sexta-feira, novembro 19

Um Bartoon vale mais que mil perguntas.


Direitos reservados PÚBLICO S.A. / Luís Afonso

Perguntas que eu gostava de ver referendadas. III

Concorda que se façam referendos cujo resultado final seja aumentar ainda mais os níveis recorde de abstenção em detrimento de potenciarem um verdadeiro debate esclarecedor sobre questões ora de pormenor ora de vital interesse para o futuro das democracias europeias e para o bem-estar dos cidadãos?

Humor entre blogues

O Corisquinhe é como o pisca-pisca dos carros: liga, desliga, liga, desliga.
Eh, eh, welcome back my friend.

Perguntas que eu gostava de ver referendadas. II

Concorda que se gaste tempo e dinheiro com um referendo que não passa de um teatro de falsa democracia, uma vez que já foi tudo decidido e é inevitável?

Perguntas que eu gostava de ver referendadas.

Concorda com a forma manipuladora como os políticos exercem as suas funções e com o autismo desse exercício de poder com relação aos reais anseios dos cidadãos?

Decisions, decisions, always decisions...

Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa? [link pdf]

Pois. A mim apetecia-me responder com uma nova pergunta: E como é que se explica o crescente e alarmante afastamento dos cidadãos com relação à política e aos políticos?

Eh Atolêmáde [round 1]

Finda a conversa deambulo em direcção à saída. Sorriso interior. O lançamento da Revista tinha corrido como o previsto - muito bem! Convidados de grande nível. Uma audiência atenta e bonita. O assunto? Sério demais. Foi uma conversa positiva e não chegamos a conclusão nenhuma, em concreto, mas sim a várias. É necessário coragem política nesta próxima legislatura - desafio colocado a todo o espectro político. E fora os jornalistas - a verdadeira face do mal - é imperioso o empenho e a dedicação de todos, sociedade civil incluída, para levar a bom porto - as ilhas. Findo o prólogo. 2 óptimas surpresas. A minha alma rejuvenesceu. Felicidade estampada no rosto. 5ª feira = estreias cinematográficas.

A 1ª - "A Vila", último filme do realizador norte-americano M. Night Shyamalan ("O Sexto Sentido", "O Protegido", "Sinais") e com um elenco de luxo - Adrien Brody, Bryce Dallas Howard, Joaquin Phoenix, William Hurt;

a 2ª - "Antes do Anoitecer" é a continuação de "Antes do Amanhecer", filme de amor de culto de Richard Linklater que conquistou o Urso de Ouro no Festival de Berlim, em 1995. Com Ethan Hawke e Julie Delpy.

A semana não acaba mal. Falta apenas a distribuição da :ILHAS. Mas, isso ficará para outro post...

quinta-feira, novembro 18

Suspensão Temporária de Hostilidades.



Sem querer assumir o papel de advogado, e com a promessa de programar um jantar para todos os intervenientes nesta refrega posto aqui um e-mail enviado por Bernardo Rodrigues.

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Caríssimo Pedro e leitores in general, Açorianos

Sempre achei bastante ridícula a troca de mensagens pessoais, mesmo que amistosas, em um canal público de comentários, nos blogs. Calhou-me logo ser apanhado numa espiral muito desagradável de galhardias a qual lamento sinceramente, acima de tudo o incómodo a terceiros, que sei, causa.

Ainda não vi vosso blog hoje com receio de escalada ainda pior de palavras. Houve entusiasmo, houve calor, houve insultos, porém.
Da minha parte peço-te que aceites um abraço amigo e releves o tom e as bobagens mais frias do ultimo comentário. Nada mais do que isto são.

Como reparaste, espero, em nada me referia a ti, antes pelo contrário até então, o meu tom, pelo menos, era jocoso e simplesmente acirrar alegremente alguns pontos com outros que não tu.
Passaram-se limites. Tocaste-me. Respondi.

Caso tenhas entretanto subido a parada (como vou tar uns tempos sem vos ler, p ver se não insulto toda a ilha), em vez de copos combina-se um ringue de lama e fios dentais. será a delícia das femas...

fica bem, meu amigo
Bernardo
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FIM

[convite:15:ILHAS]

Hoje lançamento oficial da 15:ILHAS na Livraria Solmar (CC Solmar/Ponta Delgada), a partir das 18h30, para uma conversa sobre Política intitulada - Eh Atolêmáde, isse é Política!, André Bradford e Pedro Gomes são os protagonistas.

A Blogosfera está cada vez mais perigosa

quarta-feira, novembro 17

Porque blogamos ???

Sem comentários...

Sátrapas convictos

Foi belíssima a escolha, pelo João Nuno para a sua mais recente Vox Populi, de um texto de Helena Matos, Sábado, 13 de Novembro no Público.
Uma ideia ficou-me na cabeça a rolar de um lado para o outro (provavelmente devido ao espaço aí disponível), quando a Helena Matos escreve "(...)Curiosamente o eufemismo das convicções é, em geral, reservado aos sátrapas amados pela esquerda. Muito francamente não me parece que Pinochet seja menos convicto do que Fidel ou Arafat (...)", somos de imediato obrigados a concordar ou discordar com dois aspectos diferentes. Um, se os três nomes citados poderão ser considerados sátrapas (fui ver ao dicionário) de igual modo, e poderemos considerar que sim, apesar de não conhecer ninguém possuidor de todos os reais dados que nos permitam fazê-lo cientificamente. E dois, se poderemos considerá-los, todos, homens de convicções, e mais uma vez, poderemos considerar que sim, apesar de repetir as dúvidas acima apresentadas. Resta-nos, então, três homens, igualmente sátrapas e igualmente convictos. O que diferencia, então, estes homens de maneira a que fiquem na história, uns como sátrapas e outros como homens de convicções. Esta era a tal pergunta que me ficou a rolar na cabeça. Será que a história é escrita por homens da esquerda (e sei que estou a falar de uma história escrita quase na contemporaneidade dos factos) ou será que a história se atreva a basear-se na intrínseca diferença dos ideais que alimentam, e de que se alimentam, estes homens? Será que uns lutam, e abusam da luta, pelo bem e os outros pelo mal? Era fácil assim, não era? Imaginemos que sim ...

3 linhas abertas ao Manuel Moniz

Meu caro Manuel Moniz, não, não "basta um computador e um programa pirata para se começar a fazer arte" da mesma forma que não basta uma caneta ou um teclado para se ser jornalista.
Arte é criatividade com valores estéticos (beleza, equilíbrio, harmonia, revolta) que sintetizam emoções, sentimentos e cultura e isso não está ao alcance de todos.
Ps: Oh, as artes...

AMÉRICA PROIBIDA



«América Proibida» apesar de abrir flancos a justas críticas no que tange a opções cinéfilas merece ser visto pelo virtuosismo de Edward Norton. Este é de longe um dos melhores entre as estrelas de Hollywood.

Mas, «American History X» é também o filme do lado negro da América colorizada com o «white trash». O filme exibe a tese, aliás parcialmente verdadeira, de que o racismo só existe até ao limite dos interesses dos próprios grupos nos quais germina.

No resto, não somos todos diferentes e todos iguais! Assim, dispensável seria a referência subliminar de que o preto e branco está para o passado, como as imagens coloridas estão para o presente. São estas desinteligências, acompanhadas pela inverosímil conversão do protagonista apenas para ser, emocionalmente, imolado no final que borram a pintura dum filme, apesar de tudo, incontornável.

Seja como for a não perder hoje às 22 h (local time) no Canal 1 da RTP...

VOX POPULI

A semanada de excitações e reflexões, acondicionada entre aspas, para guardar e, de vez em quando, revisitar na persistência da memória.





«Victor Cruz está a ser pressionado a voltar com a sua palavra atrás. E depois de ter anunciado a sua demissão publicamente, está a ser autenticamente forçado a voltar a pegar na liderança do PSD, depois dos seus vices terem recusado o fardo.».
Manuel Moniz, Sábado 6 de Novembro no Diário dos Açores.

«Há duas formas de enfrentar o medo que o terrorismo nos causa: uma é à espanhola, mudando o sentido de voto em cima da hora, a outra é à americana, resistindo ao medo, cerrando fileiras e enfrentando o inimigo.».
Estevão Gago da Câmara, Sábado 6 de Novembro Açoriano Oriental

«a culpa não pertence ao Dr. Victor Cruz, pois todos têm que ser responsabilizados, nomeadamente todos os Conselheiros de que se rodeou ou o rodearam, pois estes são os mesmos que só queriam a renovação do partido. Todos aqueles que por uma questão de idades, que ajudaram a fundar o PSD e ao seu crescimento e às suas vitórias, foram excluídos ou postos à margem »
Gastão Pacheco, Domingo 7 de Novembro no Correio dos Açores.

«A Liberdade de Expressão não é o falar mal porque estamos pagos para criticar. Isto não passa de liberdade de impressão.».
José Pacheco, segunda-feira 8 de Novembro no Atlântico Expresso.

«A blogoesfera açoriana tem revelado um crescente dinamismo, com um razoável número de blogues e um - por vezes intenso - debate sobre os temas que cruzam a actualidade. Na blogoesfera, a contenda ideológica, na dicotomia esquerda-direita, é frequente e, quantas vezes acesa. Muito embora padeça ainda das discussões auto-referenciais - fruto da relativamente recente explosão do fenómeno entre nós - a blogoesfera insular constitui um espaço de discussão a que nenhum actor social pode estar alheio. Apesar disso, é surpreendente que a imprensa ainda não tenha descoberto a blogoesfera como fonte noticiosa,(...)».
Pedro Gomes, quarta-feira 10 de Novembro no Açoriano Oriental.

