíveis em toda a América. Nalguns casos, terão também de responder sim ou não a uma série de perguntas de âmbito municipal ou estadual, como acontecerá, por exemplo, na Califórnia, com a hipótese de abolição dos casamentos homossexuais, ou em Massachusetts, com a possibilidade de o estado deixar de receber impostos sobre o rendimento.
Preencher um boletim de voto, óptico, electrónico ou tradicional, continua, pois, a ser uma enorme confusão e um enorme risco (sim, ainda há quem use os famosos punch cards que decidiram a eleição de 2000, na Florida), o que não pode deixar de constituir uma enorme surpresa tratando-se da maior democracia do mundo.
E ainda há mais um problema que deriva do próprio balanceamento do sistema político. Para evitar que os estados maiores se impusessem aos mais pequenos, os pais do sistema americano resolveram criar um sistema de escolha indirecta do Presidente. Assim sendo, os eleitores norte-americanos não votam em Obama ou em McCain, mas sim em membros de um Colégio Eleitoral, em que cada estado está representado pela soma dos seus delegados (senadores e representantes) no Congresso Federal. No total, o Colégio Eleitoral é composto por 538 membros (pelo que a maioria é atingida aos 270) e só reúne para escolher o Presidente a meados de Dezembro, sendo a sua declaração final tornada oficial em Janeiro.
Daqui resultam dois potenciais problemas: um, que já aconteceu algumas vezes na história dos EUA (sendo a mais recente em 2000), resulta do facto de ser possível que o Presidente dos Estados Unidos não seja o candidato que recebeu um maior número de votos do povo americano; o outro, tem a ver com a possibilidade de um ou mais membros desse colégio eleitoral mudarem o sentido de voto que lhes foi confiado pelos eleitores do respectivo estado (o que também já aconteceu, ainda que sem efeitos práticos).
Quanto a eleição não é muito renhida, o sistema é tão bom como qualquer outro, desde que as partes o aceitem. Mas quando, como em 2000, se verifica um grande equilíbrio, os americanos tendem a lembrar-se de que deviam mudar o sistema, uniformizar procedimentos e tornar as regras mais rigorosas. Sim, porque o actual sistema é um verdadeiro milagre eleitoral.

HOJE | 30 | 21h30 | CINE SOLMAR




3... EXTREMOS | THREE EXTREMES
MIIKE TAKASHI, FRUIT CHAN KWOH, PARK CHAN-UK

COM: HASEGAWA KYOKO, WATABE ATSURO (BOX), MIRIAM YEUNG CHIN-WAH, BAI LING, TONY LEUNG KA-FAI (DUMPLINGS), LEE BYEONG-HEON, IM WON-HI, KANG HYE-JEONG (CUT)
TERROR | HONG KONG / COREIA DO SUL/JAPÃO | 2004 | COR – 122 MIN.

M/18

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Box (Miike Takashi, Japão, 40 min.): Uma escritora tem sonhos recorrentes em que é envolta em plástico e enterrada viva dentro de uma caixa. Invoca memórias do seu passado — de criança contorcionista num pequeno circo —, enquanto tenta entender aquilo que a assombra no presente.
Dumplings (Chan Kwoh, Hong Kong, 37 min.): Uma actriz que já passou o ponto alto da sua carreira procura a fonte da juventude. Uma emigrante do continente chinês parece ter um tratamento eficaz, na forma de “dumplings” (pastéis de carne). Os ingredientes são, inicialmente, um mistério. Mas será que ela se importa com a dieta?
Cut (Park Chan-uk, Coreia do Sul, 45 min.): Um realizador de cinema vê-se aprisionado, com a mulher, num cenário de um dos seus filmes, por alguém que o acusa de ser demasiado bonzinho. Ele tem de conseguir convencer o raptor que é um homem mau e vicioso, mas para o fazer terá de cometer infanticídio. Cada hesitação pode custar um dedo da mulher.

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http://en.wikipedia.org/wiki/Three..._Extremes


...TRAILER


Toda a programação em: http://semanafantastica.blogspot.com/

Made in U.S.A.

