sábado, novembro 5
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sexta-feira, novembro 4
FANTAS CONTINUA
quinta-feira, novembro 3
2º Aniversário
No próximo Domingo dia 6 de Novembro o :ILHAS celebra o seu 2º aniversário. Dois anos de bloganço é obra. Tal como fizemos no ano passado vamos organizar uma jantarada onde gostariamos de juntar o máximo de leitores e amigos deste blogue possível. O repasto, ou Grande Gala como gosta de dizer o João Nuno, será no dia 26, um Sábado, deste mês, no Restaurante A Colmeia. Agradecemos a inscrição prévia por meio de comment neste post. Mais detalhes (ementa, bebidas, surpresas) em breve.
Sobre os apoios à comunicação social
Para mim o grande problema da medida proposta pelo governo é a sentença que decreta. Justificar as alterações dos apoios com uma frase deste tipo "promover o aparecimento de órgãos de comunicação social que se estendam a toda a Região" é um enorme equivoco. O papel fundamental que é desempenhado pelos órgãos de comunicação locais - sejam eles rádios, diários, semanários, ou outros - é a de dar notoriedade aos pequenos factos do mundo da comunidade pequena, factos esses que se não fosse pela dimensão local destes órgãos de comunicação nunca teriam "tempo de antena" e permaneceriam para sempre escondidos pelo silêncio do que está longe da opinião publicada. Órgãos de comunicação social que se estendam a toda a região são uma louvável utopia e longe de mim condenar uma utopia, mas pretender criar estes órgãos matando com isso os poucos que se esforçam para dar as noticias da terra em que vivemos é um erro grave.
quarta-feira, novembro 2
uma Artista portuguesa: com certeza
terça-feira, novembro 1
discussão:precisa-se
A discussão sobre o futuro da imprensa promete revelar algumas das fragilidades por demais conhecidas. Se por um lado a medida governamental pode ser um incentivo aos novos media (ou formas de comunicação) já para a tradicional imprensa ou para os jornais locais (regionais e de ilha) os tempos advinham-se conturbados. A discussão segue dentro de momentos.
segunda-feira, outubro 31
«Halloween» versus «Dia de Finados»
Jorge Luis Borges, no cimetière des Rois
...
No Século X a Igreja Católica formalizou o culto do Dia de Finados celebrando todos os que morreram e não são mais lembrados. Esse dia no calendário Católico, e desde o Sec. XIII, transitou para o 2º dia do mês de Novembro, já que o 1º dia do mês era consagrado ao Dia de Todos os Santos destinado a celebrar todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. Contudo, a prática moderna, sem cuidar de julgar o estado de graça dos finados, tem vindo a nivelar todos os que partiram nas memórias que se evocam a 1 de Novembro. Recordando entre eles João Paulo II, esta união espiritual da saudade deveria ser também a ponte para «uma peregrinação espiritual, principalmente aonde se encontram sepultadas as vítimas da violência e da guerra, da injustiça e da fome».
Porém, estas palavras são cada vez mais ridicularizadas por uma sociedade materializada e insensível. O certo é que, independentemente da fé de cada um, no nosso calendário o feriado de 1 de Novembro convida-nos a reflectir sobre a nossa condição, daqueles que nos precederam e dos que nos hão-de sobreviver. A nossa condição, apesar da vida que engendramos, é a de simples mortais. Ainda assim diversos credos e religiões veneram o mistério da vida eterna pois «Ser imortal é insignificante; com excepção do homem, todas as criaturas o são, pois ignoram a morte; o divino, o terrível, o incompreensível é saber-se imortal». Quem o disse foi o imortal Jorge Luís Borges cujo corpo descansa em Genéve, no cimetiére des Rois, sob uma lápide lacónica que por isso mesmo nos lembra o seu longínquo poema «Inscrição em qualquer sepulcro»:
«Que o mármore temerário não arrisque
ruidosas transgressões ao poder do esquecimento,
enumerando com prolixidade
o nome, a opinião, os factos, a pátria.
Tantos enfeites pertencem às trevas
E que o mármore não diga o que calam os homens.