«A Europa pratica a cultura da tolerância a todos os níveis e essa é sem dúvida uma das suas mais admiráveis características. Mas a tolerância não pode ser usada e abusada, a ponto de morrer às mãos dos abusadores. É esmagadora a pressão de povos subdesenvolvidos, geograficamente às portas da UE, para invadir o velho continente. Estamos perante um choque de valores, porventura de civilizações. A Europa, sendo a região violada, precisa e tem o direito de salvaguardar a sua cultura, e, sendo assim, só faz sentido integrar comunidades estrangeiras através da assimilação(...) é dever do Ocidente resistir e lutar por todos os meios em defesa do seu modo de vida (que, não nos iludamos, julgamos superior a qualquer outro).».
Joaquim Vieira, Sábado 13 de Novembro Editorial da Grande Reportagem a propósito do assassínio de Theo Van Gogh.

«A expressão "um homem de convicções" é o eufemismo por que actualmente se designam aqueles líderes que roubaram os seus povos (no caso de Arafat não só roubou o seu povo, mas também todos os outros povos, como acontece com os da EU que, com os seus impostos, apoiam a Autoridade Palestiniana), pactuaram ou ordenaram execuções e torturas. Não menos importante, neste jargão os "homens de convicções" também se caracterizam por perseguirem, quando não aniquilarem, não só os opositores, como aqueles que eventualmente lhes possam vir a suceder. Assim fomos esta semana inundados com as convicções de Arafat, tal como seremos algum dia com as convicções de Fidel. Curiosamente o eufemismo das convicções é, em geral, reservado aos sátrapas amados pela esquerda. Muito francamente não me parece que Pinochet seja menos convicto do que Fidel ou Arafat - a não ser que se entenda como quebra de convicção o facto de ter abandonado vivo o poder, coisa que Arafat não fez e Fidel tudo indica não virá a fazer - , mas duvido que alguém , com um mínimo de vergonha na cara, recorra a tal definição para, omitindo os torturados e os assassinados, referir apenas o saldo económico e financeiro da ditadura que impôs ao Chile.».
Helena Matos, Sábado, 13 de Novembro no Público.

«Corto Maltese é o Ken dos intelectuais...»
Nathalie Ballan, Domingo 14 de Novembro no Público.

«Pedro Santana Lopes está a fazer ao PSD o que Paulo Portas fez ao CDS: criar dentro de um partido, um novo partido o PP. É mais difícil fazê-lo no PSD, que tem um lastro muito especial e é um partido de grande dimensão, menos plástico a "refundações", mas, se lhe for dado tempo e oportunidade, é o que ele tentará fazer. (...) Os sinais estão bem à vista: a tendência para o partido unipessoal, à PP de Portas, com o culto de personalidade assente na "subjectividade" do líder, a interpretação messiânica do destino manifesto, a ênfase na "geração" como mecanismo de exclusão, a identidade nacionalista entre "Portugal" e o líder, a acentuação de um princípio de comando ("eu" foi a palavra mais forte do Congresso), a tentação populista do contacto directo entre o líder e o "povo" através daquilo que, com ignorância do significado das palavras, os fãs chamam, ou "inteligência emocional" ou "carisma", e o exercício brutal do poder de estado ao serviço não de causas, mas de pessoas. A complacência com alguns políticos pouco honestos que passeavam pela sala, sempre sem mácula partidária, façam o que fizerem, a contrastar com a violência verbal contra os críticos. A perigosa enfatuação da palavra?líder?.».
Pacheco Pereira, segunda-feira 16 de Novembro no Abrupto.

«A Política é a ciência e a arte de governar com verdade, respeitando a dignidade das pessoas»
João Bosco Mota Amaral, na Revista :Ilhas lançada ontem...

terça-feira, novembro 16

Choque? Qual choque?

Provavelmente a prosa do Bernardo, espalhada de forma seleccionada aqui, é mais para o TóZé do que para mim, mas como o meu nome também vem à baila não posso deixar de alongar umas palavras sobre o assunto. Para quem escrevemos quando escrevemos sobre coisas que gostamos ou que odiamos? Quem está do outro lado da linha quando falamos de gostos, inclinações, prazeres, índoles? E ainda para mais se, com a falta de rede customeira nestas ilhas, o mais provável é que quem está do outro lado, seja velho amigo, conhecido ou desconhecido, não perceba um oitavo do que escrevi? Os gostos, dizem alguns, não se discutem. Bardamerda, se não se discutisse o gosto não haviam opiniões e andávamos todos vestidos com pele de Mamute. Ora o que se passou, e para tornar uma história curta numa história comprida, foi que eu não gostei de partes do programa Choque de Gerações, partes essas que após visionados dois programas, continuo a não gostar, partes que adiante explicarei, e não gostei mesmo nada, mas mesmo nada, oxalá me engane, o que costuma acontecer, da nomeação do Sr. Sérgio Ávila para Vice-presidente do Governo Regional dos Açores por razões do âmbito político e pessoal, razões essas que em vista dos tempos censórios que vivemos e por medo de perder o meu lugarito de comentador neste blogue me vou, de momento, escusar de explicar. Vai daí apeteceu-me, (será preciso dizê-lo?) em tom de ironia, declarar unilateralmente uma guerra, perdida, à ilha Terceira. Já devia eu saber que nestas ilhas não se pode brincar com as ilhas. O horrível fantasma de séculos de cu virado uns para os outros tomou logo de assalto os espíritos mais sensíveis, acusando-me de bairrismo, baixeza, aviltamento e outros sinónimos de estupidez. Meus amigos, esta idiotice de não podermos gozar com as ilhas sem no dia seguinte sairmos à rua, tomarmos um avião, e ir ali à outra ilha comer uma bela sopa da Tia Urânia ou, ficando em casa, abrirmos o computador e embrenharmo-nos no maravilhoso mundo do blogue-arquipélago, com medo de levar uma traulitada na nuca ou uma mesquinha acusação de inveja na fronha é o grau zero da mente. E isto sim, meus amigos, isto sim é que é de ficar menente. Que raio de gentinha somos nós que não podemos brincar com as idiossincrasias uns dos outros, que porcaria de autonomia é esta que proíbe que eu me insurja com o que de mau vem da Terceira e o diga com todas as letras e com todos os excessos da generalização sem que me caiam logo em cima não sei quantos férreos defensores da estupidez alheia? Bom, recapitulando, tudo isto começou com a estreia do Choque de Gerações, programa que eu aguardava ansiosamente por conhecer a maioria dos protagonistas e, principalmente, por gostar dos protagonistas. Visto o primeiro programa, que por acaso tinha como convidado Bernardo Rodrigues (que é tanto o Sr. Arquitecto Bernardo Rodrigues, cujo CV pode ser consultado numa caixa de comments mais abaixo, como ao mesmo tempo o meu querido e velho amigo Bernardo) ora este primeiro programa foi para mim uma desilusão e como tal desgostou-me. Assim triste, limitem-me a conversar com alguns amigos, alguns deles futuros convidados do programa, sobre os aspectos mais negativos do Choque de Gerações. Falamos sobre a péssima escolha do local com a barulheira ensurdecedora que nos obriga a um esforço enorme para nos concentrarmos no programa e não mudar de canal, disse da minha discordância com o modelo do segundo convidado, discordância essa que se transformou em indignação com o visionamento do segundo Choque..., por considerar um ultraje convidar uma senhora para nossa casa, sentá-la a um canto e pedir-lhe descaradamente que esgalhe ali nuns minutinhos um peomito, não que o tratamento dado à Sandra fosse melhor que o dado à Mariana, mas porque não se trata assim um poema, ou uma fotografia, ou sequer uma pessoa. Comentei ainda o excessivo protagonismo do Joel que embaraça os convidados e limita os comentadores, o texto preparado do Joel não é consentâneo com o improviso dos outros membros da mesa. Zurzi também sobre a ridícula secção do Ódio de Estimação que é a meu ver um presente envenenado e que devia ser liminarmente recusado por quem for de futuro ao programa e não tiver capacidade histriónica ou três anos de curso numa escola de teatro. É que ou se tem a desenvoltura que teve o Luís Filipe Borges de estar num púlpito a lançar postas de pescada ou então aquilo é um verdadeiro calvário digno de uma fase de pré selecção dos Ídolos. Não se convidam pessoas para as colocar em potencial ridículo. Brinquei mais ou menos snobisticamente com a frase possidónia do «açores no mundo, sofisticado nos açores». E já nem falo na questão do nome, Choque de Gerações, quais gerações?! Porém, e no fundo, a minha opinião sobre aquilo tudo foi mista e se algum problema de fundo podia apontar ao Choque de Gerações para além destas questões de pormenor, pormenores todos corrigíveis, era o de que me parecia um programa demasiado ambicioso. Vi nestes dois programas, hoje há mais um, uma vontade excessiva de mostrar tudo, mostrar muito, gastar os cartuchos todos numa rodada, esse é o maior problema, é que não compreenderam os responsáveis do programa que aquilo são apenas 50 minutos de televisão não são três horas de magazine onde se possa opinar e divulgar sobre tudo o que há de bom numa geração que está agora entre os 25 e os 45 anos e tem como elo de ligação o factor geográfico chamado Açores. Digamos que foi uma boa ideia que não conseguiu dar o salto para a realidade. Posto isto importa realçar uma evidência, apesar de desconsolado com o Choque de Gerações não escrevi nenhum post sobre o assunto e nem tão pouco comentei em blogues que escreveram sobre o assunto. Fiquei, até hoje, em silêncio sobre o programa. Agora, e porque o Bernardo o exige, proponho-me a dizer qualquer coisa. Nunca me passou ou passaria pela cabeça criticar a prestação do Bernardo no programa por mais fraca, e aqui creio que até tu concordarás comigo, Bernardo, que ela tenha sido. É que o Choque de Gerações não está feito para ajudar os convidados, querem um exemplo? Ninguém no seu juízo perfeito pergunta a um Poeta/Guionista/Actor/Luís Filipe Borges qual é a solução para o problema do Darfur?!! Bem esteve o Luís que argumentou que se tivesse a resposta para essa pergunta seria o Koffi Anan e não o Luís Borges. A questão é mesmo esta, Bernardo, é que o bom ou o mau do programa não és tu, ou o Luís, ou a Mariana, ou a Sandra ou todos os outros convidados que por lá vão passar. O programa é uma enorme salganhada de intenções, todas elas boas, talvez, mas que de onde não se salva nem o vinho que pelos vistos ninguém bebe. Em duas palavras: excesso de ambição. Aqui encerro o assunto Choque de Gerações esperando honestamente que quem estiver ligado ou interessado pelo dito tome as minhas palavras como critica construtiva e não mais do que isso. (Eu sei o que é ter uma ideia e esforçarmo-nos ao máximo para que ela resulte o melhor possível e dar a cara por ela mesmo quando, muitas vezes, interiormente, não estamos satisfeitos com o resultado final.) Quanto ao resto o que posso dizer e só para aqueles que não me conhecem pessoalmente é que se há sentimento que não nutro é o de inveja. Inveja de quê, de quem? Do Sérgio Ávila? Do Joel Neto? Meus amigos, eu estou bem onde estou, aliás foi uma opção minha estar onde estou e nunca na vida levantaria o meu rabinho do meu sofá para me por de fronte de seja qual for o caçador de leves talentos. Deixem-me também dizer que se e quando me convidam para botar faladura em seja que meio de comunicação social for eu vou e boto, orgulhoso, sim, mas também humildemente curvado, o resto é o meu auto convencimento natural. Por último, que a prosa já vai longa, e quanto à questão Terceira, a Terceira no contexto das minhas declarações belicosas anteriores é uma metáfora para o que está mal e que o Sérgio Ávila está mal na Vice-presidência está.