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Em 1964, Irving Wallace, um dos mais populares criadores de best-sellers americanos, publicava o controverso "The Man". A novela de Wallace partia do cenário "what might have happened" se um "afro-americano" chegasse a Presidente dos Estados Unidos. Publicado numa era de forte activismo pelos ditos "direitos cívicos" o livro era mais uma provocação de Wallace e a personagem Douglass Filmam (the black president) era uma mera ficção. Hoje, quase cinquenta anos depois, a realidade poderá superar a ficção. A avaliar pela via de beatificação de Barack Obama este poderá ser na realidade o próximo Presidente dos Estados Unidos, e o primeiro negro a assumir o comando da Casa Branca. Obama, que representa com fervor evangélico o milagre da "mudança", promete ser um poço de virtudes e uma mão cheia de mezinhas para as maleitas da América e do Mundo. Com tal aura Obama poderia ter por cognome "o Salvador". Na verdade, qualquer que seja o ângulo, há sempre uma salvífica imagem deste santo homem que irá expurgar todas as iniquidades terrenas. Obama é a personificação da honestidade de Lincoln, possui a elegância carismática de um John Kennedy, a retórica de um Martin Luther King e mais um rol de qualidades que parece ter tomado de empréstimo. Em suma: correndo o risco de ser considerado um herege pelas elites do burgo afirmo que pressinto que Obama não é genuíno. Parece-me mais um produto plastificado de marketing. Tem sido este marketing que tem passado, urbi et orbi, a ideia motriz de que Barack Obama é uma espécie de sabão que irá escanhoar todos os males do mundo, um "ebony soap" que lavará bem fundo as crostas de corrupção da face da terra. Enfim, é mais uma personagem da "soap opera" destas Presidenciais Americanas hipermediatizadas que "tem um elenco de personagens que se sentiriam em casa numa sitcom – o orador que pode mudar o mundo, a autarca de uma pequena cidade e de mentalidade tacanha e o avôzinho" (isto na caracterização do colunista Ivor Tossel do jornal Canadiano Globe and Mail). Ora, para quem não gosta de novelas, mas é coagido às mesmas pela televisão, o fim da 1ª temporada das Presidenciais Americanas é um verdadeiro alívio. Para a 2ª temporada fica em suspenso saber se nas rédeas da Nação mais poderosa do mundo está o "orador que pode mudar o mundo" ou o "avôzinho". Faço fé de que seja o "avô" McCain que, pode não ter as virtudes do "pregador" Obama, mas não é, seguramente, de plástico. Creio ainda que essa genuidade do artigo verdadeiramente "made in USA" poderá fazer a diferença.
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João Nuno Almeida e Sousa nas crónicasdigitais do jornaldiario.com



Jukebox


Buraka Som Sistema - Kalemba (Hot Chip remix)
Ne-Yo - Closer
Thievery Corporation - Sound the Alarm
Oasis - Falling Down
Kings of Leon - Sex on Fire
Loudon Wainwright III - Motel Blues



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quarta-feira, outubro 29

Agente Provocador

Reporter X

Pragas *

1. Foram introduzidas plantas invasoras nos jardins das Portas do Mar (Título e capa deste jornal na sua edição de 14.10.08). Percebo que este seja um problema e que o mesmo seja de fácil resolução (no jardim das Portas do Mar, entenda-se!). Não compreendo a repercussão e a amplificação mediática que obteve. Ainda bem que existem associações ambientais atentas para este tipo de aspectos e com um forte carácter interventivo. Se existem problemas de plantas infestantes em vários pontos da ilha o mesmo não se verifica num espaço contido e delimitado e que tendo sido identificado será rapidamente erradicado como foi prontamente anunciado. Gostaria de ver amplificado este tipo de discurso quanto a outro tipo de pragas que copulam na cidade de Ponta Delgada e restante ilha e que de pouco têm de autóctones e cujo nível de poluição (visual, sonora e atmosférica) estão muito para além do recomendado. Falo de inusitados desportos automobilizados que durante o fim-de-semana invadem o espaço público da cidade e da ilha, sem que as mais comuns regras de civilidade sejam cumpridas. É óbvio que existem excepções, mas por uns menos capazes pagam os outros. Sinto que o desprezo pelo que de melhor temos na ilha seja um capricho garantido à partida e que a contínua degradação ambiental não seja devidamente tida em consideração e é ostensivamente desvalorizada em prol de um egoísmo fortuito e passageiro. Uma pequena curiosidade: assistimos diariamente às reclamações da população quanto à subida ou descida dos preços dos combustíveis, mas relativamente a estes desportos parece não existir qualquer tipo de “contestação”. Prioridades?! Pode ser que dê um motivo de reportagem à Teresa Nóbrega. Mais civismo e menos ruído, precisa-se!