O essencial da vida fenecida
-a trémula esperança, o milagre implacável da dor e o assombro do gozo?
irá perdurar sempre.
Às cegas reclama duração a alma arbitrária
quando a tem assegurada em vidas alheias,
quando tu próprio és o espelho e a réplica
dos que não atingiram o teu tempo
e outros serão (e são) a tua imortalidade na terra.»
Mas, numa sociedade que glorifica o culto do efémero a morte é um tema de mau gosto e um tabu ao qual se quer passar ao largo. A sátira deste costume foi já feita com «Sete Palmos Abaixo de Terra», uma brilhante série televisiva que narra as desventuras de uma família atípica de «undertakers». Na verdade, neste nosso mundo cada vez mais globalizado há também lugar para «contemporaneizar» a morte, sendo disso exemplo o culto do Halloween em vésperas de Dia de Todos os Santos e Dia de Finados. Nos dias que correm a concorrência mercantil do Halloween quase que nos faz esquecer o significado do milenar feriado de 1 de Novembro. São aproximadamente mil anos de celebração da fé na ressurreição, e do culto da fertilidade da vida, que são obliterados pela veneração consumista de bruxas folgazonas, abóboras iluminadas, e petizes mascarados de Harry Potter. Nada de novo numa sociedade que tolera, e até aceita com boçal desrespeito pela nossa memória, o lançamento dos livros de aventuras de Potter no Panteão Nacional ou nas ruínas do Convento do Carmo !
...
JNAS na Edição de 1 de Novembro do Jornal dos Açores
FANTAS CONCURSO # VENCEDORES
Os vencedores do Fantas Concurso são:
* Ezequiel
* Rodrigo de Sá
* Caiê e Pug
Cada um deles poderá levantar o seu prémio, 2 entradas para a noite de Hallowenn, na bilheteira do Teatro Micaelense, com apresentação de documento identificativo.
Ps: O VaKa ou a VaKa também poderá levantar prémio idêntico, mediante apresentação de documento com fotografia.
* Ezequiel
* Rodrigo de Sá
* Caiê e Pug
Cada um deles poderá levantar o seu prémio, 2 entradas para a noite de Hallowenn, na bilheteira do Teatro Micaelense, com apresentação de documento identificativo.
Ps: O VaKa ou a VaKa também poderá levantar prémio idêntico, mediante apresentação de documento com fotografia.
Semana Fantasporto:Noite de Halloween
Último dia da Semana Fantasporto com tempo para celebrar. Assim, do programa consta o seguinte alinhamento:
22h00 | THE LAST HORROR MOVIE
00h00 | Noite de Halloween | Salão Nobre | Teatro Micaelense
1º parte
LULU MONDE - XAMÃ [chillout, jazz, bossa]
Ricardo Reis - bateria
Luís Sousa - baixo
Ricardo Silva - teclados
Paulo Fialho - guitarra
Ruben Oliveira - sax
2ª parte
HERBERTO QUARESMA [dj]
+ de 1.000
foram os espectadores que as 2 iniciativas da Muu, a "Semana Fantasporto" com 9 sessões e a "Festa Mundial da Animação" com 4 sessões, levaram às salas nos últimos 8 dias.
Não é bom, mas é muito gratificante ter no público espectadores confidenciarem que já não iam a uma sala de cinema à muitos, muitos meses.
A todos os que participaram o nosso muito obrigado.
Não é bom, mas é muito gratificante ter no público espectadores confidenciarem que já não iam a uma sala de cinema à muitos, muitos meses.
A todos os que participaram o nosso muito obrigado.
domingo, outubro 30
...AINDA JORGE LUÍS BORGES # 4
...
JORGE LUÍS BORGES, pressentindo a solidão gélida do ataúde, antes de encomendar a alma ao criador deixou-nos um impressionante poema incluso em «La Moneda de Hierro», um dos derradeiros volumes onde também sepulta os seus últimos poemas. Entre eles está «El remordimiento», uma das mais lancinantes confissões da literatura contemporânea, que desnuda o mal de vivre do poeta que foi sempre maior do que a sua pequena tragédia íntima e existencial.