foto de eric boutilier-brow




ancorado em mim

mais forte que a ventania
vieste com a maresia
amor sem berço nem fim
foste o mar e o veleiro
muito mais que o mundo inteiro
ficaste ancorado em mim

nem tormentas nem naufrágios
nem os mais negros presságios
mudam as cores deste mar
só eu conheço os segredos
só eu navego sem medos
nas águas do teu olhar

gaivotas de voo rasante
vão trazendo a cada instante
notícias de outras marés
que me importam outras ilhas
se eu descobri maravilhas
no fundo do meu convés!


letra ana vidal
fado cantado por katia guerreiro

segunda-feira, novembro 15

Desculpe,

importa(m)-se de repetir!?
"uma simples discordância com a nomeação de um correspondente no estrangeiro"
+++

Não, não é a Mukata em Ramallah. Ok... Será então uma artéria de Ponta Delgada!?

ESTOU FEITO

A partir de hoje vou levar com música natalícia???????????? o dia todo.
Acho que vou tirar 2 meses de férias.

Rumores

Extrato do CV do possível nomeado para a DRC ou para outro cargo na área cultural.

"Docência: 2003/2004 - Cultura Portuguesa I, Cultura Portuguesa III

Interesses de Investigação:

- Sebastianismo e Messianismo em Portugal.
- O carácter nacional e o modo de ser português (para uma caracterização da Cultura Portuguesa).
- Geração de 70 (em especial Antero de Quental, Eça de Queirós, Oliveira Martins). Raúl Brandão, António Patrício, Vitorino Nemésio (sobre este autor vária bibliografia e a presidência do SIEN ? Seminário Internacional de Estudos Nemesianos, sede na Universidade dos Açores).
- Dirige a publicação das Obras Completas de Antero de Quental (Universidade dos Açores), tendo um volume a seu cargo (Cultura e Sociedade) e coordena para a Imprensa Nacional-Casa da Moeda as Obras Completas de Vitorino Nemésio (tendo já prefaciado o Corsário das Ilhas)."

Limpeza de Cólon



A consciência da administração Bush sai suja...

acabou de chegar

a minha acabou agora mesmo de chegar e aproveito para deixar aqui a recomendação, é uma óptima prendinha de natal para quem tiver familiares, amigos ou conhecidos bloggers, melhor só mesmo uma t-shirt da MUU.


via Google Store

Avé Pedro da "Breve crítica..."

Durante a minha forçada ausência da blogosfera muita coisa haveria a comentar, uma renovação de contracto do gajo que manda no mundo (ele pensa que isso inclui a China e zonas adjacentes, mas ele acredita em tudo), o desdobramento pessoano do ilustre Cristóvão de Aguiar na blogosfera açoriana (que teria sido interessante, e seu direito, se não tivesse demonstrado uma certa falta de carácter ao escolher nomes não anónimos para dizer aquilo que nem mesmo no anonimato teve coragem para dizer) e a nomeação dos membros do Governo Regional dos Açores (com um elefante branco nomeado para a vice-presidência, cujo a única indicação de que "quando virem quem vai para a vice-presidência vão esquecer essa teoria da sucessão" é o facto do puto ser terceirense, e, continuando no jardim zoológico, aonde pára a pantera cor-de-rosa?).
No entanto, pela calada do ruído blogosférico, um acontecimento bateu-me na cara como um balde de água gelada em dia quente de Agosto, a iluminada "Breve crítica de uma exposição de Pintura." do Pedro.
Num só sopro o Pedro fez com que a experiência, e esforço, de um evento como a exposição "Evocações da Paisagem, uma antologia de 10 anos de pintura nos Açores" e a existência de uma blogosfera açoriana valessem a pena. A cultura açoriana, ou nos Açores, precisava de uma critica destas como do pão para a boca, empanturrada que está com "reportagens fotográficas das vernissages que valorizam mais os fulanos que as visitam do que a arte".
Com a coragem típica dos ignorantes que o querem deixar de ser, o Pedro, que nem um "bom" irmão terceirense pega, em plena arena, no boi pelos cornos e não como na popular corrida à corda, aonde se foge em frente ao touro que, lá no fundo, se encontra amarrado. E nessa arena de chão seco, por nele nunca ter caído o suor da coragem do crítico, nem o sangue do artístico touro subjugado à valentia desse toureiro, entra o nosso Pedro (imaginem-no coberto de lantejoulas e bordados de ouro) munido desta, então, "Breve crítica...".
E ele foi, não cansa repetir, uma critica, à incapacidade de se distinguir o tema, ele foi elogio ao sucesso da comissária apesar de haver artistas que ficariam melhor representados com menos uma ou duas obras, e ele foi crítica à incapacidade do espaço de comportar a ambição do projecto. Ele foi a simpatia de "destacar", e muito bem, a começar por J.N da Câmara Pereira, e a coragem de "lamentar" a tríade dos meninos que representam o "sistema".
Ponham-se a pau touros desta terra porque atrás deste cabeça outros forcados vos esperarão, espero eu.
Avé Pedro da "Breve crítica...".

domingo, novembro 14

Is There Anybody Out There?

[uma] definição

para os homens :ILHAS:
«(...) trintões e quarentões com identidades políticas disfarçadas e crises poéticas de meia idade».
O :ILHAS está consciente desta existência e de outras maluquices.

Citação

Amanhã e nos próximos dias, quando tomarem posse os deputados e membros do governo deviam fazê-lo com a mão sobre as ilhas.

[sugestão cinéfila da semana]


The Terminal é o novo filme de Spielberg. Esta semana em exibição nos Cinemas Castelo Lopes e Solmar. Uma crítica. A sugestão aqui fica. O resto é convosco.

Bestial

...para a semana voltam a bestas.

[cabala]



Na cidade de Ponta Delgada e um pouco por toda a(s) ilha(s) encontramos exemplares edificados degradados e que nunca são notícia. Esta semana Angra é capa da GR devido à infestação de térmitas que invadiu o Centro Histórico da cidade Património. Há algumas semanas um destacado membro da UA defendia o betão como solução à praga. Mas, haverá Praga maior do que o Betão nestas ilhas!? Apetece-me chamar a mim o - homem da conspiração, e falar de cabala para: a introdução das térmitas nas ilhas; o desrespeito e abandono dos centros históricos; a construção (civil) selvática e a especulação imobiliária.