2. O Presidente da República acaba de vetar a revisão do Estatuto Político-Administrativo dos Açores. Nada de verdadeiramente surpreendente. Gostaria apenas de imaginar a condução deste dossier caso o mesmo tivesse tido outros protagonistas insulares. A discussão jurídica continua intrincada aos gabinetes, à porta fechada, distante da maioria e processada através de um complexo linguajar constitucional. Haverá outra forma?!


* edição de 28/10/08 do AO
** Email Reporter X
*** Imagem X Reporter X

terça-feira, outubro 28

O Nosso Homem na América - Washington

Monumento de tributo aos soldados que combateram na Guerra da Coreia, Washington DC

Estou em DC, como os locais (cerca de 570 mil) gostam que chamem à sua cidade, ou melhor dito, ao seu distrito federal, estabelecido em 1790 como capital dos EUA. O maior negócio de Washington é a política, quer em sentido literal - com todas as instituições federais, os respectivos staffs e as diversas agências governamentais - como em sentido mais amplo - incluindo lobistas profissionais, empresas de consultoria, embaixadas, visitantes estrangeiros, think tanks e por aí fora.
A cidade é governada por um Mayor e por 13 vereadores, e elege um membro da Câmara dos Representantes, embora sem direito de voto, uma vez que não se trata de um representante estadual no verdadeiro sentido do termo - é por isso que em muitas das matrículas dos carros registados em DC pode ler-se "taxation without representation". Aliás, os habitantes de Washington só votam para as Eleições Presidenciais desde 1964 e só a partir de 1975 passaram a ter direito a uma forma limitada de auto-governo.
Mesmo assim, com todos estes condicionalismos, Washington continua a ser sinónimo de Governo Federal e Governo Federal é algo que os americanos, em geral, não vêem com bons olhos, para dizer o mínimo. Todo o sistema político e eleitoral americano foi erigido com o preciso objectivo de proteger o indivíduo, a liberdade individual, do Governo, que nunca pode ser deixado à solta e que só pode ser concebido se limitado e controlado.
Washington é também sinónimo de impostos e impostos são um dos maiores ódios de qualquer americano. Apesar dos Estados Unidos serem um dos países do mundo com menor carga fiscal - 32,8% do PIB contra, por exemplo, 54% no caso da Suécia - os americanos acham sempre que pagam demasiado impostos e fazem da questão ponto de honra essencial em toda e qualquer campanha. Acresce que o peso do Estado Federal no financiamento das políticas estaduais e nos respectivos orçamentos é muito reduzido -em cada 100 dólares dispendidos por um qualquer estado apenas 9 provêm do Orçamento Federal - e, correspondemente, também a influência de Washington na Educação, nas Polícias ou até mesmo na Economia.
A única excepção que os americanos concedem a Washington é no domínio dos Negócios Estrangeiros, área que está integralmente acometida ao poder federal e em relação à qual, exceptuando contextos de crise internacional, o americano médio se está positivamente nas tintas.
As sondagens dizem que o Distrito de Columbia já há muito se decidiu maioritariamente por Obama, mas não dizem que Obama representa "a mudança" porque, mesmo sendo, ele próprio, um Senador Federal, promete lutar contra o sistema de Washington, fazer as coisas de outra forma que não à maneira de Washington, a mesma que terá transformado um patusco Governador do Texas numa ridícula figura de tragicomédia.
Há outra coisa que as sondagens não dizem sobre Washington e que é um mito urbano comprovado pela história: 94% das vezes nos últimos 76 anos, a vitória dos Washington Redskins a( equipa de futebol americano da cidade, tida como das mais fracas do país) no jogo imediatamente anterior às eleições presidenciais coincidiu com uma vitória republicana. Os Redskins jogam na segunda-feira, dia 3, à noite.

