quinta-feira, novembro 27

Ilhas Revisitadas


Esta iniciativa assinala o centenário da publicação de As Ilhas Desconhecidas de Raul Brandão, propondo uma homenagem crítica e poética à obra e aos territórios insulares portugueses. Está iniciativa é desenvolvida em conjunto com as seguintes entidades: Agência de Promoção da Cultura Atlântica (APCA), CHAM - Centro de Humanidades, o MUDAS.Museu de Arte Contemporânea da Madeira e o Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas

Termina a 15 dezembro, mais informações aqui.

sexta-feira, novembro 7

A VACA DA CAPITAL DA CULTURA

Depois de assistir ao programa da RTP Açores em que foi debatido o tema Ponta Delgada Capital da Cultura fiquei estarrecido com muito do que ali foi dito, mas vou ater-me à única coisa tangível que saltou – qual pipoca prematura – da programação de PDL26, um acrónimo de raiz aeronáutica que deixa para trás séculos de transporte marítimo que ainda hoje marca a condição insular.

A BEL, multinacional da indústria de lacticínios, num prestimoso gesto de mecenato cultural, vai patrocinar uma peça/instalação artística destinada a homenagear os produtores de leite. Com o devido respeito pelos homenageados, fiquei piurso com esta fuga de informação. Bem sei que a ilha de S. Miguel rivaliza com a Índia em matéria de vacas sagradas, mas a religiosidade tem limites, muito embora também tenha transpirado no debate que a religiosidade, pois claro, lá ocupa o seu espaço protocolar na programação de PDL26.

Conheço o suficiente da obra da artista a quem está comissionada a homenagem – cuja escolha saúdo, bem como ao seu agenciamento – para saber que ela não se traduzirá, por exemplo, numa peça escultórica figurativa semelhante à beterraba que se ergue nas instalações da defunta SINAGA, mas aquilo que me choca é o frete da certificação cultural feita à indústria de lacticínios, ou seja, a vénia feita aos dias de hoje como se fossem o amanhã.

É preciso esperar que a programação oficial de PDL26 seja divulgada, mas, pela amostra, dá vontade de dizer às outras oito ilhas do arquipélago que sejam capitais da contracultura. 

quarta-feira, agosto 6

segunda-feira, abril 21

sexta-feira, dezembro 13

#vergonha

Herbicida com glifosato volta a ser permitido nos Açores, mas com excepções
Este é claramente (mais) um retrocesso no caminho de futuro que pretendemos trilhar, afirmamos com orgulho (incontido) que somos o "primeiro arquipélago do mundo com certificação ouro no turismo sustentável" mas depois ficamo-nos pela excepcionalidade de medidas injustificáveis (e incompreensíveis num mundo que se quer civilizado e progressista). Entretanto, há uma petição que pretende reverter esta decisão, é assinar.

terça-feira, julho 30

Angrajazz


A 25ª edição de um festival que celebra uma aposta ganha e que revela que a Cultura pode ser diferenciadora (e uma referência que perdura) e não ser enquadrada apenas por conveniências circunstanciais. E claro, nada disto se faz sem uma equipa e um projecto. Obrigatório (ir)!

sábado, março 16

16.03.2003


Para memória presente (e futura), o relembrar (todos os anos) do epicentro de uma transformação transnacional, simbolicamente - Made in Azores, cujos efeitos ecoam até à actualidade (com consequências gravosas e cada vez mais imprevisíveis).

quarta-feira, junho 7

RABO DE PEIXE


gyotaku [japanese art of fish printing]   

 

 

Sobre o título em epígrafe muito se tem escrito ultimamente. Bem pensantes e mal dizentes falam da série como se fossem muito lá de casa e a reboque de Rabo de Peixe os Açores são o talk of the town, o que deixa as campanhas de promoção turística da Região verdes de inveja. Green Islands on the rocks!  Sou assinante da Netflix, declaração de interesse, mas confesso que só vi o trailer e, portanto, não venho a terreiro para falar da série, mas apenas do  falatório que se está a levantar no mainstream media sobre a ficção e a realidade açoriana. Acho muito bem, para não dizer mais, que os Açores não sejam apenas conhecidos como a terra das vacas felizes

 

Caso alguns futuros produtores televisivos estejam interessados, basta folhear com paciência a Revista do Expresso no princípio da década de 1990, se não me falha a memória, e ler a reportagem aí publicada sobre a rota transatlântica da cocaína, envolvendo transbordos feitos para Atuneiros da Galiza nos mares dos Açores. Há muitos peixes com o rabo de fora.