Biblioteca dos Marqueses da Praia e Monforte

Via Almocreve das Petas, que é quem percebe destas coisas, descubro esta noticia. Será que alguém, dos que nos governam, vai tomar conta do assunto. Não digo que comprem o espólio todo, que é como devia ser, mas pelo menos que mandem lá um representante que bem aconselhado acautele de que os exemplares mais significativos e importantes para a região tornem à região. Sei que é um pouco em cima da hora, é já nos dias 22, 23 e 24 de Novembro,no Amazónia Lisboa Hotel, pelas 21 horas, mas aqui está uma importante medida a tomar pela «nova» Direcção Regional da Cultura.

Breve crítica de uma exposição de Pintura.

O evento deveria ter sido um acontecimento marcante no panorama das artes do arquipélago e, até mesmo, do país. Mas lamentavelmente a exposição Evocações da Paisagem, uma antologia de 10 anos de pintura nos Açores que se encontra patente no novo Teatro Micaelense desde o dia 16 de Outubro não teve nenhuma repercussão nos media. Obviamente que não conto com as pirosices das reportagens fotográficas das vernissages que valorizam mais os fulanos que as visitam do que a arte, algo de incompreensível quando falamos de pintura ou de qualquer outro fenómeno artístico. Esta mostra conta com diversas obras de 21 artistas organizados numa sequência quase cronológica ao longo do espaço da exposição. O espectador atento é convidado a percorrer os caminhos da pintura destes autores num percurso multifacetado, pejado de referências e de estímulos muitas vezes opostos, que vão de José Nuno Câmara Pereira até João Decq numa caminhada pelo que estes vinte e um pintores produziram nos últimos anos. A grande conquista desta exposição é mesmo, no meu entender, dar relevância a essa perspectiva multifacetada da obra de 21 pintores que apenas têm em comum a condição geográfica, mesmo que a opção pelo tema centralizador da paisagem se possa considerar um objectivo conseguido, a capacidade representativa e a força individual de algumas obras tornam a exposição mais uma brilhante antologia de autores do que propriamente temática. A paisagem nem sempre se distingue e se em alguns casos a percebemos é mais como matriz pessoal da personalidade estética de determinados pintores do que propriamente na natureza representativa dos quadros. A exposição foi brilhantemente comissariada, a tentativa de estabelecer um grupo antológico coeso percebe-se e pode ser considerada como bem sucedida, apesar de, e aqui assumo uma crítica, ser por vezes demasiado exaustiva, uma maior rigorosidade na escolha só beneficiaria a mostra. Aliás convêm acentuar que neste espaço do Teatro Micaelense não é possível fazer uma mostra tão alargada, a capacidade física destas salas não suporta uma profusão tão grande de obras, os grandes prejudicados com isto são os quadros, os autores e os espectadores. A destacar; Paisagem com piano e vaca - 2004 de José Nuno Câmara Pereira, uma extraordinária metáfora do que é a "paisagem" açoriana. As peças de Filipe Franco que se impõem e o reafirmam, mais uma vez, como um dos mais interessantes e importantes pintores "açorianos" actuais, o que, por sua vez, só me leva a lamentar o seu actual hiato criativo. De Paula Mota, Homem Som 2002-2003. Luís Brilhante com LB.P11.L.03, LB.P13.L.03 e LB.P15.L.03. Carlota Monjardino. André Almeida e Sousa. Uma palavra ainda para Catarina Castelo Branco e João Decq cujos trabalhos apresentam criatividade suficiente para se esperar com antecipação novas criações. A lamentar; Maria Tomáz, Carlos Mota e Urbano. É desesperante o repetitivo vazio criativo que transpira das obras mais recentes destes autores. Duas notas finais: Esta exposição pelas características que tem merecia um espaço melhor, espaço esse que creio, infelizmente, não existe hoje nos Açores. Porquê o pudor de Maria José Cavaco não incluir trabalhos seus nesta antologia?

sábado, novembro 13

A 15:ILHAS passa a estar disponível, nos locais de distribuição, a partir de 2ª feira - 15/11/04 - à tardinha. Lançamento "oficioso" marcado para 5ªfeira - 18/11/04 - na Livraria Solmar para uma conversa sobre Política intitulada: - Eh Atolêmáde, isse é Política!, André Bradford e Pedro Gomes são os protagonistas.

do Editorial podemos ler:

Ponta Delgada. Outubro pós-eleitoral nas ilhas. O Tempo? Expectante.

No calendário para 2004 definimos como tema para o n.º 15 da ILHAS, a Política - a conjuntura assim o ditava. Apesar do objectivo inicial ter sido adulterado por razões que cabia aqui explanar - mas cujas justificações e contingências são as do costume (-euros, -publicidade/apoios, atrasos "editoriais", etc e tal - e não vale a pena alongarmo-nos penosamente sobre o assunto?) o facto é que conseguimos, finalmente, "politizar" um n.º da :ILHAS. Ei-lo então!...

Crítica e Alternativa

Deixando para outras núpcias a questão do bairrismo,que como tripeiro de alma e 1 ventrículo do meu maltratado coração conheço bem, sugiro que além da critíca às escolhas de Carlos Cesar se proponham nomes alternativos e claro está com a devida justificão da competência para o cargo.
Aceite o repto, lanço então o primeiro nome:
Vice-presidente - Sérgio Ávila.

a minha guerra contra a Terceira

Não gosto de pessoas que se põem em bicos dos pés. Não gosto daqueles que são sempre os primeiros a levantar o braço para caírem nas boas graças da professora. Não gosto dos que serpenteiam até à primeira fila da plateia para serem vistos. Não gosto dos que semeiam elogios fáceis, não gosto de palmadinhas nas costas, não gosto dos que se insinuam. Não gosto da ambição desmedida que se esconde do mérito e premeia o servilismo.

Amo Angra pela sua beleza, adoro a sopa da Tia Urânia e todos os sabores da Casa da Roda. Gosto do Dacosta e da Carlota Monjardino e do Mário Cabral e dos irmãos Borges, gosto do Guilherme Marinho, que não sei se é da terceira mas está na terceira, gosto da Lena e do Mário e do Foxy's, gosto da Marta Silva. Gosto da Silveira, dos Biscoitos e de Santa Catarina. Sou amigo para a vida do "Perna", uma das pessoas mais boas que conheci.

Nada disto é bairrismo. Quem vive nos Açores, e mesmo que não trabalhe na área da cultura, sabe que a grande maioria dos "bairrismos" começam nos terceirenses. Nas últimas semanas têm chegado da Terceira péssimos exemplos e indícios. A minha guerra contra a Terceira é uma "guerra" contra a sede de protagonismo, a ganância desmesurada e o próprio conceito de bairrismo.

A primeira consequência do maquiavelismo dos senhores Cesar e Ávila devia ser o PS perder a Câmara de Angra. Depois o Governo. O pior de tudo é que nada disto é feito pensando no que é melhor para os Açores e para os açorianos. É contra isso a minha guerra.

Por último queria deixar aqui um repto ao Joel Neto, que explique o que é ser "açoriano no mundo" e, mais importante, o que é isso de ser "sofisticado nos Açores"?

P.S. Nada disto tem a ver com vinho que eu até ando a fazer um esforço para beber menos, se bem que in vino veritas.

sexta-feira, novembro 12

a montanha pariu um...

Se este meu post fosse uma jogada de Batalha Naval tinha afundado dois submarinos e dado um tiro no porta-aviões, o resto foi água. Mas também o jogo estava viciado à partida porque eu já sabia para onde navegavam os submarinos. Continuando na metáfora náutica, o grande Couraçado deste governo é, de facto, o Sérgio Ávila. Bem, eu do Sérgio Ávila só conheço duas coisas: a Luísa Brasil e a Marina de Angra. Não sei se isso é bom ou mau. Mas assim de repelão e porque ainda é muito cedo para saber da poda destas arvores que César está agora a plantar, uma coisa parece-me obvia. A acreditar na tão propalada teoria de que a Vice-presidência seria ou será a antecâmara da sucessão de César, então a escolha de Sérgio Ávila é um grande tiro no pé para o PS (não para Carlos César). É que julgo ser impossível nos próximos anos um terceirense vir a ocupar o cargo de Presidente do Governo Regional, ainda para mais uma figura de contornos sinuosos como o Sérgio Ávila. Vou até confessar uma coisa que admito não me fica bem e que se calhar vou me lixar por causa disto, mas até eu começo a partilhar desta desconfiança em relação ao peso dos terceirenses na vida política regional, e não estou a falar só do choque de gerações. É caso para dizer: "Cara Berta Cabral reveja lá a sua posição porque contra o Sérgio Ávila isto daqui a quatro anos está lhe garantido." Feliz ou infelizmente. Já me esquecia, repitam comigo: Merecíamos Políticos Melhores.

Diz o Povão

"Depois do S. Martinho escreve-se poucachinho"

quinta-feira, novembro 11

Ramos Rosa na tola, ah ah...

bem, isto é melhor que ir ao cinema. Melhor que um Porto vs Sporting, melhor, até, que a última entrevista do Luiz Pacheco a'O Independente. Aqui está um duelo a seguir com atenção e sorriso.

P.S. Meu Caro Nuno, bem sei que a qualquer momento te podes sair com um admirável Ipon, mas se precisares de ajuda a malta vá ahí e escarrola esse gaze tôde. Pêlo êh!!