segunda-feira, outubro 27

WASSUP 2008



Nos idos de 2000, durante os intervalos do Super Bowl (que são os minutos mais caros da publicidade televisiva americana), a Anheuser-Busch Co. pôs no ar um anúncio à cerveja Budweiser que entrou nos anais do imaginário colectivo yankee. Ficou conhecido pela designação abreviada de wassup: o que é que se passa? Oito anos depois, os protagonistas desse spot publicitário resolveram fazer um remake de conteúdo político que, para variar, critica impiedosamente a administração e o partido Republicano. Os endorsements a Barack Obama - desde Colin Powell até Scott McClellan - não param de me surpreender.

sic transit gloria mundi

Mensagem do Presidente da República à Assembleia da República a propósito da devolução do diploma relativo à revisão do Estatuto Político-Administrativo dos Açores

O Nosso Homem na América - Primeiras Imagens


Vote for the Environment


Uncle Sam Wants You to Vote for Obama



Inauguration Construction




domingo, outubro 26

O Nosso Homem na América - Primeiras Impressões


Não é propriamente uma sondagem Gallup, mas as t-shirts de apoio a Obama custam mais 2 dólares do que as de McCain. O rádio do táxi apanhado à saída do Reagan National dá uma ajuda: thirteen points ahead, quem é como quem diz, Obama está a ganhar cerca de 3% por cento por semana desde que o tema principal da campanha passou a ser a crise económica.
Depois de quase 10 horas de aviões, fico à espera de uma manifestação inequívoca de crise. Sei lá, uma pequena manif, um tumulto por causa do preço dos donughts, um executivo financeiro a pedir emprego, que sei eu, um pequeno investidor a tentar vender a sua carteira de acções à porta do Starbucks. Mas nada. Assim de repente, a América em crise terminal parece a mesma de sempre. Mesmo a um sábado ao fim da tarde.
Na empreitada literária dos últimos dias, li algures que há quem pense que Obama ainda sofrerá o chamado efeito Tom Bradley, um negro que esteve à beira de se tornar Governador da Califórnia em 1982, que ia na liderança de todas as sondagens, mas acabou por perder nas urnas, por ser negro. Mas, mesmo que isso aconteça, já são muitos pontos de vantagem para que a vitória possa estar em risco. E ainda por cima com a crise.
Ligo a televisão. Na televisão sim, não há mais nada a não ser a crise. Minto, no ESPN há basebol e no The Weather Channel há uma frente oclusa na costa Leste, que tive de resto oportunidade de conhecer em pleno ar, de forma até um pouco desagradável. De resto, CRISE. Crise nos supermercados, crise nas bombas de gasolina, crise nas lojas de conveniência, até à porta de uma biblioteca uma repórter demasiado entusiasmada pergunta a um leitor já com a sua idade pela crise. A televisão gosta de crises, convive bem com elas. Não as larga. Na América, como por todo o mundo.
[o oficial da emigração ouvia o último dos Coldplay, via ipod; será um sinal de crise?]
Leio já meio ensonado que o dueto de Michael Bublé com os Bee Gees é "way better" que o dueto que os australianos fizeram com Diana Ross há décadas atrás. Vou ter de me deitar. O jetlag é pior que a crise.

FOTOS DO DIA




Todas as fotos © Callie Shell / Aurora for Time

sexta-feira, outubro 24

prazos

A próxima segunda-feira é o prazo limite para que Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa Professor Aníbal Cavaco Silva promulgue ou vete a proposta de Estatuto da Região Autónoma dos Açores. Bom fim-de-semana blogoarquipélago.