Cometi o mais horrível dos pecados
Que se pode cometer. Não tenho sido feliz.
Que os glaciares do esquecimento
Me arrastem e me percam, despiedados.
Por meus pais fui gerado para o jogo
Arriscado e formosíssimo da vida,
Para a terra, a água, o ar, o fogo.
Defraudei-os. Não fui feliz. Cumprida
Não foi sua vontade. A minha mente
Apliquei às simétricas porfias
Da arte que entretece ninharias.
Legaram-me valor. Não fui valente.
Não me abandona. Está sempre a meu lado
A sombra de ter sido um desgraçado.
(Poema «O remorso» é aqui postado na Tradução «feliz» de José Bento em «Conhecer Borges e a sua obra», de Marcos Barnatán, numa Edição da Ulisseia.)
JORGE LUÍS BORGES, pressentindo a solidão gélida do ataúde, antes de encomendar a alma ao criador deixou-nos um impressionante poema incluso em «La Moneda de Hierro», um dos derradeiros volumes onde também sepulta os seus últimos poemas. Entre eles está «El remordimiento», uma das mais lancinantes confissões da literatura contemporânea, que desnuda o mal de vivre do poeta que foi sempre maior do que a sua pequena tragédia íntima e existencial.
Cometi o mais horrível dos pecados
Que se pode cometer. Não tenho sido feliz.
Que os glaciares do esquecimento
Me arrastem e me percam, despiedados.
Por meus pais fui gerado para o jogo
Arriscado e formosíssimo da vida,
Para a terra, a água, o ar, o fogo.
Defraudei-os. Não fui feliz. Cumprida
Não foi sua vontade. A minha mente
Apliquei às simétricas porfias
Da arte que entretece ninharias.
Legaram-me valor. Não fui valente.
Não me abandona. Está sempre a meu lado
A sombra de ter sido um desgraçado.
(Poema «O remorso» é aqui postado na Tradução «feliz» de José Bento em «Conhecer Borges e a sua obra», de Marcos Barnatán, numa Edição da Ulisseia.)
animação em Portugal
Apesar da propalada crise - o sector da animação em Portugal tem razões para sorrir, senão vejamos: a conclusão da 2ª curta-metragem de Regina Pessoa; a edição 2005 do Cinanima e uma justa homenagem a Abi Feijó. A MUU prepara-se para a 4ª edição do MACAQUINS em Janeiro de 2006.
CHERCHEZ LA FEMME # 6
Valerie Plame
A senhora de shades com o cabelo apanhado num lenço de seda, adereços indispensáveis para andar de descapotável, chama-se Valerie Plame. Já não sei bem se é o seu nome de solteira, se é a alcunha que lhe arranjaram na Agência. Oficialmente, responde pelo nome de Valerie Wilson. O Wilson é o marido, em primeiro plano na fotografia, e a 6 de Julho de 2003 publicou um artigo no New York Times, intitulado O que não encontrei em África, que deixou bastante maltratada a política iraquiana da administração Bush. Mais discreta que o marido, Valerie teria preferido continuar na sombra, mas fontes da Casa Branca cometeram a inconfidência de dizer a alguns jornalistas que a senhora era uma agente operacional da CIA. Uma dessas fontes, o chefe de gabinete de Dick Cheney, foi ontem constituído arguido no processo relacionado com a fuga de informação. Karl Rove, o conselheiro especial da Presidência a quem George W. chama o grande arquitecto, poderá ser o senhor que se segue. Na gíria de Washington o processo já é conhecido pelo nome de Plamegate. Há quem diga que é a maldição do segundo mandato: Watergate foi na segunda presidência de Nixon, Lewinsky foi na segunda de Clinton.
Embora os good looks da misteriosa Valerie possam indicar o contrário, este enredo do Plamegate desemboca na guerra do Iraque. Os Republicanos parecem ter pelo escândalo político a mesma atracção fatal que os Democratas evidenciam pela luxúria da carne.
quinta-feira, outubro 27
o cooperativista
Alguém o avisou de que é à Presidência da República e não a 1º Ministro que o sr. concorre!?...
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