SUBSCRIÇÃO PÚBLICA



...a pedido de inúmeras famílias, está aberta a subscrição pública, para a recolha de fundos nesta campanha de solidariedade, destinada a repor o netpac do Tózé...já depositei 10 cêntimos no mealheiro do beneficiário,por favor não parem esta corrente !

quarta-feira, novembro 10

Ainda há tempo para mais uma volta à Rotunda de Belém.

THE WALL



«Para marcar o 15º Aniversário da Queda do Muro de Berlim, um documentário que mostra a vida de todos os dias e as experiências pessoais daqueles que viveram na ex RDA.Um documentário impressionante que mostra a realidade daqueles que passaram décadas a sonhar com o outro lado do muro de Berlim...»

...para os esquecidos é às 22 horas e 20 minutos (Local Time) na outra Televisão.

Fair Play

Localizado na Rua da Cruz, no lugar do antigo e decrépito Restaurante-Bar Sagres surge agora o Fair Play - Restaurante Bar.

O espaço é amplo, com dois pisos, de atmosfera acolhedora e refrescante resultado da boa escolha e combinação dos materiais. Só é pena a imagem institucional não ter sido tratada com o mesmo cuidado.

Ao almoço, o prato do dia custa 3,75 euros o que promete arrasar a concorrência das proximidades.

Fica a promessa de análise ao atendimento/serviço com a devida reportagem fotográfica.

ESTOU XOCADO

CHOQUES DE BAIXA VOLTAGEM



Ontem, cheguei a desoras, mas tive o cuidado de deixar uma cassete de longa duração no vídeo a gravar a soirée da RTP-Açores. Ao som dos pópós e das motas de água do Rui Ferreira, do «Máquinas e Lazeres», preparei um chá e meia fatia de bolo lêvedo com «marmelade»... afinal, o doce de laranja amarga, não só é muito british como é o meu favorito! Saciado o jejum atirei-me para o sofá e comecei a ouvir, em tom de música celestial, o Joel/Neto anunciar: «(...) Boa Noite e Bem Vindos ao Choque de Gerações, todas as terças feiras à noite a nova geração de escritores, intelectuais e artistas açorianos, discute aqui, na RTP Açores, um pouco da actualidade Regional, Nacional e Internacional... como sempre, eu tenho comigo Mário Cabral, 41 anos, Professor Doutorando em Filosofia e Escritor e, Miguel Monjardino, 42 anos docente universitário e analista internacional...».

Confesso que o sono era muito e sucumbi. Afinal, os choques eram de baixa voltagem e incapazes que manter desperto o mediano dos telespectadores. Na verdade, qualquer um se sente intimidado com o perfil de elevado coturno dos presentes, note-se, por exemplo: Joel Neto: Jornalista/(barra!)Escritor... and so on, Professor Doutorando em Filosofia.../Escritor e Docente Universitário/Analista de Política Internacional... Fiquei a meio caminho, pelo que não vi a performance da Mariana Matos/Poetisa/Profissional de Relações Públicas... Não faz mal que logo à noite faço um fast forward directo para a Mariana do Ardemar.

Entretanto, como disse adormeci, e ainda dei um sobressalto com um Humorista/Poeta em voz off a dizer que, pessoalmente, não suportava o Bloco de Esquerda. Tombei de vez e sonhei com Tyler Durden, como se este fosse convidado do «Choque de Gerações»... por certo começaria por dizer: «You're not your job.»... e continuaria: «You're not how much money you have in the bank. You're not the car you drive. You're not the contents of your wallet. You're not your fucking khakis. You're the all-singing, all-dancing crap of the world.».

Este é o meu Bush

crie também o seu



só para desanuviar da discussão dos erros, foi a clara que me reencaminhou por mail vindo de Bruxelas.

criticam-me os erros..

...boa! É sinal que concordam com as ideias.


No.8 (Jackson Pollock, 1949), a pedido da rosa.



Bem, fui ali ao meu amigo Nuno "Aliança" comer um belo bife na companhia de um querido primo que não via há já lá vão dois anos e que acabou de voltar das pampas e trabalha com vinhos (Palha Canas, João Nuno, Palha Canas...) e é uma óptima pessoa e mesmo assim não consegui tirar o sacana do comment do João Garcia da cabeça. Chateou-me, sim chateou-me muito. Enfiei a carapuça, ah pois é, ah pois é. Eu imbecil da gramática me confesso, eu disléxico ortográfico me assumo. Já efabulei o suficiente sobre a razão de fazer erros, tantos, tão repetidos, tão ridículos, ortográficos que já aprendi a não ligar peveda ao assunto e assumi-me, assim, tal como sou, um Pollock da ortografia. Mas o martelanço das reguadas do tal João Garcia misturavam-se com as mastigadelas na suculenta e mal passada carne do bife ao ponto do nervo, salvo seja que o bife não tinha nenhum, e fizeram-me correr para casa, para o aconchego do Word (com Flip e tudo) para por esse senhor na ordem, mas quando começo a reflectir sobre o assunto não percebo bem o que é que me irrita mais nesta merda desta discussão, se é o argumento em si ou se é o que está por de trás da patética tese dos erros de ortografia serem o telhado de vidro dos blogues. Ai Jesus, ai Jesus que há erros de ortografia na blogoesFÉRA. Às armas, às armas que falha a sintaxe, que se mata a gramática com vis facadas, infâmia, ignomínia, que os nossos egrégios avós se revoltam nas campas com o tumulto de tamanho opróbrio. Já de joelhos rogo perdão a Gil Vicente, a Fernão Lopes, a Gomes Eanes de Zurara, a Camões, a Vieira, a Bernardim Ribeiro, a Bocage, a Herculano, a Garrett, a Camilo, a Antero, ó santo, santo Antero, a Eça e a Ramalho Ortigão, a Oliveira Martins, a Camilo Pessanha, a Cesário Verde, a Pessoa, a Mário de Sá Carneiro, a Nemésio, a Cardoso Pires, a Ruy Belo, a Herberto Hélder, a Eduardo Lourenço, a Lobo Antunes, a Vasco Graça Moura, a, a, ao Pedro Mexia e a, a, a... mas esperem lá, mas toda esta gente, todos estes espíritos, não foi a destruir a língua que todos eles andaram? Não foi a dar chutos na real gramática que eles fizeram os seus melhores textos? Ajuda-me lá nisto Fradique, meu bom amigo, meu companheiro de revolução e de spleen, não foi na evolução da língua que se fez a sua beleza? Não foi de navegação que se fez o que de melhor há na escrita portuguesa? De atlântico e de indico e de séculos de miscigenação? Foi ou não foi? Pois foi! E hoje é muitas vezes do lado de lá e do meio do Oceano Atlântico que chega o que de melhor há na língua de Camões. Pena é que neste Portugal pequenino seja preciso subir ao cesto da Gávea para o perceber. A língua é feita de pulos, de dança, de andar atrás e à frente com ela, como num tango, de paixão e ódio como num poema. E quando me criticam os erros eu rejubilo porque é sinal que não me tocam nos argumentos, se o pior de uma ideia é a gramática abram-se garrafas de Porto, é sinal que ganhou o futuro e não a traça dos compêndios. A questão é mesmo esta se é na forma que se vê o malefício dos blogues é sinal que estamos no bom caminho, quando começarem a criticar-nos o conteúdo é que eu me vou começar a preocupar a sério. Venha de lá esse acordo ortográfico e a novíssima estenografia dos telemóveis, viva a liberdade das formas desde que no fundo se acredite nas ideias. Podemos não ser melhores, ou os melhores, isso só o peso do tempo ditará, mas de certeza que não nos curvamos perante a oportunidade deliciosa de ser absolutamente contemporâneos, em directo para todos os computadores do mundo que nos queiram ler. E se ninguém se tivesse lembrado do f ainda estávamos a escrever foda-se com ph, phoda-se.

terça-feira, novembro 9

Erros, baahhhh

O que me chateia é que quanto mais os blogues, açorianos, nacionais ou internacionais, se vão afirmando na sociedade e assumindo um cada vez maior destaque e importância, aparecem logo uns quantos "doutores" a querer por em cheque os blogues e os bloguistas, e para isso recorrem a tudo, mesmo ao mais mesquinho dos argumentos que é o da correcção da escrita, o português, a gramática, a ortografia. Como diria o meu querido amigo Zeek, BAHHHHH. Go think for your self, you big loaf.... Eu que dou erros como quem muda de cuecas e que tirei um curso de história e tive 15 a Paleografia gostava de dizer ao Sr. João Garcia e a outros velhos do Restelo que ainda bem que a língua e a escrita evoluíram e vão evoluir muito mais, essa é a ordem natural das coisas, seguir em frente. Deus nos livre de voltar ao douto português do século quinze. Já agora, a escrita de Saramago não é exemplo de correcção para ninguém. Mais importante do que a maneira como se escreve é o que se tem para dizer. Sem ideias não existem textos e felizmente a Blogolandia está repleta de ideias, de boas ideias, mesmo quando não me identifico com elas. É incrível como os comentários estão cheios de professores de escola primária prontos a dar reguadas cada vez que alguém escreve fora da linha. Meu Caro João Garcia, faço minhas as palavras do João Nuno, queremos saber qual é o seu blogue e vamos discutir ideias, aqui não há espaço para minudências.

Isto era para ser um comment no foguetabraze mas alonguei-me e aqui fica. A discussão vale a pena e é para continuar que agora não tenho tempo, tenho que ir ali fazer uns ditados e umas cópias para não levar mais reguadas, bahhh.

