segunda-feira, abril 21

sexta-feira, dezembro 13

#vergonha

Herbicida com glifosato volta a ser permitido nos Açores, mas com excepções
Este é claramente (mais) um retrocesso no caminho de futuro que pretendemos trilhar, afirmamos com orgulho (incontido) que somos o "primeiro arquipélago do mundo com certificação ouro no turismo sustentável" mas depois ficamo-nos pela excepcionalidade de medidas injustificáveis (e incompreensíveis num mundo que se quer civilizado e progressista). Entretanto, há uma petição que pretende reverter esta decisão, é assinar.

terça-feira, julho 30

Angrajazz


A 25ª edição de um festival que celebra uma aposta ganha e que revela que a Cultura pode ser diferenciadora (e uma referência que perdura) e não ser enquadrada apenas por conveniências circunstanciais. E claro, nada disto se faz sem uma equipa e um projecto. Obrigatório (ir)!

sábado, março 16

16.03.2003


Para memória presente (e futura), o relembrar (todos os anos) do epicentro de uma transformação transnacional, simbolicamente - Made in Azores, cujos efeitos ecoam até à actualidade (com consequências gravosas e cada vez mais imprevisíveis).

quarta-feira, junho 7

RABO DE PEIXE


gyotaku [japanese art of fish printing]   

 

 

Sobre o título em epígrafe muito se tem escrito ultimamente. Bem pensantes e mal dizentes falam da série como se fossem muito lá de casa e a reboque de Rabo de Peixe os Açores são o talk of the town, o que deixa as campanhas de promoção turística da Região verdes de inveja. Green Islands on the rocks!  Sou assinante da Netflix, declaração de interesse, mas confesso que só vi o trailer e, portanto, não venho a terreiro para falar da série, mas apenas do  falatório que se está a levantar no mainstream media sobre a ficção e a realidade açoriana. Acho muito bem, para não dizer mais, que os Açores não sejam apenas conhecidos como a terra das vacas felizes

 

Caso alguns futuros produtores televisivos estejam interessados, basta folhear com paciência a Revista do Expresso no princípio da década de 1990, se não me falha a memória, e ler a reportagem aí publicada sobre a rota transatlântica da cocaína, envolvendo transbordos feitos para Atuneiros da Galiza nos mares dos Açores. Há muitos peixes com o rabo de fora.  

sexta-feira, março 17

Cimeira das Lajes


20 anos feitos ontem, há coisas por mais desagradáveis que sejam não devem ser esquecidas (menorizadas ou branqueadas).

* capa do nº10 da Revista :ILHAS publicado em abril 2003, um projecto da MUU - Produções Culturais

quarta-feira, dezembro 7

Portugal 6 - Suíça 1



Para arejar o mofo deste blog e assinalar um momento feliz, aqui fica, com a devida vénia,
um excerto da reportagem do jogo, publicada no The Guardian pelo jornalista Jonhatan Wilson:


Santos has the rumpled air of a man who has slept in his car. 

He could be Peter Falk playing Columbo


sábado, junho 11

A.M.B. Machado Pires (1942-2022)

 



Embora a sua partida fosse esperada, custa sempre saber do ponto final. Sobretudo de alguém que, como dizia o meu pai, já não se fabrica.

 

Quando cheguei à Universidade dos Açores, no Outono de 1982, o Prof. Machado Pires tinha assumido há pouco a Reitoria, sucedendo nesse cargo ao seu fundador, Prof. José Enes. 

 

Foi, em muitos sentidos, o segundo pai da instituição e ao longo do seu reitorado (1982-1995), marcado por eventos dramáticos (incêndio da Reitoria, na sequência da visita presidencial de  Mário Soares em 1989) e inúmeras dores de crescimento (aplicação da Lei 108/88 da Autonomia universitária), soube manter íntegra a Universidade dos Açores numa época em que, é bom lembrá-lo, ela não era muito acarinhada por alguns sectores do meio local.

 

Antes da era Mariano Gago, quando as Humanidades ainda pesavam alguma coisa no mundo académico, assegurou o prestígio e reconhecimento da jovem Universidade açoriana entre as suas congéneres. Primorosamente educado e encantador no trato pessoal, era um comunicador nato (na esteira de Nemésio) que conquistava de imediato os interlocutores. 

 

Nunca se intitulou escritor, mas foi um Príncipe das letras e do pensamento açoriano.


A Universidade - eu incluído - e os Açores ficam a dever-lhe muito.