Como a OP já esgotou, e a ILHAS #15 ainda demora uns dias, fica aqui uma outra sugestão já disponível nas bancas. Haja saúde!

Novo nº da OP para o Outono de 2004. Revista Bimestral. Sem periodicidade fixa. Preço simbólico (2 euros). Vale bem a pena a assinatura anual (4 números/5 euros/cheque à ordem de Revista OP/Apartado 52236/1721-501 Lisboa)). Para além dos discos e de inúmeras sugestões em formato - livro, DVD, net, incluiu uma abordagem ao ElectroClash na justa contraposição ao Punk/Funk. Ilustração. Publicidade inventiva. Um óptimo manancial de informação. Chegou via correio mas pode ser encontrada em algumas tabacarias de Ponta Delgada. O universo revisteiro em Portugal já viu melhores dias. Mas para dosear a ansiedade basta aguardar (com moderação) pelo próximo fim-de-semana e pela saída eminente da 15:ILHAS:POLÍTICA.

ESTOU FELIZ

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Ok,Ok, desta vez eu traduzo.
Escrevia eu que:
Poderia começar este post, com as mesmas palavras que um certo treinador proferiu ma passada 5ª feira, após um jogo para a taça UEFA. Mas não, não irei por aí.
Direi apenas que é bem mais saboroso ganhar 3-0 a um candidato ao título do que 4-0 a recém promovido à 1ª divisão.
E mais não digo, porque as minhas últimas declarações no post "ESTOU IRRITADO" ainda estão a ser alvo de investigação.

VOX POPULI

A semanada de excitações e reflexões, acondicionada entre aspas, para guardar e, de vez em quando, revisitar na persistência da memória.




«Apesar de ter perdido as eleições, o PSD continua a concitar o fascínio da comunicação social e a análise dos comentadores políticos, quer na imprensa dita tradicional, quer na blogoesfera açoriana, revelando que é um partido de referência na sociedade açoriana e que não está fora do «sistema político» onde pretendeu colocá-lo o líder do PS, em tempos não muito longínquos.».
Pedro Gomes, Sábado 30 de Outubro no Açoriano Oriental

«A política é sem dúvida um lugar privilegiado da mentira ; não se fala da verdade, mas da veracidade. Verdade é dizer-se o que é, e veracidade é dizer-se o que se julga ser.».
Sá Couto, Domingo 31 de Outubro no Açoriano Oriental

«Perdeu; Morreu! Esta tem sido a solução final que o Partido Social Democrata destina aos líderes derrotados, com a populaça a aplaudir e a incentivar a sua condenação no vórtice da arruaça, que provoca assomos de coragem aos que se movem nas meias águas da indecisão, de só aparecer e falar quando tudo está consumado.».
Jorge Nascimento Cabral, Domingo 31 de Outubro no Diário dos Açores

«E Bush ganhou porque só os norte-americanos puderam eleger o imperador. Se votassem palestinianos ou iraquianos, ele perdia pela certa. Se o mundo votasse, nem todo o dinheiro deste mundo chegaria para reeleger Bush.».
Miguel Portas, Quinta-feira 4 de Novembro no Açoriano Oriental

«O drama do nosso mundo é estarmos dominados pela economia de mercado e pelos interesses económicos e financeiros. Precisamos de voltar à Política (com letra grande).».
D. António de Sousa Braga, Sua Excelência Reverendíssima e Bispo de Angra, Sexta-feira 5 de Novembro no Expresso das Nove

«O Cavaco, o Salazar, isso é que eram bons primeiros-ministros, não era esta cambada.».
Luiz Pacheco, Sexta Feira 5 de Novembro no Independente

«Na vitória de Bush existem dados que de modo algum podem ser ignorados e um deles é a derrota do unanimismo. Do pensamento único. Do politicamente correcto. Ou de como se quiser chamar a essa arrogância que tem levado milhões de almas a considerarem que apenas os estúpidos, os ignorantes, os intelectualmente intoxicados e, claro, os que representam obscurantíssimos interesses discordam das suas teses. Aliás uma das características do pensamento único é essa estruturação em função do inimigo externo(?)No mundo do pensamento único está instituído que Bush é estúpido pois Michael Moore - tão culto e que tem tido tantos prémios de cinema - provou que ele é estúpido. Faz tanto sentido acreditar na estupidez de Bush a partir dos filmes de Michael Moore quanto presumir que os alemães eram uma raça superior após visionar os documentários de Leni Riefenstahl!».
Helena Matos, Sábado 6 de Novembro no Público

ANJO DO MUNDO



«Ao passar de carro reparo nas letras pretas, desajeitadas, marcadas na brancura do muro, a deitar para a rua: «Volta para mim, princesa». Sem desenho, sem assinatura, sem destinatário. Apenas a intensidade do desejo amoroso, do amador para a pessoa amada. Não posso deixar de sorrir ao pensar numa mulher misteriosa, objecto de tão pública declaração de amor. Se a intensidade dum amor se medir pela manifestação pública dos afectos, então este amor, feito no desejo do regresso, só pode ser um grande amor.».
Pedro Bettencourt Gomes, in Anjo do Mundo


Ele está de novo entre nós. Um «anjo» na terra! Esperamos que não tenha a presciência de ler nos outros o que lhes vai na alma... ao estilo dos anjos de Wim Wenders.

segunda-feira, novembro 8

Governo

Será normal que passado quase um mês do dia das eleições ainda não haja governo? Nem sequer um rascunho, uma hipótese de trabalho, um esqueleto de um governo com que se possa ir pensando no futuro? Compreendo que seja necessária cautela e extrema ponderação na elaboração de um elenco governativo, mas porquê todo este enorme espaço de silêncio desde o dia 17 até agora. Se a campanha durou quase um ano, como é possível que os dois principais partidos e os seus líderes não tivessem uma ideia, se não definitiva pelo menos preparatória, para a formação de um governo depois de ganhas as eleições? Em que estado não estará a região se há, pelo menos, mais de três meses que ninguém governa? Estamos à espera do dia doze como uma criança à espera de abrir as prendas de natal para saber quais serão os brinquedos que vai acarinhar e quais os que vão ficar esquecidos no fundo da arca. Não haverá gente interessada? Será falta de competência? Haverá indisponibilidades? Será que abundam as invejas? O que vai pela cabeça de César neste longos e solitários dias? Meu Caro Carlos Cesar permita-me este abuso e intromissão, mas aceite estas humildes sugestões:

Presidente: Carlos César (obviamente, não é, pois. Mas desta vez seja mais aberto, delegue, dê orientações, mantenha-se informado, mas não queira saber tudo, mandar tudo, dê-lhes, aos seus secretários, alguma margem de manobra. Dedique-se à projecção do arquipélago no exterior, faça viagens, lute com Lisboa, pense no futuro.)

Vice-Presidente: Ricardo Rodrigues (não se preocupe com as más línguas, arrisque. Dê-lhe competências nas áreas políticas da alçada presidencial como a cultura e os projectos transversais a várias secretarias.)

Finanças: Roberto Amaral (não o deixe ir embora, prometa-lhe contenção nos investimentos públicos. Se for impossível de o manter recorra à banca, procure um profissional da poupança e não da despesa.)

Educação, Ciência e Tecnologia: Henrique Schanderl (promova-o, criem pontes tecnológicas entre as ilhas e eduquem as novas gerações com visão de arquipélago e não limite de ilha.)

Habitação e Equipamento: José Contente (infelizmente, mas dê instruções à vice-presidência para manter esta secretaria debaixo de olho.)

Assuntos Sociais: Rui San-Bento (tente convencê-lo, sempre é um especialista em doenças difíceis. Se não, Francisco Coelho.)

Economia: Duarte Ponte (obrigue-o a mudar todo o gabinete, inclusive a mobília, mesmo os móveis mais pesados. Que tal António Gomes de Menezes para Director Regional do Turismo?)

Agricultura: Vasco Cordeiro (é inevitável e será bom para ele)

Sub-secretária das Pescas: Rui Coutinho

Ambiente: Sérgio Ávila (cuidem do ambiente desta terra com o mesmo cuidado e rigor com que se cuida do mais pequenino varandim do centro histórico de Angra.)

Secretário Adjunto: André Bradford (dê responsabilidades a pessoas inteligentes.)

Siga este último critério em todas as escolhas daqui para baixo, mas lembre-se que os secretários podem ser políticos, os directores convêm, quando possível, que sejam especialistas.

Desculpe-me a soberba, mas os governos também interessam aos cidadãos.

P.S. Ainda bem que eu não sou o Carlos Cesar e podem ficar descansados que de certeza que ele não lê o :ILHAS.

+ 1 Obrigado

Obrigado M.R.

thanks people

Anjo do Mundo, Ardemar, Canuca, Carlos Decq Mota, Chá Verde (Puro), Corisquinhe, Eduardo Brum, Entramula!, Fátima R., Fernando Neves, Foguetabraze, Luis Almeida, Nuno, (Indis)Pensáveis, Olimpia Granada, O lugar da ponta delgada, Paula Gouveia, Paulo Decq, Pedro, Olho de Milhafre, Professorices, Sala de Fumo, Sol na Eira, Um Bigo Meu, Ze, a todos os que partilharam connosco o nosso aniversário e nos ajudam nesta coisa diária do blogue. Obrigado.

«MUITA LOUCO»



Achei Louquíssima a última cartada na programação da nossa RTP-A que leva o timbre moderno e arejado de «In Loco». É uma versão regional do que de pior se faz lá por fora e, por consequência, perfeitamente dispensável? Não! Desenganem-se os críticos, pois o utilitarismo do «In Loco» vai mais além de boas sugestões decorativas da gente gira dos Açores e, também, de alguma socialite que por aqui passa.

Na verdade, por exemplo, foi assaz edificante conhecermos na intimidade o Luís Rego da Ilha Verde cuja consorte nos revelou que ele também ressona... um pouco. Depois foi encher o olho com a corte de sangue azul Socialista na inauguração do Teatro Micaelense. Entre um croquete e um Gin tónico, lá foi entrevistada toda a aristocracia Rosa mas, como lá estava também a burgomestre de Ponta Delgada não perderam oportunidade para perguntar à mesma se lá tinha ido para tirar umas ideias para o Coliseu! Apre é preciso ter lata e falta de nível. Muito útil foi também a entrevista do José Alberto Carvalho, que nunca tinha vindo aos Açores, e que agora por via do «In Loco» ficamos a saber que veio dar uma acção de formação aos seus pares na RTP-Açores. Por exemplo, foi interessante ver a parte da aula prática sobre a colocação das mãozinhas no tampo da mesa do TeleJornal... Impressionante mesmo! De lamentar apenas que não tenham imagens das sessões com o Pedro Moura, devidamente assistidas por tradução on line.

Em suma, Solange Vieira, Beatriz Feijó e Cassilda Lopes são uma espécie de Anjos de Charlie, numa corruptela regional do que lá por fora se faz, em que o Charlie é o Osvaldo Cabral e o resto são aventuras e desventuras insulares. Ficamos expectantes pelas próximas edições que por certo não rivalizarão com o «Choque de Gerações»... fontes credíveis confirmaram que no próximo lote de convidados deste programa do pólo Terceirense da RTP-Açores está o nosso Alexandre Pascoal, a Mariana do Ardemar, e o Nuno Barata que vai estourar com o índice de audiências da RTP-Açores.

domingo, novembro 7

New Look

Também em jeito de surpresa de aniversário algumas mudanças no "look" do blogue. A mudança era para ser mais radical mas a facção conservadora não autorizou. De qualquer modo e como dizia Tomasi di Lampedusa "bisogna che tutto cambi, perché tutto rimanga com'è".

VOX POPULI



A semanada de excitações e reflexões, acondicionada entre aspas, para guardar e, de vez em quando, revisitar na persistência da memória.



«e o vencedor na categoria Esperança é o lugar da ponta delgada de João Pacheco Melo»
João Nuno Almeida e Sousa, Sábado 6 de Novembro na Grande Gala do Blog :ILHAS.


«e o prémio Revelação vai para a Terceira com o Chá Verde (Puro) do Guilherme Marinho»
António José de Almeida, idem


«o Melhor Blog Individual da blogoesfera Açoriana é o do Nuno... o Nuno Barata do Foguetabraze»
Pedro de Mendoza, idem

«finalmente, mas não menos relevante, e por escrutínio secreto dos presentes o melhor autor da blogoesfera Açoriana é... novamente o Nuno Foguetabraze.»
Alexandre Pascoal e Vitor Marques, idem

...

A Grande Gala do nosso Blog foi um incontornável acontecimento social do jet set da blogoesfera Açoriana. Estamos expectantes pela próxima edição do «In Loco» da RTP-A, cujo convidado de honra será o nosso Pedro de Mendoza. Quem estiver atento à programação que não perca o próximo «In Loco», com destaque para um clip desta noite «louquíssima», especialmente pela performance do Mário Roberto.

Agradecemos a todos os que quiseram e puderam estar à nossa mesa, bem como aos altos patrocínios do Hotel do Colégio, Livraria Bertrand, Anima Cultura da Câmara Municipal de Ponta Delgada, às Edições Tinta Permanente e à Muu Produções. Finalmente, uma palavra de reconhecimento pela simpática entrevista que nos foi concedida pela Olímpia Granada do Açoriano Oriental.

[last night]

Os 5:ILHAS. Foto no final da GALA. Prémios. Boa Companhia. Conversa. Desconversas. 1 pudim de feijão divinal. A performance do Mário Roberto. A promessa da edição em Livro de 1 ano de blog. Foi bom. Hoje tivemos mais destaque no AO que a permanência de VC, no partido, até Dezembro...é caso para dizer - hajam Blogs!

sexta-feira, novembro 5

[leitura em dia]

Crise no CCB provoca duas demissões - Administração dissolvida a pedido de Fraústo da Silva
Para Miguel Lobo Antunes, ex-administrador do CCB, "há demissões que honram os demitidos". Fontes que em tempos estiveram ligadas à Fundação garantem ter havido "desde sempre" problemas de poder na administração e sublinham a "posição frágil dos programadores naquela casa".
in Actual/Expresso de 30/10/04


E já que falei em MM estive a semana toda para postá-lo mas o tempo foi-se e a questão permanece. Na edição do último sábado o DA destacou o mau estado dos portais oficiais na região e dava destaque ao pouco rigor estético atribuído aos mesmos. Até aqui tudo bem. Mas, será conveniente olharmos primeiro para dentro - a começar pela 1ª página e na paginação do DA que, como jornal centenário que é, merecia mais atenção. E menos distracções de ocasião e com laivos sensacionalistas perfeitamente dispensáveis à dimensão das ilhas.

...

Querem ver que nos esquecemos de convidar o MM para o aniversário do :ILHAS!?...

&%$#-"£

Não existem cabalas, o que existe e em abundância é falta de vergonha na cara e sede de dinheiro. P&%$# que o p?#$%!!

Aniversário

Amanhã, Sábado dia 6 de Novembro, no Bar-Ginásio do Hotél do Colégio, pelas 20:00 horas, Jantar comemorativo do 1º ano de existência do Blogue :ILHAS

Pagar uma aposta

Confesso que ainda estou um pouco em estado de choque com a vontade expressa pela middle america nestas eleições. Foi contra tudo aquilo em que eu acreditava e desejava toldando qualquer tipo de previsão racional que eu tentasse fazer. A verdade é que desde um artigo que li na Atlantic Monthly de Dezembro de 2003 que simpatizo com a figura pública de John Kerry e isso, como já commentei no blogue do Nuno Mendes, fez toda a diferença. O artigo, escrito por Douglas Brinkley, abordava as comissões de Kerry no Vietnam e apresentava o então apenas candidato a candidato como um humanista, o tipo de pessoa que põe sempre os valores em que acredita primeiro, à frente de tudo, mesmo com prejuízo para a sua própria pessoa, mas que ao mesmo tempo não se coíbe de mudar de ideias e agir de acordo. Desde essa altura fui um dos que defendeu a escolha de Kerry como candidato do Partido Democrata a estas eleições e dos que, depois das primárias, sempre acreditou na sua eleição. Cheguei a fazer uma aposta lateral sobre o assunto, este post é sobre essa aposta. Caro Vasco Pulido Valente (link indisponível) você tinha razão e eu não. (Caro Nuno, não é boa altura para cracas mas se quiseres combinar uma patuscada, lá mais perto do Natal quando a minha irmã estiver cá, pago eu.)

RTP`s Ontem à Noite

RTP 1
O jogo do sporting que mais me interessa é o próximo, por isso e devido à falta de outros canais que me permitam o zapping...

RTP-a - Estreias
"Artes e Notícias"
Em cerca de 30 minutos de programa, continua a não haver espaço para as outras ilhas.
A cultura continua confinada ao Centro Cultural de Angra, ao Auditório do Ramo Grande e até a uma estação americana da base das Lajes.

"O Estado da Região"
Num programa que só deveria ser feito na próxima 5ª feira, Cesar apresentou-se irónico e vaidoso, mantendo naturalmente o segredo que sempre afirmou só revelar dia 12.

PS:
. Não é aceitável chamar cobarde a um adversário que, apesar de reconhecidamente mais fraco, é obrigado a lutar contra nós com as armas de que dispõe.

.

CORISCO



Não creio que tenha sido impulsionado pelas nomeações mas o Ezequiel, «passiflora incarnata», vulgo Maracujá, abriu-se de novo para o mundo da blogoesfera...a bem de todos nós.

Todavia, percepciono que dedicará mais tempo a ser franco-comentador em casa alheia do que «recepcionista» em casa própria...prova-o o intrincado sistema de comentários com que minou a entrada ! Oxalá os meus dons mediúnicos de percepcionista não tenham futuro.

Por enquanto passem por aqui e deliciem-se com uma delicatessen de bom humor...a começar pela electrizante crítica ao «choque de gerações» do «pólo» Terceirense da RTP Açores.

quinta-feira, novembro 4

Só para quem já viu

Quem aceitou a sugestão e já viu "Eternal Sunshine of the Spotless Mind"
pode agora e caso seja necessário fazer uma visita a
http://www.lacunainc.com/home.html

Esqueça-se de si próprio! Limpe a memória! Faça um upgrade! Fuja!

A Lacuna Inc. promete tratar da saúde à sua memória! Rapidez, Higiene e Segurança são as divisas da Lacuna Inc.

Estas são algumas das promoções:



Curiosidades

No dia em que nasci o #1 dos tops eram:

UK - Poor Me by by Adam Faith ???????
US - The Theme From 'A Summer Place' by Percy Faith ????

http://www.thisdayinmusic.com/

quarta-feira, novembro 3

THE LORD WILL LIGHT MY WAY



"I trust God speaks through me.
Without that, I couldn?t do my job."


Bush dixit...no comments we say !

Jantar de Aniversário

Uma das surpresas que temos preparadas para a Gala de Aniversário do :ILHAS (não é preciso traje de noite, qualquer camisa ou blusa serve, que a malta é gajos porreiros...) ora, uma das surpresas é a entrega dos Prémios :ILHAS Melhores Blogues dos Açores. (É uma imitação descarada do nosso amigo Nuno Barata, nós sabemos, mas não ligamos.) Assim aqui ficam os nomeados para os prémios que serão revelados e entregues no dia 6 de Novembro após o jantar

Prémio Blogue Individual

Foguetabraze

Não M'acredito

Sol na Eira



Prémio Revelação

Ardemar

Chá Verde (Puro)

Olho de Milhafre



Prémio Esperança

Anjo do Mundo (ainda há esperança que ressuscite)

Ezequiel Motta Moreira da Silva (temos esperança que ele decida mesmo ter um blogue)

O lugar da ponta delgada




ESTOU IRRITADO

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América

Como o resto do mundo não vota na América, a América vota em Bush. Será que não podemos saltar estes quatro anos e ir directos para a Hilary? Quem me dera. O mundo está mesmo perigoso, a direita religiosa tem Bush, Berlusconi, Paulo Portas e Bin Laden, a esquerda que já não é progressita, é moderna, tem Blair, Lula, Socrates e Cesar. Ó Richard Branson, arranja lá uma passagem para a lua que eu prefiro ir surfar ondas cósmicas do que andar aqui a chafurdar nesta merda. Estou triste, sim estou triste.

impasse

às vezes até a máquina melhor oleada emperra.

terça-feira, novembro 2

PROPAGANDA



Por recomendação do «camarada» Alexandre Pascoal tive que me submeter a este dogma de propaganda que é o «Fahrenheit 9/11» e a que se convencionou chamar «documentário». Apesar de abençoado pela intelectualidade residente, este carrossel de imagens manipuladas não é um filme e muito menos deve ser catalogado como «documentário», pois esta categoria pressupõe neutralidade e imparcialidade. Por essa mesma razão é que a intelectualidade que agora eleva Michael Moore ao pedestal da glória cinéfila dos documentaristas sempre desdenhou do predicado de «documentário» quando se fala noutras peças cinéfilas, entre as quais, paradigmaticamente, nos ocorrem as de Leni Riefenstahl.

«Fahrenheit 9/11» é um produto americano ambivalente, na medida em que, entre o «cinema» e o «documentário» fica a meio caminho como um objecto político. Ademais, é um objecto filmíco verdadeiramente obsceno e como tal merece ser visto...e esquecido. Esta coisa que Michael Moore fez é apenas manipulação propagandística primária, grosseira e obscena mas, não deixa de ser um exercício de montagem notável, até porque, no patchwork de depoimentos e entrevistas fica-me a sensação de que a maior parte dos «figurantes» nem sequer percebe a mise-en-scéne...e não falo de Bush que este é por natureza e na generalidade um erro de casting.

Efectivamente, Michael Moore usa despudoradamente as pessoas numa lógica obscena de «reality show», que não pode deixar de causar repugnância pela peçonhenta narrativa de manipulação que vai arquitectando com a desgraça alheia. Ele estica a corda até ao limite convencido de que o espectador é uma simples marioneta que, com adequado treino, responderá ao sinal da sua propaganda.

Como disse esta coisa que a nata da intelectualidade de lá e de cá convencionou arrumar como «documentário» é ambivalente. No final fica-nos a legítima dúvida de saber qual dos dois é mais imbecil : Bush ou Moore...cá para mim estão bem um para o outro.

"Eternal Sunshine of the Spotless Mind"



Confesso que nunca fui à bola com as caretas do Jim Carrey, mas em "Eternal Sunshine of the Spotless Mind" Carrey revela todo o seu potencial como actor.
"O Despertar da Mente" é um nevro(man)tico filme sobre o amor com realização de Michel Gondry, o mesmo dos inúmeros video clips de Bjork e Aphex Twin, com argumento de Charlie Kaufman o argumentista mais criativo de Hollywood - Confessions of a Dangerous Mind (2002), Adaptation. (2002), Human Nature (2001) e Being John Malkovich (1999) - e soberbas interpretações de Jim Carrey e Kate Winslet.
É um filme complexo a ver com muita atenção (os pormenores são muitos e importantes) e a rever pelo menos mais uma vez.
A não perder, num videoclube perto de si.

O meu voto não é secreto



Come on, America, do the right thing!

segunda-feira, novembro 1

O Presidente de alguns mas a pedido de muitos. A campanha já terminou. As eleições também. Mas os resquícios da batalha ainda permanecem um pouco à mercê do Tempo. O Ambiente merecia (e agradecia) uma mais eficaz retirada de cena. [foto tirada hoje algures numa estrada no sul da ilha de São Miguel]

VOX POPULI

A semanada de excitações e reflexões, acondicionada entre aspas, para guardar e, de vez em quando, revisitar na persistência da memória.



«Não há soluções transitórias, isso é um mito: um líder é um líder e o seu destino foge a essas premeditações».
Berta Cabral, sexta-feira 22 de Outubro no Açoriano Oriental

«Temos um ministro dos Assuntos Parlamentares que comenta comentadores, temos um procurador geral da República que comenta comentários, temos uma chefe de gabinete de um primeiro ministro que esclarece que ele não dormiu a sesta numa certa tarde. Um sentimento de desconsolo começa a tomar conta de nós(...)».
José António Barreiros, Sábado 23 de Outubro no Açoriano Oriental

«É conveniente lembrar, a quem tem memória curta, que a actuação de alguns dos actuais governantes, não é mais do que a versão rosa de outros tempos. Os meios e instrumentos utilizados são cópia chapada da degradação da época da laranja. A diferença é que estes, agora, aprenderam mais depressa».
André Marques Paz, Sábado 23 de Outubro no Açoriano Oriental

«Nesta fase, o Governo da República funcionou como menos valia para a Coligação, e o apelo - repetido das Eleições Europeias - para castigar quem nos dá más notícias teve efeitos nefastos para a Coligação Açores».
Duarte Freitas, Sábado 23 de Outubro no Correio dos Açores.

«É preciso que César aproveite o seu último mandato para dar aos Açores a dignidade pela qual nós, nacionalistas açorianos lutamos. Porque, se isto acontecer, nós, que temos o sentido cívico bem apurado, havemos de lhe prestar tributo.».
Luís Filipe Silva Melo, Domingo 24 de Outubro no Correio dos Açores.

«César puxou o socialismo para o centro, abandonou o ódio aos independentistas, a quem piscou o olho distraidamente».
Carlos Melo Bento, segunda-feira 25 de Outubro no Açoriano Oriental

«Cada vez mais me convenço que o sucesso de um país se mede também pela forma como as pessoas andam nos passeios. A sério!».
Rui Goulart, segunda-feira 25 de Outubro no Açoriano Oriental

«Depois de muitas palavras cruzadas, a nossa colaboração com o Açoriano Oriental chega ao fim».
Frederico Sampaio, quarta-feira 27 de Outubro no Açoriano Oriental

«(...)dispenso-me de classificar a demissão precipitada do Dr. Victor Cruz. Ele foi vítima do oportunismo de uns quantos, que subordinaram os interesses dos Açores ao centralismo e oportunismo exacerbados, agravados pelo sufoco da "tralha santanista", que governa em função das primeiras páginas dos jornais, numa atitude controleira e censória, hipocritamente ignorada pelos traficantes de informação(Paes do Amaral entre outros...)».
Jorge Nascimento Cabral, quarta-feira 27 de Outubro no Correio dos Açores

«O governo diz que este "caso Marcelo" não é político. A maioria na Assembleia diz que o caso não é político. Os ecos das vozes anteriores dizem que o caso não é político. Está bem. E os passarinhos voam com as patas para o ar».
José Pacheco Pereira, quinta-feira 28 de Outubro no Abrupto

«Para mim o PSD a 17 de Outubro passou a ser, outra vez, um dos meus adversários políticos, senão mesmo o mais importante. Bem quero é que encontrem um poste com qual esbarrem com bastante força.».
Nuno Barata Almeida e Sousa, Sábado 30 de Outubro no Foguetabraze

«Na madrugada de 2 para 3 de Novembro, muita gente por este mundo fora estará agarrada ao televisor para saber o resultado das primeiras projecções eleitorais. A eleição do presidente americano, goste-se ou não, já faz parte da nossa agenda doméstica enquanto que, em contrapartida, a escolha do presidente da Comissão Europeia foi quase uma nota de rodapé nos media internacionais.».
Carlos Rilley, Hoje 1 de Novembro no Açoriano Oriental

Maravilhas do mundo moderno

Amanhã, dia 2 de Novembro, um punhado de americanos decide uma boa parte do futuro do mundo nos próximos cinco anos. Oxalá decidam bem.